Sem comer moscas

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Pepinos-nacionais-2015

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N.

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ós não somos agentes da Globo nem do PSDB.

Politizar é uma coisa, partidarizar é outra.

Politizando, temos que ser mais firmes e pedir o fim definitivo do famigerado superávit primário e que esses recursos que foram cortados tem que ser ressarcidos a partir da suspensão temporária dos pagamentos de dívida e não de venda de estatais ainda valiosas, como Dilma fez vendendo o poço de libra em passado recente.

Essa é uma politização coerente e honesta. Os cortes são motivados pela exigência de um superávit primário de 1,1%. Suspender os cortes significa fim do superávit primário ou procura recursos em outra área.

E a globo já iniciou a campanha de privatização do BB, da caixa e do restante das companhias hidrelétricas (as mais importantes). Apresentando como justificativa a obtenção de recursos de mais de 100 bi. Só que os juros da dívida só desse ano vão a mais de 200 bi. E no próximo ano?

Caso como consequência dessa politização e radicalização, Dilma caia, seus sucessores, Eduardo Cunha, PSDB ou quem quer que seja saberão que estarão com um pepino se não satisfizerem nossa reivindicação.

Caso ela não caia, ela saberá que temos uma consciência política muito mais consequente que uma simples reivindicação de dinheiro, como crianças pedindo doce. Ela vai ter que mudar a sua política neoliberal ou estará destruída politicamente.

Não se trata portanto de mudar as moscas mais de limpar a merda que é o plano real.

Francisco Santana
Prof. Aposentado da UFBA.

PEPINO--MACIONAIS-22………………………………………….

Em 5 de agosto de 2015 08:20, Fernando Conceicao <fernconc@ufba.br> escreveu:

Colegas, na linha do raciocínio do “por isso…”, como fizemos em outras épocas (de FHC, de Collor, de Sarney), é preciso politizar o debate e defender o Fora Dilma-Temer! entre as reivindicações da categoria.

f.c.

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As-Moscas-2015

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Caros(as) professores(as), estudantes, servidores(as), trabalhadores(as) terceirizados(as),

Estamos em uma semana de vital importância. Professores e servidores da UFBA estão em greve há quase 70 dias. Nesse período, a difícil situação pela qual a Universidade vem passando se agravou ainda mais.

Nesse momento:

  1. O déficit da UFBA, que em janeiro era de, aproximadamente, R$ 28 milhões, está projetado para mais de R$ 30 milhões ao fim deste ano. A Universidade tem em caixa menos de R$ 27 milhões, sendo a despesa mensal de custeio algo em torno de R$ 9 milhões – o que significa que não haverá mais nenhum centavo dentro de, no máximo, 3 meses;
  2. Resultados dessa situação são o cenário desolador dos trabalhadores terceirizados (que estão há três meses sem receber, em média, produzindo, além do mais, um quadro em que estaremos sem serviços básicos de limpeza, conservação, segurança, portaria e outro, dentro em breve), bem como a paralisação de todas as obras em curso, a falta de insumos, a falta de condições de trabalho e casos exemplares, como o corte de energia elétrica que se abateu sobre algumas unidades na última semana;

III. A Pós-Graduação está inviabilizada. Com os 75% de corte no custeio de toda a Pós no país, através dos programas PROAP e PROEX, repercutindo na UFBA numa drástica redução de R$ 4 milhões para pouco mais de R$ 1 milhão destinado à Pós-Graduação, todas as atividades de bancas, financiamento de pesquisa, financiamento de eventos e participações em eventos e muitas outras estão inviabilizadas. Até a participação dos Coordenadores de Pós nos Seminários de Acompanhamento da Avaliação quadrienal da CAPES está inviabilizada;

  1. A UFBA corre, sim, risco de fechamento. Mas essa situação não é exclusiva da UFBA; ela se abate sobre muitas outras IFES país a fora e reflete um corte que, só no orçamento do MEC, foi de R$ 9,4 bilhões no início do ano e agora é ainda R$ 1 bilhão maior, como divulgado na última semana (só para lembrar, ao longo de seis anos, foram investidos no REUNI cerca de R$ 9,8 bilhões; menos do que se corta da educação federal agora em um único ano). Isso sem contar os cortes em orçamentos de Ministérios com atividades conexas à Universidade (como no caso dos R$ 1,8 bilhões cortados do MC&T, que implicaram em mais de R$ 800 milhões retirados da CAPES, por exemplo).

POR ISSO, CONVOCAMOS TODXS! É PRECISO DEFENDER A UFBA! É PRECISO DEFENDER A UNIVERSIDADE PÚBLICA! É HORA DE NOS MOBILIZARMOS E OCUPARMOS A UNIVERSIDADE!

Venha participar das atividades do Dia de Mobilização em Defesa da UFBA, nesta quinta-feira, 06 de agosto, conforme a Programação abaixo!

Contamos com vocês!

