Reitoria diz não ao golpe!

.EITORIA

profecia 2016

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cap r.

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eitoria cheia. Contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff, porém intolerante contra os que refletiram de forma crítica contra as mazelas que pesaram e ainda pesam nos ombros dos brasileiros e brasileiras nos últimos treze anos. Aplausos para os que falaram bem de Lula e vaias para os que criticaram o governo petista. Tudo indica que os cortes impostos contra a Pátria Educadora não foram capazes de abalar a fé dos universitários num salvador da pátria…

Após rasgar elogios em favor dos “compas” Lula, Dilma e Gabrielli, o político Emiliano José vaticinou de plenos pulmões que não irá ter golpe. Ufa! Ainda bem!

Além do Prof. João Salles, reitor da UFBA, estiveram na mesa com direito a fala: Prof. Ricardo Antunes (Unicamp), Vereador Fernando Carneiro (PSOL – Belém-PA), Profa. Mariluce Moura (Facom/UFBA) e Prof. Emiliano José (Aposentado da Facom/UFBA, político ligado ao PT).

O ânimo da plateia mereceu da Profa. Salete Maria (FFCH/UFBA) um pertinente comentário no Facebook:

DEMOCRACIA PARA QUEM?
Aí você vai assistir a um debate sobre “Crise e Democracia” no salão nobre da reitoria da UFBA. Como era de se esperar, além da sub-representação feminina à mesa, os aplausos efusivos são para as falas que agradam os governistas. Porém, quando um dos debatedores ousa fazer críticas ao governo ou destacar algo que o bonde da democracia não suporta ouvir, é vaiado, xingado, desqualificado e impedido de seguir desenvolvendo seu raciocínio. Aí você olha para os lados e vê que as pessoas que gritam contra o cara [porque não suportam ouvir vozes dissonantes] são as mesmas que nos convidam a ir às ruas contra o “golpe” e em “defesa da democracia”. Fiquei tão chocada, mas tão chocada que, por um instante, pensei estar numa dessas igrejas que abençoam os fiéis que seguem a Bíblia à risca e demonizam ou excomungam os que ousam questionar seus dogmas. Infelizmente tive que sair mais cedo, mas posso imaginar o que acontecerá com os demais seres humanos que ousarem dizer o que pensam fora da cartilha do lulopetismo ou fora da polarização PT/PSDB. Triste, deplorável.

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2 Respostas to “Reitoria diz não ao golpe!”

  1. osaciperere Says:

    PROGRAMAÇÃO DIVULGADA NO PORTAL DA UFBA:
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    Nomes de expressão nacional analisam conjuntura do país

    A Reitoria da UFBA promove, entre os dias 4 e 8 de abril, o ciclo de debates “Crise e Democracia”, que traz à Universidade nomes de destaque no cenário político nacional para analisar a atual conjuntura política e o futuro da democracia no Brasil. O evento conta com apoio da APUB, ASSUFBA e DCE – entidades representativas dos corpos docente, técnico-administrativo e discente da UFBA, respectivamente.

    Os debates acontecerão de segunda a sexta-feira, sempre às 18 horas, no Salão Nobre da Reitoria. O evento será transmitido ao vivo pela TVE, das 18h30 às 20h. Haverá também transmissão online pela TV UFBA – aovivo.ufba.br/criseedemocracia

    Veja a programação do evento:

    04 de abril

    Ricardo Antunes, Jandira Feghali, Fernando Carneiro e Mariluce Moura

    05 de abril

    Selma Rocha, Zé Maria Almeida, João Paulo Rodrigues e José Arbex Jr

    06 de abril

    Haroldo Lima, Vladimir Safatle, Valter Pomar e Jorge Almeida

    07 de abril

    Nildo Ouriques, Julio Turra, Iole Ilíada Lopes e Luiz Filgueiras

    08 de abril

    Ermínia Maricato, Marco Aurélio Nogueira, Bob Fernandes e Emiliano José

  2. altino Says:

    PREZADOS!
    Parabenizo o reitor e equipe pela oportuna e adequada iniciativa de promover uma semana de debates sobre a intensa luta de classes que acontece ao vivo no país há mais de ano, e com amplo espectro de tonalidades, ocupando o vazio político deixado especialmente pelos partidos políticos que, pelo visto, só na teoria atuam para conscientizar e organizar a sociedade.
    A reflexão critica, o aprofundamento de análises a partir de amplo leque de visões é fundamental para ir além dos slogans, buscando entender a lógica de funcionamento da sociedade capitalista que vivemos bem como os interesses em jogo e quem são os sujeitos sociais que disputam acirradamente o poder para imporem seus projetos.
    O desvelamento de máscaras e o desnudamento dos capitalistas e seus prepostos colocados sob holofotes no palco central dessa crise política, econômica, social, ética, moral, do judiciário, do parlamento, do executivo é de didatismo exemplar propiciando espaços e condições para que não só a comunidade acadêmica mas a sociedade possa entender o poder e a predominância do capital na sociedade que vivemos.
    Os debates de hoje tenderam a ficar no slogan do “Não Vai Ter Golpe”, na polaridade Bahia/Vitoria ou Fla-Flu, sem avançar em análises sobre os determinantes do processo, sobre os sujeitos nacionais e suas articulações de além-mar, as relações de classe, os interesses e determinações do modelo internacional, dos messias e, importantissimo, sobre saidas/alternativas que sejam de interesse dos trabalhadores.
    Pouco se falou de alianças programáticas, articulações, projetos, estratégias que orientem o caminhar.
    Fundamental, portanto, que os professores participem dos debates contribuindo para que haja análises com conteúdo – para além dos slogans – concorrendo para conscientização e politização social e não somente para instrumentalização e manutenção de indivíduos subordinados e a-críticos que apenas aplaudem.
    Espera-se que professores, estudantes e técnico-administrativos entendam que a crise é oportunidade impar e didática para aprofundar a compreensão sobre a estrutura e funcionamento da sociedade e que os debates tendem a contribuir para ampliar a compreensão da situação fornecendo elementos para promoção de amplo diálogo (que passa da hora de acontecer diariamente, nas salas, corredores, cantinas etc) com o conjunto da comunidade universitária da UFBA.
    Que se compreenda que essa crise não vai ter solução breve, que a problemática não será solucionada com ou sem impeachment (isso não sacia os abutres, hienas….) e que, portanto, sem conscientização, organização e mobilização para um processo longo de resistência vai-se estar tendo que inventar slogans todo mês.
    Saudações universitárias!
    Altino

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