O pêndulo da fortuna e os Luíses

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A.

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partir da exegese feita das “Exéquias Fúnebre do Peru”, com virtute [virtú] spiritus, pelo colendo economista, Prof. Luís Filgueiras, ontem, na  AG, o Saci concluíu que pode haver uma mística no nome “Luís”, apoiado no que o próprio Prof. Filgueira trouxe de Maquiavel para sustentar o seu discurso. O que quer dizer que, a partir da hora e local do nascimento, quem recebe na pia batismal o nome “Luís”, seja nobre ou plebeu, pode ser ungido pela boa ou má fortuna. Para exemplificar, ele citou Luís XIV que teve a má sorte de perder a cabeça na guilhotina da Revolução Francesa e o nosso colega de UFBA, Prof. Luís Filgueiras, que foi bafejado com a boa sorte de ser o caput [kaput, cabeça]  das Assembleias, ou uma espécie de “mão invisível” de Adam Smith, segundo o pestinha, com o poder único e exclusivo de controlar o início e o fim do nosso movimento paredista acadêmico local…

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Sem ter qualquer base empírica ou teórica escudada nas ciências – humanas ou da Natureza – para abraçar ou rejeitar as conjuminâncias sacizescas, só me restou buscar o senso comum. E o que sei é que, como eu aprendi em Caetité, quando criança, que “conversar com quem sabe é descanso pra língua”.

Digo isso porque, enquanto eu tremia como uma vara verde, ontem, na AG dos docentes da UFBA, para tentar ler em duas folhas de papel o discurso redigido pelo meu amigo de gorro vermelho e pito, para as “Exéquias Fúnebres do Peru”, nos estertores da Greve Educadora,  tão logo eu concluí de forma sofrida a minha fala, o raciocínio agudo do Prof.   Filgueiras, com desenvoltura, em menos de cinco minutos, já traçava o perfil psico-político dos envolvidos com o velório da pobre ave que morrera na véspera, embasado nos eminentes teóricos italiano e austríaco, que viveram em períodos e neuroses diferentes… Como é sabido, o colega, ao longo dos meses, notabilizou-se por respeitadas, complexas e infalíveis análises de conjuntura durante as Assembleias, inclusive negando a dita inexorabilidade do “Ajuste Fiscal” de Levy.

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Bom, parece que num certo momento, entretanto, houve um ponto de inflexão na curva, como dizem os doutos economistas, e as coisas passaram a ficar um tanto desfocadas.

É que, quatro meses após a deflagração do movimento paredista, o insigne teórico jogou a toalha sem mais nem menos, tal qual na Greve de 2012, após constatar, de última hora, a ausência de correlação de forças, levando uma enxurrada de docentes a acompanhá-lo, em “virtú” da grande credibilidade que goza entre seus pares.

Se a tese da “boa” ou da “má fortuna” – de forma oportunistamente apropriada e adaptada ad hoc pelo Saci -, puder ser calço teórico para explicar as intercorrências havidas nos últimos dias no movimento paredista, há de se pensar que o próprio nome “Luís”, bafejado com a sorte grande, ainda que nascendo com as costas voltadas para a lua, certamente não conhece apenas praias sem ondas revoltas. A diferença é que, se tem a boa sorte por madrinha, já na pia recebe a “carta” de bom timoneiro e um diploma de economia, juntos.

E quem pode negar que a Economia, ou melhor, que os economistas são o dínamo do mundo?

Sem ofender, claro, os artistas, desocupados e loucos que exercitam outras linguagens que não sejam o economês

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Menandro Ramos
FACED/UFBA

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pilares teóricos 2015

De forma ágil, em menos de cinco minutos de fala e o Prof. Luís Filgueiras já traçava o perfil psico-político dos organizadores do velório do peru…

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