Vontade da maioria

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cap o 14 8.

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s ingênuos costumam dizer que “vontade da maioria só é ruim quando não somos maioria”, como se as relações no real fossem simples assim.

Nas eleições da APUB, por exemplo, as denúncias do uso da máquina contra da direção da entidade para favorecer seus candidatos, não costumam ser levadas a sério, dando margem a manipulações diversas com a certeza da impunidade que virou regra geral. Alguém ainda tem lembrança do plebiscito que manipulou o desligamento da APUB do ANDES-SN? O que deu a vitória por três vezes do Prof. Francisco Santana na Justiça? Simplesmente, a direção proificista da Apub se valeu dos recursos fianceiros do associado para recorrer. Alguém sabe em que gaveta da Justiça está o processo? (Leia mais AQUI).

Quem mais recorda dessas coisas? Quem lembra que agora os vitoriosos da Chapa 1 são a continuidade do grupo cuja presidente foi destituída pela Assembleia dos Docentes da UFBA, durante a greve de 2012 por traição à categoria? O que foi feito daquela “maioria” presente naquela plenária que não foi respeitada?

Para os esquecidos, o vídeo abaixo pode ajudar.

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Rigorosamente, uma grande parte dos docentes da UFBA não se envolve com as questões sindicais. Por razões diversas. Da mesma maneira, os docentes aposentados. Dessa forma, a direção da APUB usa dos meios de comunicação que dispõe para contar a história que lhe apraz, sem dar à oposição o direito a uma relação simétrica do uso desses meios. Conforme já denunciamos publicamente, a truculenta diretoria nega-se a fornecer aos adversários sequer o endereço dos associados. O fato de os professores não se interessarem pelas questões sindicais, dá margem a que a direção recrute jovens, mediante pagamento, para tomarem conta das urnas. Além desses jovens não estarem inteirados do processo, talvez por isso mesmo as manipulações dos partidários da APUB proifense se tornam mais frequentes e de difícil comprovação. Sem falar que quem paga a orquestra (ou tem o poder de assinar o cheque ou coisa que o valha) escolhe a música…

As pessoas mais críticas sabem que o discurso que evoca “a maioria”, pode ser meramente retórico. Seria o caso de perguntar se a maioria do povo brasileiro quer perder direitos conforme a aprovação da PEC 55,  que sinaliza já no horizonte das próximas décadas… E tudo isso é decidido pelos representantes do povo, “eleitos democraticamente”. De toda forma, os “vitoriosos” do ano tornam-se conhecidos neste final de período – para o bem ou para o mal. Faltou alguém mais na galeria?

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Não esquecemos não, prefeito. O Sr. é do bloco, mas não é do Ano Domini de 2016…


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