Archive for julho \30\UTC 2015

Não dá prego sem estopa

julho 30, 2015

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prego-e-estopa

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A.
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o ler o “esclarecimento” da diretoria da APUB, o meu amigo de gorro vermelho e pito me apresentou um catatau de considerações por escrito, das quais destaco apenas três:
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1. A atual presidente, já no terceiro mandato – parte por inércia dos docentes e parte pelo desinteresse de um grande número de professores pela esfera coletiva – aos trancos e barrancos vai tocando o barco, sem muita “pegada” para liderar, mas empenhada apenas em cumprir o que lhe ditam os “capas-pretas” da Proifes.
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2. A cena patética em a presidente da entidade deixou de lado a aprovação da plenária por contraste e, pessoalmente, se empenhou em buscar números redondos, não se deu por voluntarismo, mas por orientação dos seus superiores da Proifes. A ênfase dada  ao total de votos de aprovação do que foi submetido à Assembleia  permite manipular as duas proposições segundo a conveniência da diretoria proifense.  [Confronte:”A Assembleia aprovou, por 70 votos, as seguintes proposições: a) o interlocutor nas negociações com o governo federal dos professores da UFBA, campus Salvador, será o Comando Nacional de Greve da Andes; b) que não se deveria admitir, ao lado da mesa geral com os SPFS, negociações em uma mesa setorial (sobre temas específicos dos docentes)]. (Negrito nosso).
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3. Quando lhe é conveniente [A APUB Sindicato detém de forma legal…] a diretoria da Apub proificista recheia a sua retórica de “base legal”. Quando não, se insurge contra o que seria “legalismo”: desdenha a vitória (em três instâncias da Justiça do Trabalho)  do Prof. Francisco Santana frente o plebiscito “viciado” (para usar de eufemismo, como convém à boa convivência acadêmica); faz pouco ao “ritual” democrático para se alterar o Estatuto da entidade sindical; omite a inexistência do registro sindical, em que pese ter substituído  “APUB-S.Sind” por Apub Sindicato”.
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Como se vê, pelos excertos de um texto maior do pilantrinha, a diretoria da APUB proficista não “dá prego sem estopa”
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DIRETORIA DA APUB ESCLARECE

Em face às decisões tomadas pela Assembleia Geral, no dia 27-07-2015, a Diretoria da APUB Sindicato sente-se no dever de esclarecer as (os) docentes filiadas (os) o seu posicionamento quanto a, pelo menos, duas de suas deliberações.

A Assembleia aprovou, por 70 votos, as seguintes proposições: a) o interlocutor nas negociações com o governo federal dos professores da UFBA, campus Salvador, será o Comando Nacional de Greve da Andes; b) que não se deveria admitir, ao lado da mesa geral com os SPFS, negociações em uma mesa setorial (sobre temas específicos dos docentes).

A APUB Sindicato detém de forma legal, democrática e intransferível a representação dos seus docentes filiados, independente dos campi ou instituições em que estão lotados.

No âmbito das ações políticas, ressaltou a Diretoria que, no que lhe compete, apesar das dificuldades, vem, em sintonia com o Comando Local, envidando todos os esforços ao seu alcance para a melhor condução da greve em curso, participando efetivamente da execução dos encaminhamentos e de decisões do Comando Local de Greve e das deliberações de assembleias, sem se descurar do esforço pela construção de consenso e da unidade do movimento, em momento de tamanha gravidade para a Educação, para as universidades e suas professoras e seus professores.

A Diretoria destaca, ainda, que os processos de negociação com as instâncias do governo federal não são exclusividade de uma ou de outra entidade sindical e, por isso mesmo, seja a negociação do reajuste salarial e demais reivindicações do conjunto dos servidores públicos federais (SPFs), seja nas mesas setoriais da Educação, têm assento e se fazem representar todas as entidades constituídas. No primeiro caso, todas as entidades (mais de 30) representativas das várias categorias de servidores e, no segundo caso, entidades como PROIFES, ANDES, SINASEFE. Não há, portanto, razão, a não ser divergência de ordem política, para a tentativa de impedir o envio das deliberações da base da APUB para qualquer uma dessas entidades.

