Cumplicidade

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Para o Saci, a “verdade” da mídia é a mesma “verdade” que os exploradores querem enfiar na cabeça dos explorados. A cobertura da greve do dia 11/11 atesta isso…

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cap-d.

a mesma forma que não há neutralidade científica, é impossível pensar em uma mídia neutra. Quem não sabe para que time político torce a “famiglia” da Abril, da  Globo, do  Estadão, da Folha, entre outras ilustres dispostas a tão somente faturar, salvo melhor juízo? E isso independente de situar-se mais à “direita” ou “esquerda”  Quem não sabe para quem torcia a “famiglia” Carta Capital, entre outras, na “república” recém defenestrada?

Qualquer criança de colo, se duvidar, já é capaz de sacar que as escolhas “acertadas” podem render verdadeiras fortunas em anúncios. Que, aliás, são a alma da mídia. Não é sem propósito que a Vaca Tatá lembra sempre que “os programas televisivos, na verdade, são os intervalos entre anúncios”…

Como esperar que a grande mídia, cúmplice do grande capital, abrace as causas sociais – a não ser por mero marketing institucional ou “marketing da bondade” -, se a razão da sua existência é o patrocínio sustentado pelos abonados clientes como os grandes bancos, os megafrigoríficos, as poderosas marcas internacionais de produtos esportivos, a indústria automobilista,.a indústria de perfumes ou produtos de beleza – só para citar alguns deles?

Anualmente, a emissora Globo fatura em torno de 11 bilhões de reais, sendo que 70% desse valor é proveniente da venda de espaço publicitário. Estudos indicam que 63% da verba brasileira investida em publicidade vai para a TV aberta, sendo que a Globo é a opção número um das empresas interessadas em anunciar. (Fonte: AQUI).

Por outro lado, o Estado, enquanto guardião da ordem capitalista, juntamente com as normas jurídicas, apesar do esforço de tornar-de mínimo ao máximo, segundo as determinações do catecismo neoliberal, potencialmente, está sempre pronto para socorrer bancos e sistemas rentistas falidos nos momentos cíclicos de quebradeira e bancarrota. Alguém já conseguiu esquecer do generoso socorro dos governos de além mar, em 2008, aos bancos e instituições financeiras quebradas? Vê-se, pois, que o “laissez faire” não é tão livre assim, ou só o é quando há conveniência… (Leia mais AQUI).

O que o trabalhador submetido à flexibilização dos contratos de trabalho, e surrupiado dos seus direitos, pode esperar da mídia empresarial, que se nutre da seiva de megaempresas e de poderosos bancos parceiros tão somente interessados na mais-valia e no lucro privado, antagônico ao lucro social, diferente da mais-valia coletiva?

Dizendo de outra maneira, de quem o trabalhador, nesses tempos temerosos, pode esperar auxílio para se contrapor aos malefícios da PEC241/PEC55, senão da sua própria inteligência ou de seus próprios braços e pernas?

marinalva-16

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