1387 – Quem é Joaquim Levy?

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LEVY

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P.

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ara a presidente Dilma Rouseff, em outras palavras, o ministro Joaquim Levy não é o que parece…

Leia mais: Valor

Por outro lado, criticar apenas os dois é uma estultícia…

PT e Psdb.

BUONA-GENTE-2015

Para o Saci, Fabim, seu primo do recôncavo é uma alma boa: é uma versão tropical de Polyanna…

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7 Respostas to “1387 – Quem é Joaquim Levy?”

  1. Francisco Santana Says:

    Antes de qualquer comentário sobre Levy, vamos relatar alguns fatos. Pois há muita desinformação sobre o assunto.

    Primeira informação:

    Quem foi o Presidente do Banco Central nos 8 anos do governo Lula?

    Henrique Meirelles. Quem é ele?

    Henrique Meirelles foi eleito em 2002, pelo PSDB, o deputado federal mais bem votado de Goiás. Logo em seguida convidado por Lula Para ser Presiente do Banco Central.

    Quem teria indicado um tucano para ser o presidente do Banco Central do governo do PT?

    Como o PT aceitou sem chiar um Tucano para ser o comandante da política económica de seu governo?

    Por que ninguém refletiu sobre isso em lugar algum da imprensa?

    Meirelles ficou no PSDB até 2009 quando se filiou ao PMDB para voltar a política aliado a Lula, mas a crise não o deixou se desencompatibilizar do governo. Hoje ele está no PSD.

    Mas não é só isso. Meirelles era um banqueiro, ex-presidente do Bank of Boston, cidade americana onde ele residiu durante muito tempo com a família.

    Um banqueiro no governo do partido dos trabalhadores? Onde estava a esquerda do PT e a esquerda em geral? Niguém protestou contra isso? Nem uma criticasinha nos jornais?

    Mas tem mais coisa. Em maio de 2004, o engenheiro Marco Túlio Pereira de Campos, primo de Henrique Meirelles, foi detido ao embarcar no aeroporto de Congonhas com destino a Brasília portando R$ 32 mil não declarados. Para justificar-se apresentou uma série de documentos que comprovavam ser ele procurador de Meirelles, mas esses documentos revelavam que o patrimônio de Henrique Meirelles divergia em cerca de R$ 100 milhões do que foi declarado por ele quando assumiu o cargo público de presidente do Banco Central do Brasil, conforme obriga a lei.

    Aí Lula o blindou Meirelles com a MP207, transformando o cargo de P. do BC em de ministro de Estado, arquivando seu processo na justiça comum. E toda a oposição se calou.

    Como Lula pode nomear e o Congresso aprovar, um sonegador corrupto para o cargo de Presidente do Banco Central?

    Por que o Congresso não cassou a MP207?

    Onde estavam os defensores da moral? e a oposição? E a imprensa (publicaram alguma coisinha só)?

    A resposta é uma só: PT, PSDB, Mídia, imprensa etc. são empregados do mesmo patrão: O Imperialismo Americano.

    O mensalão só estouraria porque cutucaram onça com vara curta.
    A onça se chamava Roberto Geferson.

    No próximo capítulo a segunda informação.

  2. Augusto Minervino Says:

    Proponho uma explicação mais realista ante a conspiração do Imperialismo Americano. Henrique Meirelles foi nomeado presidente do BC por Lula por uma razão muito humana – o MEDO. Medo do mercado e medo de alterar drasticamente os rumos da política macroeconômica BEM SUCESSIDA de FHC.
    O Mercado financeiro da qual milhões de pessoas tem uma verdadeira TARA por falar mal, sou eu, você e qualquer um que pode por exemplo comprar TÍTULOS PÚBLICOS por pouco mais de R$ 200,00 e com isso financiar as despesas do governo com educação, infraestrutura…. diferentemente é o que de fato o governo faz com este dinheiro arrecado no varejo.

