1190 – Um cordel para João Rocha

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JOÃO-ROCHA-poeta.

L.
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amentavelmente, a “lira” do Prof. João continua desafinada. O ilustre cordelista é uma rocha que se apega ao poder, sem ter o bom senso de saber a hora colocar um ponto final no seu melancólico projeto político camaleônico.
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Toda vez que vejo, no primeiro vídeo da greve dos professores da UFBA, em 2012, aos 6 minutos e 13 segundos, o semblante aterrorizado do colendo Prof. João Augusto Rocha, fico pensando no quanto ele poderia ser feliz – e nos fazer felizes! – escrevendo cordéis “à mão cheia e ensinando o povo a pensar”. Também fico pensando no quanto Anísio Teixeira e  Carlos Marighella ficariam tristes se vivos fossem e pudessem testemunhar o fiasco político que foi o nosso notável colega – dotado de tanta intimidade com as musas do Olimpo Nordestino que tanto amamos! Parece que foi uma coisa ruim feita pelo “cabrunco da peste que anda pra trás”, nas palavras assustadas do Saci, para que o notável engenheiro se desviasse de um belo caminho que a vida lhe houvera reservado, ao lado de próceres baianos e outros heróis nacionais.
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Confesso que se eu tivesse algum prestígio na UFBA não hesitaria em organizar uma comissão de colegas para pedir ao ilustre cancioneiro popular que abandonasse as fileiras do sindicato chapa branca e voltasse a nos deleitar com as suas encantadoras trovas. Mas não me atrevo, visto que a APUB pelega tem sido uma pedra – ou uma rocha inabalável! -, no caminho da emancipação do colega. Uma pena! Tanto talento para nada!
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Sabe Deus se as más companhias não o levarão a escrever uma biografia laudatória a Fernando Collor de Melo, ou mesmo a Renan Filho, já que o seu partido quebrou lanças para os ínclitos senadores nas últimas eleições em Alagoas…
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Abaixo, um vídeo do “túnel do tempo” para os esquecidos e, sobretudo, para os que não sabem que o colendo cordelista fez parte  da diretoria cuja presidente foi destituída em Assembleia, durante a memorável greve de 2012, por traição ao movimento docente.
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Confira também:
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Imagens da Assembleia de 2012
 
A renúncia inevitável da presidente da APUB
 
João Augusto propõe canonizar Lula vivo
 
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Discordo frontalmente de sua posição, pois detesto todo tipo de continuismo e nosso “apegamento” à CUT que é um sindicato neopelego. Nossa escolha deve pautar-se pela qualidade e liderança dos componentes da chapa. Já é hora de parar com infundadas alegações de benefícios obtidos, que frutificaram graças aos esforços de muitos, e de divulgar mensagens amedrontadoras aos aposentados, respeitando nossa capacidade de discernimento. Já é tempo de cada “bisavô”, que se passa por “neto”, sair de cena e ceder o lugar para uma nova liderança.
Edson Emanoel Starteri Sampaio
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Colegas

Está lançado o processo para a sucessão na APUB, cujo limite para inscrição de chapas é o dia 11/11, dando-se a votação em 25 e 26 / 11 próximos.

Algumas reuniões vêm acontecendo, entre nós, visando à formação da chapa que vai defender a continuidade do caráter amplo da entidade organizada na forma de sindicato local, articulado nacionalmente através do Proifes Federação.

Solicitado por muitos colegas novos, que não viveram a evolução do movimento docente, gostaria de aproveitar para dar-lhes algumas informações relevantes para a escolha entre uma ou outra chapa, em função de sua vinculação, seja com o Proifes Federação (o caso da APUB Sindicato), seja com a Andes – Sindicato Nacional (o caso da oposição, que luta para que a APUB volte à situação anterior). A meu ver, esse é um divisor de águas importante, que c deve ser do conhecimento de todos(as).

Enfrentamos, continuamente, após a decisão de sair da Andes Sindicato Nacional e optar pelo modelo novo, de sindicato autônomo, uma dura oposição daquela entidade, que utiliza sua potente estrutura jurídica  para impedir nossa liberdade de organização sindical, decidida em plebiscito, após extensa  discussão no seio da APUB.

Acreditamos que o modelo de entidade nacional (Andes-SN), criada com a nossa participação, em 1981, tornou-se inadequado aos tempos atuais, tanto que há mais de dez anos, praticamente, nenhuma decisão nacional foi negociada por ela com o governo, no interesse dos docentes e das universidades.

