– Equívocos de membros do GT – Carreira

Menandro Ramos
Prof. da FACED/UFBA

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espirei aliviado quando o Prof. Luiz Filgueiras disse, no espaço que seria da assembleia de ontem, dia 11/07/2012, que considerava o Proifes uma excrecência. É que ando meio paranoico achando que o fórum governista está tendo mais apoio do que merece…

Pedi a palavra para dar uma sugestão ao colendo GT-Carreira. Apenas uma simples sugestão e nada mais do que isso. Alguns dos ilustres professores que compõem o grupo se sentiram ofendidos. Lamento. Nem sempre a crítica é bem-vinda, mesmo no meio universitário, onde se sabe que o saber não tem copirraite. Paciência.

Cá na minha pobre cachola, de quando em quando, umas ideias me atormentam. Dessa vez, foi sobre o enorme cartaz dado ao Proifes, que segundo alguns que sabem das coisas, é o braço do governo no sindicato universitário.

Se assim é, pensei com os meus botões, por que o tempo inteiro se menciona a “Proposta de Carreira do Proifes”? Será que alguns nutrem alguma simpatia escondidinha, bem oculta mesmo, pelo dito cujo? Caso contrário, por que, então, não se toma como parâmetro apenas a “Proposta do Governo” e a “Proposta do Andes-SN”? A partir do cotejamento de ambas, os professores da UFBA poderiam dar seu contributo em cima do que for construído pela egrégia comissão, de cuja competência não tenho a menor dúvida.

Assim, minha proposta foi apenas de não darmos palanque para o que muitos consideram como sendo uma excrecência – inclusive, pelo menos, um membro do GT-Carreira! – conforme declaração recente do mesmo.  Isso se quisermos ser coerentes…

Infelizmente, parece que alguns colegas não toleram a crítica, ainda que seja construtiva e feita por parceiros do mesmo lado. E, nesse caso, a melhor reação parece ser a da tentativa de desqualificação dos que ousam manifestar-se de forma contrária.

A minha simples sugestão foi nomeada como uma tentativa de censura. Por São Saci-Pererê! Logo eu que brado o tempo inteiro contra ela… Falou-se também da necessidade da honestidade intelectual, como se eu estivesse propondo “chupar” os itens vantajosos à carreira docente, eventualmente propostos pelo Proifes, sem lhe dar o devido crédito…

Não posso silenciar-me diante da distorção que fizeram da minha fala, assim como nunca me calarei diante das injustiças. O que mencionei foi que, possivelmente, havia pontos interessantes nas propostas proifianas, mas que não deveríamos nos importar com elas, para não legitimar o fórum governista. Mencionei, ainda, o fato de o vigarista nunca se apresentar como tal… De ele exibir-se sempre de maneira sedutora ou com propostas que enchem os olhos…

A conclusão que tiro dessa confusão toda é que devo me comunicar muito mal. Ou, numa melhor hipóteses a meu favor, talvez a minha sugestão tenha sido recebida com má vontade pelo fato de ter-me aliado à ideia do Prof. Francisco Santana, segundo o qual, ser complacente ou tolerante para com o Proifes é apunhalar o ANDES-SN e toda a sua luta em favor do trabalhador e contra o capital. Vaidade ferida é um atraso para o movimento docente, meu camarada!…

Fala sério!

Uma resposta to “– Equívocos de membros do GT – Carreira”

  1. osaciperere Says:

    Circulou na “debates-l”
    ———————————————-

    Prezado Professor Menandro,

    disse-o muito bem: SOMENTE UM ET PODE FORMULAR O ENTENDIMENTO DE QUE O SENHOR E O CARÍSSIMO CHICO seriam inimigos da categoria. Para qualquer ser humano isso é inconcebível. O MELHOR é que os entendimentos abrigados pelos senhores estão corretos.

    Também acredito que estamos ressuscitando o moribundo PROIFES e sendo condescendentes com essa fantasia, cujos autores não hesitariam em trucidar as ideias e ideais que venceram o período de dormência a partir do Apub-Lutas e ganharam ímpeto e asas com as manifestações legais e legítimas do conjunto de professores da UFBA – de resto, da quase totalidade das universidades brasileiras. A minoria “minimum minimorum” proifissiense jamais foi capaz de mobilizar a categoria com a magnitude agora vista, até mesmo pelo fato de sua missão ser pelegar para tentar anestesiar e adormecer o conjunto dos professores.

