Por que os poetas são temidos?

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A.

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direita ficou em polvorosa ao tomar conhecimento do poema citado pelo Prof. Mauro Iasi (UFRJ) – aquele mesmo que se candidatou, pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), nas últimas eleições presidenciais. O simples fato de o professor, que também é poeta, ter citado o dramaturgo alemão Bertolt Brecht na abertura do 2º Congresso Nacional da CSP-Conlutas, deu margem à publicação de uma bateria de mensagens de ódio pesa redes sociais.

Não é novidade que certas manifestações artísticas ou poéticas despertem algum tipo de desconforto. Se entre pessoas que se dizem progressistas pode incomodar, como foi visto na última assembleia da greve dos docentes da UFBA, nas “Exéquias Fúnebre do Enterro do Peru”, em 14/10/2015, o que dizer do efeito que podem provocar as metáforas em pessoas desacostumadas com elas e com uma visão de mundo forjada para ter desprezo pelo trabalhador e pela trabalhadora?

Daí ser pertinente a indagação do meu amigo de gorro vermelho e pito:

– Por que os poetas são tão temidos, chefia?

Não tive ânimo para responder o que quer que fosse, mas continuei a perguntar para os meus botões: “Ou tão admirados por alguns?”.

Menandro Ramos
FACED/UFBA

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ANDES-SN divulga nota de apoio a Mauro Iasi

O ANDES-SN divulgou, na manhã desta segunda-feira (19), uma nota de apoio ao professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Mauro Iasi, que vem sendo atacado nas redes sociais com mensagens de ódio e intolerância ideológica. O Sindicato Nacional oferece suporte político ao docente e reafirma sua luta pela liberdade de expressão e por um país socialmente mais justo.

As agressões a Iasi surgiram a partir do compartilhamento de um vídeo de parte de sua fala na mesa de abertura do 2º Congresso Nacional da CSP-Conlutas, realizado no mês de junho em Sumaré (SP). Em sua intervenção, o docente cita o poema “Perguntas a um homem bom”, do alemão Bertolt Brecht. Em sua nota de apoio, o ANDES-SN afirma que Mauro Iasi e sua família estão sofrendo violentas ameaças contra a vida por parte de indivíduos que pregam o retrocesso social e a volta do regime militar no Brasil.

“O ANDES-SN vem a público denunciar que tais ações não cabem em uma sociedade que lutou contra a repressão da ditadura empresarial-militar que perseguiu, sequestrou e assassinou milhares de brasileiros e brasileiras que lutaram em defesa da democracia e contra o regime militar dos anos 1960 a 1980”, diz o texto. O Sindicato Nacional ainda se manifesta exigindo, do poder judiciário, a apuração dos fatos e a punição dos responsáveis. (veja a nota pública de apoio e solidariedade ao Prof. Mauro Iasi AQUI).

A fala coerente do Prof. Mauro Iasi está no vídeo abaixo:

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Uma resposta to “Por que os poetas são temidos?”

  1. osaciperere Says:

    Circulou nas redes sociais:
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    NOTA DA ABEM EM REPÚDIO À CAMPANHA DE INTIMIDAÇÃO, DESQUALIFICAÇÃO E DIFAMAÇÃO EMPREENDIDA CONTRA MAURO IASI

    A Associação Brasileira de Educadores Marxista repudia a violenta campanha de intimidação, desqualificação e difamação em andamento nas redes sociais contra Mauro Iasi, Professor do Curso de Serviço Social da UFRJ, importante estudioso do marxismo, profundo conhecedor e crítico da formação social brasileira e candidato à Presidência da República pelo PCB nas eleições de 2014.

    A campanha empreendida contra Mauro Iasi não é ingênua nem isolada, mas ocorre no momento de recrudescimento de discursos conservadores e reacionários que renegam direitos humanos, direitos sociais e direitos trabalhistas a fim de justificar o avanço das políticas liberais que comprometem objetivamente as condições de trabalho e vida da classe trabalhadora no Brasil, por meio de reformas da legislação, cortes nos gastos públicos com políticas sociais, e especial impacto na educação e saúde.
    A campanha empreendida contra Mauro Iasi é a campanha contra as lutas sociais e os lutadores de expressão da classe trabalhadora, que vêm sendo assassinados e difamados ao longo da história por criticarem radicalmente o governo do Brasil voltado aos interesses da acumulação privada e de costas para as necessidades da população trabalhadora.

    Estes lutadores apontam a possibilidade de outro Brasil desenvolvido conforme a máxima “de cada um conforme a sua capacidade, a cada um conforme a sua necessidade” e assim direcionam os anseios dos oprimidos reafirmando a possibilidade de outra ordem econômica, de outro modo de produção da vida para além do capitalismo. Com sua militância em favor dos interesses dos trabalhadores, ameaçam os interesses do capital financeiro especulativo, industrial e latifundiário, exploradores notórios da classe trabalhadora no Brasil e no mundo.
    Desqualificar, difamar, criminalizar intimidar os lutadores sociais e seus símbolos é uma antiga prática que visa minar a possibilidade de desenvolvimento de outra lógica de ideias e de outra realidade social estabelecida a partir de outro marco de relações dos homens entre si e com a natureza.

    A Associação Brasileira de Educadores Marxistas – ABEM reafirma a necessidade de não perdermos o foco, e de empreendermos a articulação de uma frente de esquerda em torno do projeto histórico de superação do capitalismo em unidade de ação para a organização da classe trabalhadora contra as políticas liberais e em defesa dos seus direitos e necessidades.
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