A APUB, visando garantir a mais ampla informação para os professores, tem enviado regularmente representantes para a Coordenação de Mobilização do PROIFES e para o Comando Nacional de Greve da ANDES. Respeitando, portanto, a pluralidade e buscando a convergência em torno da pauta dos professores, manterá o encaminhamento das reivindicações de suas bases às duas entidades.

A Diretoria considera um erro de estratégia que se adie até o fim das negociações gerais, a instalação da mesa setorial para tratar das reivindicações dos docentes, como carreira, condições de trabalho, caráter público da universidade, não aos cortes orçamentários, mais verbas, concursos públicos, dentre outros. A posição da diretoria é que a negociação concomitante é útil para garantir, no orçamento de 2016, tanto o atendimento da pauta dos servidores federais quanto da Universidade Pública e dos professores.

Por fim, diante das críticas aos PROIFES, a diretoria lembrou na assembleia que este vem apoiando a greve dos docentes filiados à APUB desde o seu início. Ressaltou também que a Federação tem combatido as tentativas do governo em reduzir a relação entre massa salarial e PIB, enfatizando o dano que a atual política de cortes representa para a efetiva implantação do PNE (Plano Nacional da Educação) e se articulando com entidades nacionais e internacionais em defesa da educação pública brasileira.

Deste modo a Diretoria considera que a intempestiva disputa pela representação dos docentes durante a greve pode trazer prejuízos enormes para nós professores.

Esta é a posição que, com sinceridade e clareza, a diretoria manifesta, ao tempo em que conclama a todas e todos para a unidade na condução do movimento grevista, essencial nesta difícil conjuntura.

Diretoria

APUB Sindicato

Geografia do poder

julho 30, 2015

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Cosme_e_Damiao-DAS-IFES-201

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DD.

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ois docentes da Universidade Federal da Bahia, durante um almoço na cantina de ADM/UFBA, ficaram imaginando onde sentariam, nas reuniões da Andifes, os dois reitores que têm se destacado pela resistência aos ataques da “Pátria Educadora” contra as Universidades Públicas. Acabaram chegando à conclusão que, muito provavelmente, o recém chegado reitor da UFRJ logo se aproximaria do reitor da UFBA, e os dois passariam a escolher um lugar em que ambos pudessem ficar juntos papeando e trocando ideias, qual Cosme e Damião.

Fala-se, à boca pequena, que muitos dos sócios do clube dos reitores ainda ignoram que não precisam ficar rastejando diante do MEC, uma vez que foram eleitos pelas suas comunidades, não devendo, assim, nenhum favor a qualquer que seja o governo de plantão, e muito menos a partidos políticos.

– Apesar do conservadorismo reinante no magnífico clube, espera-se que os “subversivos” da UFRJ e da UFBA saibam convencer os seus colegas a recuperarem a dignidade perdida! – concluiu otimista um dos aludidos docentes na mencionada cantina, por sinal, muito amigo do Saci…

O PT no divã

julho 30, 2015

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O PT no divã.

A.

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SSIM FALOU O PROF. FRANCISCO SANTANA:

A dialética é bem maior do que pode imaginar a nossa vã filosofia.

Eu continuo consciente de que a CUT, o PT e seu superego PSDB foram em conjunto um movimento fascista financiado pelo grande capital financeiro imperialista vias seus vários braços como, CEBRAP (F. FORD, 1970, CIA), CIOLS (CIA), AFL-CIO (CIA), DC (CIA/Vaticano) etc.

