UFBA setentona briga por Lula

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RINDO 2016

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cap dd.

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esde que o governo do PT assumiu o poder, a UFBA não é mais a mesma. Vale uma reflexão pela passagem dos setenta anos da mais antiga universidade da Bahia.

Tudo começou no reitorado do Prof. Naomar Almeida, que tratorou o Reuni e a Universidade Nova,  e com a posse do grupo proificista que se instalou na APUB, entidade sindical dos docentes da UFBA. Esse grupo, através de um plebiscito viciado (contestado na Justiça do Trabalho pelo Prof. Francisco Santana, vitorioso em três instâncias)  conseguiu desfiliar a entidade do ANDES-SN, para juntar-se à Proifes, “ornitorrinco” sindical criado sob os auspícios do Sr. Luis Inácio Lula da Silva como pomo da discórdia dos professores. Na época do também deletério ex-presidente FHC, a APUB unia-se em defesa da UFBA, dos docentes, da Universidade Pública, Gratuita e Referenciada pelo Social. Hoje, os professores brigam entre si por causa de um governo que retira direito dos trabalhadores, dá lucros exorbitante aos banqueiros – box brigacomo nunca antes na história do país! -, constrói estádios que se tornam elefantes brancos após a Copa do Mundo com dinheiro público, cria o slogan de uma Pátria Educadora com os fundilhos rasgados em prol do pagamento dos juros de uma dívida paga, cai de amores pelo agronegócio transgênico, silencia-se com a morte de jovens negros por agentes do Estado, quebra a Petrobras, patrocina privatizações, tem dezenas de filiados envolvidos com Mensalões, Petrolões e outras maracutaias, privatiza Hospitais Universitários (olhe a EBSERH aê, gente!), canaliza recursos públicos para entidades particulares de ensino, faz alianças espúrias com a direita etc, etc e ainda consegue levar milhares de pessoas para manifestar-se nas ruas em seu favor!…

Cadê a capacidade crítica de leitura da realidade que deve ser exercida pelos universitários?

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farsa do golpe 2016.

nem moro nem foro 2016

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2 Respostas to “UFBA setentona briga por Lula”

  1. Menandro Ramos Says:

    Recebi por e-mail:
    ——————————

    Caro e respeitável Menandro

    O golpe existe sim e é mais um de uma série de golpes que começa em 1992.

    A dificuldade do PT e seus partidários de denunciarem esse golpe, é que ele, PSDB e toda a esquerda apoiaram os golpes anteriores que os beneficiaram eleitoralmente.

    O que o PSDB+DEM estão estão fazendo hoje contra Lula, PT+PSDB fizeram igualzinho contra Demóstenes do DEM.

    Mas o Brasil está acima deles.

    Não vou deixar de lutar contra os golpistas de hoje porque pode beneficiar colateralmente os golpistas de ontem.

    Também não tenho medo de me misturar com os golpistas de ontem porque eles mesmos se encarregam de se afastar de mim.

    É visível nessa lista de debates como eles me repudiam ainda mais do que ao saci. Eles prefeririam que eu estivesse ao lado dos golpistas, pois eu posso denunciar ao longo do processo qualquer tentativa deles de acordo com os golpistas para sobreviver.

    Menandro, você deveria escutar Tancredo e Brizola.

    Tancredo disse: “Política é como uma nuvem; a gente olha ela agora, está de um jeito, olha logo depois já está de outro jeito.”

    Brizola disse: “Política é a arte de engolir sapos; que tal fazermos as elites engolirem um sapo barbudo”?

    Pois é Menandro. Que tal fazermos as elites engolirem de novo o sapo barbudo? Não tenha a ilusão de que eles são contra Lula não por causa de seus enormes defeitos, mas por causa do bolsa família. O pouco , a insignificância que o PT deu aos pobres, comparado a dinheirama que ele deu aos banqueiros, os atuais golpistas ainda querem tirar, e de quebra o que sobrou do que Getúlio deu (CLT, PREVIDÊNCIA, PETROBRAS etc.).

    • Menandro Ramos Says:

      Querido Chico,

      Estou sempre atento ao que vc diz. Considero sua cabeça uma das melhores da UFBA, no que diz respeito à capacidade crítica, de análise de conjuntura, que bota no bolso muitos celebrados economistas. As suas oportunas intervenções nas assembleias, durante greves que fizemos na UFBA, testemunharam isso. Não tenho dúvida da sua capacidade prodigiosa de “escuta sensível”.

      Mas não fechamos em todas ideias. E isso não nos faz adversários. Você é generoso. Talvez eu não tenha ainda aprendido a sê-lo. Quem sabe um dia!…

      Você sabe que votei nulo no segundo turno das últimas eleições presidenciais. Exagerando na metáfora, não consigo distinguir o “menos ruim” ou “menos pior” entre dois estupradores. E não me considero cartesiano. Não tive o seu gesto abnegado. José Paulo Neto, um dos maiores estudiosos de Marx no Brasil, de quem tenho muita simpatia, também foi generoso como você. Segundo anunciou em palestra,”Vou tapar o nariz e vou votar em Dilma”. Não fiz isso na época, e não o faria novamente. A Dilma que arriscou a própria vida nos anos de chumbo por um ideário, que foi torturada, que corajosamente não dedurou os colegas – tem a minha maior admiração; a que se subordinou a Lula, não. Aquele mesmo Lula – que você conhece muito bem -, que escondeu bombons recheados embaixo do colchão, durante a greve de fome que fez, segundo relatos de seus “compas”, que se gaba de ter mentido com falsas estatísticas para uma plateia em Paris, não merece o meu respeito. Seu teatro não me comove mais. Comoveu um dia, sim. Dou minhas mãos à palmatória.

      Como sabe, nunca comunguei do entusiasmo que vc nutre por Vargas, embora não o compare nem de longe com Lula. Reconheço o legado que o presidente gaúcho acabou deixando para o povo brasileiro, que Lula entregou de mão beijada ao mercado, seguindo as pegadas do príncipe dos sociólogos uspianos. Ainda que reconheça também que a CLT não é outra coisa senão algo que subordina tudo ao manto do Estado. Inclusive o sindicato. Marxiano que modestamente tento ser, o máximo que posso dizer é que foi uma solução precária para um fragmento de tempo, ainda que com melhor capacidade de proteção dos Trabalhadores do que outras até então apresentadas. Isso para dizer que o fim do Estado está no horizonte do pensamento marxiano… Mas isso é uma conversa para depois. O mesmo pode ser dito para as soluções equivocadas e contraditórias do “socialismo jurídico”. Falaremos disso mais adiante.

      Assim, vou ficar lhe devendo esse ombreamento momentâneo. Insisto em dizer que só o povo pode resolver seus problemas. Não dou receitas porque não as tenho de como fazer isso. Lulas, FHCs, Aécios et caterva não constituem soluções para os nossos problemas. Tampouco figuras do judiciário que a mídia astuciosamente insiste em mitologizar.

      Continuo não me sentido satisfeito com o bordão repetido ad nauseam do GOLPE. Virou lugar comum de artistas e “intelectuais”. Respeito Chauís e Buarques nas suas áreas de atuação, mas quero caminhar com minhas próprias pernas e errar com meus próprios neurônios. Pelo menos por enquanto.

      OBS.: “Política é como uma nuvem; a gente olha ela agora, está de um jeito, olha logo depois já está de outro jeito.” Tancredo, mineiramente, se apropriou de Heráclito: nenhum homem se banha duas vezes no mesmo rio…

      Com o respeito de sempre,

      Menandro

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