COMUNISMO NUNCA MAIS! (E JÁ HOUVE, DOUTO JURISTA)?

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Menandro Ramos
Prof. da FACED/UFBA

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maior parte da população ignora o que vem a ser comunismo… É preciso explicar, pacientemente, que nunca houve uma experiência comunista, conforme matutou o velho barbudo Karl Marx e seu brother Frederich Engels, ambos pensadores alemães. E dos melhores de todos os tempos, segundo pesquisa feita por mídia inglesa…

Pois bem, segundo a concepção marxista ou marxiana, para alterar o modo de produção capitalista ou burguês, seria preciso fazer “dançar” o Estado, que é instrumento de manutenção da exploração da burguesia sobre o proletariado, bem como das leis ou normas jurídicas que são também instrumentos de sustentação de privilégios de uma classe sobre outra, ou seja, dos exploradores e explorados. Se o Estado é o “hardware”, para usar de um termo contemporâneo, que é a parte dura, física, como as armas, as prisões e calabouços, entre outras engenhocas físicas, as leis, localizadas no que se compreende por superestrutura, seria o hardware. Igualzinho no funcionamento dos computadores…

Assim, não é de se estranhar que o colendo ministro do STF, por ocasião do seu discurso alusivo às comemorações do trigésimo ano da Constituição Federal de 1988, tenha dito com todas as letras um não redondo ao COMUNISMO, assim como o fez em relação ao fascismo e nazismo.

Para o público que não teve oportunidade de estudar seriamente, ou quem sabe que tenha “aprendido ” segundo a narrativa da mídia burguesa, que não é outra coisa senão o aparelho ideológico do pensamento neoliberal, para esse público mal informado, “comunismo”, “fascismo” e nazismo” são farinhas de um mesmo saco. Só que, com o estudado ministro do STF, a coisa é bem diferente.

Mesmo não podendo ser tomado como exemplo de um acadêmico estudioso e empenhado, segundo dizem por aí, ninguém de sã consciência dúvida que ele sabe perfeitamente separar o joio do trigo… Ele sabe mas não tem interesse em fazer essa separação. E por que não quereria fazê-lo? Ora, por uma razão muito simples. Se a humanidade soubesse de verdade o que propõe o comunismo, ou seja, tornar comum a todos e todas o que foi produzido ao longo de sua trajetória no Planeta Terra, certamente o empenho de transformar a ordem injusta do capitalismo por uma outra ordem inclusora de todos, não se faria esperar. A conhecida exortação de Marx/Engels, do Manifesto Comunista de 1848 – “TRABALHADORES DO MUNDO, UNIVOS, se de fato praticada, seria uma espécie de catalisador que potencializaria toda a força dos trabalhadores para a alteração da sociabilidade existente – bem melhor para todos, sem exceção.

Cabe indagar, se tal revolução acontecer, que lugar ocuparão os juízes atuais, semideuses que se alimentam da melhor ambrosia e do melhor hidro mel que o Olimpo dos Deuses pode produzir? Para não insistir no “textão” inoportuno em tempos de Face e Zap, tentaria resumir essa ideia que ainda não emplacou, através de conhecidas figuras históricas: Marx (e Engels) conjuminou na sua cachola a alteração do capitalismo, para o comunismo, mas não de forma imediata ou abrupta, já que nem sempre as condições materiais e históricas o permitem, mas, antes, passando por um período de transição que seria o “Socialismo”.

Depois de Marx ter projetado o comunismo, Lênin começou a colocar em prática o que o barbudo alemão concebeu, mas, nesse caso, na União Soviética, após a Revolução Russa de 1917. Como se sabe, Lênin não pôde continuar o iniciado e Stalin joga água no brinquedo…

Portanto, Marx bolou, Lênin deu início à execução e Stalin deturpou… Mas o que não autoriza ninguém dizer que o comunismo não deu certo em lugar nenhum, uma vez que ele, verdadeiramente, nunca existiu. O que não significa também que não poderá um dia acontecer, dado que as coisas não são estáticas. Os processos de transformação estão em permanente ocorrência!

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Fonte: AQUI
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“UMA VERGONHA”

O ministro Toffoli usou da mesma lógica astuciosa de Boris Casoy: no meio de muitas mazelas que ele dizia acertadamente ser “uma vergonha”, ele embutiu uma outra que não tinha nada a ver naquele balaio. Como o público acrítico compreende uma parte da elocução, a que não consegue compreender, passa no bolo como se fosse verdadeira ou da natureza das anteriores. Ao longo da repetição mântrica de “isso é uma vergonha”, vai ganhando supostamente credibilidade para o público ignorante, e o resto já se sabem dos efeitos produzidos nas mentes preguiçosas de queimar neurônios e realizar sinapses para compreender melhor os complexos processos do real em movimento…

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