DIA DE MOBILIZAÇÃO EM DEFESA DA UFBA: 06 DE AGOSTO

PROGRAMAÇÃO

08h00 – REITORIA

Café da manhã // Doação de alimentos

aos terceirizados

09h00 – REITORIA

Coletiva de Imprensa

10h00 – REITORIA

ATO EM DEFESA DA UFBA

[em conjunto com o Ato Nacional

“Abre as contas, Reitor” & ‪#‎dialogajanine]

Abraço Coletivo da Reitoria da UFBA //

Chuva de e-mails para o Ministro da Educação //

Twittaço #dialogajanine // Produção de vídeo “UFBAemGreve” //

Microfone aberto // Panfletagens

15h00 – PAF I // ONDINA

Plenária dos Programas de Pós-Graduação da UFBA

“Os cortes & o contexto da ciência e tecnologia na UFBA”

[com a presença da PROPG]

18h00 – PÇ. DAS ARTES // ONDINA

ATIVIDADE CULTURAL

Exibição de documentários – Ciência, sociedade & luta //

Apresentações musicais // Performances

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cartaz mobiliza ufba

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Uma resposta to “Sem comer moscas”

  1. osaciperere Says:

    Circulou na “debates-l”:
    ——————————

    Prezados/as colegas,

    O título da mensagem expressa minha posição em relação ao meu local de trabalho, de onde vem o meu pão de cada dia. Posto conquistado (por concurso) e mantido com meu tempo, minha vida, minha saúde e alegria. Sim, sou muito feliz como professora de uma universidade federal com traços singulares e história que deita raízes na sociedade, movida pelo desejo de ter uma instituição que se voltasse para o estado. Levou muito tempo como filha única da Bahia, agora são muitas públicas estaduais e federais. Ganhou o povo baiano em quantidade de instituições e está perdendo na qualidade, em função dos parcos financiamentos públicos.

    Muito do que nossa profissão exige, a UFBA não consegue atender, há muito tempo, a exemplo de amplo financiamento para pesquisa, extensão e mobilidade acadêmica dos docentes, quer seja para eventos ou formação. No meu caso, nunca consegui uma passagem para qualquer evento ou viagem acadêmica, que agora isto está proibido. O/A docente na universidade tem que ensinar, pesquisar e extensionar. Cada uma destas atividades é um mundo e tudo deve acontecer ao mesmo tempo. O quadro se complica quando falamos das condições físicas das unidades para o ensino. Na minha sala na Faced, não se pode instalar um aparelho de ar condicionado, porque há seis anos se aguarda a mudança do equipamento que aumente potência elétrica. Passarei mais este verão pós-greve, trabalhando e suando em bicas, como sempre. Há três anos ou mais, chegaram aparelhos de ar condicionado para serem instalados e estão apodrecendo.

    Desenvolvo projetos de extensão e projetos institucionais, tenho vinte bolsistas, três pesquisas e nenhum financiamento. Motivo pelo qual, não posso entrar no rol de pesquisadores. Esta é a cara da universidade hoje. O corte financeiro da Capes, que deixou reitores perplexos, não gerou rompimentos. Reclamar do governo sem questionar a destinação do dinheiro mediante as draconianas regras da agência, é fácil. Lutar pelo dinheiro canalizado pela capes, para as contas das universidades, sem intermediação ou condições prévias, ninguém se atreve. Ninguém reivindica o fim de avaliações punitivas da capes. Pelo fim da opressão produtiva na pós-graduação. Pelo direito de todo docente ensinar na pós-graduação e assim ampliar o número de programas para amplo atendimento da sociedade. O clube dos produtivos tem que acabar. Tem muita gente querendo estudar e não há vagas, por outro lado, existem centenas de professores doutores sem atuar na pós-graduação, ou posto para fora dela, porque a capes não avaliou bem.

    Enquanto isto na UFBA/FACED, não temos colégios para iniciação à docência. Fazemos um trabalho incompleto e sujeito às condições dos colégios públicos, todos com muitos limites físicos de recursos didáticos e feito em pouquíssimas horas descumprindo o que determina a legislação. É constrangedor trabalhar em instituições cujas direções prendem livros, equipamentos, fecham laboratórios. Me pergunto como e quem estou formando, em resposta o silêncio, discentes passivos docentes calados.

    O que trouxe a UFBA até os setenta anos, foi seu projeto ser uma instituição reconhecida nacional e internacionalmente, ser regional e socialmente referenciada, de ensino, pesquisa e extensão. A sua marca registrada é a falta de muros e seus portões abertos para a cidade e a sociedade. Seus docentes, discentes e técnicos projetam-se permanentemente na sociedade baiana. Da UFBA saíram inúmeros dirigentes públicos, empresários, políticos, expressões artísticas e científicas, não tem contado com muita gente, porque não foi devidamente convocada. É hora de defender a UFBA, chame gente. Esta defesa inclui autonomia, reconquistar o direito de dirigir os nossos destinos, assim como conseguiram os docentes das estaduais em greve. Agora é a UFBA, agora é a educação pública, agora é UFBA, IFBA, UEBA, contra o corte de verbas para a educação.

    Participarei do Ato em Defesa da UFBA, porque a Oposição que cuida de nossa greve, teve uma postura muito lúcida em sair desta falsa disputa Andes x proifes, focalizando a atenção na UFBA, um bom sinal para caminharmos juntos.

    TODOS LÁ, EM APOIO À UFBA.
    [Maria Inês Correa Marques – FACED/UFBA]

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