A dívida eterna para com o “compa” Merca…

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cabeça cortada 2015.

PRÊMIO CONSOLAÇÃO.

DD.

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uas charges do Saci enviadas para o “zap-zap” da FACED, provocaram um delicioso e bem humorado diálogo entre alguns docentes da Faculdade de Educação. Pelo menos até o momento, tudo vem sendo mantido de forma amistosa, engraçada, segundo vejo. Transcrevo, abaixo, sem a autorização dos colegas, mas também sem nominá-los:

Docente 1 – Não se esqueçam que foi Mercadante que teve a ousadia de ferir a gramática da língua portuguesa, assinando a Portaria/Mec que criou o termo “Presidenta”. Um favor para cá, outro para lá!…

Docente 2 (ou seria “docenta”?) – Sobre essa mudança, minha irmã que é linguista, colega do Instituto de Letras, me disse que ainda bem que a Língua Portuguesa muda (ou) desde sempre… Ainda bem que não estamos mais no Brasil colonial do patriarcado e das mulheres que em sua maioria não sabiam escrever e não podiam, assim, se (nos) fazer este “favor” rsrsrsrs

Já quanto a Mercadante no MEC podemos focar nos verdadeiros quinhentos [smile piscando o olho].

Docente 3 (Menandro) – Oi [fulana, apelido carinhoso], quanto à mobilidade da língua, nada contra. Até porque as línguas são móveis, inclusive a que fica presa na boca. Rss. O problema é quando a mudança vem como astucioso marketing. Claro que numa sociedade machista como a nossa, algumas mulheres podem até enxergar isso como um grande feito… Mas o assunto ainda provoca polêmicas… Veja vc que a turma da Proifes governista insiste em chamar o “ANDES-SN” de “a ANDES”… sendo que houve mudança de “associação” para “sindicato”… Lembrando que a minha “autoridade” não é de linguista, mas de falante e… de “perturbante” assumido de pelegos… Rss. mas só a pelegos…Rsss!

Docente 2 – Melhor seria não fosse por “decreto”, mas se foi, que seja… nunca vou fazer uso pessoal do termo. mas achei justa a mudança. Acho que muitas presidentas, de várias esferas, se sentiram contempladas e não necessariamente favorecidas.. rsrsrsrs #novostempos #novosdias

Docente 1 – Ora, ora… por que não… “as pelegas”….?… “a perturbanta”…?…

Para mim, não se trata de machismo ou feminismo, mas de suposto efeito emocional da política, mais que isso… nos fáceis votos eletivos.

Como não votar na “presidenta”?

Só por isso, acreditava-se receber os votos de milhares e milhares de mulheres deste país…. O efeito emocional de massa.

Acredito que seria melhor fazer essas e outras mudanças na língua portuguesa, até mesmo pelos usos populares de múltiplas expressões, que ouvimos e usamos no cotidiano.

Mas… mudança imposta por decreto…?!?!… Ufa!

Docente 3 (Menandro) – Mais um toque [apelido carinhoso]: usar ou não usar, não tem problema, o importante é “zuar”. De toda forma, é bom lembrar às feministas pequeno-burguesas que o nome é “presidente” e não “presidento”. Portanto, com o perdão dos estudiosos da língua, não haveria uma certa “neutralidade” no termo usado para o masculino? Rss. Ou seria uma pretensa “neutralidade”?

Docente 4(ou seria “docenta”?) – Não posso negar: ando cansada demais para as feministas pequeno-burguesas! E tmb em relação ao oportunismo abusivo das questões legítimas das lutas sociais. (Não me refiro a vc, [docente 2 – ou seria docenta?]… rs)

Docente 2 (ou seria “docenta”?) – Bem gente… oportunismo ou não. Feminismo pequeno burgues ou não… cada um analisa conforme suas referências, por isso mesmo as possibilidades interpretativas são muitas. Neutralidade? Se existisse de fato não estaríamos aqui falando disso… seriamos bem resolvidos kkkk. Acho uma chatisse o “politicamente correto” e penso que seria muito melhor que a língua mudasse naturalmente e não por decreto (ufa!!), mas talvez eu não estivesse aqui para ver estas rápidas e legítimas mudanças…  Por portaria foi meio guela a baixo, mas para mim desceu redondo como uma Skol gelada comprada após assistir a uma propaganda de belos homens seminus. Tem gente que engasga com isso… (me refiro ao apelo das cervejarias)

***

Moral da história, ou à guisa de conclusão provisória: Onde há sombras, é porque há luz. O novo-velho ministro da Educação já entrou contribuindo para o diálogo! É como diz o Saci:

– Eta dialética porreta!

Menandro Ramos
FACED/UFBA

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