– A elocução cordial dos presidentes

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egundo o meu amigo de gorro vermelho e pito, o tempo melhorou radicalmente as atitudes do preclaro Prof. Israel Oliveira Pinheiro, agora defensor entusiasta da cordialidade. Algumas luas atrás, ele brandia de forma pouco generosa a tesoura da censura contra alguns professores que ousavam criticar a direção da APUB, através da lista de discussão da entidade sindical. Ainda de acordo com o Saci-Pererê da UFBA, a pobre lista que foi covardemente assassinada – qual cordeiro imolado -, acabou contribuindo para a PAX APUBIANA, além de abrandar o discurso do colendo dirigente.

Há quem diga, entretanto, que as lições de retórica, entonação e prosódia do ex-presidente Lula, largamente disseminadas pelo Youtube, foram as verdadeiras mestras e guias do elegante modo com que o ínclito cientista político vem organizando atualmente sua elocução cordial… Que bom!

Viva a civilidade!

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Leia também, “A escalada de Israel, da Profa. Lúcia Lobato (AQUI)

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7 Respostas to “– A elocução cordial dos presidentes”

  1. osaciperere Says:

    Alguém escreveu para nos lembrar que o preclaro Dr. Prof. Israel Oliveira Pinheiro não é mais o presidente da APUB.

    Pois não é que é mesmo? Mas é a força do hábito, que segundo o filósofo estagirista Aristóteles, constitui a segunda natureza.

    Também no cenário da República brasileira, tem-se a sensação que o ex-presidente Lula continua como o primeiro mandatário… Coisa de doido, ?

    Nossas contritas desculpas, pois.

  2. osaciperere Says:

    Outra conclusão que uma Leitora tirou por conta própria, segundo nos escreveu:

    “Ser verdadeiro não tem importância. O que importa é ser cordial. E aí nem se nota que a faca está entrando” […] O lance do cartaz ilustra bem isso…

  3. osaciperere Says:

    Circulou na “debates-l”:
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    Meus caros,

    A profa. Lucia Lobato aparece em um blog onde geralmente se fala muito mal das ultimas diretorias da APUB, acho até que foi organizado com este único fim, para dizer que eu, quando vice-presidente da APUB e ela presidente, preparei e perpetrei um golpe pratirá-la de lá e ocupar o seu lugar. A professora está precisando de inimigos, injustiças e perseguidores. Agora eleger a mim para esta incumbência não foi uma boa decisão. Eu até que tenho os meus defeitos, mas ser injusto com as pessoas e perseguí-las para me dar bem na vida, isto eu nunca fiz. Dar golpes, muito menos. Aliás, não saberia fazê-lo.

    Assim que não houve golpe nenhum contra a professora, quando presidente da APUB. O que houve foi que ela se entusiasmou muito com o cargo e passou a tomar atitudes e decisões por conta própria que necessáriamente tinham que passar pela diretoria, pois o sindicato é um órgão colegiado. Passamos então, eu e os demais colegas da Diretoria, a reclamar destes mal-feitos da presidente. Eram reuniões longas, cansativas e completamente inúteis porque a presidente estava cada vez mais irredutível na “justeza” do que para nós eram puros desmandos. Lá um dia, numa destas reuniões, eu já muito cansado de tudo isto e vendo que na verdade, continuar ali, era um sacrifício inútil, renunciei ao cargo, fazendo antes um discurso inflamado, não feito até então. Não me lembro agora se antes cheguei a comentar com os colegas sobre esta minha decisão, mas o fato é que, ato contínuo, quase todos renunciaram, ficando a presidente com uma ou duas pessoas da Diretoria.

