 As mentiras da atual Diretoria da APUB – Marco Tomasoni

Caros e Caras,

Peço sua atenção:

Aproxima-se mais uma decisão muito importante que os docentes das IES baianas terão que tomar. Infelizmente a grande maioria entre nós, ou está alheia por motivos de opção ou por motivos de desconhecimento total das mudanças pretendidas. Quero crer que o segundo motivo, falta de informação ou até informação distorcida seja o mais presente.

Na terça feira (09/06) após exaustivos pedidos e PÍFIA divulgação, promoveu-se um debate entre os representantes do PROIFS e da ANDES, debate de bom nível onde ficaram muito claras as posições e também as formas como ambas vêem a  questão da LUTA e da NEGOCIAÇÃO no nosso contexto. Desculpem aqueles que não gostam da palavra luta, mas só esta, somente esta, define o verdadeiro espírito e propósito de quem é intransigente por uma universidade pública, gratuita, de qualidade e de acesso universal (acesso que compreendemos ser necessário uma construção na mais tenra base do ensino fundamental). LUTAR e NEGOCIAR não são excludentes.

Sobre o plebiscito cabe dizer que NÃO houve debate substantivo suficientemente capaz de deixar claro os motivos do PROIFES, até o momento apenas um debate ocorreu (e não ocorrerá outro). As mentiras colocadas pela atual diretoria da APUB em favor do PROIFES ruíram todas uma a uma para aqueles que foram ao debate, por isso chamo de PSEUDO-PLEBISCITO.

A APUB usa de forma indevida seu informativo para defender sua posição em favor do PROIFES.

Por que esconderam o debate? Qual foi seu receio? Vão continuar a utilizar o argumento mor da eleição: o sim é contra a greve e o não é a favor da greve? Poupem-nos desta mediocridade por favor.

O Pseudo-Plebicito tem duas questões, o que é um equivoco estrutural com objetivo de confundir e enganar os menos informados.

Vejamos porque:

A primeira pergunta

1. A desfiliação da ANDES

Não há problema, desde que se saiba o que se quer.

2. A transformação da APUB em sindicato representativo dos docentes das instituições federais de ensino superior da Bahia (atualmente UFBA, UFRB e IF-BA).

Ora isso independe de ser ANDES ou PROIFES (mera retórica)

PORQUE VOTAR NÃO

Em primeiro lugar porque a questão do ensino superior é única e os trabalhadores da educação devem ter como principio de tratamento a isonomia. Não pode haver representatividade local se as questões pelas quais lutamos (Universidade pública, gratuita e de qualidade, acesso universal e respeito a diversidade cultural e regional) são nacionais.

O esfacelamento e a fragmentação que o PROIFES prega com retórica de autonomia local, cria um estado negocial complexo e de difícil solução, onde isso chega diante de uma luta que deve ser conjunta. A escala de um sindicato como o nosso JAMAIS pode ser local, isto é um erro estratégico e um esfacelamento e enfraquecimento da categoria.

Votar NÃO ao PROIFES é votar em favor de uma construção democrática onde a horizontalidade da formação e do debate são essenciais. A formação do PROIFES se deu em atmosfera de assédio ao estado de direito e da democracia (de fato e de direito).

Votar SIM é votar pela verticalização decisória e se eximir de seu papel na construção de uma universidade melhor.

PROFESSOR, Não deixe de votar, mesmo que a atual APUB faça de tudo para transformar o debate em um mero maniqueísmo, seja inteligente vote NÃO.

Obrigado pela atenção.

MARCO ANTONIO TOMASONI
IGEO – UFBA

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Uma resposta to “ As mentiras da atual Diretoria da APUB – Marco Tomasoni”

  1. Maslowa Freitas Says:

    Olá, Tomasoni,

    Compreendo perfeitamente sua angústia. Nos conhecemos na UEFS e sabemos do nosso compromisso na defesa da Universidade pública. Agora, diante deste “circo dos horrores”, que é a tentativa torpe de alguns colegas(!) da UFBA em surrupiar o patrimônio (histórico, político e material) do ANDES – SN, é chocante nos defrontarmos com as estratégias por eles utilizadas. Tenho acompanhado de perto este processo e, no que posso observar, principalmente quando acompanhei a última eleição da APUB, a principal delas é a distorçaão, a omissão das informações, o impedimento do debate democrático: têm transformado tudo em um simulacro. Tentam parecer defender a Universidade pública, os interesses dos docentes etc. mas, o que fazem, é esconder que capitularam frente a este governo e a esta reitoria; que optaram pelos cargos e benesses, pela “negociação” com acordos rebaixados e prejudiciais à categoria. Como militante, na ADUFS e no ANDES, sabemos o quanto é difícil ter estes colegas(!) como adversários políticos pois que se vestem de cordeiros mas são lobos, se transmutaram em lobos nessa onda de seguir servilmente a certos partidos e a CUT. O problema não é a divergência, é o “método” que usam para enfrentá-la: ao adaptarem-se à nova forma de “fazer política” de tais partidos e da CUT poderiam ter mantido a prática do “bom combate”, da discussão, da livre manifestação, da fidelidade aos fatos, da participação efetivamente democrática (não só eletrônica!!!), da divulgação dos diversos argumentos. Mas, pelo visto, interessa apenas manter-se no “aparelho” e para isto vale-tudo. Só temos a lamentar. De qualquer forma, qualquer que seja o resultado deste malfadado plebiscito, há os que continuarão coerentemente defendendo um Movimento Docente classista, independente e combativo. Afinal, a história continua… E, se para uns ela se tornou uma vaga lembrança, para outros, com certeza, ela ainda é um importante referência. E, para estes, os oportunismos e as deslealdades são desafios a serem vencidos, como o foi a repressão militar e como está sendo a reorganização da classe trabalhadora em um novo patamar de luta. A APUB e a CUT, agredidas em sua história, não se constituem nos únicos espaços de luta: se for necessário, os docentes da UFBA saberão, novamente, construir um instrumento de luta capaz de responder aos ataques dos atuais governos e reitores a eles aliados. Afinal, podem usurpar as entidades mas não as consciências.

    Toda a nossa solidariedade aos que mantêm-se firmes na defesa do ANDES, de sua história, de suas instâncias e de sua luta.

    Maslowa Freitas
    Professora Adjunta da UEFS, ex-diretora da ADUFS Seção Sindical do ANDES – SN e Secretária da Regional NEIII do ANDES Sindicato Nacional

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