Archive for março \30\UTC 2014

1964 – Brasil: nunca mais

março 30, 2014

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GOLPE-MILITAR-64

Para o Saci, algumas fotos dos vinte e um anos de terror do golpe de 64 se tornaram emblemáticas; outras, deixaram de ser…

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A.

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simples alusão de se fazer justiça social no Brasil, pelo presidente João Goulart em discurso, foi a deixa para desencadear o golpe militar de 1964. Golpe militar esse que teve a ampla participação civil, justiça seja feita. Empresários, políticos, religiosos, classe média, povão… Até o governo americano entrou na tétrica dança, ainda que recomendando para se manter a boa aparência jurídica do golpe. Há muito se sabe que a Operação Brother Sam prestaria auxílio militar e logística, se preciso fosse, com 1 porta-aviões, 6 contratorpedeiros, 1 porta-helicópteros  e 4 petroleiros.

O saldo oficial da ditadura militar é de 339 mortos e 4.843 torturados. Estimativas não oficiais, entretanto, apontam mais de 500 mortos e 20 mil operações de tortura. Isso sem falar nos inúmeros incômodos outros que muitos brasileiros passaram durante intermináveis 21 anos de medo e desesperança.

Decorridos 50 anos da data fatídica de 31 de março, várias empresas jornalísticas gastam rios de tinta tentando dourar a pílula quanto à participação que tiveram no golpe… E mascarando o contributo que deram para o capital e a mais-valia continuarem hegemônicos.

Salvador está em festa!

março 29, 2014

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BAIXA-DE-SAPATEITOS

Plenária discute perdas dos docentes das IFES

março 19, 2014

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P.

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or todo o país, as seções sindicais do ANDES-SN realizam atividades para marcar o Dia Nacional de Paralisação dos docentes das Instituições Federais, chamado pelo Sindicato Nacional, em conjunto com outras categorias dos SPF. Passeatas, debates, panfletagens percorreram durante a quarta-feira nas IFE de todo o país. Na UFBA, alguns docentes aderindo à paralisação não deram aulas. Cerca de 50 professores, à tarde, compareceram à Plenária realizada na Faculdade de Arquitetura, chamada pela Oposição APUB, já que a direção da entidade desconheceu à solicitação de docentes feita antes do Carnaval, que pretendiam discutir o calendário de luta da categoria e a pauta unificada dos SPF, protocolada desde janeiro, além da pauta local. Alguns docentes fizeram o uso da palavra, inclusive o Prof. Alexandre Gadelha, do IGEO, que expôs estudos realizados pelo DIEESE, sobre as perdas acumuladas dos docentes. Alguns encaminhamentos foram feitos com o propósito de dar curso ao plano de luta para os próximos meses.

Também uma Moção de Repúdio contra a diretoria da APUB foi aprovada em razão da mesma vir obstruindo as ações coletivas pensadas pela base em benefício da categoria. A direção da entidade sequer responde às solicitações feitas pelos docentes. Segundo alguns professores, a direção da APUB tem afirmado que as questões salariais já foram discutidas e que só serão retomadas em 2016.

Os professores João Carlos Salles e Nelson Pretto, candidatos a reitor da UFBA, também estiveram presentes na Plenária. O Prof. Pretto falou da importância da articulação dos docentes para o fortalecimento da categoria.

Reitoráveis prestigiaram a Plenária dos Professores da UFBA. O Prof. Nelson Pretto fez uso da palavra e se apresentou como candidato. Já o Prof. João Carlos Salles, que chegou mais tarde, limitou-se a ouvir as falas dos docentes inscritos.

Reitoráveis prestigiaram a Plenária dos Professores da UFBA. O Prof. Nelson Pretto fez uso da palavra e se apresentou como candidato. Já o Prof. João Carlos Salles, que chegou mais tarde, limitou-se a ouvir as falas dos docentes inscritos (Na foto: Professores Clímaco, João Carlos Salles e Nelson De Luca Pretto Pretto).

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APARELHO-APUB

UFBA – Eleições 2014

março 15, 2014

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FACED-DESPERDIÇA-DOUTORES

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REUNI-ET-CATERVA.

HEGEMÔNICOS

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CANDIDATOS-EM-ASSEMBLEIAS

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andes-ou-proifes

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PERGUNTA-AOS-REITORÁVEOS

Dia Internacional da Mulher

março 8, 2014

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A-MULHER-SOCIALISTA.

C.

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ertamente, o empoderamento da mulher é o que se deseja. Mulheres e homens poderão construir, juntos, um mundo melhor. Em outras palavras, a transformação da sociedade pelo empoderamento do trabalhador na luta de classes. E, sem dúvida, a tão propalada sensibilidade feminina poderá fazer a grande diferença. Mas é bom lembrar que, para que isso aconteça, é preciso que haja, de ambas as partes, comprometimento com as verdadeiras causas da humanidade.

Assim, não podemos ser ingênuos. Não é o fato de haver o “empoderamento” puro e simples por parte da mulher, que fará o mundo melhor da noite para o dia, ou, até, no futuro. Nunca é demais buscar, no baú das lembranças, o que significou para a contemporaneidade a tal “mão de ferro” de Margaret Thatcher (1925-2013), primeira-ministra do Reino Unido, representante legítima do capital sem pátria. Na atualidade, temos a mão “empoderada” de Ângela Merkel, chanceler alemã, agente dos bancos e multinacionais da Europa, responsável pelo chamado “Plano de Austeridade”, que tantos sobressaltos trouxe e tem trazidos, ainda hoje, aos trabalhadoras e trabalhadores desempregados daquele continente. A também “empoderada” mulher Christine Lagarde, presidente do FMI, não faz melhor figura. Isso só para citar duas “empoderadas” poderosas em escala internacional na atualidade.

No Brasil, a coisa não é diferente. A “empoderada” presidente Dilma Rousseff, segundo é sabido, já investiu mais de 20 bilhões dos cofres públicos na construção de estádios e em infra-estrutura para a Copa do Mundo, que o país sediará em junho próximo, enquanto destinou minguados reais ao combate à violência contra a mulher. Também sua ministra Gleise Hoffmann, da mesma forma “empoderada”, é uma das principais responsáveis pelos planos de privatização da infra-estrutura do país, a exemplo da privatização dos Hospitais Universitários, através da EBSERH, sem falar que é a patrona dos latifundiários, grileiros de terras e multinacionais ligados ao agronegócio. Ela tem sido, portanto, o pesadelo de trabalhadoras do campo, de mulheres e homens de comunidades indígenas atacados pelo interesse do capital. Da mesma forma, recai sobre os ombros da juíza Márcia Loureiro, “empoderada” do judiciário, a responsabilidade pela invasão de Pinheirinho, situado no município paulista de São José dos Campos, na desocupação de cinco mil famílias, em 2012, com um saldo brutal de morte, estupros e muita violência.

Como se vê, não basta ser mulher. É preciso que tenha sintonia com a causa do trabalhador e trabalhadora, que tenha, de verdade, sensibilidade pelo sofrimento alheio, que lute para a superação das injustiças sociais do mundo, e que crie as condições para a emancipação da humanidade. Diferente disso, é pura conversa mole…