– Reitores enaltecem Lula

Menandro Ramos
Prof. da FACED/UFBA

Dizem que o filósofo alemão Heidegger, que se filiou ao partido NAZI (NSDAP) e foi nomeado reitor da Universidade de Freiburg, morreu muito triste num cantinho da Floresta Negra. Se não me falha a memória, foi esse o local.

Seus admiradores o defendem dizendo que ele percebeu a mancada que dera e se demitiu do referido cargo. E que se colocou em defesa dos professores de origem semita perseguidos…

O movimento é a marca da realidade, sou levado a concluir, e me expresso em voz alta ao ler algo na internet. O Saci, por sua vez, só para contrariar, conjumina que o referido movimento é a única estabilidade que a natureza abriga.

Ô moleque atentado esse meu amigo!

Aqui no Brasil, magníficos das Federais cantam loas ao governo Lula através de um manifesto.

Abaixo, transcrevemos o documento.

Se não olhei mal, está faltando um nome… Onde estava Wally?

 —————————————————————————

EDUCAÇÃO – O BRASIL NO RUMO CERTO

Manifesto de Reitores das Universidades Federais, à Nação Brasileira

Da pré-escola ao pós-doutoramento – ciclo completo educacional e acadêmico de formação das pessoas na busca pelo crescimento pessoal e profissional – consideramos que o Brasil encontrou o rumo nos últimos anos, graças a políticas, aumento orçamentário, ações e programas implementados pelo Governo Lula com a participação decisiva e direta de seus ministros, os quais reconhecemos, destacando o nome do Ministro Fernando Haddad.

Aliás, de forma mais ampla, assistimos a um crescimento muito significativo do País em vários domínios: ocorreu a redução marcante da miséria e da pobreza; promoveu-se a inclusão social de milhões de brasileiros, com a geração de empregos e renda; cresceu a autoestima da população, a confiança e a credibilidade internacional, num claro reconhecimento de que este é um País sério, solidário, de paz e de povo trabalhador. Caminhamos a passos largos para alcançar patamares mais elevados no cenário global, como uma Nação livre e soberana que não se submete aos ditames e aos interesses de países ou organizações estrangeiras.

Este período do Governo Lula ficará registrado na história como aquele em que mais se investiu em educação pública: foram criadas e consolidadas 14 novas universidades federais; institui-se a Universidade Aberta do Brasil; foram construídos mais de 100 campi universitários pelo interior do País; e ocorreu a criação e a ampliação, sem precedentes históricos, de Escolas Técnicas e Institutos Federais. Através do PROUNI, possibilitou-se o acesso ao ensino superior a mais de 700.000 jovens. Com a implantação do REUNI, estamos recuperando nossas Universidades Federais, de norte a sul e de leste a oeste. No geral, estamos dobrando de tamanho nossas Instituições e criando milhares de novos cursos, com investimentos crescentes em infraestrutura e contratação, por concurso público, de profissionais qualificados. Essas políticas devem continuar para consolidar os programas atuais e, inclusive, serem ampliadas no plano Federal, exigindo-se que os Estados e Municípios também cumpram com as suas responsabilidades sociais e constitucionais, colocando a educação como uma prioridade central de seus governos.

Por tudo isso e na dimensão de nossas responsabilidades enquanto educadores, dirigentes universitários e cidadãos que desejam ver o País continuar avançando sem retrocessos, dirigimo-nos à sociedade brasileira para afirmar, com convicção, que estamos no rumo certo e que devemos continuar lutando e exigindo dos próximos governantes a continuidade das políticas e investimentos na educação em todos os níveis, assim como na ciência, na tecnologia e na inovação, de que o Brasil tanto precisa para se inserir, de uma forma ainda mais decisiva, neste mundo contemporâneo em constantes transformações.

Finalizamos este manifesto prestando o nosso reconhecimento e a nossa gratidão ao Presidente Lula por tudo que fez pelo País, em especial, no que se refere às políticas para educação, ciência e tecnologia. Ele também foi incansável em afirmar, sempre, que recurso aplicado em educação não é gasto, mas sim investimento no futuro do País. Foi exemplo, ainda, ao receber em reunião anual, durante os seus 8 anos de mandato, os Reitores das Universidades Federais para debater políticas e ações para o setor, encaminhando soluções concretas, inclusive, relativas à Autonomia Universitária.

Alan Barbiero – Universidade Federal do Tocantins (UFT)
José Weber Freire Macedo – Univ. Fed. do Vale do São Francisco (UNIVASF)
Aloisio Teixeira – Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Josivan Barbosa Menezes – Universidade Federal Rural do Semi-árido (UFERSA)
Amaro Henrique Pessoa Lins – Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Malvina Tânia Tuttman – Univ. Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
Ana Dayse Rezende Dórea – Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
Maria Beatriz Luce – Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)
Antonio César Gonçalves Borges – Universidade Federal de Pelotas (UFPel)
Maria Lúcia Cavalli Neder – Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)
Carlos Alexandre Netto – Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Miguel Badenes P. Filho – Centro Fed. de Ed. Tec. (CEFET RJ)
Carlos Eduardo Cantarelli – Univ. Tec. Federal do Paraná (UTFPR)
Miriam da Costa Oliveira – Univ.. Fed. de Ciênc. da Saúde de POA (UFCSPA)
Célia Maria da Silva Oliveira – Univ. Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)
Natalino Salgado Filho – Universidade Federal do Maranhão (UFMA)
Damião Duque de Farias – Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)
Paulo Gabriel S. Nacif – Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)
Felipe .Martins Müller – Universidade Federal da Santa Maria (UFSM).
Pedro Angelo A. Abreu – Univ. Fed. do Vale do Jequetinhonha e Mucuri (UFVJM)
Hélgio Trindade – Univ. Federal da Integração Latino-Americana (UNILA)
Ricardo Motta Miranda – Univ. Fed. Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
Hélio Waldman – Universidade Federal do ABC (UFABC)
Roberto de Souza Salles – Universidade Federal Fluminense (UFF)
Henrique Duque Chaves Filho – Univ. Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Romulo Soares Polari – Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
Jesualdo Pereira Farias – Universidade Federal do Ceará – UFC
Sueo Numazawa – Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA)
João Carlos Brahm Cousin – Universidade Federal do Rio Grande – (FURG)
Targino de Araújo Filho – Univ. Federal de São Carlos (UFSCar)
José Carlos Tavares Carvalho – Universidade Federal do Amapá (UNIFAP)
Thompson F. Mariz – Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
José Geraldo de Sousa Júnior – Universidade Federal de Brasília (UNB)
Valmar C. de Andrade – Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
José Seixas Lourenço – Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA)
Virmondes Rodrigues Júnior – Univ. Federal do Triângulo Mineiro (UFTM)
Walter Manna Albertoni – Universidade Federal de São Paulo ( UNIFESP)

 

Fonte:
http://diap.org.br/index.php/noticias/agencia-diap/14599-manifesto-de-reitores-das-federais-educacao-brasil-esta-no-rumo-certo
Anúncios

4 Respostas to “– Reitores enaltecem Lula”

  1. José Roque Mota Carvalho Says:

    A UFBA não participou do manifesto. Será que haverá retaliação? Com a palavra a Magnífica Sra. Dora Leal Rosa.

  2. obsuni Says:

    Mais um manifesto no estilo – Nunca antes nesse país… –
    Luis Paulo Vieira Braga

    Trinta e sete reitores de Universidades Federais divulgaram, no dia 30 de setembro, um manifesto em apoio ao Governo Lula no que tange a Educação – Da pré-escola ao pós-doutoramento – segundo os termos do documento. A oportunidade, o escopo e a representatividade do mesmo são ilustrativos da percepção da realidade que esses dirigentes signatários demonstram.

    Divulgar um manifesto dessa natureza às vésperas das eleições representa um alinhamento com a situação, o que arranha a legislação eleitoral, pois os signatários o fizeram enquanto pessoas institucionais. O mais correto seria fazer esse reconhecimento ao final do mandato do atual presidente.

    O conteúdo do documento extrapola o domínio de competência dos reitores, uma vez que não são profundos conhecedores ou atores relevantes na educação básica, média e técnica do país.

    Como se essa prodigalidade não bastasse, o segundo parágrafo do manifesto dedica-se ao elogio dos rumos e realizações do governo na política, na economia, nas relações internacionais, etc.

    Mas é no plano do ensino superior que, infelizmente, o texto envereda no rumo da publicidade pura, desafiando a objetividade mais elementar. Por exemplo, quando se diz que – foram criadas e consolidadas 14 novas universidades federais – Ora, é do conhecimento geral o estágio preliminar em que se encontra a maioria delas, os episódios abordados por nós relativos à Universidade Federal do Recôncavo são bem ilustrativos da situação real dessas instituições.

    Em outro ponto do manifesto menciona-se – instituiu-se a Universidade Aberta do Brasil – Não é uma universidade, é um programa de integração de recursos humanos em Ensino a Distância já existentes em instituições de ensino no país. Nada a haver com a Open University inglesa, um modelo de universidade aberta tanto na sua estrutura real, como nos princípios da educação aberta (qualquer cidadão tem acesso aos cursos).

    O júbilo dos reitores das IFES ultrapassa os muros de suas instituições e é contagiado por um programa que beneficia as instituições particulares – o PROUNI – Não seriam os reitores das 86 universidades privadas os mais indicados para celebrá-lo?

    Temos quase 70 universidades federais no Brasil (incluindo-se as novas), de um total de 200 universidades públicas (federais, estaduais e municipais) e privadas. Além disso, há mais de uma centena de centros universitários, quase duas mil faculdades isoladas e dezenas de institutos tecnológicos. Qual é a real representatividade desse documento que mesmo no âmbito das federais carece de quantidade?

    O ufanismo do manifesto elide a objetividade característica da academia, substituindo os conceitos por palavras de ordem. Espera-se que a ANDIFES produza um documento mais consistente e consequente do que esse apresentado aos eleitores.

  3. osaciperere Says:

    LISTA DE NÃO SIGNTÁRIOS DO MANIFESTO

    Fundação Universidade Federal do Acre – UFAC
    Fundação Universidade Federal do Amazonas – FUA
    Universidade Federal do Pará – UFPA
    Fundação Universidade Federal de Rondônia – UNIR
    Fundação Universidade Federal de Roraima – UFRR
    Universidade Federal da Bahia – UFBA
    Fundação Universidade Federal do Piauí – UFPI
    Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN
    Fundação Universidade Federal de Sergipe – UFS
    Universidade Federal de Goiás – UFG
    Universidade Federal do Espirito Santo – UFES
    Universidade Federal de Lavras – UFLA
    Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG
    Fundação Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP
    Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE
    Fundação Universidade Federal de Uberlândia – UFU
    Fundação Universidade Federal de Viçosa – UFV
    Universidade Federal do Paraná – UFPR
    Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC
    Fundação Universidade Federal de Rio Grande – FURG
    ———————
    Podemos com isso concluir que já uma luzinha no fim do túnel?

  4. obsuni Says:

    A FURG está no manifesto da ANDIFES. Quanto à luzinha no fim do túnel acho cedo para celebrar. Os órgãos públicos estão sendo engolidos pelas disputas ideológicas e fisiológicas.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: