– Vestibular sobre o Presidente Lula

Car@,

Para você, leitor, qual das alternativas marcaria numa prova de “vestibular” sobre o Presidente Luís Inácio Lula da Silva ? (Caso queira estudar um pouco antes de responder a questão única, o material de apoio está logo abaixo. A respostá está no final da página).

QUESTÃO ÚNICA

Marque a única alternativa correta sobre o presidente Lula da Silva:

a) ( ) É muito Inteligente e governou apenas para os pobres nos seus dois mandatos
b) ( ) É um estadista que soube tomar dinheiro dos ricos para destiná-los aos pobres
c) ( ) É astucioso, tem muito gogó e leva todo mundo no bico, inclusive os intelectuais
d) ( ) Nasceu com as costas para a Lua e se cercou de bons conselheiros
e) ( ) É o responsável pela conversão de Dilma ao capital financeiro

A sequência correta é:

A) VVFVF   B) VVVVV   C) FFFFF   D)   FFVFV   E) FFFVV

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MATERIAL DE APOIO:

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22/10/2010 – 08h33
Lula é discípulo de Margaret Thatcher, diz dono do ‘Wall Street Journal’
DE SÃO PAULO

O empresário Rupert Murdoch, dono do império de mídia News Corporation e conhecido pelas ideias conservadoras, disse na quinta-feira (21) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é discípulo de Margaret Thatcher, premiê britânica do fim dos anos 70 até o início dos 90 e conhecida como “a dama de ferro”.

“O presidente Lula, do Brasil, pode ter começado sua vida como um socialista, mas agora é um thatcherista. Sem orgulho, as pessoas não prosperam. Sem um bolo maior, as porções ficam menores –e as [pessoas] mais vulneráveis são as que vão sofrer mais”, afirmou. A comparação entre o brasileiro e a política britânica ocorreu em um discurso em que Murdoch elogiava o governo Thatcher e pregava a necessidade da melhora da educação no Reino Unido.

Segundo o empresário (dono do “Wall Street Journal” e da rede Fox), “no ascendente Brasil, por exemplo, as favelas até recentemente eram muito perigosas até mesmo para a polícia entrar. Agora elas estão sendo renovadas, graças a uma ideia que não é desconhecida para as pessoas nesta sala [onde foi feito o discurso]”.

“A ideia é: permita que a população local compre sua casa, deixe que tenha orgulho do seu local e veja a localidade progredir”, afirmou.

Para ele, a primeira-ministra sabia que “talento não estava limitado à classe social” e que, “para os talentosos triunfarem”, é preciso retirar as barreiras contra as aspirações da classe trabalhadora.

Hoje em dia, disse Murdoch, fazer um bolo maior exige que “olhemos além de nossas fronteiras –além até mesmo da Europa– em busca de oportunidades”. Thatcher, 85, é um dos principais símbolos do conservadorismo dos anos 80 (ao lado do presidente americano Ronald Reagan), e seu governo ficou marcado pela redução do tamanho do Estado e dos direitos trabalhistas.

“Quantas pessoas esqueceram tão rapidamente que ela não só mudou o Reino Unido como, ao lado de Ronald Reagan, mudou o mundo para muito, muito melhor”, enfatizou o empresário australiano, que é dono de jornais britânicos como o “Times” e “The Sun”.

 

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(Subsídios do livro “O Chefe”, de Ivo Patarra, pg. 454)

Na crise do mensalão, o PT temeu o impeachment.
A oposição não agiu. Lula deu a volta por cima
As denúncias em turbilhão ligadas ao escândalo do mensalão, em 2005, deixaram desesperados integrantes do PT e do Governo Federal. Achavam que Lula não resistiria e que o impeachment do presidente da República era iminente. “Havia muita gente convicta de que o governo tinha acabado”, admitiu o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, em entrevista à revista Veja, em junho de 2008. Houve até uma “famosa noite”, em que os ministros Antonio Palocci (PT-SP), da Fazenda, e Márcio Thomaz Bastos, da Justiça, sugeriram um acordo à oposição. Para evitar o acirramento da crise, nas palavras de Gilberto
Carvalho, “Lula abriria mão da reeleição em troca do restante do mandato. Aquela noite foi
difícil para todos nós”.

Os dois ministros procuraram o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP) por orientação de Lula. Márcio Thomaz Bastos disse a FHC que o País ficaria ingovernável com o impeachment. O ex-presidente concordou, conforme o relato do repórter Carlos Marchi, no jornal O Estado de S. Paulo. E comprometeu-se a acalmar a oposição. Do repórter: “Nas semanas seguintes, a sua influência foi sentida e acabou sendo vital para que a oposição refreasse o ímpeto e não chegasse ao limite do pedido de impeachment”.

FHC avaliou que o afastamento de Lula “criaria uma cisão no Brasil”. Outros líderes da oposição, como o prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), e o presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), também foram procurados por emissários de Lula. O escândalo do mensalão provocaria ainda mais desolação nos dias seguintes. Lula ficaria chocado com o episódio da prisão, com dólares na cueca, de um assessor do deputado José Nobre Guimarães (PT-CE), irmão do presidente do PT, José Genoino (SP).

E quando Duda Mendonça admitiu à CPI dos Correios, em agosto de 2005, que recebera, no exterior, proveniente de caixa 2, pagamento pela campanha que havia elegido Lula, os dois ministros demonstraram ao presidente que a confissão do publicitário atingira pessoalmente o mais alto mandatário da nação. A situação, a partir dali, fugiria do controle do governo.

Daquela vez, Antonio Palocci se mostrou desorientado a FHC, e informou-o de que os conselheiros mais próximos de Lula temiam seriamente pelo futuro do presidente. Palocci falou em “desastre”. Para ele estava “tudo perdido”. Se não bastasse, de acordo com o relato do então ministro da Fazenda ao ex-presidente FHC, havia novos escândalos a explodir, como o de um rombo de R$ 500 milhões no Banco do Brasil. Mas isso jamais veio à tona. E
Lula conseguiu o que parecia impossível. Sobreviveu politicamente.

Um ano depois, no País da corrupção e da impunidade, Valdebran Padilha e Gedimar Passos, ambos ligados ao PT, foram presos pela Polícia Federal em um hotel em São Paulo, com R$ 1,7 milhão em cédulas de reais e dólares. O escândalo do dossiê, como ficou conhecido, era uma trama contra políticos do PSDB, e se tivesse dado certo beneficiaria principalmente o candidato do PT a governador de São Paulo, senador Aloizio Mercadante.

Resposta – Se você marcou a letra D, jamais tomará um cervejinha com o companheiro Lula.

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