640 – Proifes ou Promec?

A “coisa” Proifes é ou não o braço do lulismo nas IFES? Para o Saci, nada cai sem o dedo da gravidade…

.

Pensando no Amanhã

Maria Inês Marques
Profa. da FACED/UFBA

.

.

dia nem amanheceu e já estou pensando no amanhã. Ontem, eu antevia os brados da federação heroína, cantando vitória. Esta prática desses caras não é nova, entrar e atrapalhar a negociação do Andes, para isto eles existem. Para nos prejudicar. Talvez não tenham percebido, a federação repetiu  a mesma fórmula da última negociação. Correu, assinou o papel e o  Andes viu-se na contingência de assinar também, sendo extremamente criticado.  Nesta negociação nasceu o GT de Carreira, o Andes levou a sério, a proposta do movimento docente foi construída a partir das seções sindicais. Aqui na Ufba, Ufrb e Ifba, nada se sabia.  O projeto que a ex-diretoria assumiu  foi aquele  que o Vil armou para o Mec, recebendo vultosas quantias por consultoria.

O Andes passou os anos seguintes ao acordo, tentando negociar carreira, paridade entre ativos e aposentados, e nada. Os prazos estipulados pelo GTMEC findaram e a negociação não aconteceu. Só restou a greve. O Andes, construiu legalmente o processo de greve, seguindo as manifestações de todas as suas Seções Sindicais. Na Ufba, um grupo de bravos e bravas companheiros/as,  iniciou o movimento de reunir sindicalizados interessados no debate sobre carreira do Andes. Construíram atividades  que acompanharam calendário de preparação para a greve, panfletaram, qualificaram o debate, até que a Ufba iniciou sua greve em 29 de maio de 2012. Este grupo diluiu-se quando a greve começou, isto porque, não era mais grupo, era um coletivo que se encontrava de novo para dirigir seu destino.

A ex-diretoria não mediu esforços para atrapalhar o processo de uma greve, que a presidente declarou estar em curso, naquele célebre 28 de Maio de 2012. Em nível nacional, a federação perdia todos  os seus dominados para greve do Andes. Os federados entraram na negociação porque seus representados usurpados ao  Andes entraram em greve, usaram a  oportunidade para melar tudo.  A categoria, em todos os lugares, pensava que os caras da federação  seguiriam os desejos das assembléias, que seriam executivos. Ledo engano, eles não estão aí para isto. Foram legitimados pelo Mec para tomar assento à mesa de negociação. Assinaram o acordo do Mec, jogando contra os seus sindicalizados que estavam em greve pela carreira do Andes… e ainda dão vivas à uma ação tão Vil.

Aqui de fora, coloquei minha opinião, o movimento docente deveria tirar os caras da mesa de negociação antes de qualquer coisa. Aqui na Ufba, disse o mesmo para o Comando de greve. Mas… quem sou eu?…

Por muito tempo fiquei indignada com as direções do Andes, por não agirem pelas vias da justiça, no caso da retomada da apub. Compreendi, que o sindicato não pode litigar com sua seção sindical, cumpre aos sindicalizados a tomada de posição. Aos sindicalizados não interessava agir e um só bravo homem, meu querido Chico, que reuniu provas e ganhou por duas vezes processo contra o desligamento da apub do Andes, que se traduz em: apub não é sindicato. Tudo feito às suas expensas. Compreendi também,  que a luta é eminentemente política, necessita de convencimento quanto à justeza da causa, este é o cerne da motivação para agir. Não entendia porque o Andes aceitava sentar-se  à mesa de negociação com a federação de pelegos. Explicaram que ela não poderia ser retirada, pois estava ali como convidada do Mec. Negociação para a federação, é resultado e resultado é o que o governo decide conceder, fazendo disto um estardalhaço, salpicando purpurina  nos ganhos . Qual a função da presença da federação no processo negocial? Reforçar o Mec. Os docentes da Ufba viram os métodos da federação, os sindicalizados vivenciam seus desmandos, analisando tudo, não é difícil se convencer para agir.

A volta da greve para as seções sindicais do Andes será melancólico, sim, porque, mesmo diante de um movimento forte, dos três segmentos, constata-se que ao governo não interessa a qualidade do ensino-pesquisa-extensão, que as condições de trabalho não lhe dizem respeito, que paridade para ele, é para dar boa vida à aposentado. Melancolia causada por um grupo de pelegos, que mancharam o processo de luta. Ganhar ou perder é da vida, mas saber que perdeu-se em função deste grupo de parasitas sindicais, é duro.

O Andes não assumirá derrota, nem baixará cabeça, melancolia passa, mas o ato pelego nunca. Ele será exemplar. Viva o Andes!!!!

Na Ufba e nos lugares onde eles tomaram seções sindicais do Andes, não haverá espaço para a melancolia, porque o horizonte é de luta. Luta para que tenhamos um sindicato que fale por todos. Em nome de todos os docentes que construíram o modelo de carreira, que rebaixaram as reivindicações para processo de negociação, devemos ajudar a extrair este cancro do movimento sindical instalado aqui e acolá.

2 Respostas to “640 – Proifes ou Promec?”

  1. Francisco Santana Says:

    Excelente Charge

  2. Menandro Ramos Says:

    Já que a “coisa” Proifes também não pode ser federação, conforme
    ponderou o Prof. Francisco Santana, resta-lhe, então, a denominação de “fórum” – embora este termo nos remeta ao “fórum romano”, lugar onde ocorriam as discussões e debates públicos -, portanto, bem diferente das propostas feitas pelos proifianos, para que plebiscitos e votações ocorram apenas de maneira virtual… Eles decretaram – inutilmente! -, a morte da Assembleia, pra quem não sabe.

    Segundo o Saci, talvez o sentido de “fórum” esteja mais próximo ao que o filósofo inglês Francis Bacon (1561-1626) elaborou como crítica aos ídolos, ou seja, ostáculos que impedem o conhecimento da verdade (além dos ídolos do fórum, há também mais três outros: ídolos da caverna, ídolos do teatro e ídolos da tribo). ara mais detalhes, consulte o Novum Organum, do citado filósofo.

    – Mas, semântica à parte – manifesta-se o Saci – o que pensam os
    doutos filólogos ou linguistas? O correto seria Proifes ou Promec?
    Lembrando que “IFES” é a abreviatura de “Instituições Federais de
    Ensino Superior”. Bem “de leve”!…

    Na charge acima, além de você conhecer a exata posição da “coisa” Proifes – onde ela se situa espacialmente – vai ler o que a historiadora MIM escreveu e pensou sobre “o amanhã”, além de conhecer a primeira aquarela da série “Políticos com Arte” que o Saci tramou e urdiu.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: