Quem merece ganhar medalha?

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ideia de conceder uma medalha comemorativa dos 70 anos da UFBA é boa.  O diabo agora é definir os critérios de quem merece recebê-la. Teme-se que indicações pelegas de apadrinhados de partidos da situação e “brothers chegados” sejam os contemplados. A Vaca Tatá recomenda vigilância e olho vivo…

O Prof. Altino Bomfim já se manifestou sobre o assunto. Também nos manifestamos:

CARTA ABERTA AO REITOR E DIRETORES DE UNIDADE

Senhores/senhoras,

A Reitoria, em atitude ampla, exortou através do oficio Circular 022/2015 de 25/09/2015, que as unidades proponham  atividades para comemorações dos 70 anos da UFBA, ao longo do ano de 2016, bem como solicita indicações para a medalha Edgar Santos.

Essa é uma especial oportunidade para que a UFBA aprofunde sua relação com a sociedade baiana, distanciando-se da forma convencional de informar e transferir o que sistematizou e/ou produziu mas, especialmente, abrindo-se para ouvir e dialogar, efetivamente, coletando críticas, sugestões e demandas que permitam estruturar novas formas de relacionamento bem como embasem novos projetos de ensino, extensão e pesquisa.

Que tal mudar um pouco a forma de

proceder da academia em relação à sociedade?

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Através da presente vimos sugerir, um evento permanente em 2016

70 ANOS DA UFBA:

DIALOGANDO COM A SOCIEDADE BAIANA”

 

Elementos centrais:

– que 2016 seja o ano da UFBA DIALÓGICA E ABERTA, programando-se que a cada mês – 3, 4 unidades – abririam suas portas para receber os segmentos sociais e dialogar com a sociedade;

– que se priorize o diálogo com segmentos sociais sem acesso ou com difícil acesso à universidade especialmente os estudantes do ensino fundamental e médio, vestibulandos, associações de moradores/bairro, sindicatos, entidades profissionais e da sociedade civil, camponeses e os povos tradicionais > índios, quilombolas, ciganos, comunidades de fundo de pasto, faxinalenses, pescadores artesanais, marisqueiras, ribeirinhos, varejeiros < entre outros;

– que se priorize eventos com estrutura e metodologias que permitam o efetivo “ouvir” e “dialogar”, uma efetiva Troca de Saberes entre sociedade e academia!

No que se refere a indicações para a medalha Edgar Santos, sugere-se que se priorize a indicação de representantes de segmentos da sociedade civil que vêm lutando pela construção de um outro país em que prevaleça a alegria, a justiça, a igualdade, a solidariedade, a pluralidade, a liberdade entre outros valores fundamentais, alimentados pelo sonho de “outro mundo possível”, a exemplo dos índios, quilombolas, camponeses, movimentos urbanos etc. Que tal laurear os trabalhadores e suas representações?

Saudações Universitárias,

Prof. Altino Bomfim – FFCH/UFBA

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Prezado  Altino,
Tenho acordo com a sua proposta da UFBA laurear trabalhadores, sim. Em especial, figuras representativas de comunidades que foram esquecidas, lamentavelmente, pelos poderes públicos.
Não sei qual será o trâmite da proposição. Vou encaminhar, através do Departamento de Educação II, ao qual sou lotado, o nome do Cacique Lázaro, da comunidade indígena Kiriri, de Mirandela.
Através da liderança do Cacique Lázaro, entre outros líderes, os Kiriri conseguiram soerguer a memória indígena de mazelas datadas do tempo do massacre de Canudos, em que grande parte da população foi morta pela força federal. Além da luta obstinada pela demarcação das terras indígenas, reconquistadas de posseiros inescrupulosos, o Cacique Lázaro contribuiu sobremaneira para resgatar aspectos perdidos da cultura de seu povo. Só para ilustrar, através dos Tuxá, de Rodelas, reaprenderam o ritual do Toré, apagado da memória dos que sobraram após a triste matança do Beato Conselheiro e seus seguidores…
Estamos lado a lado nessa luta, com o propósito de levar a UFBA a saudar essa dívida que tem com os trabalhadores perversamente marginalizados por instituições republicanas.
Na FACED, os espaços denominados de “Sala Kiriri” e “Sala Iguape”, salvo engano, assim batizadas na gestão dos professores Nelson Pretto e Mary Arapiraca, representam uma pequena contribuição no sentido de reconhecer o valor de comunidades interioranas que tanto enriqueceram e enriquecem a cultura baiana.
Saudações,
Menandro Ramos
FACED/UFBA
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