– E agora, João?


(Clique para assistir ao vídeo)

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Se fosse no interior da Bahia, certamente, diriam que o Prof. João Augusto da Rocha “caiu do cavalo”. E quem sabe até um apreciador de Cuíca de Santo Amaro não fizesse um cordel intitulado “O dia que o diretor da APUB caiu do Pangaré”…

Para o Saci, talvez o Prof. João Augusto possa fazer mais pela Literatura de Cordel do que pelas Ciências Jurídicas… Talvez!

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ois é. De repente o Prof. João Rocha, um dos diretores da APUB, escolheu uma má causa para defender. Depois do pronunciamento do STF sobre o ANDES-SN, tive até vontade de perguntar-lhe: E agora, Prof. João Augusto? Contive-me, entretanto. O Saci é que ficou remoendo a coisa.

– Logo o Prof. João, chefia, moço sensível que diz ser entusiasta das ideias de Anísio Teixeira e de Carlos Marighella, além da boa Literatura de Cordel, inclusive tendo se arriscado na laboriosa e bela arte de Patativa do Assaré… Logo ele do lado de lá, quando tem a oportunidade de manifestar-se como cidadão livre! – sentenciou melancólico o meu amigo de gorro vermelho e pito.

– É isso mesmo, Saci!… A vida tem dessas coisas. E depois, ninguém é perfeito… – foi a única coisa que o nó estreito da minha garganta, naquele momento, permitiu escapar. E eu ainda tinha que bendizer o repertório de frases feitas que o nosso cérebro armazenava nos seus providenciais meandros para uma hora dessas…

Passado o espanto, tentei reler, em voz alta, parágrafo por parágrafo a fim de entender melhor a epístola do apóstolo João, conforme a batizara o ainda boquiaberto Saci. A cada pedaço de sua construção epistolar, ele me interrompia para exclamar ou lamuriar algo. De repente, o sono foi-me invadindo impiedosamente a consciência, até eu apagar de vez. PUF!

O Saci ainda contribuiu com um pouco da cordialidade isolpiense:

– Vá improdutivo, vá! Não sabendo você que o sono é o prelúdio da morte!

E eu fui mesmo. Sem nostalgia de estar indo, sem peso na consciência. Apaguei legal, tendo antes o cuidado de deixar o blog aberto para ele postar o que bem quisesse. Chutei o pau da barraca!

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Acredito que você, Israel, com os textos que vem divulgando nesta lista, está contribuindo bastante para que se esclareçam as coisas.

– Quando Milton Nascimento cantou que “amigo é coisa pra se guardar” ele não incluiu os “mui amigos”!…

No entanto, acho conveniente dar a minha opinião a respeito de falsa polêmica que ora está sendo artificialmente criada, que pode levar os colegas que estão chegando agora a não perceberem o que, de fato, se passa.

– Tadinho do Prof. João! Ele se precipitou! Se tivesse esperado mais dois dias pela decisão do TSF, não teria se desmoralizado ao escrever que era “falsa polêmica”…

As escaramuças contra a APUB-Sindicato chegam, neste momento, ao extremo de termos um colega ligado à ANDES escalado, em dedicação exclusiva, para tentar desqualificar e atingir o nosso Sindicato, através de um blog sustentado pelo uso aético e indevido desta lista de debates da UFBA.

– Vixe Maria! Escalado por quem, meu bom João? Chefia, fala verdade! Se tu fostes escalado por alguém, por um aparelho sindical, por um partido político, me diga agora, pra eu te dar um pontapé no traseiro! Ninguém é assessor deste respeitável Blog se é pau mandado ou correia de transmissão como uns e outros… Quanto ao termo “aético”, vamos sugerir ao colendo professor algumas leituras sobre o que vem a ser Moral, Ética, senso moral, consciência moral. Claro que ele está careca de saber, mas é sempre bom refrescar a memória. Depois, como dever de casa, ele pode assistir, no conforto de sua cadeira giratória, ao vídeo que mostramos didaticamente o que dizem os preclaros titãs da atual diretoria da APUB, e como nasceu o não menos glorioso Proifes. Talvez ele possa ir anotando exemplos do que poderia ser denominado de comportamento “aético”. Ou não. A tal “consciência moral” é fogo!