Já o PSD sueco tem outra trajetória. O PT se recusou a se filiar a 2ª INTERNACIONAL (Social Democrática), à qual é filiada o PSD Sueco,  para não deixar de receber o dinheiro da CIA via CIOSL e AFL-CIO. Quem se filiou foi o PDT de Brizola que Will Brandt tinha alto respeito. Brizola era Vice-Presidente da 2ª Internacional, cujo símbolo, a mão segurando a rosa, o PDT copiou, mas colocando na mão esquerda.

Mas tenho que reconhecer que a DIALÉTICA  nos surpreende com grandes contradições.

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A Coelba desrespeitou a UFBA

julho 30, 2015

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COELBA-2015.

p.

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ara o vice-reitor da UFBA a Coelba foi desrespeitosa para com a instituição. O corte irresponsável do fornecimento da energia elétrica em algumas unidades da UFBA poderia danificar seriamente aparelhos que não podem ser desligados abruptamente. Leia mais AQUI.

Há quem diga que o tal “Grupo da Neoenergia” segue à risca o catecismo do neoliberalismo, para quem a responsabilidade social é devorada pelo apetite em faturar cada vez mais…

Quem mandou chamar as Cassandras?

julho 29, 2015

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PROFECIA-2015.

p.

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ara o Saci, de tanto um docente da Apub proifista falar nas Cassandras, durantes as Assembleias, eis que uma delas aparece…

MEC X Levyatan

julho 29, 2015

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LEVYATAN--AJUSTE-FISCAL

1-O-LEVYATAN-2015.

P.

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ara o escrachado pilantra de gorro vermelho e pito, isso cheira a determinismo cósmico ou a gozação das Moiras do Monte Olimpo. É muita coincidência mesmo. Primeiro, uma breve passagem de Cid Gomes pelo MEC. Depois, a nomeação de Renato Janine para a pasta que vagou com a saída do ex-governador cearense…

Justo Janine que destrinchou o filósofo inglês Thomas Hobbes, autor de “O Leviatan”, cujo título se inspirou no monstro bíblico do Livro de Jó. A dedicação de Janine à obra de Hobbes resultou na publicação de sua autoria denominada “A Marca do Leviatan”, livro que discute a concentração do Poder nas mãos do soberano.

Pois a Terra girou, girou e eis que o ministro da Educação se depara com um grande monstro, semelhante ao que ele estudou, que ameaça aniquila num piscar de olhos a Pátria Educadora da presidente Dilma Rousseff. Coincidência ou não, com tantos monstros por aí, o acadêmico Renato Janine vai se deparar justamente com um monstro homônimo igualzinho ao que ele tanto se dedicou, cuja única diferença é a grafia com a letra Y!

Se a previsão de alguns astrólogos for confirmada, significa dizer que os anos de estudo do atual ministro sobre a obra de Thomas Hobbes foram em vão, pois o monstro do Levyatan irá derrota-lo inexoravelmente…

Gênese da Proifes

julho 29, 2015

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A-criação-da-Proifes-2015

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MANOBRAS, TRAPAÇAS E COAÇÃO PARA DESMEMBRAR A BASE DO ANDES-SN OBJETIVANDO SILENCIÁ-LO

Roberto Leher (FEUFRJ)
[Atual Reitor da UFRJ]

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C.

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omo se fosse um ato burocrático e corriqueiro, um pequeno (mas capitalizado) grupo de professores, desconhecidos da imensa maioria de docentes que compõe as universidades federais, publicou em alguns jornais um edital convocando uma Assembleia de transformação da ONG que assessora o MEC em um “sindicato”. Se vivêssemos em um contexto jurídico de pluralismo sindical, infelizmente inexistente em virtude de dispositivo constitucional, a iniciativa estaria circunscrita ao debate político na base e dado a forma de convocatória passaria despercebido.

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Mas a convocação para que a referida assembleia ocorresse na sede nacional da CUT em São Paulo, um dos estados com menor número de universidades federais (a única da capital reafirma que o Andes-SN é sua entidade legítima), atesta que o objetivo é de outra magnitude e que, a despeito das aparências, os seus verdadeiros proponentes são outros: a CUT, a ONG que assessora o MEC no campo sindical e o próprio governo federal que atribui a uma chapa derrotada na eleição para o Andes-SN o status de entidade sindical.

