Todos estão felizes!

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LARGARAM O PÉ DO MOSQUITO 2016.

hhh cap.

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á quem diga que todos estão felizes. E esse “todos” quer dizer os quatro: o mosquito, Lula, Aécio e Moro.

O mosquito, pelo óbvio. Com a atenção desviada para a  24ª fase da Operação Lava Jato, o transmissor da dengue foi esquecido por algum tempo. Os holofotes da mídia estavam voltados para outros lugares.

Por outro lado, a condução coercitiva de Lula para depor na Polícia Federal, era tudo o que ex-presidente queria para se fazer de vítima e capitalizar o desconforto de sair de casa quase que de madrugada. Quem viu com olhos críticos de não militante do partido do governo o seu discurso na TV, após o depoimento que prestou,  sacou logo. Era tudo que o ex-metalúrgico queria para começar a campanha presidencial de 2018. Falou comovido do constrangimento que passou, empostou voz, gesticulou com profissionalismo cênico, o escambau. Até lembrou a sofrida vida de sua companheira, que começou a trabalhar desde tenta idade…

.Lula vitimado 16

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O juiz Moro também acabou sendo beneficiado com a operação, por mais contraditório que possa parecer, pois a condução coercitiva do ex-presidente, de alguma forma, passa a ideia para o povão que ele é um servidor público de atitude e que não coloca ninguém acima da Lei, doa em quem doer. Já há quem o indique como candidato a presidente nas próximas eleições. A ideia do “salvador da pátria” ainda é recorrente em Pindorama.

Também para Aécio foi um dia de glória. Usou o palanque eletrônico para apresentar o seu partido e a si próprio como o remédio que o país precisa para ser moralizado. Logo ele!

Diante de tantos regozijos, a Vaca Tatá foi na mosca:

– É verdade, humanos! Se todos esses ganham, só o povo perde!

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Uma resposta to “Todos estão felizes!”

  1. Joaquim X Cerqueira Neto Says:

    Sem dúvida, a ideia do “salvador da pátria” é uma constante e remonta ao messianismo do Período Colonial.
    Diferentemente do que se observa no campo da Fé, onde o messianismo talvez possa trazer benefícios a algumas pessoas, na Política versus comportamento social ou individual pode, todavia, ser dramático. O texto abaixo, paráfrases de importante obra literária religiosa que faz referência a um passado há 2.000 anos, ajuda bastante na reflexão e entendimento do quanto, na atualidade, pode ser grave o “messianismo na política e no destino do País”.
    O conformismo do povo à espera por um salvador é o ponto de partida para o Messianismo, ou seja, para a “ideia messiânica e que é avivada cada vez mais pelas precárias condições materiais a que progressivamente se vê reduzido, assim como pela decadência de uma liderança espiritual em conflito”.
    Oprimido pelo peso dos impostos cobrados pelos administradores romanos e seus príncipes a ponto de muitos perderem seu pedaço de terra, sua casa, seus bens, o povo simples vive na maior pobreza e humilhação. Porém maior do que o julgo dos romanos é a opressão insuportável que lhe impingem os líderes de então. Os impostos do templo, altos e obrigatórios, e o peso da doutrina dos fariseus carregada de casuística recaem duramente sobre os miseráveis, os pobres pescadores e pastores da Palestina. É esse povo que no seu silêncio e na sua humilhação, espera pela intervenção do Messias na sua história.(*)
    ————
    (*) A Bíblia Sagrada. Ed. Gamma Editorial e Gráfica Ltda., Rio de Janeiro, 1980, p. 6 e s.

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