– APUB: amor roxo pelo MEC!

 

Para o Saci, de longe, as últimas diretorias da APUB são as maiores propagandistas dos feitos e disfeitos do MEC. Seria um caso de amor não correspondido? (clique na foto para visualizá-la melhor).

 

Menandro Ramos
Prof. da FACED/UFBA

Toda vez que o Saci entra no site da APUB, ele tem algo a me dizer. Agora é a propaganda de uma suposta valorização do professor. Claro! Ele tinha que meter a sua colher de pau na raspa do doce de buriti em tacho de cobre:

– Como é que pode, chefia?! A propaganda diz uma coisa e o Reuni diz concretamente outra. A precarização do trabalho docente não me deixa mentir…

Poooode! Meu enxerido amigo! Você acha que os Dudas da vida fariam uma beleza de propaganda dessa se os docentes de fato, soubessem para que veio o Reuni, para que veio a Universidade Nova, para que veio o BI? Bobinho!

Sabe, Leitora, cheguei ficar com dó do bichinho. Na moral! Nos meus cinquenta e sete anos vividos, nunca tinha visto um Saci enrubecido. Coisa de doido! Só depois a ficha caiu pra o pobrezinho. De fininho, o coitado escafedeu-se sem deixar rastro.

De toda forma, uma coisa ele acertou: que parece que a APUB tem um amor roxo pelo MEC, isso parece!

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Veja a tal propaganda do MEC que a APUB está abrigando no seu site. Links patrocinados? Não, creio que não! É puro amor mesmo. Daqueles só vistos nos romances de antigamente, da Biblioteca das Moças…

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3 Respostas to “– APUB: amor roxo pelo MEC!”

  1. Menandro Ramos Says:

    Para um amigo filósofo, isso não é mais um propaganda, e sim uma “divagação metafísica estratosférica”…

    Quem sabe se ele não está com a razão?…

    Já um outro, de área mais pragmática, dispara:

    – Quer valorizar a carreira docente em todos os níveis? Remunere decentemente os professores, banana! O resto é conversa mole…

    Pois é. Nós sabemos que é conversa mole. Nós sabemos, mas é preciso lembrar que Lula deixou a bodega com uma popularidade lá nas núvens. Quem quiser saber se a propaganda funciona mesmo é só ficar ligado nos reclames do Plin-Plin e depois dar um plantão próximo a uma gôndola de supermercado…

    Quem sabe se ambos não estão com a razão, cada qual a seu modo?

  2. José Tavares-Neto Says:

    Prezado Amigo do Saci,

    O reclame do MEC é risível, mas de beleza imprestável para o nosso dia a dia. Enquanto isso, um docente de 40h, da classe de Associado I, tem vencimento básico de R$ 1.779,52 + penduricalhos!

    No meu caso, pago ao seguro-saúde 50,2% do suposto vencimento básico, de maior credibilidade no mercado. Assim sendo, só resta o caminho do bom combate, do contrário só aumentará o número daqueles que transformaram a carreira docente em mero “bico”; e, em consequência, juntamente com os outros problemas estruturais, a Universidade muito menos poderá contribuir ao desenvolvimento do País, ao contrário da pretendida “associação” proposta na propaganda-deboche do MEC.

    Aliado a tudo isso e a “sopa de letras” (REUNI, UNINOVA, etc.), começaram a transformar muitos dos atuais cursos superiores em fábricas de portadores de diplomas, sem serventia, inclusive de mestres e doutores-de-parede (em razão da utilidade do diploma, após emoldurar: afixar na parede da sala, do consultório, entre outros usos não-acadêmicos).

    Não obstante, a maioria parece muito contente. Como acordar esses Colegas? O Saci tem alguma sugestão?

    Saudações acadêmicas bicentenárias,

    José Tavares-Neto
    Medicina – UFBA

  3. Menandro Ramos Says:

    Há de ter uma saída, Prof. Tavares! Quando o Saci percebe algum desânimo eventual em algum colega mais próximo, ele me incumbe de lembrar-lhe que não há noites eternas enquanto o Sol existir. Este, por sua sua vez, inspira o esclarecimento…

    É impossível sustentar a mentira a vida toda. A propaganda, sem negar-lhe o poder de fogo, tem também seus limites e se esbarra na porosidade das “fortalezas” espúrias, construídas na opacidade. Fissuras existem… Por falar nisso, o colega vem acompanhando a novela do IHAC? Esperemos para ver se a tal construção se deu em terreno pantanoso ou não… É uma pena que afunde levando consigo o nome desse geógrafo baiano extraordinário que tanto respeitamos. E aqui abrimos um parêntesis para indagar: será que a inclusão dos nomes de Milton Santos e de Anísio Teixeira nas galerias da Universidade Nova ocorreu, de fato, por admiração sincera ou foi por marketing astuto?

    Retomando o nosso assunto, creio que ainda teremos algumas dificuldades com a diretoria da APUB. Nossas mensagens continuam sendo censuradas. Temas como esse que o Sr. levanta não será possivelmente acolhido. Aliás, o colega sabe, por experiência própria, como eles têm agido… Vão continuar agindo assim? Sabe o vento!…

    Cheguei a nutrir esperanças de que a Nova Diretoria tivesse outra postura diferente da anterior, mas parece que me enganei. De qualquer forma, ainda aguardo que ela de manifeste para o diálogo.

    Ou será que para rompermos a barreira da tesoura, imposta autoritáriamente pelos dirigente da nossa seção sindical, não há outro recurso senão o da Justiça, conforme o caminho aberto corajosamente pelo Prof. Santana?

    De qualquer maneira, agora compreendemos melhor o porquê de terem cortado a nossa palavra… O Saci a toda hora está buzinando em meu ouvido:

    – Quem deve, teme!
    Saudações acadêmicas,

    Menandro Ramos
    FACED/UFBA

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