 Prof. Câmara contesta nota da APUB

Na Nota abaixo da diretoria da APUB erra (não sei dizer se com má fé ou por desconhecimento).

 Os fatos:

1. O ANDES-SN já inúmeras vezes esclareceu que não financiou o movimento estudantil para que esse ocupasse instituições de ensino.

2. A realização do plebiscito foi decisão da Assembléia, mas a mesma também deliberou que este deveria ser antecedido de amplo debate nas três instituições vinculadas à APUB. 

Todos sabem que ocorreu no ano passado um debate com poucos professores no CEFET, mais um na UFRB também com numero restrito, e hoje (09/06/2009 na UFBA) com poucos professores. Isso pode ser considerado amplo debate?

3. O ANDES-SN não rejeitou os estatutos da APUB, os colegas esquecem que esse sindicato tem estatuto e que decisões desse porte são tomadas em Congresso nacional. A diretoria da APUB sabia que o ANDES-SN já havia decidido em Congresso que as secções sindicais deveriam se organizar por local de trabalho e instado a APUB a discutir no antigo CEFET a necessidade de criar uma secção sindical do ANDES-SN. Ao contrário de estimular o debate a diretoria da APUB encampou a UFRB e jamais estimulou a discussão naquela Universidade. Ao contrário, sabendo que uma mudança nos seus Estatutos para ampliar ainda o a secção sindical estaria em contradição com os estatutos do sindicato nacional. No entanto o divisionismo e o estímulo do PROIFES para que a diretoria da APUB criasse um factóide prevaleceu e a diretoria e seus aliados passaram (como é de costume) o rolo compressor a e aprovaram um novo estatuto. Foi em um congresso com representantes de todas as secções sindicais que as mudanças foram rejeitadas. Porque a diretoria da APUB não aceitou a decisão do Congresso? Talvez porque a melhor democracia (para ela) é a deliberação por e-mail ou por procuração e não em um Congresso presencial.

4. Por que o ANDES-SN não pode se opor ao REUNI, quando essa decisão foi tomada na maioria das Assembléias em todo o país? Se opor ao REUNI é por em discussão qual a forma mais adequada de expansão da Universidade. Se como estão sendo feito agora, dividindo-a em duas (a velha e a nova), com uma despencando e sem condições mínimas de trabalho e outra criando cursos de curta duração com laptop de presente. Mas novamente, o que importa é esta deliberação distinta daquela que a diretoria da APUB tomou por conta própria, foi fruto da discussão nas bases do sindicato nacional.

5. A diretoria da APUB finge que a forma atual de organização permite a plena a participação da UFRB e IFET, isso é falso! Já era difícil acompanhar a antiga escola de Agronomia e o CEFET, hoje com ambas as Instituições multicampi, como uma secção sindical que não consegue mobilizar nem mesmo dentro da UFBA pode dar conta de outras Instituições? A tentativa de criar um secção sindical partiu os docentes da UFRB, a antiga diretoria da APUB a pressão (essa sim externa) da direção da APUB  acenando com perdas (inclusive do Plano de saúde) levou os professores a modificarem a posição inicial.

Talvez com base nos fatos e não na sua distorção o debate pudesse ajudar na decisão que de forma precipitada a diretoria que construir com o plebiscito. Por isso defendo a discussão, pois neste momento está em jogo a destruição de um patrimônio conquistado pela luta docente: a destruição do seu sindicato, autônomo, independente, d e luta e de negociação.

Antônio da Silva Câmara
Porfessor de FFCH/UFBA

 

 

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Citando joarocha@ufba.br:

 

NOTA DA DIRETORIA DA APUB

Aproxima-se o plebiscito, marcado para os dias 16 e 17 de junho próximo, em que os associados da UFBA, UFRB e IF-Bahia deverão decidir sobre dois assuntos de grande interesse para os destinos da APUB, a saber:

1.  O desligamento da ANDES-Sindicato Nacional e 2. A transformação da APUB em sindicato dos docentes federais do ensino superior na Bahia, na perspectiva da criação futura um novo formato de organização nacional, exclusiva dos docentes das instituições federais de ensino superior.

A  realização do plebiscito obedece a decisão tomada da Assembléia Geral realizada em 04/9/2008.

Antes, outra Assembléia da APUB, de 29/11/2007, já havia decidido pela suspensão dos repasses financeiros, da APUB para a ANDES, em razão da forma como essa entidade nacional decidiu se opor ao processo de expansão e reestruturação das IFES (REUNI), apoiando a ocupação da Reitoria da UFBA, sem qualquer consulta à APUB, com a utilização de outra seção sindical, a ADUNEB, no apoio logístico à ocupação. A não aprovação do Estatuto/Regimento da APUB, pela ANDES, em 2007, é mais outro grave elemento no confronto entre a nossa entidade e a entidade nacional, razão até mesmo para a tentativa (malograda) de criação de uma seção sindical na UFRB, à revelia da APUB, e sem a devida discussão com os professores daquela Universidade.

Essas são as razões pelas quais a Diretoria da APUB, no intuito de reforçar a pluralidade e a defesa intransigente de nossas reivindicações de natureza sindical e pela universidade pública, vem solicitar de todos o máximo empenho, no sentido da defesa do SIM para ambas as  perguntas incluídas no plebiscito de 16 e 17 de junho próximo.

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