• Desinformação ou delírio? – Francisco Santana e outros

Não sei se a Professora C. Miranda diz tudo isso para irritar as pessoas ou se ela acredita realmente no que está dizendo.

Será que a experiente C. Miranda não sabe que a APUB  é a seção sindical do ANDES na Bahia? É o braço sindical do ANDES na Bahia? Se o ANDES não está LEVANDO os debates às suas bases na Bahia, é porque a APUB falhou na sua função; a responsabilidade é toda da APUB. Por acaso o ANDES NÃO CUMPRE a sua função de mandar os informes e motivar as discussões e todos os documentos necessários? Pelos próprios boletins da APUB, é ela que tomou a posição deliberada de sabotar ao máximo a ação do ANDES, neutralizando-o na Bahia. Essas são as declarações freqüentes DOS DIRETORES DA APUB. O ANDES faz fielmente seus congressos motivando as seções no envio de delegados e de discussão de teses. Se as seções não promovem a discussão em suas bases a responsabilidade recai sobre essas seções. Então a acusação da professora volta como um bumerangue contra ela que  foi o presidente da APUB nessa época.

Tentemos reativar a memória da professora. Segue o primeiro artigo do regimento da APUB:

“art. 1º – A Associação dos Professores Universitários da Bahia – APUB – Seção Sindical é uma instância organizativa e deliberativa territorial da ANDES – Sindicato Nacional, possuindo regimento próprio, aprovado pela Assembléia Geral dos docentes a eal vinculados, RESPEITADOS OS ESTATUTOS DA ANDES – SINDICATO NACIONAL. “

E os estatutos do ANDES EXIGEM QUE OS REGIMENTOS das seções OU MODIFICAÇÕES nêle sejam submetidos ao Congresso do Andes sua instância máxima deliberativa. Têm que ser submetidos sim, é a norma.

Os diretores da APUB só estão fazendo essa sabotagem impunemente, porque os dirigentes do ANDES têm uma posição irredutível contra o ESTADO e dificilmente entram na justiça para defender seus direitos; sempre entram motivados pela parte contrária. SE os dirigentes do ANDES fossem iguais aos da CUT, há muito já teriam intervido na APUB com mandato judicial.

Mas por falar em representar bases voltemos ao regimento da APUB:

“TÍTULO III – Dos órgãos diretivos. Cap. – Das estâncias. Art. 11. São estâncias diretivas da APUB -Seção Sindical. I- Assembléia Geral. II – Conselho de Representantes das Unidades. III- Diretoria. IV – Subseções.”

O que fez a Diretoria da APUB do Conselho de Representantes e das Subseções? Jogou-os no Lixo? Ou descobriu um organograma mas prático do que o do Regimento: Reitoria – Diretoria APUB – Reitoria – Diretores de Unidades – Chefias de Departamento – Professor? Uma maneira sui generis de representar as bases.

Se valesse o raciocínio da professora C. Miranda, as subseções deveriam se desfiliar da APUB e se constituírem uma federação baiana de seções do ANDES.

O ANDES  debateu intensivamente em dois congressos antes de se desfiliar da CUT.  Se a APUB não proporcionou um bom debate mas apenas impôs seu ponto de vista de filiar-se ilegalmente a CUT, o ANDES não pode ser responsabilizado.

Por que será que a FASUBRA  se desfiliou também agora da CUT?.

Concluindo, o que o texto abaixo da professora contém, 50% é desinformação e 50% imaginação.

Francisco Santana

************************

2009/6/16 <cmiranda@ufba.br>

A Andes deixou de representar a APUB… ou melhor sua base, quando:
1. Feriu nossa autonomia sindical, rejeitando decisões da base,
tal como a mudança do Regimento da APUB, em 2006. A Andes diz que não
homologa nosso Estatuto / Regimento sob pretexto de que a APUB,
multi-institucional, estaria fora da estrutura da Andes.
Na verdade, nossos adversários na APUB se opuseram foi à inclusão de
outros instrumentos de consulta e deliberação da categoria. Todos se
lembram como os “andinos” se opuseram à realização do plebiscito.
Acontece que o antigo Regimento da APUB já previa a representação dos
professores da UFBA (Capital e Interior) e do IF-BA (antigo CENTEC e
CEFET);

2. Feriu mais uma vez nossa autonomia sindical quando tentou
implantar uma nova associação docente na UFRB, mesmo tendo a maioria
dos professores daquela instituição decidido se manter ainda filiados
à APUB.
3. Em nível nacional, desfiliou-se da CUT e filiou-se ao CONLUTAS
sem promover o debate necessário e consultar amplamente a categoria.
Resultado: associações docentes, como a APUB, mantiveram sua filiação
à Central.
Várias ADs contaram com o apoio da CUT e agora contam na luta pela
Campanha Salarial, Reestruturação e valorização da Carreira Docente.
4. Também sem promover o debate necessário e sem ouvir a base,
decidiu REJEITAR o sistema de implantação de cotas para estudantes de
escolas públicas nas IFEs;
5. Não deu e NÃO DÁ APOIO necessário à criação de novas
universidades federais. No caso da Bahia, a Diretoria Regional
Nordeste III da Andes e a Diretoria da APUB, na época presidida pelo
prof. Antonio Câmara, não promoveram NENHUM ato, manifesto ou debate
em prol da criação da UFRB. Os professores que participaram ativamente
desse processo conhecem bem a omissão da Andes nesta conquista;
6. Não conseguindo apoio dos professores em sua base, resolveu em
nível nacional apoiar grupos estudantis para combater a implantação do
REUNI, tal como aconteceu na Bahia. Em alguns estados essa atitude foi
tão desastrosa que levou à desfiliação em massa de algumas seções
sindicais que seguiram a direção política da Andes. Na Universidade
Federal do Rio de Janeiro, por exemplo, mais de uma centena de
professores pediram sua desfiliação junto à ADUFRJ;
7. Implodiu o Fórum Nacional de Educação cuja decisão necessitava
consenso total, ao não aceitar a proposta de todas as outras entidades
nacionais ligadas à educação de DISCUTIR a Reforma Universitária.
Resultado: o projeto da reforma que já era ruim, ficou ainda pior com
a ausência do Fórum. Para os professores do setor privado, a ausência
de qualquer controle dos “empresários” do ensino provocou prejuízos
imensuráveis;
8. Nesta mesma direção, é contra qualquer discussão sobre a
explicitação de Autonomia Universitária, em artigo sintético da
Constituição, mesmo com tantas leis e portarias que ferem e limitam
esta autonomia;
9. Por fim, a Andes vem deixando de representar sua base ao
utilizar a máquina sindical exclusivamente para combater governos e
não buscar melhorias salariais e de condições de trabalho dos docentes
das IFES.
Por tudo isso, estamos hoje em um forte movimento nacional, articulado
a várias outras associações docentes (Bahia, Pernambuco, Rio Grande do
Norte, Ceará, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, São
Carlos/SP e, mais recentemente, Santa Catarina), propondo:
“Um sindicalismo de luta, propositivo, atento à nova realidade da
expansão da educação superior brasileira e eficaz na defesa dos
interesses dos professores, nossa prioridade e razão principal de
nossa existência”.
APUB Sindicato

Nossa Luta, Nossa História!

Claudia Miranda

FACED/UFBA
Joviniano Neto

FFCH/UFBA

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