Isso tudo, para mim, que tenho 35 anos ininterruptos de movimento docente, pois comecei antes da existência da ANDES, é fruto do desespero dos poucos colegas de nossa base ainda ligados ao Sindicato Nacional, que chegam ao extremo de se apropriarem, indebitamente, de símbolos da APUB, para causarem confusão na universidade, na base do escracho, do achincalhe e da desqualificação de quem discorda de sua prática contrária aos verdadeiros interesses da categoria.

– O que são trinta e cinco anos em termos de eternidade? Muito, muito menos do que uma ninharia do deus Cronos. Ademais, há quem aprenda com mais tempo, há quem aprenda mais ligeiro… O importante é aprender, mas de verdade! Também é importante que alguém ensine ao professor que, como poetava Leminski, na luta de classes, citando-o livremente, valem paus, pedras, poemas e… blogs libertários. Vale até frases em Latim: ridendo castigat mores (corrige os costumes sorrindo)…

De fato, o que está por trás de tudo é a imensa perda nacional de terreno pela ANDES, cuja diminuição da base é bastante significativa. E isso independe de que sejamos, ou não, contra ela, ou contra quem a prefere como forma de organização. Tudo se deve aos erros da política e à própria inconsequência e irresponsabilidade política de sua atuação, principalmente a partir do período do governo Lula.

– Que nada, Prof. João! A política pretérita do governo Lula foi mais-que-perfeita e assegurou o futuro do presente da nação e do capital financeiro! Ou melhor, para não deixar o gerúndio de fora: está assegurando, a gregos e baianos bons trocados. Os professores e demais servidors públicos não acabaram de faturar mais se 4%, recentemente confirmados pela caneta generosa da presidente Dilma? É bem verdade que ela e os parlamentares tiveram um pouco mais do que isso, desde fevereiro. Mas não são cento e poucos por cento a mais que deverão fazer a diferença. Afinal, tudo é Brasil. O importante é ter em mente que o mensalão foi uma calúnia; a reforma da Previdência foi uma premiação aos trabalhadores mais velhinhos, coitados; o estratosférico lucro dos banqueiros foi uma benção para o socialismo tropical e o bolsa família constituiu o maior programa de distribuição de rendas, nunca visto antes nada igual na história deste país… Fala sério, professor!

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2 Respostas to “– E agora, João?”

  1. osaciperere Says:

    Resposta ao Prof. Israel Pinheiro

    Por João Augusto de Lima Rocha

    Caro Israel, caros(as) colegas da UFBA, da UFRB e do IFBA:

    Acredito que você, Israel, com os textos que vem divulgando nesta lista, está contribuindo bastante para que se esclareçam as coisas.

    No entanto, acho conveniente dar a minha opinião a respeito de falsa polêmica que ora está sendo artificialmente criada, que pode levar os colegas que estão chegando agora a não perceberem o que, de fato, se passa.

    As escaramuças contra a APUB-Sindicato chegam, neste momento, ao extremo de termos um colega ligado à ANDES escalado, em dedicação exclusiva, para tentar desqualificar e atingir o nosso Sindicato, através de um blog sustentado pelo uso aético e indevido desta lista de debates da UFBA.

    Isso tudo, para mim, que tenho 35 anos ininterruptos de movimento docente, pois comecei antes da existência da ANDES, é fruto do desespero dos poucos colegas de nossa base ainda ligados ao Sindicato Nacional, que chegam ao extremo de se apropriarem, indebitamente, de símbolos da APUB, para causarem confusão na universidade, na base do escracho, do achincalhe e da desqualificação de quem discorda de sua prática contrária aos verdadeiros interesses da categoria.

    De fato, o que está por trás de tudo é a imensa perda nacional de terreno pela ANDES, cuja diminuição da base é bastante significativa. E isso independe de que sejamos, ou não, contra ela, ou contra quem a prefere como forma de organização. Tudo se deve aos erros da política e à própria inconsequência e irresponsabilidade política de sua atuação, principalmente a partir do período do governo Lula.

    A ANDES já perdeu, pelo menos, nos últimos cinco anos, as importantes seções sindicais da UFRGS, UFSC, UFMG, UFBA, UFG, UFScar, UFCE, UFMS e UFRN. E perdeu também as ações judiciais que impetrou contra a nossa liberdade de escolher a forma de representação que mais nos interessa. Nesse sentido, vem fazendo, na prática, o mesmo papel do regime militar, quando impedia nossa liberdade de organização.

    As principais razões para a decadência da ANDES nas instituições de ensino superior e ensino básico e tecnológico, a meu ver, são as seguintes:

    1. A entidade virou uma espécie de partido político, confundindo defesa dos direitos da categoria com intransigente combate a qualquer iniciativa que venha do governo, seja lá que governo for. Então, para a ANDES, regime militar, Sarney, Collor, FHC, Lula e Dilma são a mesma coisa. Por esse motivo, ela foi violentamente contra o REUNI e a recente expansão das vagas nas universidades federais e no EBTT;

    2. A ANDES ficou vários anos sem sua credencial sindical, por insistir em representar os docentes do setor particular. A retirada da credencial deveu-se à iniciativa da CNTE, Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, que ganhou, na Justiça do Trabalho, uma ação contra o Sindicato Nacional nesse sentido. Ao perder a credencial sindical, ficamos, todos nós, impedidos de ter, por vários anos, muitos ganhos para a categoria, porque não tínhamos uma representação sindical aceita oficialmente. Daí, então, surgiu o PROIFES, um fórum de representação dos docentes do setor federal (ensino superior e EBTT), ao qual nos associamos;

    3. O ex-ministro do trabalho Carlos Lupi, surpreendentemente, restituiu, há cerca de três anos, a credencial sindical da ANDES, mas com a condição explícita de que o Sindicato Nacional retirasse a representação dos docentes do setor particular de sua base. A exigência não foi obedecida, por decisão de Congresso da entidade, de forma que, a qualquer momento, o descredenciamento sindical da ANDES pode voltar a acontecer;

    4. Dentro de sua política estreita, anti-governo, a ANDES não assinou o último acordo com o governo para correção salarial em 2008, 2009 e 2010 que, a despeito dos insuficientes salários que hoje vigoram, trouxe, naquele momento, correções significativas para os salários, particularmente nas últimas faixas;

    5. Neste momento, ao verificar o erro que cometeu anteriormente, a ANDES volta a participar, junto com o PROIFES-Federação e o SINASEFE, da negociação aberta com o governo. Mas, dado à inconsequência de sempre, acaba de indicar, precipitadamente, uma greve para o dia 17 de maio próximo, em meio a uma negociação aberta com o governo, com uma reunião marcada para o dia 15 próximo e previsão de encerramento para 31 de maio!

    Para concluir, convém esclarecer a todos que a APUB, mesmo tendo aceito ser seção sindical da ANDES, desde quando aquela entidade foi fundada, em 1981, até recentemente, quando o desligamento político, por amplíssima maioria, foi formalizado em plebiscito, sempre manteve um CNPJ próprio, que agora passou a ser o CNPJ do nosso Plano de Saúde, criado em sua primeira gestão na APUB, Israel. Em resumo, do ponto de vista jurídico formal, sempre mantivemos a nossa APUB sem vínculo com a ANDES – Sindicato Nacional, embora houvesse, por certo tempo, um vínculo político com ela.

    Hoje, preferimos um Sindicato autônomo, organizado nacionalmente no PROIFES – Federação. Um abraço, e vamos à luta!

    João Augusto de Lima Rocha é professor da Escola Politécnica e diretor Acadêmico da Apub Sindicato

  2. Menandro Ramos Says:

    Dummondianamente, o meu amigo Saci indagou ao prof. João Augusto da Rocha, insigne diretor da APUB, após ler sobre a decisão do STF sobre o ANDES-SN:

    – E agora, João? A farra acabou!…

    Para azar do preclaro dirigente, pouco antes da nota do STF circular “qual albatroz tresloucado” – considerando a veia poética do aludido docente – o mesmo publicou uma espécie se epístola em socorro do eterno presidente da APUB -ainda que ex -, o não menos digno Prof. Israel Oliveira Pinheiro, notável cientista político da UFBA.

    Do firmamento, igualzinho aos astros que saltam como espumas de ouro, o Saci saltou, rodopiou e produziu um vídeo acompanhado de uma capa de falsa xilogravura, dedicando tudo ao autor do Cordel “Anísio Teixeira Educador do Brasil”.

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