Ciência e Arte pró capital

.

ARTE 2016

.

cap-p-6.8.

.

ara o Saci, qualquer recém adolescente, saído da infância, já dispõe de intrumentos cognitivos para entender que o modo de produção capitalista –  que desenvolveu a razão instrumental técnica de robustez nunca vista antes na históriada humanidade -, pode não levar essa mesma humanidade a um ponto de equilíbrio sem carência ou excesso, conforme já preconizava o jusnaturalismo aristotélico, mas que as pirotecnias largamente praticadas pelo capitalismo deslumbram, deslumbram! Nem todo adulto ou  inteletual experiente consegue escapar do embevecedor canto das sereias. Na Antiquidade mitológica, Ulisses já sabia disso.

Segundo o pestinha, diante dos condicionamentos culturais impostos, primeiramente, pelo direito teocrático medieval e, mais tarde, pelos diversos construtos da ordem jurídica burguesa, – entre outros condicionantes que nos chegaram até o presente, inclusive o das Ciências Naturais tratadas segundo a lógica do capital – , até intelectuais, supostamente dotados de criticidade, se rendem diante da sedução pirotécnica que cria um fazer híbrido estonteante envolvendo a tecnologia, filha da ciência, e a arte, cria da sensibilidade humana…

De acordo com a ordem jurídica burguesa em que nos encontramos, o Direito se assenta na base normativa juspositivista, ou no direito imposto pela razão do Estado, em benefício hegemonicamente do capital. Como corolário, fazer “jutiça” é aplicar as normas, sejam justas ou não. Para Aristóteles, entretanto, a justiça estava no ato de distribuir ou de reparar algo. Desse modo, dar alimento para quem tem fome, ou remédio para tem a saúde afetada, ou casa para quem não tem teto, ou educação para quem não nasce pronto etc., seria atender carências que a grande maioria da população tem urgência em ver resolvidas.

Diferente da concepção aristotélica de justiça, o estado liberal burguês prefere  investir no ordenamento jurídico que cria leis contra manifestações (apontadas como “terroristas”, para confundir o público), dos que precisam de pão, de teto, de cuidados médicos e de eduação formal para viver.

Pensando na possibilidade de o filósofo estagirista estar com a razão, em que pese a beleza da abertura da Olimpíada do Rio, há de se pensar no quanto o povo carioca foi injustiçado, carente que está de muitos direitos sociais, inclusive assegurados na Carta Magna, pelos que deveriam zelar pela res publica, mas que preferiram cuidar dos interesses de pequena fração burguesa destas e de outras plagas.

Ao povo restou apenas o circo, e o direito de bater palmas…

o outro lado

A foto acima, que circula nas redes sociais, resume bem a fulgurosa Olimpíada do Rio…


Obs.: De forma intencional, preferimos nem nos embasar diretamente nos chamados “teóricos de esquerda”, ainda que, alguns deles, nutrissem grande admiração por Aristóteles, o qual foi execrado a partir  do nascimento do pensamento econômico liberal… (nota do redator deste Blog).

.

Anúncios

Tags: , ,

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: