– A situação docente

 

Para Pica-Pau, os Conselhos Superiores da UFBA não podem se queixar dos professores, pois estes são bons e ordeiros. (Clique na arte para ampliá-la).

Pessoal,

DESCULPE AS DUPLICATAS. É PARA VER SE ME DEIXAM FALAR.

Ao ler as mensagens de Charbel, que, sem esperança na mudança, pensando  em ir para outras plagas, pensei: -pelo menos as mensagens dele chegam pela lista… As minhas quando, e se liberadas, aparecem com tanto atraso que perdem o sentido. Uma lista de docente censurada, sem ninguém reclamar, só denunciado pelos que sofrem o ato de violência, eu denuncio. Eu não desisto, de tanto denunciar e me chatear, um dia a coisa muda.  Charbel recebeu mensagem que enviei para ele e para a lista, Charbel não fez comentário sobre ela, mas acreditem, contem algumas alternativas de ação, posto que, devemos sair do lugar do leite derramado.

A condição de trabalho e carga horária de docente, não é igual ao do nobre trabalhador que vende exatas 8 horas de sua vida, diariamente.  De nossas vidas de trabalho, muitas horas não são remuneradas e até achamos normal… Quando alguém quer ganhar dinheiro, tem que sair deste lugar: universidade, assim aprendemos. Deste modo o sobretrabalho fica invisível e para ser sustentado, o docente tem que produzir mais e mais. Pesquisador que não está sobrecarregado de aulas, não serve. Este é um aspecto que Charbel problematiza e cujo resultado final, está no Regimento.

Algumas sugestões estão dispostas na mensagem abaixo, vamos precisar agir. Se, pelo sindicato não vai, individualmente a coisa não se resolverá jamais, ainda que sejam muitos aqueles presentes à reunião com reitores, vamos lá.

A iniciativa da Politécnica não é a única, a Direção da Faced prometeu colocar em pauta da Congregação. Talvez seja ótima oportunidade para conhecer a proposta da POLI  devemos discutir, se é necessária a construção de  Barema,  ou a restauração do PLANO DE TRABALHO (PIT) que é aprovado mediante  decisão departamental? Queremos garantir  a soberania  departamentamental ou nos reduziremos aos termos da lei?

UNIVERSIDADE TEM NA SUA GÊNESE A GARANTIA DE SER UM ESPAÇO DE LIBERDADE PARA PENSAR E TRABALHAR PARA A SOCIEDADE.  A LÓGICA PRODUTIVISTA INDUSTRIAL, NÃO PODE  TER LUGAR NA UNIVERSIDADE ENQUANTO ESPAÇO DE PRODUÇÃO INTELECTUAL CUJO TEMPO E MODO DE PRODUZIR SÃO DIFERENCIADOS.

O texto censurado da lista docentes:

Charbel e demais colegas,

Não recebi comunicado algum da reitoria, mas sei que a decisão foi matéria do Conselho Universitário. Aquela  conversa com reitores e  a pós-graduação, que a professora Magda enxergou benevolamente, para mim significou exclusão, foi só para a pós-graduação e na condição do pesquisador – DE, mas devemos nos ver como categoria formada por diferentes regimes de trabalho (20h, 40h e De), todos devem praticar ensino-pesquisa-extensão.  A lógica produtivista imposta pela hegemonia do ensino, mina este preceito constitucional. Continuo desconhecendo como é possível mexer em direito, sem o acompanhamento da categoria, não sei como é possível mexer nos termos da distribuição da carga horária, sem alterar carreira.

Para atender ao novo regimento devemos mudar também todas as normas da CPPD para a progressão.

O  docente de 40h foi o mais penalizado, só pode fazer ensino, perdeu o direito até à hora de participação em reunião departamental, terá que trabalhar 20h em sala, que as outras 20h tem o direito de planejar. A pessoa ganha do Regimento ganha o “direito” de só ir na instituição dar aulas, em várias disciplinas pois a carga horária de disciplina reduziu nas reformas curriculares.