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O histórico dessa ONG que assessora o MEC permite confirmar que esse “sindicato” está sendo criado para oferecer ao MEC uma casamata nas universidades em defesa dos projetos governamentais. Para a CUT, interessa a sua criação, pois, além de contribuir para o propósito da Central de enquadrar os sindicatos na condição de correias de transmissão do governo, abre caminho no serviço público para o recolhimento compulsório do imposto sindical atualmente não efetivado pelas entidades sindicais democráticas que recusam o sindicalismo atrelado ao Estado. Tanto para o governo, como para a CUT, pelos mesmos motivos, importa modificar a natureza da intervenção dos professores das grandes causas da educação brasileira para uma ação sindical estritamente econômico-corporativa. Não casualmente, três horas após a citada assembleia, a Agência Brasil de Comunicação, subordinada à Secretaria de Comunicação do Governo Federal, noticiava a criação do sindicato em tom ufanista, acusando o Andes-SN de partidarismo.

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Não é possível explicar o suporte econômico a esse grupo e o seu acesso aos gabinetes e meios de comunicação governamentais sem considerar os vasos comunicantes entre o governo e a CUT. A simbiose da Central com o governo e com o Estado foi nutrida pelas verbas do Fundo de Amparo ao Trabalhador ao longo da última década. Com a eleição de Lula da Silva, a interdependência é tão estreita que um presidente da CUT “dormiu” dirigente sindical e “acordou” ministro do trabalho para fazer uma reforma trabalhista que “flexibilizaria” o trabalho e que, até alguns anos atrás, a CUT rejeitava peremptoriamente. Abandonado o princípio axial da autonomia que levou os sindicatos combativos e classistas a lutarem pela criação da Central, os seus dirigentes já não têm constrangimento em defender a unicidade e o imposto sindical nos velhos moldes do /sindicalismo-de-Estado/ estudado por Evaristo de Moraes Filho[2].

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A congruência de objetivos e formas de agir do Proifes-CUT não poderia ser diferente, pois a Central vem assessorando o grupo de professores que está a frente desse processo desde a única eleição para o Andes-SN em que foram vitoriosos box andes 1em 1998 e, notadamente, nas sucessivas eleições em que foram derrotados após o campo autônomo e democrático derrotá-lo em 2000, ao final do único mandato em que estiveram a frente do Andes-SN. Provavelmente foi a CUT quem indicou que, não podendo vencer o pleito direto e democrático para a direção do Sindicato Nacional, a alternativa seria promover o desmembramento do Andes-SN, criando um sindicato que apartaria os docentes das IFES das demais universidades.

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Os piores temores sobre como seria realizada a Assembleia foram confirmados. O esquema de segurança diante da sede da CUT e o aparato para “legitimar” a fraude constituída poderiam ser o cenário de “Hoffa – Um Homem, Uma Lenda”, de 1992, dirigido por Danny De Vito e protagonizado por Jack Nicholson. Não pela impetuosidade de Jimmy Hoffa que fez do sindicato dos caminhoneiros uma organização poderosa ao reunir no /Teamsters/ quase todos os caminhoneiros do país, mas pelo uso da violência, de golpes e trapaças contra os seus adversários.

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O edital de convocação da Assembleia estabelecia o início das atividades para as 15h. Desde meio-dia, professores contrários ao desmembramento do Andes-SN constataram que os portões estavam fechados e, quando um grande número Box andes 2de docentes chegou à sede da CUT, após 14h, o aparato de segurança estava montado. Três linhas de segurança impediam o livre acesso dos mais de 200 docentes de 36 universidades que desejavam se manifestar contra o desmembramento do Andes-SN.

