– As janelas da alma

 ou
Os buraquinhos por onde a mente enxerga o mundo

Pelas janelas do pintor belga Magritte, o Saci entrou e saiu no evento do Elege II. Clique na arte para visualizá-la melhor.

 

 

Menandro Ramos
FACED/UFBA

ias depois de ter sido contactado informalmente pela Profa. Mary Arapiraca para comentar o filme “Janela da Alma”, durante o evento que o Geling iria realizar – e que ora realiza – sem pipoca, mas com algum conforto em uma poltrona improvisada, no meu AP, lá estava eu de pernas para cima e controle remoto em punho, me deliciando com a alusão do terceiro olho feita pelo músico Hermeto Pascoal, quando o meu amigo Saci-Pererê chegou. Sem me cumprimentar sequer, foi logo se abancando na sua cadeira preferida de três pernas. Pelo seu olhar atento na tela da TV, não era difícil adivinhar seu interesse pelo filme. Sem a menor cerimônia, foi me pedindo o controle remoto e voltando, por conta própria, para o início do DVD.

Ele não se deixou intimidar diante do meu ar de indignação pela sua tremenda cara-de-pau, e, como se não percebesse a minha expressão irritada, foi logo dando sua nota.

– Caramba, chefia! Que barato esses círculos coloridos desfocados! É como se a gente estivesse vendo com a visão de um deficiente visual… Que filme é esse?

Como demorei em responder, ele mesmo foi conferir o título no menu.

– Humm! Janela da Alma! Já ouvi falar nesse filme. O título foi inspirado numa tirada de Vitor Hugo, n’est pas?

– Leonardo Da Vince! – disparei secamente.

– Com certeza?

– Absolutamente – confirmei resoluto.

Para dizer a verdade, certeza, certeza eu não tinha, mas era o que diziam. Desconfiei que o moleque estava puxando papo para me deixar mais sereno. O resultado, porém, era o contrário do esperado por ele. A vontade que tive foi de passar-lhe uma boa descompostura, mas acabei me contendo.

A essa altura ele havia pausado o filme. Vi pela sua postura aproximada do “Le Penseur”, de Rodin, que ele refletia. Pensei com meus botões: “Lá vem pedrada”.

– E esse título do filme, chefia, o que você acha dele?

Senti que estava prestes a ceder à provocação do pestinha. Veio-me a vontade de falar da grande sacada dos autores, da pertinência de tudo, inclusive do título. Contive-me.

– Gostei. Acho que foi bem escolhido!

– Bem escolhido? Como assim? – provocou-me o abusado.

– Como assim, como? Acho que foi bem escolhido e pronto. E não tem “como assim”! É cada uma! – desabafei.

– Não é que esse título seja ruim, não, chefia. Como algo poético, metafórico, acho que até vale. Mas ele é meio problemático. A sensação que tenho quando o leio é que ele separa o corpo da mente ou do espírito. É como se o corpo fosse dinâmico, vivaz, mas que não enxerga nada. Atributo esse que seria apenas da alma. Seria isso? Não lhe passa a ideia de um dualismo psicofísico cartesiano? Me diga:  é possível pensar numa moeda apenas com a cara, ou apenas com a coroa…

– Até que é – quis vingar-me dele e das suas amolações. – Posso pensar um lado com a efígie e o outro liso…

– Nã-nã-nã-nã-não! Isso é sofisma. Eu perguntei se é possível uma moeda com um lado só…

– Então!…

– Então, nada! Enquanto objeto tridimensional, você sabe que não é possível isso. Não me enrole, não!

Sorri meio sem graça. Ainda tentei dizer-lhe alguma coisa, mas ele me arrebatou a palavra.

– “Ver”, chefia, numa visão mais limitada é exercitar um ponto de vista. Um só. Apenas um. É a explicitação da perspectiva do olho, da sua mirada de um ponto fixo, no meio de muitos outros, apenas uma possibilidade exercitada, assim como o “ouvir”, nessa mesma perspectiva, é um recortar apenas – um e somente um – no universo de múltiplos sons e ruídos, que a audição faz da realidade empobrecida.

– E o que é a realidade para você, Saci? – agora era a minha vez de provocá-lo.

