– Perdão para os “culpados”

Paz, Amor e Perdão para os que puderem ser perdoados...

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Menandro Ramos
Prof. da FACED/UFBA

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ara o Saci, quem defende atos de vandalismo contra a população, está em outra. Não entra no seu time nem para pegar a bola. Isto é ponto pacífico.

Quem incendeia ônibus, saqueia lojas e assassina pessoas é bandido. Não tem o que se discutir. Nesse caso, aplica-se a lei. O diabo é que a lei é, às vezes,  muito dura e nem sempre é ligeira… Sem falar que é sempre unilateral. Como pode ver o Leitor(a), um problema puxa outro, e o pão de cada dia precisa ser ganho.

No artigo “A fórmula do caos”, publicado no jornal A Tarde em 09/02/2012, o Prof. Ubiratan Araújo faz referência ao ocorrido no Brasil em 1964 e no Chile em 1973, a partir da leitura de um outro autor, e refere-se à “destruição da governabilidade através da desmoralização do poder instituído e da difusão do pânico na população”.

Concordo inteiramente com as palavras do professor Bira, como é mais conhecido na UFBA. Creio que uma sociedade de fato democrática, jamais será construída tendo por pilares a violência, a corrupção e a mentira. Todos temos que nos despojar dos expedientes que criticamos nos outros, mas que, às vezes, nos valemos deles quando nos é conveniente. E, vez ou outra, até exercitar o perdão, independente de ser ou não religioso, quando ele pode ser aplicado.

Errou, e errou feio quem promoveu a violência e o pânico em Salvador. Mas errou também quem, em campanha eleitoral, prometeu melhorar a vida dos policiais e não cumpriu, caracterizando assim, como se diz hoje, um “estelionato eleitoral”. Vide os “PECs pendurados”. Assim, erra o executivo, erra o legislativo e erra o judiciário quando postergam ações de urgência urgentíssima.

– Parece que herrar é umano mesmo!… – conforme recita o meu escrachado amigo de gorro vermelho e pito.

Destrói também a governabilidade, portanto, quem não cuida do que precisa ser cuidado, quem tolera ou esconde mensalões, quem adia planos para a Educação, que precisam ser votados para o país aprumar seu passo, etc.

O Brasil tem sido mesmo um país surreal. Ou seria isto um atributo do próprio mundo? Um general é afastado do comando por comover-se ao receber um bolo de aniversário, como homenagem e gesto de boa-vontade dos policiais em greve. “Homem tem que ser durão”, como brincava Leila Diniz na música de Erasmo Carlos. Parece que acreditaram na pilhéria. O executivo estadual horroriza-se com expedientes utilizados por ele próprio e seu partido há pouco mais de uma década, conforme a mídia registrou. A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, em menos de 15 minutos, aprova o que levou meses para votar, concernente a proventos des militares…

E aqui vem a contribuição de um colega:

A presidenta Dilma, “estarrecida”, desaprova anistia a militares grevistas da Bahia. A presidenta disse respeitar as reivindicações da categoria, mas que anistiar os que tiverem cometidos crimes contra o patrimônio, pessoas e ordem pública pode levar a um país sem regras. Mas não foram esses os crimes que ela cometeu? E foi anistiada? Se ela alegar que tinha motivos justos, os grevistas também não os tem? E talvez até mais?  

O nonsense gerou o impasse. O que fazer?

– Não seria o caso – arrisca o Saci – de quem de direito experimentar o gesto largo da tolerância, do perdão, já que, a rigor, todos têm culpa no cartório?

É verdade. Ninguém escapa. Uns mais, outros menos. Agora é a minha vez de indagar:

Quem arriscaria atirar a primeira pedra? Por favor, minha gente, no sentido bíblico, que fique bem claro!!!

Concordo com o Saci. O negócio é perdoar os “culpados”, se for o caso, honrar os compromissos assumidos em campanha e tocar pra frente.  Como a situação está é que não pode permanecer.

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Em tempo: sem chance para os assassinos de moradores de rua!

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Uma resposta to “– Perdão para os “culpados””

  1. Cleverson Suzart Says:

    Concordo com vc Saci se houve excesso que se apure e que se faça cumprir a lei mas que ela se estenda para todos. Dito isto, talvez meu amigo Saci fosse o caso dos governantes pararem primeiro para ouvir e depois para por em prática o que canta Gil “Os pecados são todos meus
    Deus sabe a minha confissão
    Não há o que perdoar
    Por isso mesmo é que há de haver mais compaixão..”

    Cleverson Suzart

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