  3. Francisco Santana Says:

    Segundo capítulo – Segunda informação.

    Para se entender Levy é necessário entender o que é o cargo de Presidente do Banco Central e um histórico dos principais Presidentes a partir do Plano Real é instrutivo.

    Quem foi o primeiro presidente do Banco Central do Plano Real?

    Pedro Malan. Quem foi Malan?

    Diretor Executivo junto ao Banco Mundial e Diretor Executivo junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento no período que vai de 1986 a 1993, é enviado pelo Banco Mundial e ou FMI para o Brasil em 1991 para cumprir duas tarefas dentro do Governo Collor , instalando-se dentro do Banco Central: Primeira – negociar a dívida brasileira que estava em moratória em termos do acordo Brady, vantajoso para os EUA e desvantajoso para o Brasil, concluído em abril de 1994; Segunda – fazer um plano econômico padrão do FMI ou seja com juros altos para endividar de novo o país, que seria depois o Plano Real.

    O Real foi apresentado em julho/1994 com Malan como Presidente do Banco Central (1993-1994) e Rubens Ricupero como Ministro da Fazenda (30 de março de 1994 – 6 de setembro de 1994). Entretanto foi Fernando Henrique que assinou a cédula de um real como Ministro da Fazenda quando já tinha se licenciado do cargo desde março de 1994. Crime de Falsidade Ideológica.

    O Plano Real já nasce portanto com a tara de um crime. Crime de falsidade ideológica cometido por FHC e Itamar.

    No governo de FHC, Malan sai do BC e vai para o Ministério da Fazenda. Enquanto no BC há uma rotatividade de presidentes de BC no primeiro mandato de FHC: Pérsio Arida, Gustavo Loyola, Gustavo Franco. Malan foi rebaixado ao passar de Presidente do BC para MF? Não É que na cultura de governança anterior ao Plano Real, o Ministro da fazenda era um cargo mais forte do que o o de Presidente do BC. O homem forte do Plano Real continuava a ser Malan e os presidentes temporários do BC, seus subordinados.

    Mas no formato padrão do FMI, o Banco Central está acima do Ministério da Fazenda. Cabe a Malan também fazer essa transição. No segundo mandato de FHC vem um segundo homem de estrita confiança do FMI, o serviçal de George Soros, Armínio Fraga para ocupar em caráter permanente o cargo de Presidente do Banco Central. E esse seria doravante o formato dos governos do Plano Real: No tôpo, o Presidente do Banco Central, logo abaixo o Ministro da Fazenda e por último o Presidente do país.

    Devido a essa transição, no segundo mandato de FHC o FMI teve dois representantes de estrita confiança sua, o Presidente do Banco Central e o Ministro da Fazenda. Veio a calhar pois em 1999 o Plano Real sofre um infarte (o segundo). E desta vez precisou de transfusão: um empréstimo ponte de emergência do FMI de 50 bilhões de dólares. É claro que o Brasil nem viu a cor do dinheiro, pois ele já saia antes de entrar, socorrendo os banqueiros que queriam tirar o seu dinheiro daqui.

    E quem é Armínio Fraga?

    No próximo capítulo virá a terceira informação.

  4. Francisco Santana Says:

    Respondendo ao Augusto Minervino

    Primeira desinformação: BEM SUCEDIDO – Em 8 anos de FHC o Brasil desabou do 8º lugar no ranking mundial para o 15º lugar. A infraestrutura toda sucateada e ou sobrecarregada. Inflação em 2002, 12%. Juros, dívida em 70% do PIB etc.

    Segunda desinformação: compra de título da dívida – Só os Dealers podem comprar os títulos da dívida no primeiro leilão. Os Dealers são um número seleto de bancos credenciados, que inclusive determinam na prática os juros sem atender o determinado pelo COPOM.

    Para você comprar tem que ter um corretor.

