68 – As uvas e os candidatos

 

Através do Saci, o Prof. Francisco Santana resolveu mandar uvas para os leitores deste blog, num gesto de incentivo à saudável frugalidade eleitoral da campanha para a reitoria da UFBA (clique na foto para ampliá-la).

4 Respostas to “68 – As uvas e os candidatos”

  1. Menandro Ramos Says:

    O Prof. Francisco Santana está tendo duas dificuldades: a primeira é em desenhar frutas e a segunda é em publicar seus textos. Parece que está havendo algum problema com a lista da APUB.

    Desta forma, para socorrer o colega, aflito em participar ativamente do processo eleitoral da UFBA, o Saci dá essa forcinha, até que os moderadores das listas resolvam essas pendências pouco ou nada democráticas…
    ———-

    Nem sempre uma verdade pode ser dita por qualquer um, pois pode parecer legislação em causa própria ou o discurso da raposa mal
    sucedida:

    AS UVAS ESTAVAM VERDES.

    Se a raposa tivesse alcançado as uvas e depois de prová-las constatase que estavam verdes, sua afirmação teria mais mais foros de credibilidade.

    O Alfred North Whitehead provavelmente deve ter credibilidade para dizer isto. O professor Fausto da Politécnica, eu reputo como entre os poucos que se incluem no discurso do Alfred North Whitehead e tenho certeza que todos os professores da Politécnica o reconhecem.

    Qualquer outro, deveria esperar que terceiros lhe fizessem o elogio.

    Francisco Santana

    Em 2 de abril de 2010 07:19, escreveu:
    >
    > Caros membros da comunidade da UFBA
    >
    > Estamos em campanha para Reitor e Vice da UFBA, pela CHAPA 1 e, em razão disso, achamos por bem compartilhar com vocês reflexões importantes sobre o que deve ser uma universidade. O texto abaixo, que trata da questão da produção de publicações na universidade, é da autoria de Alfred North Whitehead (1861-1947), matemático, filósofo e, sobretudo, grande educador britânico, tido como o principal formulador da atividade de extensão na universidade.
    >
    > À Vitória!
    >
    > JOÃO AUGUSTO e ADEMÁRIO
    >
    >
    > “Não se deve supor que a produção da universidade na forma de idéias originais se meça unicamente pelos trabalhos publicados e livros marcados com os nomes de seus autores. A humanidade é tão individual em sua modalidade de produção quanto na substância de seus pensamentos. Para algumas das mentalidades mais férteis, a composição escrita, ou em forma transformável em escrita, parece ser uma impossibilidade. Em cada faculdade se descobre que alguns dos professores mais brilhantes não figuram entre os que publicam obras. Sua originalidade requer para ser expressa convívio direto com os alunos em forma de preleções ou de debates pessoais. Tais homens exercem enorme influência; e, no entanto, depois que a geração de seus alunos morreu, eles repousam entre os inumeráveis benfeitores da humanidade que não receberam agradecimentos. Felizmente um deles é imortal – Sócrates.
    > Portanto, seria um grande erro calcular o valor de cada membro de uma faculdade pelo trabalho impresso e assinado com seu nome. Existe agora uma tendência para cair nesse erro; é preciso protestar enfaticamente contra a atitude por parte de autoridades que é prejudicial à eficiência e injusta para com o trabalho desprendido.
    > Depois de feitas todas as concessões, um bom teste que dirá da eficiência geral de uma faculdade é se ela, como um todo, está produzindo, em forma impressa, sua quota de produções para o espírito. Deve-se considerar essa quota em importância de pensamento e não em número de palavras.
    > Esse exame mostra que a direção de uma faculdade universitária não tem analogia com a de uma organização comercial. A opinião pública sobre a faculdade e um zelo comum pelos propósitos da universidade formam as únicas salvaguardas para o alto nível do trabalho universitário. A faculdade deveria ser um agrupamento de scholars estimulando-se mutuamente e determinando livremente suas atividades. Pode-se assegurar o cumprimento de certas exigências formais, que as aulas sejam dadas em horas determinadas e que instrutores e alunos a ela compareçam. Mas o âmago da questão fica acima de qualquer regulamento.”
    >
    > Whitehead, Alfred North. Os fins da educação e outros ensaios. São
    > Paulo: Editora Nacional e Editora da USP, 1969, p.107-108.
    >
    > ATENÇÃO: DEBATE ENTRE CANDIDATOS NA FACULDADE DE ARQUITETURA: 9:00H
    > DO DIA O6 DE ABRIL (TERÇA FEIRA)
    >
    >
    >
    > —————————————————————-

  2. osaciperere Says:

    O Prof. Francisco Santan está tendo duas dificuldades: a primeira é em desenhar frutas e a segunda é em publicar seus textos. Parece que está tendo algum problema com a lista da APUB.

