Leandro Konder

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konderLeandro Konder está morto! – Viva Leandro Konder!

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Uma resposta to “Leandro Konder”

  1. Francisco Santana Says:

    HOMENAGEM A LEANDRO KONDER

    DILMA E MARX

    A melhor homenagem que eu poderia fazer a um marxista seria tentar vincular a conjuntura mundial e seu reflexo no Brasil e nas eleições de 2014 com declarações de Marx que continuam atuais.

    Dilma e o BRICS – Quem votou nessas eleições sem pesquisar as posições dos candidatos com relação ao BRICS, principalmente, e temas a ele relacionados, como independência do BC, votou no escuro. Felizmente a maioria acertou. Pulamos uma fogueira.

    O B de BRICS significa Brasil. A sua criação começa no governo Lula circunstancialmente fruto das contradições do governo dos EUA e se consolida no governo de Dilma, principalmente na reunião de fortaleza quando são decididos que a presidência do Banco do Brics ficará com a Índia e a presidência do conselho do Banco ficará com o Brasil. A sede do Banco ficará na China.

    Em resumo o BRICS é uma reação de autodefesa fruto da atual crise do imperialismo que entrou numa estagnação da qual não parece fácil sair. Com essa crise, o imperialismo passa agora a olhar o terceiro mundo, principalmente o hemisfério sul, mas com olhos de guerra, como sempre, guerra essa que pode se alastrar contra os países do Hinterland (Rimland) que não querem se prejudicar com a crise mais do que o tolerável, ameaça essa que fatalmente vai se juntar à dos Heartland já vítima de guerras quentes e frias desde 1917.

    Então uma facção do Hinterland que se sente ameaçada juntamente com o Heartland dirigem seu olhar, e são olhos de paz, também para o hemisfério sul e o Brasil responde a esse olhar.

    Parece que finalmente vai ser colocado para o mundo, torçamos para que isso aconteça, uma opção de paz em contra ponto ao único projeto existente hoje, de guerra, do complexo industrial americano. Antes, o contra ponto de paz era exercido pela URSS e seus satélites, mas num mundo excessivamente polarizado ideologicamente, era sempre colocado como suspeito.

    É um movimento semelhante ao da Conferência de Cancún, dos países do terceiro mundo, com a diferença de que a China de hoje não é a China da década de 60, nem a Índia, nem o Brasil. Os EUA implodiram o movimento do terceiro mundo com uma série de golpes, cujo o da Indonésia foi o mais cruento, um milhão de assassinatos com arma branca em um ano. Argentina e Chile foram fichinhas.

    Mas voltemos ao BRICS. Se os EUA já implodiram o movimento do terceiro mundo, o Heartland comunista e submeteram a Europa, mesmo com o euro, é claro que não vão deixar barato a Criação do BRICS e nem de seu Banco. Mas o BRICS tem uma característica fundamental; eles em conjunto são auto suficientes em energia e minérios, em PIB, serão em 2015 superiores a EUA e Europa juntos ou seja, o G7 sem o Japão e são a maior área e maior população do mundo.

    Quanto a questão tecnológica, além da Índia e China já terem muitos avanços, Putin já encaminhou vários projetos junto aos cientistas e tecnólogos Russos para tornar o BRICS autossuficiente em tecnologia, principalmente de comunicação em futuro próximo. E por fim são os EUA que estão acelerando esse processo forçando esses países a dotarem um economia de guerra. E os motivos para justificar uma economia de guerra nos EUA e seus aliados são pífios e já esgotados.

    O BRICS tem uma proposta de paz.

    Nessa conjuntura o Brasil tem um grande papel, não pelo pré-sal e seus minérios, além de produção agro-pecuária, ele é o líder natural da A. do Sul além de poder fazer uma grande aproximação com a África Central.

    Sobre BRICS ver o link abaixo que está em inglês:

    http://rt.com/op-edge/201563-time-new-world-order/

    Os dois linksabaixo funcionam como uma tradução do link acima:
    http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=389044eeec2af6efde63f976f80a8c1f&cod=14560

    http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=cc1d70ad9d0ce820738dc9ffc4053a76&cod=14533

    Sobre a reação previsível de Washington ver o link abaixo:

    http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=a90d826cba0c19f753c6273448ccaf0c&cod=14561

    Mais BRICS:

    http://jornalggn.com.br/noticia/a-forca-dos-brics-no-encontro-do-g20
    http://www.cartacapital.com.br/internacional/quem-tem-medo-do-brics-1522.html

    O BRICS e as eleições brasileiras e como surgiu Marina; vide links abaixo:

    http://portugues.larouchepub.com/Boletins/2014/0911-marina_silva.html
    http://opensadordaaldeia.blogspot.com.br/2014/09/brics-pre-sal-retomada-da-hegemonia-na.html
    https://www.brasil247.com/pt/247/artigos/151880/Marina-abre-o-jogo-e-diz-a-que-veio.htm

    Por isso o terceiro turno. O Terceiro turno não é uma mera revanche de um candidato derrotado nem uma oposição querendo explorar a moralidade para planos futuros eleitoreiros. Mas uma reação de Washington usando todo o poder que tem sobre a mídia brasileira e internacional para intimidar a Presidente do Brasil no encontro do G -20.

    Mas Dilma não me decepcionou. Valeu o meu voto.

    E o que tem Marx a ver com BRICS? Tudo. Escolhí três textos de Marx, um de Marx e Engels e outro de Engels, para ilustrar isso. Numerei-os de 1 a 5, sendo que o 4 é um acréscimo do 3 feito pelo Historiador inglês Palme Dutt.

    O texto básico é o 3) (Marx: Carta de Londres, de 31 de janeiro de1850)”. Mas eu prefiro usar o 1) (Marx: Carta a Engels, Londres, a 8 de outubro de 1858).” acrescido do 2) (Engels: Carta a Sorge, 10 de novembro de 1894). Pois dizem a mesma coisa dos demais três de modo mais conciso.

    Nesses textos Marx faz, entre outras, a afirmação profética de que os EUA e tornariam a potência líder do mercado mundial capitalista criado pela expansão da sociedade capitalista e que uma revolução socialista iminente na Europa poderia ser esmagada pela força dessa sociedade capitalista em expansão no mundo. Leiam o texto para uma interpretação melhor do que a minha.

    Mas o que interessa aqui não é o fenomenológico, o cumprimento da profecia de Marx visível nos eventos, EUA líder, criação do mercado mundial, Revolução socialista de 1917 e sua dissolução 70 anos depois. Além do despertar da China. O que devemos captar aqui são as leis econômicas, as relações de causa e efeito, que determinam esse movimento da sociedade capitalista que Marx captou tão bem, pois esse movimento ainda não se concluiu pois ficou limitado ao hemisfério norte da Terra. O Hemisfério Sul ficou ignorado.

    Nos 5 textos citados Marx se detém na infraestrutura, salvo no 5) onde ele aborda o problema político. Como se é sabido pelos textos marxistas a superestrutura acompanha o movimento da infraestrutura em descompasso, em contradição com ela, então observando a história verifica-se justamente isso.

    Marx diz: A tarefa especial da sociedade burguesa é o estabelecimento do mercado mundial e mostra as evidências disso. Depois de Marx essas evidências aumentaram. Em 1900 os EUA já eram o maior produtor de aço do mundo e parecia que tudo iria acontecer harmonicamente tangido pela economia, mas…

    As potências imperialistas tinham outros planos que redundaram na 1ª guerra mundial. Esse movimento político das potências imperialistas tiveram o efeito de freio no movimento natural da economia. Criou-se um caos de liderança na política mundial na tentativa vã de impedir os EUA galgarem aos poucos seu lugar de líder natural.

    Mas ao mesmo tempo surgiu um imprevisto: a revolução de 1917 onde menos eles esperavam, no Império Russo. Isso causou uma reação violenta dos países imperialistas que contribuiu mais ainda para um freio no desenvolvimento livre das forças produtivas na Europa. Ditaduras de todos os tipos surgiram, na Romênia , na Hungria, Portugal, Espanha, Itália, Grécia, com um retorno a Idade Média. É bem verdade que em alguns desses países houve crescimento industrial visando uma santa cruzada contra a URSS recém-criada, uma nova guerra.

    Mas como disse antes, há um descompasso entre o movimento da infraestrutura e o da superestrutura. E o capitalismo continuou se expandindo pelo mundo apesar dessa puxada de freio de mão. Essa expansão provocou revolta em colônias (previsto também por Marx, mas não dá para falar aqui) e além disso houve uma revolução científica sem proporções a partir do fim do século XIX, comparada com a revolução industrial. Nos mais diversos ramos da ciência e da técnica houve uma verdadeira febre de descobertas e isso contaminou a sociedade a revelia dos governos reacionários. O moderno, o novo passou a ser a palavra de ordem e isso refletiria nas artes em geral e até no dia a dia do consumo e do lazer da sociedade.