    Além disso qual a vantagem de se comprar títulos que depois é você que paga com os impostos?

  5. Francisco Santana Says:

    Continuando com as informações para se entnder o papel de Levy

    E quem é Armínio Fraga?

    CAPÍTULO III

    Terceira informação.

    Armínio Fraga tem dupla nacionalidade; na realidade vive mais a nacionalidade ianki do que a brasileira onde só vem a negócios.

    Quando no Senado perguntaram a ele porque ele ia deixar de ganhar 150.000 dólares nos EUA para vir ganhar um mísero salário de presidente do Banco Central, O Sr. Armínio respondeu cinicamente: “por amor a minha pátria.”

    Esqueceram de perguntar a ele”Qual das pátrias?”

    Na realidade, a pátria dele não é nem o Brasil e nem os EUA, é o dinheiro. E com certeza ele continuou a receber os 150.000 de lá pois ele estava aqui a serviço dos banqueiros.

    Além disso ele esteve aqui com Malan, sem alarde, no Banco Central em 1991 elaborando o Plano Real e em cargo mais baixo do que o de Presidente do Banco Central. Alguém acha que Armínio acostumado a ganhar 100 mil nos EUA viria ao Brasil para trabalhar como mero funcionário do Banco Central? Ou ele veio aqui como empregado dos banqueiros credores do Brasil? É muita ingenuidade ou desonestidade com o Brasil acreditar nessa história mirabolante.

    Em resumo o Sr. Armínio Fraga tem um currículo semelhante ao de Malan, cumpriu todos os estágios e exames probatórios de vendilhão da pátria tornando-se homem de absoluta confiança dos grandes banqueiros genocidas do grande Império Mundial, com um agravante, além de ter a nacionalidade americana tornou-se o pistoleiro de aluguel principal de George Soros, o pior chacal das finaças, para assassinar países da A. Latina. Vejamos alguns registros tirados da Internet:

    Em 1984, foi estagiário na Divisão de Finanças Internacionais da Reserva Federal -FED (e como fede), em Washington, D.C. 1

    Dois anos mais tarde, assumiu o cargo de vice-presidente do banco de investimentos Salomon Brothers em Wall Street. Durante os anos de 1991 e 1992, foi membro e diretor do Departamento de Assuntos Internacionais do Banco Central do Brasil.1 Em agosto de 1993, foi contratado como diretor da Soros Fund Management LLC (do magnata George Soros), em Nova York, onde permaneceu por 6 anos. Lá era responsável pelo gerenciamento de fundos de alto risco e de toda sorte de investimentos em países emergentes.

    Deixou a presidência do Banco Central em janeiro de 2003 e, alguns meses depois, em agosto, criou a Gávea Investimentos, empresa de gestão de patrimônio e DTV.

    Interessante que ninguém perguntou a ele como pode com o salário do Banco Central fundar um banco? O valor do Banco Gávea, era compatível com suas declarações de I. R. que fez durante o período que era Presidente do Banco Central? Curioso. Ibsen Pinheiro foi cassado porque comprou uma cabine dupla, segundo a Globo, incompatível com seu salário de Deputado Federal.

    Por outro lado a sua atuação pífia como gestor do Plano Real, acabou com o mito de que ele é o gênio do mal. Ele é só do mal. Eis os quesitos em quefo reprovado:

    INFLAÇÃO – Ele assumiu em 1999, com a inflação em 8,94%. Saiu em 2002 com inflação em 12,53 %. O PT pegou esse patamar e baixou aos poucos até 3,44% em 2006. Com a crise aumentou de novo e chegou a 5,91 em 2010. No governo Dilma oscilou em torno de 6% e em 2014 chegou a 6,41% e a GLOBO faz um terrorismo por isso. Há a previsão de superar os 8% em 2015, mas comparado com os 12, 53 % de Armínio é fichinha. Portanto Armínio é um farsante.

