Marielle e Marx

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Marielle 18n cap.

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o momento de ocupação do Rio pelas forças nacionais, o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) deixa o Brasil e o mundo perplexos. No dia anterior (13/03), ela havia postado nas redes sociais, referindo-se à morte de um jovem na comunidade do Jacarezinho: “Mais um homicídio de um jovem que pode estar entrando para a conta da PM. Matheus Melo estava saindo da igreja. Quantos mais vão precisar morrer para que essa guerra acabe?”

Terrível pensar que os que deveriam proteger a população, infelizmente, alguns deles transformaram-se nos seus algozes… As estatísticas mostram o quanto estamos mergulhados num estado de barbárie, eufemisticamente mencionado como estado democrático de direito. A morte brutal de Marielle mostra o quanto custa ser militante de esquerda, mulher e negra neste país.

Oxalá as forças progressistas não permitam que as mortes de Marielle Franco e do seu motorista Anderson Gomes não tenham sido em vão.

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Militante 18.

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ENQUANTO ISSO, NO MESMO DIA 14 DE MARÇO, A DATA DE MORTE DO BARBUDO ALEMÃO É LEMBRADA MUNDO AFORA

Marx 18.

Durante o sepultamento de Karl Marx, o seu amigo e colaborador Friedrich Engels proferiu as seguintes palavras:

“A 14 de Março, um quarto para as três da tarde, o maior pensador vivo deixou de pensar. Deixado só dois minutos apenas, ao chegar, encontramo-lo tranquilamente adormecido na sua poltrona — mas para sempre.
 
O que o proletariado combativo europeu e americano, o que a ciência histórica perderam com [a morte de] este homem não se pode de modo nenhum medir. Muito em breve se fará sentir a lacuna que a morte deste [homem] prodigioso deixou. […]
 
Marx era, antes do mais, revolucionário. Cooperar, desta ou daquela maneira, no derrubamento da sociedade capitalista e das instituições de Estado por ela criadas, cooperar na libertação do proletariado moderno, a quem ele, pela primeira vez, tinha dado a consciência da sua própria situação e das suas necessidades, a consciência das condições da sua emancipação — esta era a sua real vocação de vida. A luta era o seu elemento. E lutou com uma paixão, uma tenacidade, um êxito, como poucos. […]
 
E, por isso, Marx foi o homem mais odiado e mais caluniado do seu tempo. Governos, tanto absolutos como republicanos, expulsaram-no; burgueses, tanto conservadores como democratas extremos, inventaram ao desafio difamações acerca dele. Ele punha tudo isso de lado, como teias de aranha, sem lhes prestar atenção, e só respondia se houvesse extrema necessidade. E morreu honrado, amado, chorado, por milhões de companheiros operários revolucionários, que vivem desde as minas da Sibéria, ao longo de toda a Europa e América, até à Califórnia; e posso atrever-me a dizê-lo: muitos adversários ainda poderia ter, mas não tinha um só inimigo pessoal.
 
O seu nome continuará a viver pelos séculos, e a sua obra também!”

 

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