    Mas os governos imperialistas tinham outro plano, outra guerra. Em geral, os governos imperialistas corrigem os desastres de uma guerra anterior com uma nova guerra.

    A segunda guerra deu aos EUA finalmente o seu lugar de lider da sociedade capitalista mundial, com dezenas de anos de atraso e com um agravante, com o perfil imperialista, dominado pelo complexo industrial militar e com a missão inacabada do velho imperialismo de destruir a URSS.

    Mas dessa vez tinham desistido, apesar de terem a bomba atômica, de um confronto direto, pois a batalha de Estalinegrado e a tomada de Berlim pelo exército vermelho tinham lhe ensinado algo. Optaram pelo cerco pelo Hinterland, o velho cordão sanitário proposto por Churchil quando ainda não era Primeiro Ministro, depois por Hitler e Ribentropp e novamente pelas potências ocidentais.

    O Hinterland, hoje modernamente chamado Rimland, nada é do que o cinturão de países que vão desde o Mar Báltico cercando a URSS com bases nucleares, até o Japão. Evidentemente alguns países não permitem as bases americanas mas se aliam aos EUA no cerco econômico contra a URSS e nas votações da ONU. Com o colapso da URSS, o cinturão se apertou mais ainda.
    Não foi bem entendido a aliança rápida como amor a primeira vista feita por Nixon e Mao. Mao era o comunista mais radical da época e Nixon o anticomunista mais radical dos últimos governos americanos. Como poderam se entender? Do lado americano se explica pois, a China era a última parte do muro do Rimland, que completava o cerco contra a URSS. E assim a China obteve o seu lugar privilegiado no conselho de segurança da ONU como membro permanente e passou a apoiar fielmente a política imperialista americana. Os acordos econômicos são consequências e não causa; aqui o político ou geopolítico se adiantou ao econômico.

    Mas como previu Engels em 2), a China se tornou uma potência econômica só superada pelos EUA e se torna seu rival, não mais aliado. Com o colapso da URSS, os EUA se vêm tentados a adotar a geopolítica do assalto ao Heartland e não mais a do Rimland. Aliás antes mesmo do colapso da URSS, Carter, aconselhado por Zbigniew K. Brzezinski, ensaiou um assalto ao Heartland. E com a crise atual os EUA não se sentem só tentados mas premidos.

    Mas China e Índia se sentem ameaçado com essa geopolítica americana, pois a sobrevivência de suas economias dependem e muito de Petróleo e Gás. E assim elas se juntam à Rússia, a diretamente ameaçada e procuram uma estratégia de enfrentamento aos EUA e seus olhos vêm o Brasil outro grande fornecedor de matérias-primas e alimentos e Dilma topa o acordo.

    E eis o BRICS. Marx e Engels previram até o colapso da URSS e a ameça Chinesa. Mas como disse no início, o importante não é o fenomenológico, mas a essência do movimento que resultou no fenomenológico. A característica expansionista e pedradora do capitalismo. Baseado nela previu até o esgotamento do espaço do Hemisfério Norte.

    E agora o Hemisfério Sul. Marx na época fez algumas previsões sobre libertações de colônias do Hemisfério Sul. Sobre o Brasil só me lembro de Marx ter dito que, “ todo o ouro extraído do Brasil não pagou o custo para produzí-lo”. Mas com certeza quem conheceu o Brasil antes de 1930, sabe que o centro desenvolvido da América do Sul era Buenos Aires. É lógico que esgotado o espaço no Hemisfério Norte, o capital voltar-se-á para o Hemisfério Sul, baseado na mesma lógica, exploração de mais valia. Mas agora temos duas propostas, a de guerra dos EUA e seus lacaios e a de paz do BRICS.

    Obs.: Eu deixei de propósito, o texto de Marx 1882 em último lugar, o 5). Pois em minha avaliação, A Rússia de de Marx de 1882 não é a da revolução, que “estará arriscada a ser esmagada” do texto de Marx de 1858. Não é nem mesmo a Rússia de 1917. A Rússia de Marx de 1882 é o produto de uma conjuntura circunstancial, não duradoura, produto do desmoronamento da estrutura medieval do Império Russo associado à ascensão do populismo. A Rússia de 1917 corresponde a outra conjuntura produzida pela política de força e guerra das potências imperialistas; uma Rússia internacionalizada pela força da 1ª grande guerra. Foi portanto uma grande coincidência.

