Blindar o governo ou o trabalhador?

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H.

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á quem diga que, em outros carnavais, fazer greve era bem mais fácil, pois o alvo era sempre o governo. Isso de FHC para baixo. Até o dito cujo, isto é, de 1980 a 2000, participei de 12 greves. A saber: 1980,1981, 1982, 1984, 1985, 1987, 1989, 1991, 1993, 1994, 1998 e 2000. A que teve a menor duração foi a de 1981, que durou apenas 20 dias. A mais demorada, até então, foi a de 2001, com duração de 108 dias.

A partir do momento em que Lula assumiu o poder, o cenário ficou muito mais difícil. Coincidiu (coincidiu?) com o reitorado do Prof. Naomar de Almeida Filho (ligado ao PT) e com a diretoria de DNA proificista da APUB (PT/PCdoB). Dessa infausta Era em diante, a categoria não mais de entendeu. A entidade sindical dos docentes transformou-se ora em correia de transmissão da Casa Grande local, ora do Palácio Federal – conforme o saci costuma dominar a Reitoria da UFBA e o Palácio do Planalto. Com isso, a “esquerda” da academia “endireitou-se”. Para ser justo, melhor dizer boa parte dela.

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Ao editar uns registros das AGs em vídeo, o meu amigo de gorro vermelho piscou pra mim, deu uma baforada no seu pito fedorento e chutou para gol:

– Impressiona, chefia,  o esforço que seus valorosos colegas fazem para dar sentido a seus discursos, cujas orações dançam bêbadas entre verbos fugidios desprovidos de qualquer apoio da dialética do concreto… Parece que as frases, qual alazão fogoso, passam a ter vontade própria e teimam em contrariar o que pensam organizar os seus autores e atores dessa grande ópera bufa! Ah! Léxicos voluntariosos!

 

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