    Passado algum tempo, quem sabe um bom conselho ou algum momento de lucidez, a professora resolveu largar o osso e, é verdade, convocou nova eleição para o sindicato. Ficou muito tempo esta convocação sem aparecer nenhuma chapa. Acho até que ela renovou as convocatórias. Instados por alguns colegas e me sentindo responsável de qualquer forma por todo este processo, organizei uma chapa, eu na presidência e a profa. Nadya Rocha na vice. Eleitos, cumprimos o nosso mandato com as dificuldades próprias da época, mas fizemos duas coisas muito importantes. Participamos amplamente do debate nacional pela não revisão da Constituição no Governo Itamar e criamos o Plano APU Saude, que está aí até hoje e tem sido muito bom para os nossos professores.

    Agora, onde está mesmo o golpe contra a profa. Lucia Lobato, quando presidente da APUB? Porque a profa. Não dá uma explicação mais correta e mais decente sobre o fim intempestivo de sua gestão, a única em que isto ocorreu em toda a história do nosso sindicato? Por fim o professor José Roque, meu confrade lá de Araci e por quem eu tenho uma imensa estima, fala de uma reunião com todos de preto para dar um fim ao mandato da presidente. Não me lembro desta reunião, professor. Eu sempre tive minhas camisas pretas, mas nunca vesti com calça preta, porque acho isto demasiadamente fúnebre.

    Mas então é isto aí. Desejo à profa. Lucia muito boa sorte. E para terminar devo dizer que, o que realmente lamentei muito nisto tudo foi que com esta nossa briga da APUB, eu deixei de ser o aluno de dança da professora. Que eu saiba, o grupo ainda continuou por algum tempo, sempre elogiando a professora, elogios dos quais eu faço parte, porque se tivesse continuado, certamente estaria melhor hoje para subir as ladeiras da Bahia. A APUB me deve esta!

    Israel de Oliveira Pinheiro,
    prof. Do Departamento de Política, membro do Conselho de Representantes
    da APUB Sindicato e do Conselho Deliberativo do PROIFES-Federação

    • Menandro Ramos Says:

      Diferente do nobre Prof. Israel Pinheiro, que usou de todos os subterfúgios para que as nossas mensagens não fossem veiculadas na lista da APUB, durante a sua direção de pouco saudosa memória, espontaneamente publicamos no Blog do Saci-Pererê a sua tentativa de defesa. Que o público julgue se o mesmo foi convincente ou não.

      Tenho absoluta certeza que as análises do colendo Prof. Israel Pinheiro, enquanto douto analista político que é, nem de longe se aproximam das conjecturas que o mesmo faz em relação a este Blog. Se o ínclito colega se sente inadimplente de algo, não devemos e nem queremos entrar nessa seara.

      Este Blog, o qual o Prof. Israel não ousa sequer mencionar o nome – qual alguns devotos aterrorizados que buscam denominações exóticas para não pronunciar o nome do temível “diabo” –, não tem com alvo difamar pessoas, muito menos colegas, mas tão-somente pugnar em defesa do trabalhador e posicionar-se radicalmente contrário aos seus opressores, declarados ou travestidos de parceiros.

      Uma colega já se manifestou na lista da UFBA, sugerindo um título para a postagem do Prof. Israel: “a melhor defesa é o ataque”. Na melhor das hipóteses, e contemplando o ex-presidente da APUB com o benefício da dúvida, quero crer que ele e o seu grupo imaginam-se acima do bem e do mal e objeto de conspiração de forças malignas. Quando ele escreve que “um blog onde geralmente se fala muito mal das últimas diretorias da APUB, acho até que foi organizado com este único fim”, prefiro imaginá-lo ingênuo a pensá-lo desprovido de qualquer limite ético para se dar bem nos seus argumentos.

      Apesar de tudo, tenho acordo com ele a respeito das qualidades da Profa. Lúcia Lobato. Quando muito, devo ter trocado com ela meia dúzia de palavras, em mais de três décadas de UFBA. Nada posso dizer do que ela relatou sobre as diferenças entre os membros da diretoria da APUB, pois não me encontrava em Salvador no aludido período. O pouco que sei sobre a Profa. Lúcia, foi-me dito através de amigos, e o suficiente para admirá-la.

      Infelizmente, não tenho nenhum motivo para nutrir qualquer admiração pelas últimas diretorias da APUB. Poderia me alongar aqui elencando os motivos, mas não creio que seja o momento para tal. Quem sabe ainda tenha oportunidade de fazê-lo em outro momento…

      Por fim, sustento sem nenhuma dificuldade todas as postagens que até hoje fiz neste Blog, sem temer qualquer ameaça – venha de onde vier. Tudo o que escrevo posso comprovar. Jamais o faria de forma leviana e injusta. Até porque, se eu pisar em falso os meus adversários terão um prazer incomensurável de me levar aos tribunais…

      Será que o Prof. Israel Pinheiro concorda comigo em pelo menos esse ponto?

      ——————
      P.S. – Sempre que for possível – e se a diretoria atual da APUB também não inventar em querer censurar a presença das câmeras nas futuras Assembleias – faremos o registro videográfico das falas dos participantes. A versão “oficial” que a APUB publicou no seu site acerca da referida Assembleia, não deixa qualquer dúvida sobre o poder da edição…

  4. osaciperere Says:

    Circulou na “debates-l”:
    ————————————

    A Ufba, o saci e os Meandros do Lattes

    Estava eu num daqueles dias, cansada depois de dar aulas e orientar alunos o dia todo, só querendo espairecer, quando aquela dúvida novamente me apareceu (devo esclarecer que ela me persegue há alguns anos)… Será o Saci, professor da UFBA, um colega meu? Ou se trata mesmo de um personagem do Sitio, que com o Pica-pau e Emilia povoaram a nossa infância???? Ou como dizia o grande Chico Buarque, que passa uma temporada na terrinha, “Dizem as más línguas que ele até trabalha…” Mas de hoje ele não me escapava… Tentaria de uma vez por todas desvendar este mistério. Não me tomem como vingativa, de fato, quando olho aquela sucessão de emails enchendo a pequena caixa de poucos mega que o CPD me concede, faço como todo mundo: coloco o dedo na tecla Delete e mando brasa. Antes, a conselho de uma colega para ver se o tal Saci se mancava, devolvia todo o “junk mail” para ele como vingança!

    Mas, como ia dizendo, resolvi perder um pouco de tempo e segui-lo, quem sabe descobriria algo interessante. Não é que o danadinho, com uma perna só, desapareceu em alguma faculdade do Vale do Canela? Como sou teimosa e queria que saber se esse ente é mesmo um colega de carne-e-osso ou uma entidade do mundo imaterial resolvi fazer uma busca. Comecei pelo Lattes. Pasmem! Não é que o pestinha existe mesmo e é nosso colega? Que recebe salário dos cofres públicos? Cá com os meus botões pensei: “deve ter uma bruta produção científica pois publica e envia diariamente para nós, capítulos do seu livro através de Emails na L-debates da Ufba.” Lembro que esta semana recebi os últimos…. “Impeachment para a diretoria da APUb” ; “a Andes existe: Eu sou a Andes “e a “Apub desmobiliza os professores que querem a todo custo fazer Greve”.

    Fiquei matutando: Será que a figura faz alguma coisa na vida a não ser escrever mensagens e mais mensagens dessa ordem para a nossa lista de Debates??? Será que o dia dele tem 36 horas? Será que o colega orienta alunos de graduação e pós-graduação? Será que Saci dá aulas? Como será que os alunos das licenciaturas que se preparam para ser professores, encaram aquela figurinha de gorro vermelho, de uma perna só em sala de aula a repetir o mesmo assunto: a apub não faz nada….quero greve…

    Mas não é que o pestinha é preguiçoso? A última atualização do seu lattes foi em 19/04/2008! Assim não tem graça brincar de detetive….

    Cecilia Sardenberg

    FFCH

    • osaciperere Says:

      Prezada Profa. Iceberg,

      Continue mandando brasa… Delete tudo que receber do pestinha. Ele é uma péssima influência. Eu que o diga. Pois não foi ele que me incutiu a ideia de que o Lattes é uma vitrine dos acadêmicos vaidosos descompromissados com a emancipação humana? Não foi o endiabrado que foi buscar uma atabalhoada analogia no “Pelos poderes de Grayskull! Eu tenho a força!”, para ele uma espécie de edição digital em larga escala do Mein Kampf dos trópicos? Não foi ele quem me assegurou que o pesquisador que emprestou o nome à tal plataforma-repositório seria mostrado por ela como improdutivo? Não é ele quem vem afirmando que o produtivismo acadêmico reproduz, nas IFES, a luta de classes? Como ele próprio costuma inquirir, “como é que pode, né?”

      Tenho pensado se no lugar as centenas de postagens e das quase seiscentas charges, e outras tantas ilustrações para o deleite – ou não – de milhares de leitores, em pouco mais de três anos, ele estivesse produzindo conhecimento válido segundo o protocolo recomendado pelo FMI e pelo banco Mundial. Já pensou o quão a humanidade teria aumentado o seu patrimônio cultural?

      Não tenho dúvidas do quanto ele tem sido pernicioso para mim. Se não o conhecesse, certamente, a esta hora, não estaria gastando meu rico e contado dinheirinho financiando a minha própria pesquisa, sem recorrer às abonadas agências financiadoras. Acredite, o pestinha de gorro vermelho e pito acabou me convencendo que se eu rastejasse em busca de recursos para a minha pesquisa, jamais poderia denunciar o que o deus mercado operou na ex-nossa Petrobras, agora dos acionistas multinacionais e do capital sem pátria; ou, quem sabe, se eu tivesse recorrido aos préstimos da FAPESB, a esta hora eu estivesse fazendo vistas grossas às malvadezas que o atual inquilino do Palácio de Ondina está fazendo com os nossos colegas da rede estadual de ensino, mas em compensação estaria com a conta bancária bem cevada…

      O que ganhei com os maléficos conselhos do meu escrachado amigo? O que ganhei senão inimizades, incompreensões, cartões de crédito estourados e prestações atrasadas?

      Prometo, Prezada Professora, quando tiver um tempinho, quem sabe, visitar o seu ilustre Lattes, conforme já posso imaginar. Prometo. E quem sabe, também, tomá-lo como exemplo a seguir… No mundo real de infinitas possibilidades de ocorrências, uma delas pode se precipitar a qualquer momento, por mais absurda que possa parecer.

      Com a (já) admiração de

      Menandro Ramos
      FACED/UFBA

  5. José Roque Mota Carvalho Says:

    Parabéns. Pesquisa para manter salários e benesses é o fim da curiosidade. Todos deveriam ser livres. Faz pesquisa quem quer. Fazer pesquisa por obrigação contrachequeana é a ditadura de grupos. Se a pesquisa fosse livre não haveria briga pelos poderes de GLEYCON nas direções de colegiados de pós-graduação. Eu tenho patente internacional, mas não posso orientar. Muitos não têm patentes e orientam. Você já percebeu: as normas para se chegar a uma cadeira numa pós, muda conforme o preferido. Temos colegas que já estiveram lá e ficaram enojados, enjoados e não voltaram mais. Ah! Se Lattes souber disso. Vou falar com o meu amigo Kardec, o Allan, para dar um toque no méson do Cesar. DISSERAM DELE: Pessoa simples oferece o calor de sua intimidade indistintamente a quantos o procuram; vê com acentuada preocupação os usos destorcidos dos conhecimentos científicos no mundo moderno e manifesta suas opiniões sem reverências, à revelia de preconceitos e interesses menores. Observa com o píons que descobriu. Esta será, talvez, a maior gratificação que espera receber de sua vida devotada ao progresso da ciência e combate ao subdesenvolvimento; EU ACRESCENTO: mental e oportunista.

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