– Alice Portugal: Dez anos do 16 de maio

“Alice Portugal: Dez anos do 16 de maio de 2001 na Bahia

A deputada federal Alice Portugal (PCdoB) lembra os dez anos da invasão do campus da Universidade Federal da Bahia (UFBA) pela Polícia Militar, ocorrida em 16 de maio de 2001, quando o então governador César Borges ordenou que a PM reprimisse violentamente os estudantes que pediam a cassação dos senadores Antônio Carlos Magalhães e José Roberto Arruda.” (Fonte: Net)

 

Menandro Ramos
Prof. da FACED/UFBA

Foi simpática e oportuna a lembrança da deputada federal Alice Portugal. As faixas que mandou afixar no vale universitário, rememoram, à população baiana, que o campus universitário do Canela, há dez anos, foi palco da truculência do Carlismo.

Pessoalmente, a admiro muito pela sua coragem. Aliás, o seu partido abriga nomes locais valorosos como o da pedagoga e vereadora Olívia Santana e o da vereadora Aladilce Souza, entre outros. Tenho certeza que ela, na ocasião oportuna, ainda como parlamentar, também se lembrará da invasão da Reitoria da UFBA pela polícia federal e do espancamento de estudantes lá abrigados. Essas datas precisam ser gravadas na memória dos que cultivam o ideário democrático e o respeito pelos estudantes e trabalhadores.

Se já não nutro esperanças de um dia chamar de volta Haroldo Lima para a bela posição que um dia ocupou (ou que eu supunha ocupar) – juntamente com o deputado paulista Aldo Rebelo, e, por que não dizer, também, o atual diretor da APUB, Prof.  João Augusto Rocha -, mantenho, entretanto, a confiança na bravura da colega (pois ela também é servidora da UFBA), para defender a nossa instituição, sobretudo a Instituição Pública, Gratuita, de Qualidade e Referenciada no Social,  se preciso for. Creio que a nobre deputada não colocará a sua competência a serviço do capital. Ou será que estou enganado?

Para quem não sabe, o quase conterrâneo Haroldo Lima, desde 2005, controla a Agência Nacional de Petróleo, e, em sua gestão, dando continuidade aos projetos de FHC, a Petrobras acolheu de braços largos os investidores internacionais e preparou terreno para entregar o pré-sal às multinacionais. Já o deputado Aldo Rebelo tem-se notabilizado por mesuras feitas aos ruralistas, inclusive colocando o seu verbo em favor da anistia aos desmatadores, conforme vem divulgando a mídia golpista e não golpista. Quanto ao Prof. João Augusto Rocha, também do partido da deputada Alice Portugal, segundo suponho, creio não ser necessário situá-lo para os Leitores, uma vez que suas defesas ao Proifes e à “flexibilização” sindical são por demais conhecidas no âmbito da UFBA.

Desafortunadamente, o partido da deputada Alice Portugal tem patrocinado e apoiado projetos que favorecem sobremaneira a acumulação dos capitalistas sob a chancela do dinheiro público. O ministro dos Esportes, Orlando Silva, seu correligionário de sigla partidária, está aí para não me deixar mentir, costurando e enredando com as empreiteiras as obras milionárias da Copa e da Olimpíada que o Brasil sediará.

Faço votos que a nobre deputada resista às tentações, comodidades e regalos que o grande capital proporciona…

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Uma resposta to “– Alice Portugal: Dez anos do 16 de maio”

  1. Menandro Ramos Says:

    Recebi uma mensagem me questionando o motivo de a nobre deputada não ter se pronunciado em favor dos professores das universidades estaduais em greve…

    Infelizmente não sei responder. Só ela mesma poderá fazê-lo. O Certo é que muita gente boa foi sumindo, sumindo, sumindo dos nossos campi. Às vezes, aparecem, às pressas, no período eleitoral, sem a menor chance de se bater um papo cabeça como outrora… Tenho que admitir a tremenda saia justa imposta pelo governo Lula aos ligados e coligados. Bons tempos em que as esquerdas defendiam os trabalhadores, a educação, o meio ambiente. Parece que na sequência assumida pela presidente Dilma, a luta continua, sim, mas em favor dos capitalistas. Lamentavelmente.

    A impressão que se tem é que o capital financeiro “rezou” muita gente boa e valorosa em outras primaveras baianas…

    De qualquer maneira, para não ser injusto com quem quer que seja, não estou bem certo de que os bravos parlamentares de esquerda – ou supostos como sendo – ficaram mudos diante do prato feito, frio e sem sabor que o governo Wagner quer impor à educação baiana… Talvez a mídia tenha divulgado algo e eu não tenha visto. Anos atrás, Caetano Veloso já perguntava: “Quem lê tanta notícia?”

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