O acordo salarial vigente, por exemplo, sobre carreira e salários, que assinamos com o governo, por três anos, após a greve de 2012, não foi chancelado pela Andes que atuou, depois, no Congresso Nacional, com o objetibv]o de impedir  sua aprovação! Se não fosse a firme atuação do Proifes Federação, junto ao Parlamento, o acordo atualmente vigente teria sido rejeitado. A Andes foi, portanto, a única entidade nacional vinculada ao ensino superior e ao ensino básico, técnico e tecnológico EBTT), em nosso país, que optou por não assinar tal acordo que, embora com imperfeições,  foi o melhor acordo do serviço público, às época, que nos tra, inclusive,  à possibilidade de acesso à casse de Professor Titular por progressão, na carreira docente, além de dar condições de chegarmos ao final carreira em 17 anos!

Além de ter feito aprovar, em congresso nacional da entidade, uma posição contra as quotas nas universidade,  a Andes não reconhece os avanços que tivemos na expansão da universidade pública, preferindo enfatizar, genericamente, que as condições de trabalho e de salário, além do “capitalismo” aí embutido, justificam a oposição sistemática ao governo, em todas as frentes. Nossa posição, embora crítica, no que diz respeito a graves problemas de condições de trabalho, particularmente dos novos docentes, tem sido a de nos unirmos aos estudantes e servidores, no sentido de conquistar para as universidades públicas  a autonomia universitária, e para a elevação do papel social da universidade pública, pela participação digna de seus servidores ativos e inativos na construção de um país justo e independente.

Certamente haverá pelo menos uma chapa de oposição à atual diretoria da APUB, organizada pelos que militam na Regional da Andes,  sediada na Bahia, pois é decisão nacional dessa entidade mover todas as forças, inclusive partidárias, notadamente do PSTU,  no sentido de fazer a APUB voltar à condição antiga de seção sindical da Andes, algo que, para nós, não tem mais qualquer sentido, além de que vai interferir negativamente no caráter amplo e suprapartidário de nossa entidade. A luta será dura, com certeza.

O processo político está nos conduzindo a uma possível aliança com um setor organizado em torna da tendência “O Trabalho”, do PT, que esteve do outro lado, na oposição,  na eleição passada,  e que agora tem comparecido a nossas reuniões, na pessoa do colega  Cláudio Lira. Ele afirma representar seu combativo grupo político, e  tem concordância conosco em relação à necessidade de nos unirmos agora, haja vista a conjuntura política nacional, para combater a oposição, que pregou voto nulo na última eleição presidencial, coerente com a conclamação nacional da Conlutas, central sindical à qual a Andes está filiada. Quanto ao Proifes, ele manifesta reservas, de modo fraterno.

Haverá uma reunião, com vistas à formação da chapa e à construção do plano de trabalho, na sexta feira, 7/11, às 16:00 h, em local fora da UFBA, a saber, o Sindicato dos Engenheiros, situado à Rua Alexandre Gusmão 4, Rio Vermelho, para qual todos estão sendo convidados.

Achamos por bem  fazer essa reunião fora do espaço da UFBA, porque é conveniente que possam comparecer, também, os colegas que estejam participando das administrações atuais do IFBA, na UFBA, UFRB e UFSB.

Vamos à luta

João Augusto de Lima Rocha

Obs.: Desculpe se você recebeu o texto deste e-mail por mais de uma vez. E se não quiser mais que seu nome seja incluído na lista de e-mails, favor solicitar a retirada.

Uma resposta to “1190 – Um cordel para João Rocha”

  1. altino Says:

    O SENGE É UM APARELHO de ESTADO: POR QUE REUNIÃO DA APUB LÁ?
    O sindicato dos Engenheiros da Bahia/SENGE (do qual fui vice-presidente) teve um período histórico, vinculado com as lutas dos trabalhadores. Também contou com um grupo de engenheiros que precisou conquistar o sindicato tirando dirigente pelego desde os tempos da ditadura. Nos idos dos anos 70/80 participou das lutas pela “redemocratização” e, entre outros do histórico movimento do TRABALHO CONJUNTO de SALVADOR sob a liderança de companheiros do IAB/Instituto dos Arquitetos.
    Mas, de há tempos, como milhares de outros instrumentos de luta dos trabalhadores, foi transformado em correia de transmissão partidária e governamental.
    Para que e por que realizar-se reunião no Senge com tantos espaços na UFBA?
    A reunião da direção proificista e pelega da APUB no SENGE apenas reforça os indícios que tem apontado para o cada ver maior envolvimento de forças políticas externas à UFBA na gestão do sindicato APUB.
    Ah, para concluir: por que se colocou na vice-presidência da APUB dirigente do SENGE com fortes vinculações partidárias em que pese sua posição de professor?
    altino

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