    JUROS DA SELIC – Armínio entra em 1999 e aumenta os juros da Selic para 46 %. e sai em 2002 com os juros em 25%. Com Meirelles os juros iniciam em 25% e são mantidos num patamr de 18 % no primeiro mandato de Lula e no segundo mandato baixa até 8,5%. Dilma baixa os juros até 7% mas depois pressionada pelos representantes dos banqueiros e pelos dealer’s aumenta novamente para 13 %, que comparados com os 45 % e 25 % de Armínio é uma pechincha. E Armínio quer voltar?

    DÍVIDA PÚBLICA – O governo FHC pegou a dívida brasileira em 20% do PIB e no fim de 1998 ela já estava em 40% do PIB. Armínio entra em 1999 e em 2002 entrega o país em 2002 com uma dívida maior do que 60% do PIB. No fim do governo Lula ela fica em 39% do PIB. Em 2013, com Dilma, estava em 33,6% do PIB. Resumo da evolução da dívida

    Evolução na era FHC – em valores nominais: +482%; em percentuais do PIB: +104,40%

    Evolução Lula/Dilma – em valores nominais: +82,26% em percentuais do PIB: -44,35%

    Em 2014 a dívida alcançou 34,5% do PIB. Os cálculos acima são para até 2013.

    Em percentuais do PIB houve uma diminuição da dívida no período Lula/Dilma. Há um sofisma no cálculo da dívida para favorecer os defensores do endividamento, mas a metodologia é a mesma para os dois períodos. ARMÍNIO FRAGA FOI REPROVADO TAMBÉM NESSE QUESITO.

    SUPERAVIT PRIMÁRIO – O único quesito que Armínio se saiu razoavelmente, ou seja o quesito vital para aumentar os lucros dos banqueiros e empobrecer os brasileiros. Nos quatro primeiros anos do Plano Real (FHC), o superavit primário foi negativo em dois anos e quase zero nos outros dois. Com Armínio Fraga ele ficou sempre acima de 3% chegando a quase 4% em 2002. A partir de 2003, Meirelles (Lula) conseguiu superavits acima de 4% até 2005 caindo para os patamares de Armínio (<4%) até 2008, ano da crise, caindo para abaixo de 3% e com Dilma chegou a abaixo de 2%.

    Portanto os que mais roubaram dinheiro do povo brasileiro para dar aos banqueiros foram Meirelles e Armínio Fraga, usando a arma de destruição em massa chamada SUPERAVIT PRIMÁRIO.

    RANKING DO PIB – FHC pegou o Brasil com o PIB no 8º lugar no ranking mundial e o entregou com o PIB no 15ºlugar. Esse é o quesito que não interessa muito aos banqueiros, a economia real que dá empregos e desenvolvimento; a eles só interessa os índices financeiros, que beneficiam os rentistas, os especuladores.

    No governo do PT o PIB cresceu do 15º Para o 6º (2011) e se mantém no 7º até hoje.

    O despencar do PIB no governo de FHC só para manter a paridade artificial do real com o dólar foi um dos maiores crimes contra a economia brasileira e um vale de lágrimas para os trabalhadores brasileiros. Além da destruição da infraestrutura brasileira, desemprego, fome, violência, recessão violenta, houve O pior crime que as pessoas não veem pois a imprensa não denuncia:

    A destruição de cérebros em todos os níveis. Um número significativo de engenheiros abandonaram a profissão para serem chofer de táxi, donos de restaurante etc., alunos abandonam o curso de engenharia civil que passa a ser uma profissão de segunda classe, pedreiros e outros operários especializados viraram camelôs etc. Quando a economia se recuperou em meados do governo do PT, faltava todo tipo de mão especializada, teve-se que se reconstruir tudo do zero.

    E esse Armínio Fraga, apátrida, corrupto, desonesto e incompetente ainda tem coragem de voltar ao Brasil, para participar de campanha eleitoral se passando por gato mestre, quando provou que só fez merda no governo de FHC? E ainda teve gente que votou no candidato dele, o Aécio?

  6. Francisco Santana Says:

    CAPÍTULO IV

    Alexandre Tombini – Presidente do Banco Central de Dilma.

    Tombini não tem um currículo tão diabólico e criminoso como os de Armínio, Malan e Meirelles, mas também não é nenhum santo. Além de dizerem que ele é discípulo fiel de Meirelles, ele fez também os estágios no FMI para obter seu brevê.

    Mas o que caracteriza ele como condestável do Plano Real são suas próprias palavras quando foi sabatinado pelo congresso. Em suma, ele afirmou que teria toda a autonomia e que a missão dele era manter o real valorizado e baixar a inflação. Ou seja a missão dele era manter a farsa do Plano Real. Tanto no padrão de controle do FMI, o comando na sua mão e o Ministro da fazenda em segundo plano como como no uso dos artifícios monetários para manter o real valorizado.

    Mas a crise internacional, que é muito feia, não deixou ele cumprir suas metas como queria. Vejamos:

    Dos 20 países do G-20, em 2013, apenas 5 tiveram superavit primário, entre eles o Brasil, os 15 restantes tiveram deficit primário. Foram eles: A. Saudita 8,3%; Itália 2,0%; Brasil 1,9%; Alemanha 1,8%; Turquia 1,3%. Vide site abaixo:

    https://brasilfatosedados.wordpress.com/2014/12/07/3047-superavit-primario-setor-publico-do-pib/

    Tirando a A. Saudita que é um caso a parte, o maior produtor de petróleo do mundo com uma população relativamente pequena, a Itália e o Brasil são os países que tiveram os maiores superavit primário do mundo em 2013.

    O Tombini fez portanto o possível. Comparando os superavit primário de Malan com os deTombini:

    Malan: 0,27%; -0,09%; -0,95%; 0,01% (1995-1998, FHC). Média = −0,19%. Vide site:

    http://www4.bcb.gov.br/gci/Focus/F20030225-Resultado%20Fiscal%20de%202002.pdf

    Tombini: 3,11%; 2,39%; 1,9%; -0,63%. Média = 1,69%. Dez a zero em Malan e Malan foi o principal elaborador do Plano Real.

    Já os dois últimos anos de Meirelles não alcançaram os ambiciosos superavit primários do FMI que é 4%. 2009 foi apenas 2% e 2010 foi 2,7%.

    Conclusão: os truques tecnocráticos do Real não funcionam na mais branda realidade adversa. Só funcionam na bonança.

    O primeiro mandato de Dilma portanto não foi nenhum desvio do Real por milimétrico que fosse esses desvio, foi uma continuidade do governo de Lula em situação de crise financeira violenta.

    Dois fatores dominaram o governo Dilma: a Crise financeira e os compromissos herdados do governo Lula como por exemplo, a copa da FIFA e as Olimpíadas, além da prioridade econômica de evitar a recessão, a crisofobia, parte de um plano dos EUA de conseguir um 3º mandato para Lula que falhou e Dilma que estava como falsa candidata ficou e foi eleita. Alguém acha que foi por acaso que deram ao Brasil uma copa e uma olimpíada ao mesmo tempo?

    A crise financeira colocou em cheque o modelo neoliberal que é a base do plano real no mundo e no Brasil. Três efeitos no governo de Dilma evidenciam isso:

    1) Não cumprimento do Superavit Primário.

    2) Início de mudança no padrão de comando do FMI: 1º, o presidente do Banco Central, 2º o Ministro da Fazenda, 3º. Nos dois primeiros anos prevaleceu essa hierarquia. Mas a partir já de meados do segundo, o ministro da fazenda, Mântega começa a se tornar proeminente.

    Isso não foi por vontade de Dilma ou de quem quer que fosse (créditos para Geraldo Vandré), mas porque a “ciência” neoliberal é uma fraude, um mero jogo contábil financeiro que absolutamente é impotente para resolver os graves problemas de economia política, uma ciência social e não matemática. Por isso em todo o mundo e não só no Brasil, os tecnocratas dos Bancos Centrais estão em baixa. E por isso o cargo de Ministro da Fazenda passa a ficar acima do do Presidente do Banco Central.

    Assim como Malan foi a transição do modelo tradicional (Ministro da Fazenda em cima) para o padrão FMI, Tombini foi a transição do padrão FMI para o modelo tradicional.

    E isso fica acentuado agora no segundo mandato de Dilma com Levy como Ministro da Fazenda e não como Presidente do Banco Central como foram, Armínio, Meirelles Tombini e Malan de 1993 a 1994 (governo Itamar).

  7. Francisco Santana Says:

    CAPÍTULO V (Último)

    O segundo mandato de Dilma é a efetivação da transição anunciada no primeiro.

    Já na campanha eleitoral, aparecem novidades nunca antes havida em eleições anteriores, particularmente nas eleições a partir do Plano Real (1994). Essas novidades, se por um lado, põem a nu certas relações de poder antes ocultas pela mídia da maioria da sociedade brasileira, mesmo a politizada, por outro lado, ela demonstra uma continuidade natural do modelo econômico em sua decadência cada vez maior.

    Algumas das novidades que o diferenciam dos mandatos anteriores do plano real:

    1) Os futuros condestáveis da economia, que de fato dirigirão a economia do país, caso o seu candidato ganhe, Levy, Armínio Fraga, Neca Setúbal, já são apresentado aos eleitores durante a campanha eleitoral e participam dela para valorizar ou não seus candidatos. Já Armínio (em 1999), Meirelles e Tombini tiveram seus nomes mantidos em segredo até o momento de serem indicados. Poucos sabem que Pedro Malan foi o primeiro Presidente do Banco Central do Plano Real (1993-1994); Em 1995 seria nomeado Ministro da Fazenda, como um desconhecido não previsto.

    Talvez a maioria não perceba, mas isso significa uma deterioração ou profanação do Plano Real: os deuses do Plano Real caem dos altares e se misturam com os mortais. Os banqueiros não podem mais se esconderem atrás das cortinas do Palco. É um indício, que a nossa imprensa esconde, do fim de um modelo econômico a nível mundial.

    É como essa aparição de futuros ministros da fazenda já nomeados por antecipação, antes mesmo do presidente ser eleito, fosse a ponta de um iceberg antes cuidadosamente escondido: o verdadeiro poder político-econômico que dirige de fato o Brasil, o cartel de banqueiros que indica quem são os condestáveis da economia brasileira permitidos, Levy, Neca e Armínio e cujos candidatos podem chegar ao segundo turno, para um ser eleito já e os outros serem projetados para eleições futuras. O presidente eleito obedecerá as decisões do condestável como se fossem suas e o Ministro dará satisfações aos banqueiros cotidianamente.

    Dá-se o desnudamento do verdadeiro esquema de poder no Brasil e no mundo, mas no momento de sua crise não só econômica, mas moral e política também.

    2) O padrão de gestão ou da hierarquia de poder do Plano Real é (ou já era): 1º – Presidente do Banco Central; 2º – Ministro da Fazenda; 3º – Presidente da República (no caso de regime presidencialista). Esse foi o padrão seguido desde 1999 até 2014. Mas agora, agora e desde a campanha eleitoral, os Condestáveis se apresentam como futuros Ministros da Fazenda. Isso é outro indício de debilidade do Plano Real. A matemática financeira que era o fundamento do plano real em substituição à economia política, mostra-se ineficaz e volta-se a economia política. Mas os condestáveis em questão, principalmente o Armínio são expertos em matemática financeira aptos para o cargo de Presidente do Banco Central e não de ministro da fazenda.

