A Pedagogia das Manifestações

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passeatar 2016

O que podemos aprender com as manifestações pró ou contra o governo de plantão?

Menandro Ramos
Prof. da FACED/UFBA

cap hh.

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á quem diga que, se logo após o impeachment de Dilma (no caso de ser aprovado), e o de Temer, por tabelinha, uma vez que ele foi da mesma chapa da atual presidente e dela se beneficiou, se logo após esse ato o povo puder escolher tranquilamente um novo ou nova dirigente para o país, continuaremos nos beneficiando das vantagens da Democracia e sem nenhum vestígio de golpe. Isso partindo do suposto que Cunha e Renan já são cartas fora do baralho, dado o fato de terem –  os dois! – a ficha de probidade pessoal comprometida na Justiça. Mas isso é apenas o meu sonho, para não ficar apenas na dialética do concreto como gostaria de viver… Martin Luther King diria de forma mais sonora e mais poética:

I Have a Dream

Para o Saci, pode-se aprender muito com as manifestações. Mesmo sem conhecer o professor ou professora que “encomendou” a atividade no grandioso laboratório das ruas, para o pestinha, o (a) colega se deixou guiar pelo “ânimo” da UFBA que é governista de coração – do ponto de vista dos seus dirigente. Quem não se lembra dos selfies que a maioria dos dirigentes das IFES fez com a presidente Dilma Rousseff? Quem não se lembra, recentemente, dos magníficos hipotecando  apoio à executiva federal, a despeito dos cortes sofridos pela Pátria Educadora? Quem não se lembra do apoio que o atual reitor recebeu dos políticos governistas durante a sua campanha? E do seu apoio nominal em material impresso ao deputado Afonso Florence? Isso não confirmaria a nossa tese de a UFBA e de outras instituições federais terem uma pegada governista na atualidade?

E, em um passado recente, já no governo petista, quem não se lembra da  colaboração que os dois reitores  anteriores deram ao governo federal para a aprovação do Reuni, da EBSERH, entre outras “tratoragens” importantes para a causa do grupo político que comanda atualmente o Palácio do Planalto?

Vivemos uma Democracia? Sim, vivemos. A prova disso é que faço esta postagem sem nenhum temor de ser enforcado numa cela, como Vladimir Herzog o foi. Pelo menos, até o presente momento não tenho esse receio. Amanhã, poderei ter mudado de ideia.

Vivemos numa democracia, sim. Mas esta democracia não tem muito a ser melhorada? – pode indagar alguém. E eu respondo: Sim, pode e deve ser melhorada, mas infelizmente, para alguns, os avanços da democracia passam necessariamente pela contemplação dos interesses pessoais ou de grupos, e nada mais do que isso. A minha atitude é democrática, a do outro não, pois eles são o inferno. Sartreanamente, eles são o inferno!

Recentemente, ouvi elogios aos debates ocorridos na Reitoria da UFBA, em que a “Democracia e a Crise” foram discutidas. Pessoalmente, gostei da iniciativa do reitor e de sua equipe. Mas não soube dizer, quando me perguntaram, o porquê de não ter sido convidado ninguém “da direita”. Ainda que não sentindo um pingo da falta dela, fiquei a imaginar como seriam tratadas pela plateia – francamente governista, segundo suponho – figuras tucanas, peemedebistas, entre outras da fauna política. As vaias recebidas pelo vereador Fernando Carneiro (PSOL – Belém-PA) – que nem de longe compõe com a “direita”, mas que ousou fazer críticas pertinentes ao partido do governo e à administração petista -, dão ideia da dificuldade que teria o deputado Jair Bolsonaro em sair incólume do Salão Nobre da Reitoria da UFBA, caso o reitor o incluísse na agenda dos palestrantes do referido evento. E isso porque temos o espírito democrático. O corpo é que excede às vezes…

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Democracia 2 2016

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De toda forma, conforme aprendi décadas atrás, ainda em Caetité, com a saudosa Profa. Danuza Silveira, numa fala atribuída a Winston Churchill, por quem não morro de amores,

“A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas”.

Se a máxima de fato espelhar a verdade, só nos resta torcer para que “essa pior forma de governo” perdure por muito tempo, até que algo melhor apareça para o bem de todos e felicidade geral da nação.