– Talvez, talvez a realidade seja as múltiplas perspectivas jamais exercidas – mas em potência de precipitar-se -, pela celebração dos sentidos e pela cognição – ou entendimento – em sua totalidade. Talvez.

Tentei esmiuçar aquela sua fala, porém ele foi mais rápido e recuperou o que polemizara inicialmente.

– Mas voltando ao título do filme, a ideia que passa é a de que a vista ou a visão é exercida mecanicamente por dois buraquinhos chamados de “olhos” e pelos quais a alma enxerga a realidade…

– Não vejo assim, Saci…

– Tá vendo! Olhe o que você disse. “Não vejo”. O verbo “ver” que usou na frase, absolutiza o sentido da visão. Agora, eu pergunto: e quem não enxerga, como fica, é um ignorante em mundo?

– Ah! Saci! Me poupe. Você mesmo acabou de usar o verbo “olhar” na frase “Olhe o que você disse”…

– Viu você? É a prova de que estamos – eu, você e todo mundo – estamos condicionados a desprezar os outros sentidos e a enfatizar apenas o sentido da visão. Vel caeco appareat (até uma cego vê isso). Quem não sabe que Beati monoculi in terra caecorum (Na terra dos cegos quem tem um olho é rei)? Quem ignora que aqui impera o “Oculis magis habenda fides quam auribus” ( Ver para crer)? Cadê que esse tal Leonardo não falou sobre os ouvidos como sendo as janelas da alma, ou o nariz ou a boca? Oculum pro oculo (olho por olho)…

Interrompi-o bruscamente. Aquele maldito latim com sotaque baiano soou-me como um desrespeito, e tirou-me do sério. Antes de cair outro temporal das malditas máximas, impus-me minimamente:

Baaaassta Saci! Chega! Eu preciso assistir a esse filme! Se quiser ver comigo, tudo bem. Contanto que não dê mais um piu…

– Tudo bem! Tudo bem chefia! Quem sou eu para questionar o pintor de Mona Lisa e de tantos e tantos inventos! Só queria dizer que cada indivíduo deve ser medido com o metro do seu próprio tempo… Me diga só uma coisinha: quantas são as cores primárias?

Caracas! O que a calça tinha a ver com o paletó, se a gravata estava no meio? Ai minha paciência! Eu precisava tê-la. Esforcei-me.

– Em que sistema, bonitinho? Cor luz ou cor pigmento?

– Não importa! Eu perguntei “quantas são as cores primárias”… Se você não sabe…

– Claro que sei, boboca! Qualquer criança sabe sobre isso… São três, ora essa!

– Certíssimo! Mas para o grande Leonardo eram quatro…

– Quatro? – perguntei assombrado e desconfiado ao mesmo tempo.

– Quatro, sim! Mas a referência que ele tinha de “cores primárias” não era a que temos hoje. Primárias, para ele, eram cores básicas com as quais ele podia estruturar a sua pintura. Além do vermelho, azul e amarelo, que para nós seriam as cores fundamentais, em termos de pigmento opaco, o inventor do pára-quedas, segundo dizem por aí, incluíra também o pigmento verde. Ele estava errado por isso? Claro que não. Mas levando em conta as nossas referências contemporâneas ele…

– OK, Saci! OK! Já entendi sua colocação. Agora, por favor, me dê esse controle remoto!…

***

Eu não contei aqui nem a metade da perrenga que eu passei com o Saci durante a exibição do filme. A cada um dos 18 (19 com a menina) entrevistados que assistimos juntos, ele tinha que meter o seu bedelho, fazer um comentário, interromper a exibição. Foi um deus nos acuda, mas acabei me divertindo e até concordando com algumas das suas colocações.

Por exemplo, a visão geral que ele tem do filme é a de que “a realização foi um jardim de carvalhos frondosos conduzido pela sensibilidade e inteligência” dos autores João Jardim e Walter Carvalho. Trocadilho à parte, concordei com ele sobre a competência dos diretores. Ambos míopes, como muitos dos entrevistados, [e como eu], de graus distintos de acuidade visual, os dois tentaram rascunhar algo sobre a miopia e acabaram realizando uma rica construção audiovisual sobre o olhar, muito além do piedoso “Deus dá o cobertor conforme o frio”. Muito além, seguindo a linha do cineasta Walter Lima Júnior.