    Chico insiste numa tecla que precisa ser mantida entre nós, pois sua correção um dia ficará clara: é impossível custear políticas de interesse nacional, especialmente a educacional, enquanto metade dos recursos orçamentários forem reservados para pagar a “bolsa luxúria”, consubstanciada pelos serviços da dívida, aos beneficiários que Sua Santidade Lula adorava denominar como “banca financeira internacional” – antes de assinar a tal da “carta ao povo brasileiro” e a ela se associar. Acontece que tal entendimento demorará a viscejar entre nós, dado o seu caráter revolucionário, razão pela qual Chico e alguns de nós precisaremos preservá-lo e cultivá-lo com paciência de Jó.

    O mesmo sucede com o estatuto/regimento proifissiense e suas consequências, inclusive o moribundo pebiscito/referendo (conforme eles mesmos se atrapalharam em denominar).

    Juridicamente tem morte anunciada, mas a parcela pelega da Diretoria da APUB vai esgrimir na justiça para tentar manter uma de suas últimas possibilidades desesperadas de se manter viva, naturalmente apoiada aos seus aliados que como “pintos no lixo” usam, exploram e se beneficiam em proveito próprio da credibilidade regional da marca “UFBA” – tais “pintos” exaltam o mercado mas não têm coragem de disputá-lo sem as isenções, facilidades e credibilidade da UFBA.

    O fato é que algumas dessas ideias levantam sentimentos tais que muitos ainda não se sentem à vontade para assumi-las. Como em algumas sementes, seu período de dormência pode ser longo e precisará ser respeitado. Talvez, a tarefa atual seja somente preservá-las e difundi-las, aguardar com paciência a equalização dos nossos entendimentos.

    Não sei se essa minha forma de pensar é correta, mas é a que abrigo no momento. Gostaria de dividi-la com os colegas.

    Luiz Anibal – DCTM / EP – UFBA.

    —————————————————-
    Quoting menandro@ufba.br:
    —————————————————-

    Pois é, minha Camarada!

    É de estarrecer o tamanho dos pedregulhos que são lançados a cada dia no caminho.

    O Saci é que tem razão: quem tem fogo amigo não precisa de fósforo!

    Por essas e outras se entende a folga da diretoria da APUB, quando se recusa a publicar o ACORDÃO da Justiça, determinado pela Assembleia.

    Se, de repente, um ET baixar aqui, dirá que Chico e eu é que somos inimigos da categoria.

    Grande abraço,
    Menandro

    —————

    Quoting Maria Inês Marques:

    —————
    Colegas,

    Bom dia! Do lado de cá, procurando informações sobre a assembléia de ontem.
    Sentindo-me como alguém que perde uma parte do filme, e fica sem entender nada, eu li estarrecida, a mensagem/desabafo do Menandro. Estão considerando parte das negociações introduzir elementos do proifes? Por isto é que eu digo, podemos estar fazendo greve, mas ainda a vejo à margem do Andes, que luta por uma carreira configurada pelos docentes e diferente do Mec/Proifes.

    Mena, também entendo que isto não é qualquer coisa. Quanto ao chamado de Robertinho, penso ser equivocado, carreira nacional não está em discussão e sim a pauta local, condições de trabalho. A carreira do Andes, ela está pronta, em negociação pelo único sindicato que os docentes têm. Ele não é filiado à Cut, nosso espaço de lutas é maior, uma central sindical de trabalhadores, empregados ou não, que guarda lugar para as oposições e não defende mensaleiro, não abriga sindicalista cooptado pelo governo. É outra coisa.

    Se estou sem entender o filme, a responsabilidade é toda minha, mas, eu só queria saber, até quando, protagonistas e os coadjuvantes, irão manter a farsa de que a apub é sindicato? Pensando nas possibilidades, acho que ela vai negociar diretamente… com quem mesmo? Ah! Com o Mec. Não, a justiça do trabalho só reconhece o Andes como negociador e o proifes caiu, ela não tem interlocutor. Como vilania não pode faltar no enredo do filme, entram os falsos problemas para a categoria resolver. Já houve retirada de artigo, se assembléia presta ou não, se havia greve e por aí foi. Agora, pelo que entendi, há uma proposta de desconsiderar a carreira do Andes, pela qual se está em greve. “Triste filme, que me fez chorar” … termina numa estação de trem-bala, que não parou…

    ANDES É O SINDICATO
    APUB É ANDES

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