Por enquanto, creio que a grande lição do que foi noticiado  é de poder refletir se transformar uma sala de aula em correia de transmissão do governo é salutar para a democracia. O mesmo pode ser indagado em relação às entidades sindicais de docentes e aos dirigentes de universidades públicas, cujo pressuposto de existência é a autonomia e a busca do conhecimento em benefício de todos e não apenas de uma minoria já empanturrada de privilégios.

democracia 2016 Algumas manifestações de docentes da UFBA:


Prezados colegas,

Boa noite. Os que têm mais de 40 anos devem recordar a indignação que os brasileiros sentiam nas décadas de 70 e 80, quando não podíamos votar para Presidente da República: esta era uma prerrogativa dos congressistas e chamávamos isto de “Eleições Indiretas”. Dá para imaginar que aquelas pessoas que mal conhecíamos escolhiam o governante máximo da nação e ainda nos era atribuído o ato de “eleger”, embora “indiretamente”?

É quase como “casar por procuração”…

Então, meus coevos cinquentões também devem recordar com que expectativa febril e apaixonada acompanhamos, no desabrochar de nossa maioridade, o movimento das Diretas Já. As rádios tocavam Milton Nascimento, nossos corações estavam cheios de esperança pelo fim do Regime Militar, durante o qual não se podia falar mal do presidente “senão o pai iria preso”. Que lindo movimento, embora fracassado. Todos nós choramos por dentro. Mas a luta não pareceu em vão na época: foi impactante, mudou as mentalidades, plantou sementes. Com mais alguns anos e finalmente conseguimos nossas Eleições Diretas.

Muitas águas rolaram desde então: congelamento de poupança, “impeachment”, inflação galopante, planos monetários, partidos caindo, partidos nascendo, políticos trocando de partido, atos corruptos, crescimento econômico, recessão. Mas uma coisa era certa: a cada 4 anos podíamos escolher nosso presidente e renovar nossas esperanças de um Brasil melhor.

Que aconteceu com nossos sonhos de 30 anos atrás? Que retrocesso é este que permite que um punhado de 342 pessoas possam destituir da presidência SEJA QUEM FOR (não estou defendendo partidos!) eleito diretamente por uma megapopulação e jamais tendo cometido um ato ilícito em sua administração?

Temo pelo que virá no futuro: Ditadura? Anarquia?

Vamos deixar o lado negro da força tomar de novo nosso direito de escolher? Tomar nossa voz? Esmagar nossas esperanças?

Seria outra vez “a hora dos ruminantes” (J.Veiga)?

Desolada,

Ana Isabela Cunha
(DEE – UFBA)


 


Pesados,

Esse é um grande defeito das maioria das pessoas que defendem do impedimento da presidente: PENSAM MAL, juntam informações diferentes (algumas verdadeiras, mas a verdade não importa) para sustentar uma ideia falsa. Não conheço o Prof. Claudemiro Neto e, consequentemente, não tenho nada contra ele, mas seu raciocínio é, de um lado, absurdo e, do outro, alimenta a ignorância que reina no Brasil.

Eu não deveria escrever mais sobre esses assuntos, mas não posso ficar calado diante de certas coisas.

Casos:

(a) um professor tem uma atitude incorreta (é incorreto obrigar estudantes a se filiar a alguma causa ideológica), LOGO todos os professores universitários que defendem a democracia são corruptores da juventude, o dinheiro destinado à universidade tem servido para sustentar comunistas privilegiados;

(b) a universidade promove, como é sua obrigação, um evento acadêmico para discutir a crise política e as pessoas chegam à conclusão que o movimento pelo impedimento da Dilma expressa força políticas conservadoras, se sustenta em manipulação da imprensa etc. LOGO o reitor é um supercomunista (como circulou nas redes sociais) que usa dinheiro público para defender o PT;

(c) uma parte da população é favorável ao impedimento de Dilma, LOGO a universidade deve ser favorável também;

As pessoas que sustentam (a) fazem uma generalização estúpida. É o mesmo que dizer que se um professor cometeu um crime sexual, todos os professores são predadores sexuais.

Quem defende (b) deveria responder na justiça por fazer uma acusação difamatória.

Quem defende (c) não conhece as ruas, não tem acompanhado o movimento da sociedade que tem acesso a informações que vão além do Jornal Nacional, Veja e UOL e que dizem não ao Golpe orquestrado por um grupo de políticos corruptos, um ministério público politizado e derrotados nas últimas eleições. Em geral, são intelectuais, artistas, universitários, participantes de movimentos da sociedade organizado.

O absurdo do que o Prof. Claudemiro não tem limites: ele chega a afirmar que as milhares de pessoas que estão indo às ruas recebe pão com mortadela, bolsas de pesquisa, financiamento, cargo público comissionado, dinheiro de propina oriundo da rapinagem do erário. Em que planeta esse professor estudou?

O pior é o arremate da sua mensagem: num tom de ameaça (que tem marcado os pró-impedimento) ele afirma que o teatro comandado por Cunha (acudam-me, eu disse CUNHA) e mais 80 deputados denunciados por atos de corrupção vai “passar o Brasil a limpo”. Eu só posso pensar em uma coisa: esse professor é ingênuo e eu só posso ter pena dele. Se eu não pensar assim, meu juízo sobre esse meu colega seria muito cruel…

Vejam que eu consigo aceitar que inúmeros brasileiros não concordem com a política econômica do governo e que existam partidos de oposição. Isso é excelente para a democracia. Sou capaz de ouvir e entender seus argumentos. Mas não consigo entender quem defende o combate a corrupção para defender corruptos, que defende a democracia atuando contras as regras da democracia: escutas ilegais, acusações sem fundamentação jurídica, seletividade nas denúncias (só alguns podem ser acusados, outros não: quantas vezes Aécio foi citado? E Cunha? E Dilma?). Essas pessoas não vivem no mesmo mundo que eu vivo e que desejo que meu filho viva.

Um forte abraço para todos,

Waldomiro Silva Filho


Prezada colega Suzana Olmos,

Sim, somos seres políticos, mas não podemos nos valer de nossa posição hierárquicamente superior como docentes, para OBRIGAR ninguém a ir a manifestações, pró ou contra o que quer que seja…

Um docente não pode estabelecer sanções (positivas ou negativas) para quem for ou deixar de ir a manifestações. É eticamente lamentável adotar-se um comportamento desse gênero.

A politização se faz pela argumentação e pelo exemplo, não pela ameaça de notas baixas.

Repito: não se enfia consciência política goela abaixo de ninguém.
Saudações,
marcos palacios
FACOM

Algumas manifestações de docentes da UFBA:

A denúncia é grave! Por si só já suscitaria uma apuração rigorosa dos  órgãos dirigentes desta instituição se ela fosse minimamente séria, o  que não creio,visto que o magnífico Reitor, seguindo o exemplo da  “Presidenta”, sob o pretexto de debater a crise política por que  passamos, financia um ato em defesa do governo e da sua dirigente no  Salão Nobre da Reitoria contrariando frontalmente e maioria da  população e, por extensão, a maioria da comunidade universitária.

Mais grave ainda, entretanto, é a reação abjeta de alguns colegas que  esqueceram a natureza do seu ofício de educar. Como se pode considerar a possibilidade de concordar ou justificar um  professor que OBRIGA seus alunos, sob o pretexto de vivenciarem a  realidade social e política do país, a comparecerem a uma manifestação  com a qual a maioria da população não concorda pois não recebe pão com  mortadela, bolsas de pesquisa ou financiamento, cargo público  comissionado ou dinheiro de propina oriundo da rapinagem do erário?

Isso é um exemplo lapidar da concepção instrumental de universidade  que permeia a nossa comunidade… Mas isso está acabando, domingo  passaremos o Brasil a limpo e todo aquele que pactuou de uma forma ou  de outra com os desmandos cometidos pela organização criminosa que  tomou de assalto o país há de se explicar e será cobrado por seus atos.
Claudemiro Neto
IGEO-UFBA


Luis Paulo Guimarães Santos <lupaufba@gmail.com>:

SERÁ VERDADE???

