– Contra ato do reitor da UENF

Artigo 5º da Constituição Federal
IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

 

A volta da censura em nenhuma hipótese deve ser tolerada. Manifesto, pois, minha solidariedade ao Prof. Prof. Marcos A. Pedlowski.

Lamentavelmente, aqui na Bahia, o mesmo desatino vem ocorrendo contra alguns professores da UFBA. Nesse caso, o triste papel de censor vem sendo exercido pelo presidente da APUB, o Prof. Israel de Oliveira Pinheiro, ao impedir a circulação – na lista de debates do sindicato que ele preside -, das mensagens dos que não pensam como ele.

Saudações universitárias,

Menandro Ramos
Prof. da FACED/UFBA

————————-

De: andes-ad@googlegroups.com
[mailto:andes-ad@googlegroups.com]
Enviada em: quinta-feira, 12 de agosto de 2010 01:12
Para: evson@uol.com.br; Andes-AD@googlegroups.com
Assunto: Re: [ANDES AD 2009]

Solidariedade a Marcos Pedlowski, presidente da ADUENF “A Constituição Federal de 1988 é explicita no sentido de garantir a liberdade de expressão e a livre organização sindical. Infelizmente desde a promulgação da nossa atual carta magna muitas tentativas têm sido feitas para impedir a sua completa aplicação no cotidiano da população brasileira. Uma das facetas mais explicitas deste encantamento com as práticas ditatoriais que vigoraram no Brasil por mais de duas décadas tem sido a tentativa de criminalizar a ação política de sindicatos e movimentos sociais. E este pendor autoritário tem se manifestado também no interior das universidades, normalmente revestido sob a capa administrativa das comissões especiais de sindicância.

Este uso abusivo de atos administrativos para tentar calar e punir lideranças sindicais vem ocorrendo em todo o território brasileiro, e atinge normalmente lideranças claramente comprometidas com as causas dos trabalhadores que representam. Neste contexto se enquadra a comissão especial de sindicância aberta pelo Reitor da UENF [Universidade Estadual do Norte Fluminense], Prof. Almy Junior, contra o Prof. Marcos A. Pedlowski, presidente da Associação de Docentes da Uenf, seção sindical do ANDES-SN, em função de um editorial publicado no jornal da Aduenf. Esta publicação que é de responsabilidade coletiva de uma diretoria democraticamente eleita não poderia jamais servir de instrumento para a abertura de tal procedimento.

Neste sentido, vimos solicitar ao Reitor Almy Junior que proceda com o imediato arquivamento desta comissão especial de sindicância, visto que não podemos conviver com tal arbitrariedade em uma universidade, que deve ser espaço de livre pensamento, livre crítica e formação de cidadãos conscientes”.

Anúncios

3 Respostas to “– Contra ato do reitor da UENF”

  1. Francisco Santana Says:

    Mas isso era previsto. Por mim desde 1994, pelo menos. Como mostra artigo meu que foi publicado em pelo menos três jornais: Estadão, Tribuna da Imprensa e Tribuna da Bahia. Segue abaixo esse artigo.

    FASCISMOS

    Recentemente (24/03/94), Orestes Quércia afirmou na TV que o PT é de fato um partido de direita com discurso de esquerda. Uma reedição de Mussolini no Brasil. Realmente o Sr. Orestes Quércia está pleno de razão, mas fica difícil à maioria das pessoas entenderem isso se se associar somente ao fascismo o aspecto ditatorial. Dentro desse aspecto, o assassinato do ABC que revelou as práticas intolerantes do PT no mundo sindical, a punição de Erundina e outros métodos de eliminar concorrentes na luta pela hegemonia do partido, tentativa de cercear opiniões divergentes através de métodos intimidativos, chantagear parlamentares revelando seus extratos bancários à margem da lei, etc., são ainda insuficientes para caracterizar o PT como fascista. Para se entender o que é fascismo temos que recorrer ao grande filósofo Palmiro Togliatti. Segundo ele, quem tentar caracterizar o fascismo pelas suas formas concretas de ação, erra sempre, pois O FASCISMO É UM CAMALEÃO que muda de forma constantemente em função de determinado objetivo imediato. O que caracteriza a essência do fascismo é a sua identidade com os interesses da fração hegemônica do grande capital financeiro, o mais oligopolizado e reacionário portanto. Se quiser entender a forma concreta que o partido fascista assume em determinado momento, é só relacioná-la com os objetivos imediatos do grande capital financeiro naquele momento. Assim, Mussolini, que era ultra esquerdista saiu do partido socialista unindo-se aos intelectuais “futuristas” ( o futurismo tem fortes semelhanças com o modernismo e o tropicalismo no Brasil), para fundar o Partido Fascista, que inicialmente tinha fortes tendências liberais com lemas típicos da pequena burguesia intelectual que queria se emancipar, tais como, “NAVEGAR É PRECISO, VIVER NÃO É PRECISO”, “NE ME FREGO” (POUCO SE ME DÁ) e outros de mesmo cunho ideológico de “SEM MEDO DE SER FELIZ”. D’Annunzio usava um bottom com o lema “NAVEGAR É PRECISO… e Mussolini o subscrevia nos documentos que assinava. Pode-se dizer que o Partido Fascista italiano, alternando formas liberais e ditatoriais em função do espaço (região) e do tempo (época), foi predominantemente liberal de 1919 à 1925. A partir de 1925, já no poder, o Partido Fascista foi predominantemente ditatorial e aplicou o terror do estado, semelhantemente ao PT quando conquista a máquina do Sindicato e a usa como terror para aplastar seus dissidentes, particularmente os comunistas (vide episódio do ABC e outros). Usemos o critério de Togliatti para entender as semelhanças e diferenças entre o fascismo europeu de 1918 a 1945 e o fascismo no Brasil atual. Semelhantemente ao fascismo italiano o PT precisa liderar camadas da população as mais diversas, como o lúmpem, classe média, classe operária não proletária, etc. para merecer as benesses do grande capital. Daí o ecletismo camaleônico do discurso e programa do PT. Quando o grande capital radicaliza, cai a máscara desse discurso demagógico e começam os expurgos e o aplastamento das tendências à esquerda do partido. As diferenças surgem em função dos objetivos do grande capital financeiro na Europa naquela época serem diversos dos seus objetivos no Brasil de hoje. Naquela época o grande capital financeiro tinha como objetivo lógico final uma santa cruzada contra o comunismo, inclusive no seu santuário, a URSS; daí forjar líderes heróico-trágicos e nacionalismos exacerbados imperialistas, para cumprir esses objetivos. Já para o Brasil de hoje, a lógica do grande capital financeiro reserva uma política de destruição do estado nacional, sucateamento da nossa indústria, internacionalização da AMAZONIA, destruição do mercado interno e de nossa força de trabalho, etc., o que exige lideranças fascistas de outro tipo, demagógico, eclético, oportunista, apátrida, capaz de camuflar seu antipatriotismo com doutrinas da moda fabricadas nos países colonialistas para consumo das elites travestidas de esquerda, alienadas, do terceiro mundo. O PT satisfaz os dois critérios básicos de Togliatti, o mimetismo camaleônico (à vista de todos) e a fidelidade ao grande capital internacional; quanto a este último basta fazer a pergunta: quem financia o PT? e saberemos com a resposta a quem serve o PT. Outras evidências ilustram essa tese, mas como o espaço é curto, deixo para outro momento decliná-las, completando esse artigo sobre fascismo. Não sei se o Sr. Orestes Quércia tinha essa visão quando afirmou que o PT representava o fascismo no Brasil. Mas que ele acertou na mosca, acertou.

    Francisco José Duarte de Santana

    Há outra definição de fascismo, na Enciclpédia Delta que também cai como uma luva no PT:

    MUSSOLINE – Reunindo a classe média por um socialismo demagógico e tranquilizando a direita com um anti comunismo consequente, alternando formas legais e ilegais (incluindo assassinatos) de luta, Mussoline chega ao poder.

    O parêntesis foi nosso.

  2. Francisco Santana Says:

    Ainda sobre o mesmo tema, fascismo, enviei recentemente um texto, AVALIAÇÃO DA ELEIÇÃO DE REITOR, provavelmente censurado no apubdebates, e que reproduzo aqui um trecho desse texto:

    Os resultados da eleição confirmaram a atmosfera de fascismo em ascensão na UFBA. O ex-presidente do STJ alertou em 6/7/2005: “ESTAMOS VIVENDO UM ESTADO NAZISTA”. Esperava-se que as Universidades fossem bastiões de resistência contra esse fascismo que ameaça a sociedade brasileira, mas parece o contrário, ele está sendo incrementado na UFBA celeremente. Uma dessas facetas do fascismo visível é a tentativa de se criar um pensamento único com inclusive censura em listas de debates. Mas a faceta fascista que queremos salientar nessas eleições é o indivíduo seguir politicamente, nesse caso votar, as ordens de chefes e chefetes, de modo totalmente ilógico, inconsciente, contra seus próprios interesses. Diferente de se seguir líderes dentro de uma lógica, consciente na defesa de seu interesse. Vejamos os exemplos: …

  3. Francisco Santana Says:

    Reroduzo aqui o texto integral citado acima. Ele foi distribuido primeiro sob a forma de panfleto e3ntre os técnicos da UFBA.

    AVALIAÇÃO DA ELEIÇÃO DE REITOR

    A ELEIÇÃO DE Reitor da UFBA teve um caráter plebiscitário, mesmo que disfarçada de três chapas. Só existiu dois tipos de votos: a favor ou contra a administração Naomar.