Como nunca na vida, senti-me lisonjeado e até feliz em ser míope também. Da mesma forma, me tornei mais confiante para afirmar como o faço agora que, sem meus óculos, minha audição fica prejudicada, tal qual a concentração da atriz Marieta Severo, nos momentos de perda, em cena, de suas lentes de contato. O mesmo pode ser dito em relação à minha exultação frente ao limite imposto pela armação dos meus óculos, do mesmo modo como se pronuncia o cineasta alemão Win Wenderes. Também, habituei-me com as minhas armações, ora finas, ora grossas, e gosto do enquadramento que elas fazem do mundo visível. Parece que o espaço fica menor, porém melhor de ser visto. É ainda o cineasta alemão que me confirma a sinestesia entre os sentidos, conforme sempre desconfiei: “Ver com os ouvidos, ouvir e ver com o cérebro, com o estômago e com a alma. Creio que vemos em parte com os olhos, mas não exclusivamente.”

Senti, durante a exibição do filme, reviver as contendas entre racionalistas e empiristas, principalmente, na fala do poeta Manoel de Barros:

– O primitivo manda em minha alma. Mais do que os olhos. Eu não acho que seja pelo olho que entram as coisas minhas. Elas não entram: elas vêem. Elas aparecem de dentro, de dentro de mim. Não entram pelo olho. Infelizmente, eu estou dizendo uma coisa que não é o que vocês querem. O olho vê. A lembrança revê as coisas e é a imaginação que transvê, que transfigura o mundo, que faz outro mundo, para o poeta e para o artista de um modo geral. A transfiguração é a coisa mais importante para o artista.

Era como se Jonh Locke repetisse o pensamento da antiguidade aristotélica sobre a experiência – a empeiría –  e fosse corrigido por Leibniz: Nada há no intelecto que não tenha passado primeiro pelos sentidos a não ser o próprio intelecto (Nihil est quod non intelectualmente no prius fuerit em sensu, nisi intellectus ipse, conforme expressão original em latim).

Destacamos uma das mais belas falas do documentário, que é a do neurologista e escritor inglês:

Se dizemos que os olhos são a janela da alma, sugerimos, de certa forma, que os olhos são passivos e que as coisas apenas entram. Mas a alma e a imaginação também saem. O que vemos é constantemente modificado por nosso conhecimento, nossos anseios, nossos desejos, nossas emoções, pela cultura, pelas teorias científicas mais recentes. Acredito que… Veja, [apanha um ímã] se alguma vez vimos raspas de ferro sobre um ímã e qual o comportamento de um campo magnético, acredito que isso entra no imaginário, de certa maneira, i posso ver o campo invisível do ímã. Posso vê-lo sem o ver. Posso vê-lo com os olhos da mente.

O ato de ver, de olhar não se limita a olhar para fora não se limita a olhar o visível, mas também, o invisível. De certa forma é o que chamamos de imaginação.

Todos nós somos criaturas emocionais. E creio que todas as nossas percepções, as nossas sensações e experiências são carregadas de emoção, de emoção pessoal. Acredito que a emoção fique, por assim dizer, codificada na imagem. Curiosamente, às vezes, a emoção pode se separar da imagem. As pessoas que têm esse problema, denominado Síndrome de Capgras, pode deixar de reconhecer o marido, a esposa, os filhos, e passam a acreditar que estão sendo enganados. Elas dizem, ‘você não é o meu marido, você se parece com ele, mas é uma imitação. Você não é verdadeiro. Você tomou o lugar dele’. Aparentemente, o que acontece nesse caso é que o sentimento de ternura e familiaridade desaparece. O reconhecimento visual existe, mas não o emocional. E nesse caso, a pessoa mergulha em plena contradição e é forçada a concluir que está sendo enganada e que estão lhe pegando uma peça. Isso reforça a ideia de que o reconhecimento, a memória visual e toda forma de percepção devem estar inseparavelmente ligados à emoção. Quando a memória visual é desconectada, uma grave crise nervosa pode ocorrer. (Oliver Sacks, Janela da Alma)

Para o Saci, é bem provável que, se em vez de escritores, cineastas, artistas plásticos, fotógrafos, atores – todos com pouca vista, diga-se de passagem, por coincidência ou não –, se estivessem ali vendedores de óculos, de picinez, de lunetas, de microscópios, muito provavelmente a conversa seria outra. Ele lembrou, ainda, o quão as Ciências Naturais se debruçaram nos rústicos aparelhinhos óticos que tiveram como pioneiros os voyeuristas Galileu Galilei, Antony van Leeuwenhoek e o incrível Robert Hook. Sem eles, talvez, o planeta Terra ainda continuasse hegemônico no centro do universo e os espermatozóides continuassem fecundando óvulos por aí, mas ainda como ilustres desconhecidos dos seus próprios fabricantes e beneficiárias. Ainda assim, o Saci se sensibilizou com a fala de Hermeto Pascoal.

Eu pedi a Deus para Deus me deixar um tempo cego, cego aparente. Porque olhando é tanta coisa ruim que a gente vê, que atrapalha a visão certa, a visão das coisas que a gente quer fazer na vida.

Após ouvir Hermeto, e afirmar que certamente o músico não quis se referir à TV Terra e a outras emissoras espalhadas pelo Globo, o Saci teceu uma longa consideração sobre as imagens na contemporaneidade, sobre os novos dispositivos digitais desenvolvidos para criá-las e reproduzi-las, sobre os problemas que acometem inexoravelmente os videntes e sobre as distorções que chegam ao cérebro dos humanos, muitas vezes cúmplices preguiçosos dos artifícios imagéticos que levam ao grande consumo, ao enriquecimento predador em benefício de uns poucos e ao comprometimento da qualidade de vida do Planeta.

Ele bisbilhotara a minha agenda e fazia uso de uns dados que eu anotara do jornalista Ethelvado Siqueira:

 […] O número de imagens capturadas apenas com as câmeras fotográficas (de imagens fixas ou still pictures) passou a 150 bilhões em todo o mundo em 2006. E as fotos e imagens de vídeo capturadas por telefones celulares chegam a quase 100 bilhões […] (SIQUEIRA, 2007: 361) (*)

Os números astronômicos surrupiados da minha agenda, e que lhe haviam deixado reflexivos, como deixaram a mim também, diziam respeito ao investimento que tinha como alvo as janelas da alma espalhadas aos bilhões pelo mundo afora. Razão pela qual o tema lhe parecia de grande relevância.

Para ele, o mundo, por ser visto em perspectiva, deveria nos trazer um permanente estado de desconfiança e apreensão em relação ao que vemos. Mas nem sempre isso acontece. Quem não aplaudiu, um dia, a espirituosa pintura renascentista que nos iludiu simulando uma tridimensionalidade que nunca existiu? E, recentemente, quem não bateu palmas para o filme Avatar, em 3D? Creio que só quem não o assistiu!… Assim, devemos creditar ao engodo ou à ilusão de ótica tão-somente atribuída ao recurso artificioso da sombra, do volume, da perspectiva, ou também ao cérebro que se deixou enganar? O que tem sido a artesanal pintura senão um exercício da prestidigitação? Ou estaríamos enganados? Não seria, inapelavelmente, uma enganação da tridimensionalidade permitida e até aplaudida? O mesmo não poderia ser dito em relação à maquínica fotografia de objetividade inquestionável? Ou do cinema que nos vende um movimento que nunca houve de fato? Quem nunca pensou em estar sozinho no mundo, só e somente só, apenas cercado de imagens projetadas pela própria mente? Estaríamos vivendo a mentira da Matrix, uma vez que somos, no nosso dia-a-dia, iludidos pelos simulacros da perspectiva, da sombra, do volume, do movimento? Não temos ciência, por acaso, da retenção retiniana de imagens por frações do segundo, numa sucessão delas? E o que dizer do reflexo que nos oferece a visão de um duplo que não existe objetivamente, ou da refração que nos mostrar uma colher quebrada, estando ela intacta, quando mergulhada na água em um copo de material transparente? O que dizer?

O pior de tudo é que, desde os primórdios da fotografia, já sabíamos que o negativo, negava o ativo, o movimentado, e o aprisionava em instantes fugidios da realidade. E, ainda por cima, nos vangloriávamos da objetividade do seu gesto. Há alguém no mundo que não sabe que nesse mesmo negativo o que é visto como sendo preto, deve ser pensado como branco; o vermelho, como verde; o amarelo, como violeta; o azul como laranja? Há alguém no mundo sem essas noções? Se há, podemos cultivar a sementinha da esperança… Raciocinando com a lógica inversa dos negativos. Também sabíamos que os dispositivos óticos-mecânicos de aprisionamento das imagens do mundo, ou das representações icônicas, tomaram como modelo o globo ocular, cujas imagens de ponta-cabeça são revertidas em algum lugar do cérebro. Para o atento pensador de gorro vermelho e pito, a astúcia de tomar os cones e os bastonetes como referências para a construção de múltiplos fotossensores artificiais, só não encontrou paralelo de genialidade na artimanha de astuciar mundos humanos plurais plenos para humanos demasiadamente singulares.

Já com relação a uma das falas de José Saramago, o Saci faz uma pequena observação. Quando o escritor português diz que “Nós não temos olhos como o Falcão. Se o Romeu tivesse os olhos de um falcão não se apaixonaria por Julieta”, provavelmente, essa hipótese não se aplica aos da sua espécie, (primatas monópode Homo sacissapiens), da mesma forma que não se aplica à espécie do Falcão, cuja vista acurada pode identificar facilmente a plumagem encanecida da sua companheira, mas nem por isso a rejeita. Ao contrário, se entendêssemos os seus sinais de comunicação, talvez até descobríssemos que se gabam por ter no corpo da parceira de amor e procriação uma autêntica paisagem corporal sem máscara e sem panqueique.Talvez.

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(*) SIQUEIRA, Ethevaldo. Revolução digital: história e tecnologia no século XX. São Paulo: Saraiva, 2007.

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Leia também o II ELEGE em Bricolagem, de Mary  Arapiraca.

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3 Respostas to “– As janelas da alma”

  1. Menandro Ramos Says:

    Passei maus momentos.

    Recebi da coordenação do GELING para fazer a conferência da Abertura do II ELEGE. Devo ter frustrado os coordenadores, pois não consegui preparar a referida Conferência. Tentei me justificar perante o grupo sobre as dificuldades que tive com o Saci, que me impediu de escrever, de pensar, de fazer qualquer coisa. O grupo acolheu generosamente a minha justificativa, mas ainda estou furioso com o abusado de gorro vermelho e pito.

    Para quem não sabe, o ELEGE é o Encontro de Leitura e Escrita do GELING. Este, por sua vez, é o Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação e Linguagem, da Linha Filosofia, Linguagem e Práxis Pedagógica, do Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Educação/UFBA. É um dos grupos mais atuantes da Faculdade de Educação e dos mais simpáticos, segundo o Saci, com o qual concordo… Nomes como o das professoras Dinéa Muniz, Lícia Beltrão, Mary Arapiraca, Emília Helena, Raquel Nery e tantos outros e outras (que assumo estar sendo injusto com eles por não citá-los nominalmente) ilustram o quão ilustres são os eventos organizados pelas caras colegas.

    A ideia das organizadoras era eu fazer uma leitura do filme “Janela da Alma”, de João Jardim e Walter Carvalho, e partilhar com os presentes no evento do II ELEGE, intitulado “Janela da Alma: o que dizem os teus olhos.

    A ideia do Saci era mudar o título para “Os buraquinhos por onde a mente enxerga o mundo”. Depois de muita chateação, acabei convencendo-o a aceitar que ficasse assim: “As Janelas da Alma” ou Os buraquinhos por onde a mente enxerga o mundo”.

    ———————-

    Para que não digam que eu e o Saci somos apenas passionais, elogiamos o excelente trabalho fílmico dos autores, sem fazer nenhum favor a ambos, mesmo sabendo que um deles, o cineasta Walter Carvalho, perdeu seu precioso tempo dirigindo a fotografia do filme “Entreatos”, sobre o ex-presidente Lula a 30 dias do poder, em 2004… Para o Saci, foi um desperdício de talento…

  2. yohanecardoso Says:

    Olá, Saci. Fiquei bastante interessada, ademais do texto, pela pintura que o ilustra. Ela está à venda? Segue meu contato para melhor conversarmos, em caso afirmativo: yohane.cardoso@gmail.com
    Abraço.

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