O tempo de pensar, escrever, conviver, que foi sugado, ainda mais, pelo novo Regimento, é mais um tijolo arrancado daquela Universidade do Conhecimento de Felippe Serpa, refletida na mensagem de Charbel, em que o pesquisador faz  sua parte de ensino e deve ter tempo assegurado para outras atividades inerentes ao seu trabalho.

Pensei em algumas alternativas, todas presenciais, que podem acontecer por etapas, ou subverter qualquer lógica. Há o que fazer, basta escolher onde e como você dará sua contribuição, precisa de uma pessoa responsável, o resto é só usar a rede:

1- Realizar, uma reunião aberta com os docentes da unidade, para  analisar problemática e construir proposta e pedir defesa do representante docente na instância deliberativa da qual participa representando docentes. Indicaremos a manutenção dos itens sobre carreira e carga horária docente, constantes no
Regimento anterior? Queremos ampliar a carga horária de pesquisa?  O docente em cargos administrativos deve ser obrigado a continuar em sala de aula? O docente que comandar pesquisas de porte, necessitando de mais tempo fora de sala, deve ser atendido pela instituição sem sobrecarregar seus pares?  E o RJU, está sendo respeitado? E os direitos adquiridos estão  perdidos com o Regimento? Onde estão nossos colegas especialistas para fazermos a melhor proposta para o coletivo?

2- Realizar reunião geral, (no Balbininho, rsrsrs ) visando compatibilizar as posições das Unidades e chegar a uma proposta de encaminhamento comum.

3- Cada um de nós pode pedir aos representantes dos docentes nas Congregações, que pautem pedido de revisão do Regimento, apresentem a formulação coletiva, a defendam  na instância.

4- Pedir ao chefe de  departamento para colocar  em pauta os itens de carreira e o regimento,  ocasião para analisar a formulação coletiva, encaminhar documento pedindo revisão do Regimento nos termos comuns, para a Congregação e Consuni.

 Vejam bem, as alternativas de encaminhamento apresentados, seguem a via institucional. Pela via sindical, existem outras. Sei que o Andes abriu negociação sobre carreira com o MEC, talvez fosse o caso de chamar uma
reunião com  dirigentes sindicais do Andes e o MEC , para saber o que as demais Ifes deliberaram, quais as intenções do MEC.

Se deixarmos de cotejar o que existe em termos de diferenças na carreira hoje; sem definir o que queremos; sem conhecer o que está em processo  de revisão, nacionalmente; perderemos muito. Sempre tivemos uma carreira nacional, vamos quebrar a isonomia? Já perdemos? Nos conformaremos?

Saudações
Maria Inês Marques
Faced

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Uma resposta to “– A situação docente”

  1. Menandro Ramos Says:

    A Profa. Inês Marques, da FACED, vai descobrindo, pela “censura branca” da qual é vítima, como criar seus macetes para chegar ao grande público da UFBA. Fácil não é, e ela sabe disso. Já descartou o canal da festiva APUB que só dá o ar da sua graça em três – e somente três! – circunstâncias: Para anunciar uma nova taxa do plano de saúde, para convidar sua “tchurma” para o próximo forró ou para fazer palanque para o presidente do Proifes.

    A Lista Debates-l é uma espécie de “rouba, mas faz” – no bom sentido, claro – ou seja, demora mas publica. Apesar de levantarmos as mãos e os pés para o céu, pela generosidade de uma dia publicar, ainda assim, não se pode deixar de reconhecer as perdas pela retenção por dias de uma mensagem. As minhas, com frequência, são retidas por até semanas a fio. Já houve ocasião em que 30 mensagens foram liberadas de vez. E, claro, eu tive que “ouvir” dos colegas mau-humorados, como se eu tivesse conspirando contra seus tempos preciosos…

    Pois bem, a Profa. Inês conseguiu dar seu recado no blog do Saci-Pererê e ainda arrancou, no final da história, ou no início, um comentário maliciosos do Pica-Pau, amigo do Saci e mil vezes mais escrachado do que ele.

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