Cabo de guerra

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cabo de guerra 2015

Como num cabo de guerra, na greve existem apenas dois lados, sem meios termos…

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pi2015

Para o Saci, os professores unidos podem romper com o mito de que o governo não tem mais nada para negociar, conforme se conformam os pelegos…

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Uma resposta to “Cabo de guerra”

  1. Marcos Palacios Says:

    A charge no Blog do Saci é realmente muito elucidativa. Contudo, como já existem ponderações antigas, apresento-as a título de Algumas razões para se fazer a Greve:

    “Durante cada greve cresce e desenvolve-se nos [grevistas] a consciência de que o governo é seu inimigo e de que [devem] preparar-se para lutar contra ele pelos direitos do povo.

    Assim, as greves ensinam os [grevistas] a unirem-se, as greves fazem-nos ver que somente unidos podem aguentar a luta contra os capitalistas, as greves ensinam os [grevistas] a pensarem na luta de toda a classe operária contra toda a classe patronal e contra o governo autocrático e policial. Exatamente por isso, os socialistas chamam as greves de “escola de guerra”, escola em que os [grevistas] aprendem a desfechar a guerra contra seus inimigos, pela emancipação de todo o povo e de todos os trabalhadores do jugo dos funcionários e do jugo do capital.

    Durante uma greve, o [grevista] proclama em voz alta suas reivindicações, lembra aos patrões todos os atropelos de que tem sido vítima, proclama seus direitos, não pensa apenas em si ou no seu salário, mas pensa também em todos os seus companheiros, que abandonaram o trabalho junto com ele e que defendem a causa operária sem medo das provações. Toda greve acarreta ao [grevista] grande número de privações, e além disso tão terríveis que só se podem comparar com as calamidades da guerra: fome na família, perda do salário, frequentes detenções, expulsão da cidade em que residia e onde trabalhava. E apesar de todas essas calamidades, os [grevistas] desprezam os que se afastam de seus companheiros e entram em conchavos com o patrão. Malgrado as calamidades da greve, os [grevistas] [das Universidades] próximas sentem entusiasmo sempre que veem que seus companheiros iniciaram a luta.
    (…) as greves mostram aos [grevistas], como vimos, que o governo é seu inimigo e que é preciso lutar contra ele. Com efeito, as greves ensinaram gradualmente [aos grevistas], em todos os países, a lutar contra os governos pelos [seus] direitos (…) e pelos direitos de todo o povo. “

    Tudo muito bem. O pequeno detalhe é que o texto é datado de 1899 e direcionado para [operários].
    Passemos, portanto a um depoimento mais pessoal:
    Quando comecei a trabalhar na UFBA (1986), tínhamos Assembleias nas Unidades , precedendo cada mobilização sindical, sendo levadas para a Assembleia Geral as posições de cada Assembleia de Unidade. Apesar de que a “Assembleia Geral fosse soberana”, ficava sempre muito difícil ignorar-se a vontade expressa de maiorias, reunidas em seus fóruns de Unidades e as decisões dependiam (quase) sempre do convencimento de maiorias. Ou seja, traduzindo-se em linguagem mais sindical: “as bases eram consultadas”….
    Presentamente, foram extintas as Assembleias de Unidades, não existem representantes da APUB nas Unidades, e alguns/algumas colegas tem os pelos eriçados quando se menciona qualquer tipo de consulta mais ampla, seja eletrônica, seja em urnas lacradas.
    Prefere-se, está claro, o fechamento em “assembleias gerais” transformadas em palco de guerra sindical e – por tal razão – esvaziadas e pouquíssimo representativas, nas quais a eficácia dos instrumentos de luta nunca entra em discussões, manifestações discordantes são recebidas com apupos e discursos repetitivos se alongam até que os quoruns sejam plenamente favoráveis a decisões que estão previamente tomadas. Depois de horas de “mais do mesmo”, restam em pé e prontos então para o voto, menos de 1% do total de docentes da Universidade. E não surpreendentemente cada vez menos docentes estão dispostos a esse tipo de exercício de cartas marcadas.
    A charge no Blog do Saci (https://osaciperere.wordpress.com/2015/09/28/cabo-de-guerra/) não poderia ser melhor representação e reforço de que se trata de um cabo de guerra sindical.
    Parabéns pela honestidade!

    marcos palacios
    FACOM/UFBA

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