    Ou seja, trocaram os cargos mais os expertos continuam os de antes, do outro cargo. Botaram um tocador de violino(não estou dizendo que toca bem) para tocar piano. Isso só pode dar em merda.

    Esse é portanto o Levy. Mais um administrador designado pelos banqueiros para o Brasil, como foram Malan, Armínio, Meirelles e Tombini. A diferença foram as as mudanças, devido a contradições dialéticas, na economia imperialista mundial a qual está fortemente atrelada a economia brasileira pelo Plano Real.

    A diferença entre Levy e Arminio é que Levy (Dilma) representa a tentativa de se adaptar à conjuntura atual imperialista e Armínio(Aécio) representou a tentativa de se retroceder a conjunturas já ultrapassadas e condenadas. Imagine que Armínio prometia reduzir o salário mínimo e conseguir superavit primário de 4%. Ora, isso é impossível de se conseguir em qualquer parte do mundo. Em 2013, dos 20 países do G-20, apenas 5 conseguiram superavit primário, os demais tiveram deficit ou superavit negativo (o maior deficit foi o do Japão). E tirando a A. Saudita que é um caso fora do normal, o maior superavit foi o da Itália de 2% e o segundo maior foi o do Brasil, 1,9%. Os 1,1% de Levy é portanto uma uma tentativa com poucas esperanças. 4% só com a destruição total da economia brasileira, como Armínio a destruiu parcialmente em 1999-2002; ele recebeu o cargo com o PIB brasileiro no 10º lugar no ranking mundial e o deixou no 15º lugar; diminuiu a inflação só no ano2000, mas depois a inflação disparou de novo e em 2002 estava em 12,5%, a atual ainda está em 8,5%.

    Conclusões;

    1 – PT e PSDB são duas faces da mesma moeda, o Real.

    2 – O Plano Real teve 3 grandes períodos de turbulência. O primeiro no seu nascimento 1994-1995 quando a inflação chegou a 22% (Malan). O segundo 1999-2002, nesse a inflação começa em 9%, cai para 6% mas dispara de novo para 12% (Armínio). O terceiro com Dilma mas começa antes em 2008;a inflação tinha chegado em 2006(Lula) em 3% e a partir de2008 começa a oscilar em torno de 5% , a partir de 2010 em torno de 6% até 2013 e agora, 2015, está em 8,5%.

    3 – O plano Real teve 2 períodos de calmaria. O primeiro, de 1996-1998 (Malan), a inflação decresceu de 10% para 2% (1998), mas em compensação, grande recessão com o PIB caindo do 8º para o 10º no ranking mundial. O segundo de 2003-2008(Meirelles), a inflação cai de 12% para 3%, com desenvolvimento e distribuição de renda do meio para o pé da pirâmide, mas o topo da pirâmide continua intocável e mais rico.

    4 – As turbulências e calmarias do Plano Real se deram à revelia dos seus administradores mas exclusivamente devido principalmente às oscilações da economia mundial e às contradições entre as irracionalidades do seu modelo econômico com a políticas necessárias para manter o poder político na mão dos condestáveis do Plano Real.

    5 – Apesar de suas oscilações,contradições e turbulências, o plano real teve uma constante e coerente tendência: lucros cada vez maiores para os banqueiros, perda gradativa da soberania nacional, sucateamento gradativo de sua infraestrutura e do estado, perda total da já insuficiente independência científica e tecnológica.

    6 – Levy portanto é um dos condestáveis do Plano Real a serviço dos interesses dos banqueiros numa conjuntura desfavorável aos banqueiros e seu Plano Real.

    CONCLUSÃO FINAL:

    Atacar e xingar Levy e Dilma, sem construir um movimento pela auditoria cidadã da dívida como manda a constituição, sem pedir o fim do superavit primário, sem pedir o desmonte do Plano Real e outras bandeiras nacionalistas, é passar recibo de imbecil esférico.

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