Gordinhos não podem amar…

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Para o Saci, como nas histórias TV, os gordinhos não podem amar. São apenas personagens secundários para carregar pianos, jaquetas ou outros bagulhos...

Para o Saci, como nas histórias da TV, os gordinhos não podem amar. São apenas personagens secundários para carregar jaquetas, pianos ou outros bagulhos desse mundo de meu Deus…

A editora do desenhista Maurício de Souza é parceira do governo na prevenção do uso de álcool e outras drogas.

A editora do desenhista Maurício de Souza é parceira do governo na prevenção do uso de álcool e outras drogas.

F.

oi o Saci quem me chamou a atenção. Mal entrou e já foi jogando sobre o teclado do meu computador umas revistinhas de propaganda do governo federal, assinadas pelo empresário-desenhista Maurício de Souza.

– Você já reparou, chefia? Não há novelas contando a história de amor vivida por um gordinho ou uma gordinha. Parece que é regra. Se tem acima de cinquenta quilos, ou faz papel secundário ou vai faze humor escrachado…

– É interessante a sua observação, Saci. E a coisa é de tal forma que naturalizamos essa espécie de “eugenia”, pois já estamos condicionados aos estereótipos impostos.

– Pois é. A Indústria Cultural elegeu como cânone de protagonista os esbeltos, os jovens, os ricos e os brancos. Para não dar muito na pinta, às vezes disfarça e coloca um negro num papel mais importante. Outras vezes, até escolhe alguém de perfil grego para fazer o papel de vilão. Mas no fundo, no fundo, são pinçados os que têm porte de deuses e deusas do Olimpo grego.

Concordei com ele. Os anúncios comerciais, as novelas, os filmes e as revistas de moda elegiam um padrão e fim de papo. E ai de quem não se enquadrasse nele.

E não são só os anúncios, as novelas e os filmes. Veja como as histórias em quadrinhos seguem a mesma trilha.

Não tive como deixar de pensar nos gordinhos, nos desdentados, nos barrigudos, nos fisicamente “não enquadrados” – impedidos de serem felizes como são. Num mundo onde impera a corpolatria, o culto ao corpo – com o disfarce do “bem estar” físico para vender cosméticos e afins -, eles serão sempre cidadãos de segunda categoria.

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Para o Saci, a versatilidade do desenhista-empresário Maurício de Souza o faz trilhar com desenvoltura tanto pelos caminhos das multinacionais como pelos corredores do Ministério da Justiça. – Como se vê – conclui ele – a Arte tem múltiplas funções…

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