 Sindicalistas ou bandidos?

 

Musculosos seguranças contratados pela CUT/Proifes impediram que os professores participassem da Assembleia (clique na foto para visualizá-la melhor).

Prof. Francisco Santana
Aposentado – I. Física/UFBA

A violência é indivisível. Se compactuamos com a violência dentro de nosso sindicato ou nas nossas proximidades, alimentamos a violência geral que corrompe a sociedade.

Abaixo, vemos um exemplo de um sindicato que se tornou uma máfia no pior sentido, extrapolando inclusive suas ações mafiosas além das fronteiras de sua ação que seria sua categoria sindical. Isso ocorreu no Estado do Paraná, região de grande índice de alfabetização e alto IDH. Leiam a reportagem abaixo “Acabou o reinado do Tôca” e reflitam.

Desde os primeiros assassinatos nos sindicatos petistas do ABC, que começam com a institucionalização da CUT como central hegemônica, que se deveria parar para refletir sobre esse problema. Mas a sociedade representada pela imprensa oficial preferiu abafar o problema como se isso fosse uma questão de natureza sindical que constituiriam um mundo à parte, não sujeito às leis brasileiras.

Esse problema que parecia restrito a sindicatos operários, como se operário fosse um animal distinto dos funcionários públicos, parece agora atingir o sindicato dos Professores Universitários. Um exemplo disso é a maneira da tentativa nefanda do tal PROIFES criar um sindicato paralelo. As fotos tiradas no evento dizem tudo. Seguranças uniformizados impedindo a entrada dos professores na assembléia montada com procurações. Outro exemplo é o ex-presidente da APUB se auto proclamar com o direito de censurar as mensagens dos adversários no “apubdebates”. Isso é violência. Coloque-se no lugar de quem tem a mensagem censurada e concluirá que é violência. No entanto essa escalada do PROIFES na direção da violência não encontra reação na maioria dos professores.

Por isso trago essa reportagem, abaixo, para reflexão dos professores da UFBA,  “Acabou o reinado do Tôca”.
Quais serão as razões que permitiram esse tipo de prática sindical, que não existia antes?

A impunidade é sem dúvida a razão imediata. No dizer de Euclides da Cunha, é a impunidade que faz o celerado, referindo-se ao Coronel Moreira Cézar. Mas a impunidade também tem causa, que nos parece ser a omissão da maioria. Mas qual seria a causa da omissão da maioria?

A sociedade do consumismo e do laissez fair parece que nivela todos por baixo, desde os marginais até as elites falsamente pensantes. Todos descem ao nível dos instintos mais primitivos, como sobrevivência (dinheiro), reprodução da espécie (sexo) e ação pedratória em grupo (máfias etc.) O homem primitivo já nasceu pertecendo a um grupo; ele não se desenvolveu a partir de uma vida individual que depois se associou; não teve uma existência individual como os predadores tipo, águia, onça etc.: os ancestrais do homem já andavam em hordas, clãs…Assim deve ainda guardar essa herança primitiva de atacar em horda, máfias, seguindo fielmente um chefe. Como individuo ele é frágil e até covarde.

Como a sociedade de extremo consumo e competitividade faz voltar ao darwinismo selvagem, os instintos primitivos do homem, então, essa tendência de agir em máfias é ressuscitada. A existência das hordas e matilhas é garantida pela generosidade da natureza que quando falta esta, aquelas se extinguem ou degeneram. Da mesma forma muitas das organizações sindicais atuais são sustentadas com a magnanimidade do sistema, como vemos O PROIFES que surgiu inicialmente do nada já pronto e acabado. Quando ele perder essa magnanimidade desabará. Como aconteceu com o “Tôca”, que quando perdeu a impunidade e o apoio da Assebléia Legislativa, desabou.

Segue o artigo mencionado e as fotos do nascimento do PROIFES, feitas pela assessoria do ANDES-SN.

Mesmo mostrando os contracheques...

 

…os professores não puderam entrar (clique nas fotos para visualizá-las melhor).


Acabou o reinado do Tôca


Paraná Online – Quem é o Tôca? O seu nome verdadeiro é Edenilson Carlos Ferry, atual presidente do Sindicato dos Servidores do Legislativo (Sindilegis), que até ontem ocupava o cargo de segurança da Assembleia Legislativa do Paraná. Ou seja: a sua missão era proteger a integridade física dos deputados e o patrimônio do poder legislativo. No período de Nelson Justus e dos antecessores, ele e seus colegas detinham total domínio sobre a casa. Os parlamentares, com raras exceções, se submetiam docilmente ao comando do ilustre funcionário. Agora, os tempos mudaram. O novo chefe, Valdir Rossoni, antes mesmo de assumir o cargo de presidente, advertiu que faria “uma verdadeira revolução”, pedindo, inclusive, que a mesa anterior demitisse todos os ocupantes de cargos em comissão – o que foi feito. Contrariado com a medida, o Tôca foi ao gabinete de Rossoni para tentar obter o compromisso de que todos os comparsas seriam recontratados. Não alcançou êxito. Então, do alto de sua arrogância, voltou a procurar o tucano, dessa vez acompanhado de dois capangas. A ameaça foi explícita, pois, segundo deputados que presenciaram o incidente, o trio exibia armas em suas cintas. Foi o suficiente para que no discurso de posse em plenário o parlamentar anunciasse uma ação rigorosa contra tal situação. Foi o que aconteceu. Na madrugada de ontem, a Polícia Militar ocupou o prédio da Assembleia. O reinado do Tôca é finito.

 

Eduardo Schneider/Hora H News – A ação do deputado Valdir Rossoni, novo presidente da Assembleia, que enquadrou e demitiu todo o esquema de segurança da Casa revelou mais um episódio espantoso. A presidência da Assembleia não tinha qualquer controle sobre os seguranças, que pintavam e bordavam (reza a lenda que chegavam ao ponto de agredir deputados) tal o nível de desenvoltura que adquiriram devido a uma relação promíscua com os políticos que comandavam a Casa. Segundo Rossoni os seguranças mandavam na Assembleia. São inúmeros os relatos de truculências a que jornalistas e visitantes eram submetidos. Para recuperar o controle da Casa o novo presidente tomou medidas extremas e, sem dúvida, necessárias. Demitiu todos os funcionários do setor, extinguiu o serviço de segurança da Casa e solicitou que a Assembleia fosse ocupada por Policiais Militares. O troco que levou por essa postura firme foi receber ameaças de morte e menções a supostos dossiês que comprometeriam sua atuação parlamentar.

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