Os Eméritos e as universidades

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SANGUE PROF. EMÉRITO 2015

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Prof. Altino Bomfim
FFCH/UFBA

 
E.
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lucidativa essa correspondência! Quem são os signatários? A quem se dirigem? Que estão a denunciar e a defender junto a um ministro que a três meses não se dignou a dialogar com seus colegas (será que somos)?
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Denunciam e reclamam contra os ataques que o governo federal promove contra a universidade pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada e contra os direitos dos professores ou estão a defender aspectos pontuais e de interesses individuais e de setores? 
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Mas, que extrair dessa mensagem repassada? 
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Primeiro, que há um segmento social em universidades, com elevados salários e ganhos outros, supostamente com alta titulação e qualificação, que não necessitam lutar para auferir salários dignos como  a maioria dos professores universitários que estão em greve (especialmente os novos) e nem lembram que, o que hoje desfrutam resulta de lutas históricas desenvolvidas pelo movimento docente durante décadas.
Esse segmento deve ter sangue azul e por isso nunca participaria da campanha que desenvolveu-se na UFBA “Doe Sangue para a Universidade”!
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Segundo, demonstram não terem a mínima preocupação em defender a coisa pública, o bem comum. Se o tivessem deveriam ter escrito carta ao Ministro reclamando da situação caótica que passam todas as universidades, situação reconhecida nesta sexta feira pela Secretaria do MEC em reunião com o ANDES e estudantes (ver relato em emails do CLG/CNG). Onde está o abaixo-assinado sobre a Educação, as universidades? O gato comeeeeu
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Terceiro, entende-se o recado de que há professores que não se consideram trabalhadores mas tão somente “doutores”, “titulares”, títulos esses que os colocam acima dos mortais e lhes permite não terem sentimentos “comuns” de solidariedade, companheirismo, preocupação com o bem comum da sociedade, as Universidades.
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Quarto, louve-se os professores da UFRJ que respeitaram a existência de um Comando de Greve, instância onde democraticamente deve-se analisar situações diversas quando do processo grevista.
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Por fim, esse grupo pode ser tomado como um SÍMBOLO para a comunidade universitária e para a sociedade: símbolo da permissividade, passividade e conivência com a degradação e o desmonte dos serviços públicos, especialmente da Educação Pública e das universidades, com o objetivo de privatizá-las!
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Deixo à imaginação dos pobres mortais frases que podem ser colocadas em placa alusivas e a serem afixadas nos campi do país!

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