– Equívoco ou má-fé?

Para o Saci, se uma coisa que a Justiça não pode conviver é com a mentira, o engodo. E, tudo indica, a diretoria destituída não sabia disso na hora de municiar seus advogados…

..

Menandro Ramos
FACED/UFBA

.

.

reio que o Prof. Charbel foi sábio no que disse. Talvez a oposição dos professores da base à diretoria destituída não tivesse confiança na vitória. Isso mesmo.

Também, quem teria, depois do que a ex-diretoria da APUB armou no tal plebiscito, que o Prof. Francisco desmascarou na Justiça do Trabalho? Quem teria? Há certos grupos que não aprenderam a honrar o voto que receberam. Aliás, esse tipo de comportamento parece um vírus, uma praga que alastra pelo país. Quem assiste aos vídeos do julgamento do mensalão sabe do que estou falando…

Assim, desta vez estou de acordo com o colendo colega Prof. Charbel. Os companheiros da APUB Oposição têm verdadeiro pavor de urnas viciadas. Preferem o olho no olho das Assembleias, com centenas de docentes fiscalizando… O diabo é que, quem não costuma ir às Assembleias, não pode fazer a menor ideia de como o momento é ímpar… Quem sabe se um dia aparecessem!…

Quanto ao argumento da nobre professora Marilena Ristum, abaixo, creio que ela apenas está sendo generosa, e tentando poupar os ex-diretores da APUB do vexame da destituição. Também concordo que isso é muito desagradável, mas a decisão de ir a Brasília para trair à Assembleia, foi uma opção de responsabilidade exclusiva da ex-presidente da entidade. Entre ficar com os docentes da UFBA e o governo, ela preferiu o Proifes, que é governista.

O que a Profa. Ristum sugeriria como sanção pelo ato torpe da ex-presidente da APUB? Uma viagem aos States? Salvo engano, foi Euclides da Cunha que disse que é “a impunidade que faz o celerado”. Sendo assim…

Nesse caso, Colegas, para a preservação da saúde da democracia sindical, não havia outro remédio senão o aplicado pela Assembleia do dia 15/08/2012. SMJ.

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Quoting charbel@ufba.br:

Só uma coisa explica essa tentativa de destituição a meses de uma eleição: confiança de que perderão nas urnas…

Abs

Charbel El-Hani

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Citando trad@ufba.br:

Viva a sensatez!!! ou poderia dizer, respeito às regras  democráticas. Que se apresentem candidaturas para a eleição da  próxima diretoria da APUB, com seus respectivos projetos  político-institucionais e, mais que isso, um projeto para a educação  superior no Brasil e para  a carreira docente. Frente a isto, todos  os docentes poderão livremente PENSAR, REFLETIR, ESCOLHER e VOTAR na  próxima eleição (daqui a 3 meses). saudações,

Leny Trad
ISC/UFBA

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Citando ristum@ufba.br:

Colegas,

Dirijo-me, especialmente, aos colegas defensores da proposta de   destituição da diretoria da APUB. Penso que essa é uma proposta   vazia, no sentido de que é apenas destituitiva e nada propositiva.   Meu problema é que não consigo avaliar se uma proposta é boa ou  ruim  sem considerar suas implicações futuras. Nesse caso, se  destituirmos  a diretoria, o que se propõe para o seu lugar? Quem  assumirá o  comando da APUB? Seria, talvez, o Comando de Greve?  Qual a  legitimidade do grupo que vai assumir? Qual é seu programa  de  atuação e seu compromisso político?

Será que, em lugar de propor a destituição, atropelando o processo   de sucessão de uma nova Diretoria eleita pelos associados, não  seria  mais produtivo construir esse processo, iniciando por pensar  na  composição de uma chapa de oposição e na elaboração de  propostas de  atuação para essa chapa?

Afinal, estamos a poucos meses da eleição e, definitivamente, não   vejo vantagem alguma em trocar uma Diretoria eleita por algo que  nem  sei o que é.

Finalizando, sugiro que se abandone a ideia de destituição e que se   parta para a CONSTRUÇÃO do processo eleitoral.

Marilena Ristum
Instituto de Psicologia

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“É a volta do cipó de arueira   No lombo de quem mandou dar”, segundo a excelente lembrança do Prof. Luiz Aníbal.

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Uma resposta to “– Equívoco ou má-fé?”

  1. O Saci-Pererê Says:

    Circulou na “debates-l”:
    —————————

    Caros colegas,

    Considerando as manifestações que têm sido publicadas nesta lista, contra e a favor da destituição da diretoria, resolvi me manifestar. Tenho acompanhado atenta e ativamente o que se passa nas assembleias e venho lendo todos os informes sobre o andamento da greve veiculados pela direção da APUB e pelo Comando Local de Greve. Na medida do possível, procuro informações também em outros sites e fóruns de discussão. Fui uma das eleitoras da atual direção da APUB, por também ter me cansado dos discursos, por mim considerados anacrônicos, da direção que tínhamos até então. Sou favorável ao REUNI e apoiei a criação do IHAC. Não obstante, sou obrigada a reconhecer que a atual direção da APUB tem agido antidemocraticamente desde o início do processo de discussão da greve. E, se o PROIFES chegou a ser considerado por mim como uma possibilidade de sair do radicalismo inconsequente dos antipetistas, hoje percebo que ele nada mais é do que uma organização pelega, cujos métodos devemos repudia devemos repudiar com veemência.

    Isso não significa, a meu ver, uma adesão às estratégias do ANDES, que, como apontado pelo Prof. Paulo Fábio, até hoje foi incapaz de apresentar uma contraproposta à do Governo. Mesmo estando entre a cruz e a caldeirinha,ou principalmente por isso, penso que, se queremos um sindicato atuante, que defenda, de fato, nossos interesses, temos que estar presentes às assembleias, que considero o legítimo fórum de decisões da categoria. Caso contrário, ficaríamos reféns dos colegas que preferem o conforto de não verem suas opiniões sendo debatidas por quem se coloca em oposição a elas, mas que, mesmo assim, desejam ser ouvidos, através de plebiscitos realizados pela internet. Fico pensando se esses colegas também defendem que as decisões dos órgãos colegiados da universidade se processem da mesma forma. Afinal, nas reuniões desses órgãos muitas vezes também temos que nos haver com longos e cansativos discursos que podemos considerar como antiquados e in operantes.

    Mas vamos à questão da destituição da direção da APUB. Quem tem ido às assembleias que tivemos até agora sabe bem que, desde o início, essa direção tem agido de modo contrário aos interesses da maioria ali presente. E observem que eu votei contra a deflagração da greve na assembleia do dia 29 de maio, pois pensava que não nos custaria esperar até o prazo final dado pelo Governo para negociação. Como minha posição foi vencida, entrei imediatamente em greve. A APUB tudo fez para negar nossa paralisação, assumindo atitudes que jamais caberiam a um sindicato, como, por exemplo, a divulgação de ameaças aos colegas em greve. Após se ver politicamente derrotada em seu malfadado plebiscito, voltou atrás e se somou ao comando de greve, mas só até o momento em que isso lhe pareceu conveniente, preferindo ficar ao lado do PROIFES quando a categoria em assembleia aprovou decididamente a rejeição de suas atitudes adesistas ao Governo Federal.

    Mesmo ciente disso, ao ser colocada na assembleia do dia 07 de agosto a discussão sobre a realização de uma assembleia onde se decidiria quanto à destituição da direção da APUB, votei contrária a ela, por entender que esse encaminhamento não seria politicamente adequado, pois daria aos nossos dirigentes argumentos para que eles tentassem se colocar frente aos colegas que não vão às assembleias como vítimas de ?golpistas radicais?. Mas quem tem acompanhado “in loco” o que se passa nas assembleias sabe que o que a atual direção vem chamando de conturbação nada mais é do que a firme defesa por parte dos presentes dos procedimentos capazes de garantir a democracia nas decisões ali tomadas. E sabe também que essa direção não representa mais a maioria dos professores que comparecem às assembleias. Se esse comparecimento diz respeito, principalmente, aos jovens docentes, é outra questão, que nos caberia analisar sem divisionismos contraproducentes. Como, novamente, minha posição foi derrotada e se decidiu, democraticamente, que a destituição será votada na assembleia do dia 15 de agosto, só me resta a ela comparecer e avaliar, a partir dos argumentos ali apresentados, se essa decisão é viável, tanto em termos legais quanto políticos, e votar na posição que julgar mais acertada. Seja qual for o resultado da assembleia, continuarei afiliada à Associação. Mas na próxima eleição, os colegas que estão na atual direção da APUB ou que a apoiam não terão de forma alguma o meu voto. E, se, por alguma desventura, eles vencerem as eleições, mesmo assim continuarei associada à APUB e manterei firme meu propósito de frequentar as assembleias, pois é ali que nos cabe desmontar os artifícios antidemocráticos que tanto os adeptos do PROIFES quanto os do ANDES possam vir a querer utilizar.

    Saudações universitárias,

    Rachel Lima
    Instituto de Letras

    P.S.: Na assembleia do dia 02 de agosto, votei contra a continuidade da greve; na do dia 07 de agosto, a favor. E só saberei qual será o meu voto na próxima assembleia que se realizar com o intuito de discutir a greve, após a avaliação da conjuntura que ali terá lugar. Afinal, no meu entendimento, se as posições forem aprioristicamente definidas, realmente não há sentido em nos reunirmos para dialogar.

    —————————

    Citando faceluci@ufba.br:
    Quoting vera carvalho:

    ————————–
    Concordo integralmente com o Prof. Marcos Palacios.

    Vera Carvalho
    Profa. Aposentada
    IBIO/UFBA

    —————————

    Prezado(a)s Colegas,

    Há uma Diretoria eleita pela vontade da maioria dos docentes. Uma chapa ganhou as eleições, a outra perdeu-a. Podemos concordar ou discordar das políticas que vêm sendo implementadas pela atual Diretoria, podemos ter posicionamentos divergentes em qualquer tipo de questão, mas estamos em uma situação de normalidade democrática e plena vigência de um mandato eletivo
    conquistado pela consulta a todos os filiados.

    Há só uma maneira de mudar essa situação: aguardando as eleições, disputando-as e aceitando os resultados.

    Qualquer expediente distinto de tal procedimento para mim só pode ter um nome: golpe. Ou talvez se possa arranjar outra denominação, não é mesmo? Até em 1964 conseguiram fazer isso isso. A língua portuguesa é pródiga em eufemismos… Acredito que uma parcela dos docentes está à beira de cometer um erro histórico, que levará inevitavelmente a um esvaziamento da APUB,
    possivelmente irreversível, em um momento de clara divisão do movimento docente, em que deveríamos estar buscando pontos de um consenso mínimo, para o bem da instituição universitária e da própria categoria. Ao invés disso, vejo-me confrontado com um chamamento radical à cisão. Chego a sentir-me afrontado, como associado da APUB e como docente universitário com mais de 30 anos de carreira.

    De minha parte, desde já deixo firmada minha posição: se houver um golpe e uma mudança de Diretoria da APUB que não seja efetivada pelo processo democrático de eleições livres, diretas e secretas com participação de todos os sindicalizados, estarei, no dia seguinte ao golpe, na sede da Associação com meu pedido de desfiliação assinado.
    E acredito que não estarei só.

    Saudações Universitárias

    marcos palacios
    Professor Titular
    FACOM/UFBA

    “Vamos despacio porque vamos lejos”
    (Los indignados – España)
    Em 9 de agosto de 2012 18:19, escreveu:
    —————————

    Caros,
    A nota da Diretoria da APUB me fez lembrar de Collor às véspera de ser deposto da Presidência da República, solicitando ao povo brasileiro que não o deixasse só! Estimaria se todos comparecessem à assembléia em massa, inclusive os “apoiadores da Diretoria da APUB”, para que não reste dúvida acerca da vontade majoritária em depor ao menos aqueles que desrespeitaram
    afrontosamente toda a categoria e o movimento docente.

    Inúmeras oportunidades afloraram, mas a natureza sorrateira, dissumulada e traidora típica de todo bom pelego sempre prevaleceu à serviço do governo, com a espinha dobrada servilmente, ao tempo em nos virava as costas e ousava.

    Em lugar de desperdiçar nossas contribuições contratando seguranças capatazes, melhor seria a Diretoria da APUB contratar bandeirolas e uma banda de música para extravazarmos de alegria e entusiasmo numa animada festa cívica. Se quiserem entender um pouco as razões, ouçam Vandré no link abaixo:

    http://letras.mus.br/geraldo-vandre/83305/

    É a volta do cipó de arueira/No lombo de quem mandou dar: APUB LIBERTADA, ABAIXO A PELEGADA / APUB LIBERTADA, ABAIXO A PELEGADA.

    Luiz Anibal – DCTM / EP – UFBA.

    —————————

    *NOTA DA DIRETORIA DA APUB *

    A Diretoria da APUB Sindicato, movida pela responsabilidade da defesa dos interesses da categoria docente, da UFBA, UFRB e IFBA, que representa, convocou e dirigiu, no dia 07/08/2012, na Faculdade de Arquitetura, a Assembleia Geral convocada com um só ponto de pauta: *Encerramento da Greve*.

    Submetida ao plenário, a pauta foi modificada para a seguinte: 1. Greve; 2. Avaliação do movimento; 3. Encaminhamentos.

    Da parte da Diretoria, cientificamos os participantes da Assembleia sobre que o Governo anunciou o término das negociações, no que se refere à carreira e aos salários, desde que o PROIFES Federação, entidade à qual a APUB é filiada, assinou, no dia 03/08, o acordo que prevê 3 parcelas de correção salarial, para março de 2013, março de 2004 e março de 2015.

    Durante a greve a negociação com o Governo foi aberta, não somente com o Proifes, mas, simultanemente, com a Andes, Sinasef e Condsefe. As três últimas, no entanto, usaram da oportunidade das audiências, nos dia 13 e 24/7, exclusivamente para expressar sua rejeição à proposta do Governo e reafirmar, sem nada flexibilizar, suas pautas reivindicatórias iniciais.
    Perderam, portanto, a oportunidade de negociar e, agora, desejam a reabertura das negociações com o Governo.

    Referendado por 74% dos participantes de uma consulta eletrônica que promoveu, na qual 5222 professores deram sua opinião favorável à assinatura do acordo do Proifes Federação com o Governo. Nela fica mantida a equiparação de remuneração entre professores da ativa e aposentados e todas as gratificações ficam incorporadas aos salários, são conquistas anteriores
    decorrentes de iniciativas do Proifes.

    Os pontos polêmicos, ou questões novas, como a dos atuais titulares que deverão ser incorporados à nova carreira, deverão ser remetidos para a discussão em um Grupo de Trabalho, a ser instalado em setembro próximo, com 60 dias de prazo, prorrogáveis por mais 60, para concluir os trabalhos. A inclusão da classe de Professor Titular na carreira, que dá direito aos
    Associados IV de chegarem ao último nível, é, sem dúvida, uma vitória muito importante, contida no acordo assinado, pois, qualquer professor, a partir do momento em que toma posse, já sabe que poderá chegar, por seus próprios méritos, ao último nível da carreira, sem outro concurso. As correções salariais, entre um mínimo de 25% e um máximo de 44%, com base no salário de julho de 2010, são também pontos considerados positivos no acordo assinado, já que cobrem a inflação a partir de julho de 2010 até março de 2015, à base de 5% ao ano. As tabelas salariais completas, para 2013, 2014, 2015 podem ser encontradas na página da APUB na internet: http://www.apub.org.br.

    Filiada ao Proifes Federação, a APUB Sindicato indicou a seus associados a participação na consulta eletrônica por ele patrocinada, que aprovou a assinatura do acordo com o Governo e, além disso, a indicação do fim da greve. Coerente com tal posicionamento, a APUB, por sua
    Diretoria, cumpriu o dever de encaminhar a proposta de encerramento da greve, na Assembléia
    Geral de 07/08/12. Tal proposta, no entanto, foi rejeitada e a greve continua.

    A Diretoria, que sempre tem se pautado pelo respeito à pluralidade do movimento docente, vive sob a permanente ameaça de elementos articulados com a Andes SN, que se orientam, desde o início do movimento, para a tentativa de golpe. Legalmente constituída e representativa da maioria dos associados, a Diretoria de nossa entidade que, no dia 06 de agosto completou 44 anos de criada, vem denunciar o comportamento estreito e partidarizado desse grupo que lançou à Assembleia Geral de 07/08 a proposta de destituição de nossa Diretoria, a ser deliberado na próxima assembleia.

    Nenhum membro da Diretoria é denunciado por se envolver em atitudes ilícitas. Não há qualquer razão, a não ser de ordem política, para se desviar o foco da defesa de nossas justas reivindicações para a disputa pela direção da entidade, nesse momento.

    Desviar as atenções do movimento, para o golpe contra a Diretoria, nos parece uma tentativa de esconder a incompetência de quem não soube negociar, isto é, a Andes, que se encontra temerosa de que o Proifes venha a capitalizar as possíveis conquistas salariais incluídas no acordo
    assinado com o Governo.

    Anunciamos que, contra a descabida tentativa de golpe, anunciada contra a Diretoria da APUB Sindicato, passamos a denunciar, local e nacionalmente tal atitude desesperada e inoportuna, e estamos tomando todas as medidas políticas e jurídicas capazes de impedi-la.

    Por fim, solicitamos aos associados que a refutem, porquanto é absolutamente incompatível com a história de lutas em defesa da categoria e da educação pública da nossa APUB.

    Diretoria da Apub Sindicato

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