 Sindicalismo de corretagem

 

O PROIFES existe? Eu navego no site do ANDES e sinto firmeza; tenho a sensação de que ele existe. Já o mesmo não posso dizer quando navego no site  do PROIFES; a existência dele se resume em atacar o ANDES; se o ANDES desaparecer ele também desaparece, mas a recíproca não é verdadeira, se o PROIFES desaparecer, o ANDES SE FORTALECE AINDA MAIS.

Na mensagem anterior eu falei do SINPRO e por curiosidade acessei seu site. O SINPRO existe; dá essa sensação de existência. Creio que qualquer outro site de sindicato dará igual resultado. Mas o PROIFES não.

Apertei então a tecla QUEM SOMOS  do SINPRO e copio esse trecho do seu manifesto:

“Têm sido numerosos os momentos em que os donos de escola tentam ludibriar o Direito; e, a cada ano, os professores têm que redobrar os esforços para manter inalteradas as conquistas obtidas até aqui. Ou porque apostam na desarticulação social promovida pelo Estado neoliberal, ou porque imaginam que a esperteza pode se transformar na pauta de conduta com que os empresários lidam com seus trabalhadores, as escolas particulares inventam de tudo para escapar do compromisso de respeito que os professores exigem. Em qualquer hipótese, a maior e mais eficaz arma de que dispomos é o Sindicato. Daí porque é necessário fortalecê-lo sempre e retribuir com consciência e participação aquilo que nossa entidade tem oferecido historicamente à categoria que representa.

Os defensores do PROIFES não se sentem envergonhados ao lerem isso? O PROIFES não destoa só do ANDES mas de qualquer sindicato que mereça esse nome.

Se o PROIFES NÃO É um sindicato, o que ele é? Uma ONG, um fórum?.

Acontece que o governo federal deu a ele um CRECI ilegal e ele vive de ganhar corretagens sobre as negociações de fato do ANDES. Toda negociação, professores versus MEC tem sempre o alicerce, propostas e reivindicações históricas bem sedimentadas que não foi o PROIFES QUE CONSTRUIU. Na hora de se decidir o acordo, o PROIFES OFERECE ALGUMAS vantagens imediatas aos professores incautos e ganhos polpudos de longo prazo para a estratégia neoliberal do governo e aí cobra sua corretagem.

Segundo o jornal O ESTADO DE S. PAULO de 15/06/09 a última corretagem foi de R$370 mil.

O professor incauto age como aquele cidadão que ao invés de segurar seu carro numa seguradora de confiança, como uma sulamérica, prefere fazê-lo com uma corretora cacete-armado que oferece vantagens imediatas a baixo custo. Só que vai ter que ficar rezando para o carro não ser roubado ou não acontecer algum acidente grave.

Eu já ouvi falar em sindicato pelego, de resultados etc., mas Sindicato de Corretagem é o primeiro.

Francisco Santana

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2009/6/17 <bethbite@ufba.br>

Colegas da APUB,

Alguns docentes mentem para camuflar os prejuízos que a Andes promoveu
na vida dos Professores, na última década.

Chegam a ser infantilóides em seus delírios sobre os bravos feitos da Andes.

E chamam de “luta” aquelas greves infinitas, decididas em assembléias
esvaziadas, que os professores das Universidades Públicas Federais não
querem mais fazer.

Entre outras mentiras, ignoram a anterioridade da APUB sobre a Andes,
e a autonomia da APUB poder vir a ser o que quiser ser.

A Diretoria da APUB convoca os colegas, para dizermos dizer SIM às
duas questões do plebiscito.

Sim à desfiliação da APUB à Andes.

Sim à transformação da APUB em Sindicato representativo das
Instituições Federais de Ensino Superior da Bahia.

VAMOS AO PLEBISCITO!

Beth Bittencourt.

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