Professor da UFBA obriga alunos a ir nas manifestações em favor do governo
Dilma

Quinta, 14 de Abril de 2016 – 17:54
Por Redação Bocão News (Twitter: @bocaonews) | Fotos: Reprodução
Uma aluna de pedagogia, indignada, postou no grupo do Facebook da Universidade federal da Bahia (UFBA) que um professor do curso de pedagogia tem cobrado presença dos alunos nas manifestações do governo. E ainda pede para que os alunos façam resenha sobre as manifestações que aconteceram em Salvador.

Prezados estudantes de Pedagogia
Nossa aula de 6ª feira, 15/04 acontecerá nas ruas de Salvador, acompanhando e registrando a manifestação da população contra o impeachment, em defesa da democracia e pelo avanço das políticas sociais.

Viva o Estado Democrático de Direitos!

Cada estudante deverá entregar no dia 22/04 uma resenha sobre as
manifestações que aconteceram em Salvador e no Brasil nos dias 8 e 15 de
abril/2016.

Serão 2 resenhas e ambas deverão compor o portfólio (memorial) de cada um.
Favor repassar a todos os colegas.
abçs.
Nos vemos lá na manifestação com muita paz e tranquilidade.?
——————————–
Não é nenhuma novidade saber que o governo usa professores e alunos de
universidades estatais como massa de manobra para se manter no poder. É
exatamente por isso que a maior parte do dinheiro da educação ao invés de
ir para o ensino básico dos pobres, acaba indo para as universidades
estatais, onde os professores e funcionários abocanham a maior parte da
verba pública.

DISPONÍVEL AQUI


Cadê a prova. Quem é o professor? Cadê a imagem/
Joromota.

SERÁ VERDADE???

Professor da UFBA obriga alunos a ir nas manifestações em favor do governo Dilma

Quinta, 14 de Abril de 2016 – 17:54
Por Redação Bocão News (Twitter: @bocaonews) | Fotos: Reprodução

Uma aluna de pedagogia, indignada, postou no grupo do Facebook da Universidade federal da Bahia (UFBA) que um professor do curso de pedagogia tem cobrado presença dos alunos nas manifestações do governo. E ainda pede para que os alunos façam resenha sobre as manifestações que aconteceram em Salvador.
“Prezados estudantes de Pedagogia 2015-2,
Nossa aula de 6ª feira, 15/04 acontecerá nas ruas de Salvador,
acompanhando e registrando a manifestação da população contra o impeachment, em defesa da democracia e pelo avanço das políticas sociais. Viva o Estado Democrático de Direitos!
Cada estudante deverá entregar no dia 22/04 uma resenha sobre as manifestações que aconteceram em Salvador e no Brasil nos dias 8 e 15 de abril/2016.
Serão 2 resenhas e ambas deverão compor o portfólio (memorial) de cada um.
Favor repassar a todos os colegas.
abçs.
Nos vemos lá na manifestação com muita paz e tranquilidade.”

Concordo plenamente. Somos seres políticos, para o bem ou para o mal. Se alunos se sentem prejudicados por uma atitude docente qualquer, existem caminhos legais para reclamar, incluídas as diversas instâncias. Não são crianças que precisem de babá para manifestar-se. Adiante, nossa democracia ainda é frágil.  Susana Olmos.


Prezado/as

Recebi esta mensagem sobre algo que me parece muito grave.

Alguém sabe de que se trata?

Há algum fundamento neste absurdo?

Saudações

marcos palacios



Prof. Altino,

tenho posição pessoal clara contra o processo de impeachment por discordar da legalidade do processo, tanto no que se refere à sua forma, quanto à legitimidade moral das pessoas que o conduzem.

No entanto, considero totalmente fora de propósito – e até uma violência aos princípios democráticos que devem reger a atuação de um docente –  que se obrigue estudantes a participarem de uma manifestação, seja a favor ou contra, a pretexto de que eles façam um trabalho para a disciplina.
O mínimo de decência que se espera, se o professor quiser ajudar seus estudantes a “vivenciar o realidade”, é que dê livre escolha a cada um deles para participar da manifestação que bem entenderem e considerarem alinhada com seus próprios sentimentos e opiniões.
Não se enfia consciência goela abaixo de ninguém.
Saudações,
marcos palacios

Marcos,
Acho que a conduta do professor não foi apropriada. Porém, o mais grave é a conclusão do artigo onde é feita a denúncia. Não é necessário fazer um longo comentário. A simples leitura é bastante:
“Não é nenhuma novidade saber que o governo usa professores e alunos de universidades estatais como massa de manobra para se manter no poder. É exatamente por isso que a maior parte do dinheiro da educação ao invés de ir para o ensino básico dos pobres, acaba indo para as universidades estatais, onde os professores e funcionários abocanham a maior parte da verba pública.”
Isso é estúpido, é desinformado. Mas quem está preocupado com bons argumentos e informação confiável?
Waldomiro Silva Filho

LEGAL!
tem-se que enfrentar as questões que estão aí, na realidade!
Há neutralidade política? há bem e mal intencionados? professor que obriga a vivenciar a realidade e professor que ESCONDE, SONEGA, PÓS-MODERNIZA A REALIDADE?
VAMOS DEBATER…RASGAR OS VÉUS, TIRAR AS MÁSCARAS!
Pós importante ciclo de debates que a UFBA promoveu semana passada sobre a “Democracia e crise” outras temáticas devem ser programados a começar da questão da DEMOCRACIA E DA IDEOLOGIA.
Sugiro debate sobre DEMOCRACIA E IDEOLOGIA, com mesas formadas não só por professores mas também por estudantes e técnicos.
O diferencial: que a reitoria faça uma consulta ampla sobre indicações de NOMES dos 03 segmentos pra compor as mesas.
Para além da HIPOCRISIA!
altino

 

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2 Respostas to “A Pedagogia das Manifestações”

  1. Menandro Ramos Says:

    “Eleição” já virou sinônimo de “Democracia”. Mas nos complexos dos complexos do real, nem sempre uma coisa equivale a outra. Há pedras no caminho que impedem a equivalência dos termos.

    O cenário político brasileiro que aí está nos instiga a refletir. Desprezando a possibilidade de fraude da urna eletrônica, que não é coisa pouca, eu quebrava a cabeça tentando identificar o elemento que pudesse dar mais nitidez ao processo democrático. Seria o nível de escolaridade? Descartei. Não necessariamente, embora essa hipótese pudesse contribuir significativamente. Pensei em algumas pessoas altamente escolarizadas que não primam pelo diálogo, mas pelo “tapetão”, pelo bacamarte, pelos punhos.

    E foi exatamente nesse cipoal sináptico em que me encontrava que me surgiu o Saci, como que por milagre, e adivinhando os meus pensamentos.

    – Anote aí, chefia.

    Anotei.

    ——————————
    A “Participação Consciente” passa necessariamente pela reflexão do quanto o outro tem importância na minha vida, e no quanto eu posso afetar a vida do outro…Direta ou indiretamente.

  2. osaciperere Says:

    Outras Mensagens na “debates-l”:
    —————————–

    Parabéns Ana! Como sexysagenario faço minha a sua brilhante reflexão.
    Mas não fique desolada, venceremos,mais uma vez, o lado negro da força.
    Um abração,
    Marco Antonio Fernandes
    ——————————

    É fácil ser a favor da “democracia” quando está com seu emprego fixo, seu salário certinho todo mês e sem a preocupação de perder o emprego. Difícil é ver seus filhos graduados e pós graduados sem emprego porque as empresas fecharam…. porque ninguém investe num país que não oferece confiança para seus investimentos. São 10 milhões de desempregados… escolas superiores fechando porque as bolsas foram cortadas e não existem alunos em quantidade suficiente para sustentar essas escolas. Não podemos esperar mais. Chegamos ao fundo do poço… Em poucos meses nem teremos mais o que comprar… seremos uma Venezuela….A crise é de confiança e incompetência para dirigir o país.
    Sonia Medeiros de Oliveira
    ——————-
    Sonia,
    Concordo plenamente com vc! Enquanto ainda não nos “venezuelamos”
    devemos, por dever de ofício, zelar pela verdade contra esses
    discursos falaciosos que nos conduziram até aqui.
    Quem votou no PT e não se sente traído deve responder conjuntamente
    com essa organização criminosa pelos crimes de lesa pátria praticados.
    Claudemiro Neto
    IGEO-UFBA

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