Os outdoors e a Educação Pública

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outdoor educação 2016.

Menandro Ramos
Prof. da FACED/UFBA

E cap punh.

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u não soube responder a pergunta do Saci, quando ele quis saber a razão de os outdoors sobre “educação” mentirem tanto. Aventei a possibilidade de seus realizadores saberem que as pessoas, além de terem a memória curta, darem muito crédito ao que está escrito em letras de “imprensa” e, sobretudo, de serem seduzidas por fotos bem produzidas. É inegável a força das imagens e os governos sabem disso muito bem. O descuido cotidiano com as escolas públicas e o aviltamento dos salários dos seus docente e funcionários são facilmente remendados por um outdoor de grande impacto visual. Parece que quanto maior a estrutura e a pirotecnia em que as folhas coloridas de papel são coladas, mais status de verossimilhança assegura.

Sem falar na possibilidade de os acertos de campanha acontecerem ao longo dos mandatos. Do tipo: você me ajuda agora e, se eu ganhar, terá uma cadeira cativa no meu palácio… e na folha de pagamento da “viúva”…


 

E cap punh.

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por falar em Educação, os colégios públicos estaduais estão passando por sérias dificuldades. O mesmo pode ser dito em relação às Universidades baianas. Recentemente, as aulas foram suspensas em algumas delas por conta da greve do pessoal da limpeza e da segurança, para exigir o pagamento dos salários atrasados. Imagine até onde a coisa chegou.

O Colégio Odorico Tavares (CEOT), situado no chique corredor da Vitória, é um deles a conhecer o pão que o diabo amassou, aliás, como toda a rede pública. Os ventos do neoliberalismo têm se manifestado nas três esferas de poder. Há quem diga que os empreendedores baianos, brothers dos caciques de plantão da política, não se conformam que uma área tão nobre como a Vitória seja ocupada por uma instituição pública destinada à formação de uma clientela de baixa renda.

Mas tudo indica que a briga não vai ser fácil, pois a moçada do CEOT (e de outros colégios públicos também!), está prometendo não entregar de mão beijada para o vilão privatista o precioso bem público…

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Odorico 2016.

A força da juventude e o comprometimento dos docentes já são visíveis nas redes sociais:

Luciana Senna: Triste mesmo é todo o descaso que se acumula em anos com a educação pública na Bahia. A falta de respeito com os professores da educação básica, o fechamento de turnos e de escolas, professores sem complementação de carga horária, com salários descontados; verba que tanto atrasa como não chega; trabalhadores terceirizados desrespeitados a anos com constantes atrasos de salário e diminuição de contratações o que amplia o trabalho para esses funcionários, uma merenda que tem um valor muito baixo, que não chega no prazo correto ou que não pode ser servida por ausência de funcionários. Outro dia vi um cartaz na UFBA bem oportuno sobre o fechamento das escolas. “Formar professores para que?” Espero que os professores abram os olhos e percebam que a luta não é de um colégio apenas, não é só de quem dá aula a noite, muito menos exclusiva de quem trabalha nas escolas do centro. A luta por melhores condições de trabalho, por respeito aos profissionais da educação sejam professores ou funcionários é que precisa ser retomada. Precisamos denunciar os problemas de cada escola entendendo a amplitude dos problemas no caos que se tornou a educação pública na Bahia.

Avante, CEOT! Avante Rede Pública! Resistir, resistir, resistir! O futuro é de quem não teme a luta!

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NENHUM LÁPIS A MAIS 2016

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3 Respostas to “Os outdoors e a Educação Pública”

  1. Francisco Santana Says:

    Só existiu, em toda a história da educação do Brasil, um programa sério em massa para a educação e comprovado na prática a sua realização: OS CIEPS. O jornalista Heitor Cony, numa crítica ao bandido Gabeira que se candidatou farsantemente a governador apenas para dividir os votos de Darcy Ribeiro e eleger Moreira franco (que destruiu a primeira fase dos CIEPS – talvez não seja mera coincidência Gabeira hoje ser garoto propaganda da GLOBO), disse (Heitor Cony):

    “Meninos eu ví um CIEP. O CIEP existe.”

    Mas a esquerda se aliou à Globo para destruir os CIEPS.

    Pergunte a qualquer cara de esquerda engajado em qualquer dos partidos atuais de esquerda, o que ele acha dos CIEPS? Ele no mínimo responderá com má vontade encurtando a conversa quando não fará uma crítica contundente contra os CIEPS.

    E qual é a filosofia dos CIEPS? Simples: dinheiro para a educação. Brizola no seu segundo governo gatava mais de 40% do orçamento do estado com educação, não só com CIEPS,mas com ensino técnico e universitário, como por exemplo, criou uma Universidade de ponta, a Universidade Norte Fluminense.

    E qual é o projeto de educação da esquerda? O mesmo da direita: um projeto mágico de educação que custe pouco dinheiro. Tendo duas variantes:

    Uma dar aulas em baixo da árvore sentados em caixotes (método Paulo Freire), outra, uma escola muito mais cara que os CIEPS, que fique só como amostra ou como laboratório político ideológico (Anísio Teixeira), atendendo uma minoria da população, ou seja um projeto pro futuro e não para o presente, para o presente só em baixo de árvore sentado em caixote. Quando a esquerda fala em dinheiro para a educação a prioridade é para a classe média, Universidade e ensino médio.

    Brizola dise: Quem acha os CIEPS caros não sabe o preço daignorância.

    Estamos pagando, e muitocaro, esse preço. Graças à união esquerda-GLOBO.

  2. Francisco Santana Says:

    P. S.

    Brizola fez 100 CIEPS (100.000 alunos) em sua primeira Gestão que foram destruidos por Por Marcello Alencar (Prefeito) e Moreira Franco Governador.

    voltando ao governo, faz 500.000 CIEPS (500.000alunos) que são destruídos por seus sucessores.

  3. altino Says:

    OLÁ!
    será que Educação é Mercadoria?
    Em A Tarde de hoje: “Estácio compra…” Faculdades Unidas Feira de Santana/FUFS por R$ 9,5milhões!
    Na capital já controla já controla a FIB com unidades em vários bairros.
    O grupo da Estácio mantem unidades em 22 Estados e no DF e conta com mais de 536 mil alunos e nove mil profs.
    Controla 91 unidades presenciais, sendo 25 no NE onde conta com 140 mil alunos.
    A proposta é “padronizar (que é que isso?) os cursos”!!
    Segundo diretor, “…um país só cresce e volta a se desenvolver por meio da educação”!!
    Bueno!
    altino

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