    Desta forma, para socorrer o colega, aflito em participar ativamente do processo eleitoral, dou uma forcinha à sua participação democrática…

    Claro que rogando aos responsáveis pela moderação da lista para darem guarida aos escritos do distinto professor que, mesmo aposentado, não perde o entusiasmo pela reconstrução da UFBA.
    ———-

    Nem sempre uma verdade pode ser dita por qualquer um, pois pode parecer legislação em causa própria ou o discurso da raposa mal
    sucedida:

    AS UVAS ESTAVAM VERDES.

    Se a raposa tivesse alcançado as uvas e depois de prová-las constatase que estavam verdes, sua afirmação teria mais mais foros de credibilidade.

    O Alfred North Whitehead provavelmente deve ter credibilidade para dizer isto. O professor Fausto da Politécnica, eu reputo como entre os poucos que se incluem no discurso do Alfred North Whitehead e tenho certeza que todos os professores da Politécnica o reconhecem.

    Qualquer outro, deveria esperar que terceiros lhe fizessem o elogio.

    Francisco Santana

    Em 2 de abril de 2010 07:19, escreveu:
    >
    > Caros membros da comunidade da UFBA
    >
    > Estamos em campanha para Reitor e Vice da UFBA, pela CHAPA 1 e, em razão disso, achamos por bem compartilhar com vocês reflexões importantes sobre o que deve ser uma universidade. O texto abaixo, que trata da questão da produção de publicações na universidade, é da autoria de Alfred North Whitehead (1861-1947), matemático, filósofo e, sobretudo, grande educador britânico, tido como o principal formulador da atividade de extensão na universidade.
    >
    > À Vitória!
    >
    > JOÃO AUGUSTO e ADEMÁRIO
    >
    >
    > “Não se deve supor que a produção da universidade na forma de idéias originais se meça unicamente pelos trabalhos publicados e livros marcados com os nomes de seus autores. A humanidade é tão individual em sua modalidade de produção quanto na substância de seus pensamentos. Para algumas das mentalidades mais férteis, a composição escrita, ou em forma transformável em escrita, parece ser uma impossibilidade. Em cada faculdade se descobre que alguns dos professores mais brilhantes não figuram entre os que publicam obras. Sua originalidade requer para ser expressa convívio direto com os alunos em forma de preleções ou de debates pessoais. Tais homens exercem enorme influência; e, no entanto, depois que a geração de seus alunos morreu, eles repousam entre os inumeráveis benfeitores da humanidade que não receberam agradecimentos. Felizmente um deles é imortal – Sócrates.
    > Portanto, seria um grande erro calcular o valor de cada membro de uma faculdade pelo trabalho impresso e assinado com seu nome. Existe agora uma tendência para cair nesse erro; é preciso protestar enfaticamente contra a atitude por parte de autoridades que é prejudicial à eficiência e injusta para com o trabalho desprendido.
    > Depois de feitas todas as concessões, um bom teste que dirá da eficiência geral de uma faculdade é se ela, como um todo, está produzindo, em forma impressa, sua quota de produções para o espírito. Deve-se considerar essa quota em importância de pensamento e não em número de palavras.
    > Esse exame mostra que a direção de uma faculdade universitária não tem analogia com a de uma organização comercial. A opinião pública sobre a faculdade e um zelo comum pelos propósitos da universidade formam as únicas salvaguardas para o alto nível do trabalho universitário. A faculdade deveria ser um agrupamento de scholars estimulando-se mutuamente e determinando livremente suas atividades. Pode-se assegurar o cumprimento de certas exigências formais, que as aulas sejam dadas em horas determinadas e que instrutores e alunos a ela compareçam. Mas o âmago da questão fica acima de qualquer regulamento.”
    >
    > Whitehead, Alfred North. Os fins da educação e outros ensaios. São
    > Paulo: Editora Nacional e Editora da USP, 1969, p.107-108.
    >
    > ATENÇÃO: DEBATE ENTRE CANDIDATOS NA FACULDADE DE ARQUITETURA: 9:00H
    > DO DIA O6 DE ABRIL (TERÇA FEIRA)
    >
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  3. Erramos « Blog do Saci-Pererê Says:

    […] pode ver alguma coisa de cá) pelo imperdoável lapso cometido. Assim, onde se vê laranja, na charge nº 68, veja-se uma tristonha raposa […]

  4. Menandro Ramos Says:

    ERRAMOS

    A eleição para reitor da UFBA tem deixado o Saci meio estressado, trocando as bolas. Imagine, o leitor, que sua distração dessa vez foi tão grande que trocou um animal por uma fruta. Pode um negócio desse?

    Queremos, em especial, pedir desculpas ao leitor e ao fabuloso La Fontaine (se de lá onde está pode ver alguma coisa de cá) pelo imperdoável lapso cometido.

    Assim, onde se vê laranja, na charge acima, veja-se uma tristonha raposa amarronzada.

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