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A trapaça para fraudar a democracia e impedir o acesso dos docentes foi feita de modo aberto. Os seguranças somente deixavam entrar um professor por vez. Após passar pela primeira barreira dos seguranças, o professor era conduzido à única mesa de credenciamento para preencher um cadastro (tendo que comprovar seu vínculo com uma universidade federal) e, a seguir, encaminhado à outra mesa para assinar o livro de presença e ser submetido à minuciosa revista corporal. Máquinas fotográficas, filmadoras, celulares e gravadores foram apreendidos: não poderia haver provas do que se passaria na AG. Somente após essas coerções é que o professor poderia se dirigir a um auditório com pouco mais que 100 lugares (embora a base das IFES ultrapasse 50 mil docentes). Entre a entrada e a liberação da revista, 10 minutos se passavam. Somente após este périplo o segurança deixava o próximo professor entrar na sede da CUT. Para que todos pudessem entrar, no ritmo imposto pela organização, seriam necessários 3h e 30 min. Enquanto os docentes contrários teriam que entrar a conta-gotas, o aparato já havia sido acionado e o complexo processo de deliberação de criação do sindicato, do estatuto e da nova diretoria foi feito em exóticos 15 minutos. As Box 3 andes15h15min tudo estava deliberado.

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Os professores que puderam acompanhar o que se passou na AG relatam outras situações fraudulentas. Embora não previsto em Edital (e o fato de ser uma situação inusitada, pois obviamente permeável a fraudes), surgiram votos por procuração que somaram um total de 485. Segundo a mesa que presidia os trabalhos, os docentes efetivamente presentes totalizaram 115 professores, situação que não podia ser comprovada, pois havia diversos representantes da diretoria da CUT, entre os quais o Secretário João Felício e Julio Turra, bem como da CONTEE, entre outros, e, como já salientado, o auditório da sede da CUT não comporta mais de 100 pessoas. Detalhe: nenhum documento foi apresentado pelos que informavam os votos dos quais eram portadores. Eis o porquê da apreensão de câmaras, filmadoras e celulares.

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Em contraste com essas práticas antidemocráticas, o ANDES-SN construiu sua legitimidade em um intenso e longo processo histórico. Nascido a partir da criação das associações de docentes em meados dos anos 1970, fazendo frente ao AI-5 e ao decreto 477, as associações foram um meio de luta em defesa da autonomia da universidade e de sua democratização. Ainda no contexto da ditadura empresarial- militar, as associações docentes se reuniram em uma Associação Nacional de Docentes em 1981, quando surgiu a Andes. Atuando com outras entidades, como a OAB e de outras categorias do serviço público, a Andes se empenhou na luta em defesa do direito a sindicalização dos servidores públicos, afinal conquistada na Carta de 1988. A transformação da ANDES em Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior demandou debates públicos, eleição de delegados em todas as instituições que faziam parte da ANDES, em número proporcional ao tamanho da base em cada instituição, em um processo que demorou pouco mais de dois anos. Em contraposição, o pretenso sindicato foi convocado por um edital firmado por um grupo de docentes reunidos em uma ONG sem qualquer debate de base.

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Não é preciso ser um estudioso do Direito para saber que os procedimentos adotados pela CUT para o desmembramento do ANDES-SN são ilegais e ilegítimos. Certamente, haverá pronunciamento da justiça nesse sentido, mas não é possível ignorar que os interesses governamentais em torno desse processo se farão sentir, tanto pela referida simbiose CUT-governo, como pelo interesse de silenciar o ANDES-SN. Aqui reside a gravidade dos acontecimentos. Se não fosse pelos nexos com o aparato governamental, estaríamos diante de um ato de violência, fraude e trapaças sindicais. Mas é muito mais do que isso. A sequência dos acontecimentos é impressionante. A partir de questionamentos sem outras motivações que não o recolhimento do imposto sindical, alguns SINPROS objetaram a representação do ANDES-SN nas instituições privadas. Essas contendas existiam desde o final dos anos 1990, mas somente no governo Lula da Silva motivaram a suspensão do registro sindical do Andes-SN. A seguir, o Ministério do Trabalho edita portaria exigindo o recadastramento das entidades representativas dos trabalhadores do serviço público para fins da manutenção do processo de recolhimento das contribuições voluntárias de seus sindicalizados por meio da folha de pagamento, como acontece desde os anos 1980. Mas condicionam o recolhimento das contribuições ao registro sindical. Coincidência? A seguir, o mesmo ministério edita nova Portaria (186), “flexibilizando” o desmembramento de sindicatos e atribuindo ao governo o poder de escolher quem tem a representatividade.

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Os nexos são evidentes. É a maior intervenção governamental nos sindicatos desde a ditadura empresarial- militar. Mas diferente de então, agora isso é operado em conluio com as maiores centrais sindicais do país. Nesse caso, a constituição do /feixe /sindicato-governo- trabalhadores- patrões que caracterizaram o fascismo não é somente uma analogia vazia: é o ovo da serpente que ameaça a democracia no país.

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A reação do Andes-SN está referenciada em uma estratégia que tem como esteio a legitimidade de sua história. Existem batalhas jurídicas, de ordem tática, importantíssimas. A ilegalidade de tudo o que aconteceu até o momento é tão evidente que prevalecerá um posicionamento positivo ao Andes-SN. Mas uma ofensiva de tal envergadura somente pode ser respondida à altura pelas ações políticas. O diálogo verdadeiro com o conjunto dos docentes das IFES, esclarecendo o que está em curso, tem de fazer parte do núcleo sólido de todo esse processo. A energia criadora do movimento estudantil autônomo, o apoio da intelectualidade crítica, das entidades democráticas, das instituições universitárias, por meio de seus colegiados, tudo isso tem de ser feito com tal força e verdade que incendiará a indignação ativa dos docentes que saberão, nas palavras e nos gestos, defender a sua entidade construída ao longo de quase três décadas, lado a lado com as entidades democráticas que reconhecem o Andes-SN como um dos pilares da causa da educação pública no país.

ser_nao_ser-Rolim

Há quem diga que os protagonistas do Proifes cada vez mais investem nas artes cênicas… – Ou seria “artes cínicas?” – indaga o Saci.

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Lux in Tenebris

julho 28, 2015

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O filósofo de Rembrant
H.

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á quem diga que a vida é feita de contrastes: luz e treva; pátria e “mátria”; educadora e deseducadora; quente e frio; Andes e Proifes; Rembrant e Saci…

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Cássia Psi escreveu:

Depois do corte de energia, já estou preocupada com outra coisa, o corte da internet. Pense como ficaria a UFBA, em tempos de greve, sem essas suas intervenções. Desolador! (do jeito que a coisa anda, melhor pensar em uma imagem para a falta da net, kkkk).

E o Saci respondeu:

Esmola-2015-B

Assembleia Soberana: UFA!

julho 28, 2015

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A.

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presidente da APUB é dura na queda!, segundo foi dito por alguém, ontem, dia 27/07/2015, na AG. Esperneou bonitinho para não admitir que quem representa os docentes da UFBA é o Comando Local de Greve, descolado de qualquer ranço do Proifes.

O que chamou a atenção dos presentes foi o zelo com que a Profa. Cláudia Mirando teve para contar cada voto, pessoalmente, deixando de lado o recurso do “contraste” que inúmeras vezes utilizou ela mesma utilizou nas assembleias.

Segundo o Saci, que esteve escondido, durante a contagem dos votos, atrás de uma das cortinas do Salão Nobre da Reitoria da UFBA, dava dó ver a tristeza que abateu sobre os belos olhos da dirigente, após a proclamação do resultado…

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A Crítica e os Vaidosos

julho 28, 2015

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Profa. Joaquina Lacerda Leite (Aposentada/UFBA)
A CRÍTICA E OS VAIDOSOS

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VOTO DE DESCONFIANÇA

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BASES TRAÍDAS