    As profecias de longo prazo são mais fáceis de ocorrer do que as de curto prazo pois estas estão baseadas em conjunturas passageiras enquanto as primeiras em princípios mais gerais que sobrevivem ao tempo.

    Mas o que acontecerá com o Brasil? O terceiro turno está a todo o vapor e como disse não é surgido de questões internas mas uma grande pressão internacional via os já conhecidos think tanks e o contrle dos meios de comunicação. Haverá o impeachment? Dilma recuará na sua proposta do BRICS?

    Com a palavra os marxistas e os anti-marxistas. Eu nem sou marxista, nem eu nem Marx.

    MARX DISSE:

    1) “Não podemos negar que a sociedade burguesa está revivendo, pela segunda vez, o seu século XVI – um século XVI que, espero, será o dobre de finados da sociedade burguesa, tal como o primeiro foi um repicar festivo. A tarefa especial da sociedade burguesa é o estabelecimento do mercado mundial, pelo menos nas suas linhas gerais, e de uma produção baseada nesse mercado mundial. Como o mundo é redondo, isto parece ter sido completado pela colonização da Califórnia e da Austrália e a abertura do comércio internacional da China e Do Japão. A questão difícil para nós é esta: a revolução está iminente, no continente, e tomará logo um caráter socialista. E não estará arriscada a ser esmagada, neste pequeno recanto, já que num território muito mais vasto, o movimento da sociedade burguesa está ainda em expansão?” “(Marx: Carta a Engels, Londres, a 8 de outubro de 1858).”

    2) “A conquista da China pelo capitalismo produzirá, ao mesmo tempo, o impulso para aniquilar o capitalismo na Europa e na América.” “(Engels: Carta a Sorge, 10 de novembro de 1894).”

    3) “Tratemos agora da América. O fato mais importante que se desenrolou aí, ainda mais importante que a Revolução de Fevereiro de 1848, foi a descoberta de minas de ouro na Califórnia…O mercado mundial está, pela segunda vez, tomando um novo rumo; o que Tiro, Cartago e Alexandria foram em tempos remotos, Gênova e Veneza na idade média, Londres e Liverpool, até agora, centro do mercado mundial, hoje Nova Yorque e São Francisco estão passando a ser. O centro de gravidade das comunicações internacionais, que foi a Itália medieval e a Inglaterra, em tempos mais recentes, é hoje a metade meridional do continente norte-americano… Nessas circunstâncias, o oceano Pacífica representará o mesmo papel que o Atlântico tem hoje e que o Mediterrâneo tinha, antigamente: o papel de chave das comunicações marítimas mundiais; e o Mediterrâneo juntamente com o Atlântico passarão ao papel de mares interiores. A única possibilidade que os países civilizados europeus têm, nessas circunstância, de não cair na dependência industrial, comercial e plítica, como a Itália, Espanha e Portugal, reside numa revolução social que, enquanto ainda for tempo, transformaria os meios de produção e transporte, segundo as necessidade das modernas forças de produção, e, assim, tornaria possívelo desenvolvimento de novas forças produtivas que poderiam manter a superioridade da moderna indústria européia e equilibrar as vantagens da posição geográfica.” “(Marx: Carta de Londres, de 31 de janeiro de1850)”.

    4) Foi nessa mesma carta que Marx apresentou a sua famosa profecia de que a reação ocidental, fugindo diante do avanço dos povos, até que não lhe restar outra saída que bater às portas da China, talvez encontrasse inscrita na Grande Muralha a legenda: “República da China: Liberdade, Igualdade, Fraternidade.” (Palme Dutt)

    5) “Dessa vez, a revolução começará no Leste, até aqui, baluarte inviolável e exército de reserva da contra-revolução”. “(Marx: Carta a Sorge, 27 de setembro de 1877).”

    “E agora a Rússia! Durante as revoluções de 1848 e 1849, os príncipes e os burgueses europeus encontraram a sua única salvação do proletariado, que então começava a despertar, na intervenção rusa. Otzar foi proclamado chefe da reação européia. Hoje é prisioneiro de guerra da revolução, em gatchina, e a Rússia colocou-se na vanguarda da ação revolucionária na Europa”. (Marx e Engels; 1882, Prefácio à edição russa do Manifesto Comunista).”

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