    De um lado, os satisfeitos com a administração Naomar, a situação: Chapa 1 + Chapa 3.

    Do outro lado, os descontentes com a administração Naomar, a oposição: Chapa 2 + brancos + nulos.

    Quem votou, Chapa 1 ou Chapa 3, votou SIM. Quem votou, Chapa 2, branco ou nulo, votou NÃO.

    A prova disso é que a chapa 1 defendeu publicamente a ação mais torpe da administração do Reitor Naomar, que foi o uso da Polícia Federal contra estudantes. Nem a chapa 3, teve coragem para tal. A deputada Federal do PCdoB apoiou oficialmente a Chapa 3, mas parte do PCdoB apoiou a Chapa 1 entre técnicos e estudantes. Etc., etc. Chapa 1 e Chapa 3 se complementaram.

    Constatado esse caráter plebiscitário, de SIM ou NÃO, fica mais fácil interpretar os resultados da eleição. O que se pode apreender desses resultados?

    Os resultados da eleição confirmaram a atmosfera de fascismo em ascensão na UFBA. O ex-presidente do STJ alertou em 6/7/2005: “ESTAMOS VIVENDO UM ESTADO NAZISTA”. Esperava-se que as Universidades fossem bastiões de resistência contra esse fascismo que ameaça a sociedade brasileira, mas parece o contrário, ele está sendo incrementado na UFBA celeremente. Uma dessas facetas do fascismo visível é a tentativa de se criar um pensamento único com inclusive censura em listas de debates. Mas a faceta fascista que queremos salientar nessas eleições é o indivíduo seguir politicamente, nesse caso votar, as ordens de chefes e chefetes, de modo totalmente ilógico, inconsciente, contra seus próprios interesses. Diferente de se seguir líderes dentro de uma lógica, consciente na defesa de seu interesse. Vejamos os exemplos:

    1 – FATO: 61,12% dos técnicos (1.360) votaram com o SIM (Chapa 1 ou Chapa 3). Assim esses técnicos votaram em sua maioria nos candidatos do sistema que cortou suas horas extras. Então aquela manifestação anterior, com faixas e cartazes era só farsa.

    62,50% (do total, não é o Escore) da comunidade da UFBA também votou com o SIM (Chapa 1 ou Chapa 3) avalizando portanto também o corte de horas extras dos técnicos. O novo reitor tem todo o direito e legitimidade, se quiser, de manter o corte de horas extras. Esses 1.360 que votaram no SIM, não têm moral para exigir, mas apenas pedir como mendigos.

    Não se pode acreditar que esses técnicos sejam tão masoquistas. É que eles não agiram segundo as suas consciências, agiram como manada de carneiros, como robôs, manipulados e dominados, alienados por um processo de manipulação e lavagem cerebral de 25 anos por sindicalistas que se apresentaram como seus salvadores assim como as máfias se apresentam oferecendo proteção. Viraram ROBÔS do PT e PCdoB.

    Durante a Ditadura, com o sindicalismo chamado pelego, os trabalhadores só perderam de direitos, a estabilidade aos dez anos e receberam em troca o FGTS. Depois que surgiu a CUT, o trabalhador tem perdido direitos, não só trabalhistas como previdenciários, um atrás do outro.

    2 – FATO: 62,05% dos estudantes votaram com o SIM (Chapa 1 ou Chapa 3). Votaram nos candidatos da administração que fez a maior violência contra os estudantes desde a ditadura militar. Que chamou a PF para reprimir o movimento estudantil dentro da UFBA. E o mais grave: se a reitoria abriu esse precedente absurdo, os estudantes agora o santificam já que não aproveitaram essa oportunidade para dar um não rotundo aos seus autores. Assim a nova direção está respaldada para usar a força contra os estudantes quando quiser.

    Não se pode acreditar também que esses estudantes (4.175), sejam masoquistas. Como os técnicos, também viraram ROBÔS do PT e do PCdoB.

    Tudo que foi afirmado em relação aos técnicos quanto ao fascismo é válido também para os estudantes. Esse sintoma do fascismo atinge todas as categorias: Estudantes, Professores e técnicos. Quanto aos estudantes há um outro agravante: a baixa participação. Se for bom por um lado, pois o percentual de ROBÔS é menor, por outro lado é ruim, pois o número de inconformados é menor ainda.

    Essa, portanto é a primeira tarefa de um verdadeiro sindicalismo: denunciar e combater a fascistização que avança no país a partir da luta sindical. Cabe aos estudantes (2.553), técnicos (865) e professores (509) que votaram no NÃO a tarefa de criar e conduzir esse sindicalismo; não se limitarem a pensar corretamente, mas agir.

    MSPDT – MOVIMENTO SINDICAL DO PDT & CSN – CORENTE SINDICAL NACIONALISTA.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: