Eles têm MinC e Lei Rouanet

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tempero 2016

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p-dourado-pp.

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ara o Saci, é sabido que a mídia interpreta e tempera os fatos e eventos do mundo segundo o seu interesse. Um grupo empresarial como o da Globo, por exemplo, tem por objetivo o lucro, mas não o “lucro” social. Evidentemente que alguns farelos de toda riqueza que amealha, acaba resvalando para a sociedade, pois o movimento real é dialético. Assim, é impossível que os “fótons platinados” sejam apenas “malignos”…

Quem pode negar que a TV distrai, emociona e traz alguma sensação de bem-estar? Igualzinho ao proporcionado pelas sereias que inebriaram Ulisses – por sorte amarrado no mastro do seu navio…

Para ter o êxito que vêm acumulando, as emissoras de TV, e não só a Globo, contam com profissionais competentes como técnicos, roteiristas, profissionais de jornalismo, artistas, e um batalhão de anônimos qualificados nos seus ofícios. Todos são muito importantes, mas certos artistas é que possibilitam o glamouroso brilho que todos conhecemos.

Algumas pessoas tendem a imaginar que todos os artistas da telinha são pessoas justas, generosas, despojadas, interessadas pelos problemas sociais, pela distribuição de renda ou coisa que o valha. Ledo engano. Pelo menos em relação a maioria deles. Muitos desses artistas, que são apenas peças relativamente pequenas nas engrenagens no macromundo das grandes contas do faturamento empresarial televisivo, são protagonistas no micromundo das suas próprias empresas, cujo propósito é também o lucro, o faturamento que lhes permitem levar a vida de príncipes e princesas dos contos de fada, que já não mais acontecem no mundo feudal que ficou para trás, mas apenas no modo de produção capitalista hoje presente. Por mais contraditório que possa parecer, o mundo burguês permite reinventar a realeza.

É inevitável, pois, que alguns artistas possam vender suas “sensibilidades artísticas”, para que consigam viver como príncipes e princesas em palácios dourados e carruagens aéreas…

Quanto às dores do mundo do qual eles tanto se distanciam e os infortúnios do povo no seu duro cotidiano, são matérias primas para suas criações mercantis como força viva que dinamiza o capital de giro e a acumulação concentrada pouco distribuída…

Alterar o modo de produção capitalista, sem dúvida, é condenar os príncipes e princesas da neorealeza burguesa ao mundo modesto e sem privilégios em que estão mergulhados homens e mulheres comuns, destituídos de prerrogativas no MinC, na Lei Rouanet e no acesso aos Palácios…

Incentivo 2016

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