A lógica das medalhas olímpicas

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estratificação olímpica 2016

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cap-nn.

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os primórdios da humanidade, comandava quem tinha a força bruta. Ao longo do tempo, a força bruta foi substituída astuta e convenientemente pela “vontade de Deus”. Coincidentemente, Deus só escolhia quem tinha o poder das armas. Depois, Deus continuou escolhendo os que tinham o poder de arranjar padrinhos para financiar campanhas milionárias sem as quais as urnas jamais manifestavam suas vontades, pois a escolha de quem mandava se deu pela “vontade das urnas”, na festa da democracia burguesa, com a “leveza” que só o Estado burguês e sua ordem jurídica podiam oferecer.

Os que são chegados à reflexão, certamente, vão encontrar analogias interessantes entre os que conquistam o ouro olímpico dos cargos eletivos e os que faturam medalhas reluzentes trombeteadas pela Globo e suas concorrentes igualmente defensoras da ordem burguesa.

Para completar, os livros de autoajuda vão prescrever o esforço pessoal e a determinação de quem almeja “chegar lá”.

No final, caso o “sucesso”, não venha, a responsabilidade e a culpa vão recair nos ombros de quem não se esforçou o bastante…

Tudo tem sido muito bem costurado desde muito. Gregos e romanos já investiam no pão, no circo, nos combates de entretenimento e no pódio. A fórmula vem dando certo, com os devidos cortes e acréscimos.

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Muito já se fez para esquematizar a estratificação social ao longo do tempo:

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ESTRATIFICAÇÃ O2.png

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estrutura-e-estratificao-social-4-638

 


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