O fetiche da mercadoria

mercado de abadas.

cap-P.
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ara o Saci, bobo é quem pensa que o abadá ou a mortalha valem o preço do seu tecido, ou do tempo que um trabalhador ou uma trabalhadora gastaram para  produzi-los.

O fetiche da mercadoria dá supostamente uma qualidade que a fantasia não tem, mas que o seu possuidor acredita ter, como algo mágico capaz de enfeitiçar. Fazer o investimento numa certa fantasia, vendida a peso de ouro por um certo grupo ou empresa pode dar enorme status. As entregas de abadás de grupos famosos – e fartamente publicizados pela mídia comercial -, mobilizam um forte contingente policial para proteger seu adquirente, pois as peças têm liquidez fácil no mercado do Carnaval baiano. Um simples colar, feibeijo 16to de contas plásticas, pode valer um beijo ou muito mais… Sendo assim, o cobiçado adereço pode ser uma moeda de troca. Apelando para a tradição ou para valores culturais, a ordem burguesa transforma tudo em mercadoria. Nada fica casto…

As lições do velho barbudo e filósofo alemão – que não teve nada com os 7 X 1 -, e autor do Capital, continuam atualíssimas…

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marx fantasia 16

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