Estratificação carnavalesca

.

PIRÂMIDE P

.

pcap.

ara o Saci, desde cedo os humanos assimilam uma miríade de códigos sociais. Entre eles, os código do poder. Na nossa cultura, sair num bloco de corda em Salvador, ou sair de pipoca, pode indiciar o volume da conta bancária do folião. Ou a ausência dela.

O “pode indiciar” negritado acima corre por conta de alguém querer passar pelo que não é, com o propósito de iludir outrem, sabe Deus a razão… Portanto, em condições normais de temperatura e pressão – CNTP -, como dizem os colegas do Prof. José Roque (IQUI/UFBA) a máxima é válida: “Diga-me o teu bloco ou camarote e eu te direi quem és financeiramente”. Ou ainda “Por quem pretendes passar”.

Por falar no prof. Roque, essas reflexões entraram em erupção a partir das ponderações do sempre casto docente aludido, que assim se manifestou na “debates-l”, da UFBA:

Aqui o carnaval é opcional: tem camarote, tem trio com corda, tem trio sem corda, blocos e fanfarras gratuitas. Tem cerveja exclusiva, mas você poderá levar a sua preferida para a rua. Ou seja aqui o povão escolhe o que cabe fora bolso.

Pois bem, o que foi visto com candura pelo Prof. Roque como sinônimo de uma pólis perfeita  e sem conflito, foi recebido de forma maliciosa pelo pestinha de gorro vermelho e pito.

– Taí, chefia, a prova cabal da estratificação social do Carnaval de Salvador. Fazendo uns poucos ajustes na categorização que o Prof. Roque tentou elaborar, tem-se uma bela e colorida pirâmide humana, em forma de pódio.

 

Anúncios

%d blogueiros gostam disto: