Lula, um Hitler cafajeste

Lutler.

Lula, um Hitler cafajeste

 

Francisco Santana

E (3).

.

ssa mensagem é a continuação da mensagem minha de 17 de novembro de 2013 09:40 e que causou reações passionais. Não pude dar continuidade imediata ao debate, porque surgiram outras prioridades nos meus afazeres e na minha caixa de saída.

Os anexos citados e outros complementares enviarei depois em mensagens sucessivas para não cansar os interessados pois o texto abaixo é muito longo, mas necessário.

Vou provar que a similaridade de Hitler com Lula não, é uma afirmação gratuita, mas uma analogia perfeita, apesar das diferenças de contexto histórico. E provarei em altos termos políticos.

Mas antes preciso explicar o que é fascismo ou pelo menos a minha versão de fascismo, pois acho que um grande número de pessoas confunde fascismo com ditadura de direita. Nem toda ditadura de direita é fascista e nem todo regime fascista tem a forma institucional de ditadura aberta.

Segundo Palmiro Togliatti o fascismo não foi sempre ditatorial, ele foi liberal de 1919 até 1925 e daí em diante ditatorial. Além disso o fascismo é sobretudo um movimento, que poderá desembocar em um regime ( fascista), ou não. O que caracteriza o fascismo é o processo de unir amplas massas para se chegar ao poder por vias aparentemente legais. Tanto Mussolini como Hitler chegaram ao poder pela via legal, embora usando o terrorismo como argumento.

Nesse sentido, o franquismo e o salazarismo não foram movimentos fascistas no sentido restrito da palavra, mas ditaduras de direita violentas, medievais católicas. Só tem sentido incluí-las como fascistas por pertencerem na época a uma constelação de ditaduras de direita que se aliaram com o nazi-fascismo Alemão e Italiano, num movimento internacional de destruição do comunismo pela violência.

Um caso típico de fascismo sob um regime formalmente democrático é o caso brasileiro. Vivemos num regime fascista há pelo menos 18 anos e os luminares da ciência política da USP, UNICAMP, UFRJ, etc., não só não se aperceberam como colaboraram e ainda colaboram, como  Florestan Fernandes (este, ainda que com muitos méritos, cometeu também graves equívocos), Weffort, Marilena Chauí entre outros. Vivemos 8 anos com Von Papen (FHC) e 11 anos com Hitler e Rudolf Hess (Lula e Dilma). Já Dirceu teve melhor sorte do que o símbolo da corrupção nazista, Göring. Este foi julgado pelo tribunal de Nuremberg, enquanto Dirceu foi julgado por brandas leis brasileiras.

O controle da sociedade pelo fascismo num regime pseudo democrático é feito pela corrupção e pelo controle das comunicações, principalmente a mídia. Isso não impede que não tenham uma ajuda valiosa de órgãos tipicamente nazistas, tipo Gestapo, SS, como são os órgãos remanescentes da ditadura brasileira, como SNI (ABIN), PF e agora a denunciada por Romeu Tuma Jr., a Secretaria Nacional de Justiça (A Secretaria Nacional de Justiça é um posto estratégico no organograma de poder em Brasília. Os arquivos do órgão guardam informações confidenciais de outros países, listas de contas bancárias de investigados e documentos protegidos por rigorosos acordos internacionais. Cercado por poderosos interesses, esse universo de informações confere ao seu controlador acesso aos mais restritos gabinetes de ministros e a responsabilidade sobre assuntos caros ao próprio presidente da República). Sobre esses órgãos desabafou o ministro e ex-Presidente do STJ Edson Vidigal: “Estamos vivendo um estado nazista”. Ele alerta para o perigo de ações espalhafatosas da Polícia Federal e diz que grampos viraram objeto de chantagem. Ver reportagem no site:

http://istoevip.terra.com.br/assuntos/entrevista/detalhe/7229_ESTAMOS+VIVENDO+UM+ESTADO+NAZISTA+

E isso acontece até no grande exemplo de democracia para o Mundo, os EUA. A era Hoover do FBI e o Marcartismo mancharam para sempre a sociedade americana, com a infâmia, digna de inveja da Gestapo e das SS nazistas. Sem falar agora no Big Brother de Obama. Mas voltemos à vaca fria.

 VAMOS À DEFINIÇÃO DE FASCISMO

Como definir o fascismo de maneira precisa e simples para que até uma criança de 12 anos entenda?

A maneira mais didática de se descrever qualquer coisa é através de audiovisuais ou de um filme. Juntam-se as imagens em movimento com o discurso.

O filme que descreve magistralmente um movimento fascista é o filme Metrópolis de Fritz Lang. Acredito que não foi intencional essa descrição, mas a sua sensibilidade artística e estética o fizeram captar a essência das imagens com as quais ele convivia (1925) no início de gestação do nazismo alemão.

Usarei também uma descrição simples e sucinta da Enciclopédia Delta como contraste.

A descrição do fascismo no filme Metrópolis começa na cena em que o magnata Fredersen (a própria representação do capital ultra oligopolizado) assiste escondido um comício de Maria (simbolizaria aqui um partido operário revolucionário qualquer) e sente ameaçado seu império. Em seguida dá ordem ao seu cientista louco Rotwang(representaria universidades, mídia, enfim os aparelhos de controle ideológico do estado burguês) para que construa um robô (ser-máquina na linguagem do filme) na imagem e semelhança da Maria (poderia ser um partido como o comunista – na realidade a Maria estava mais para um socialismo utópico místico). O fascismo não é nada mais e nem nada menos do que o robô clone de Maria. É só baixar Metrópolis na Internet ou tirar na locadora e assistir  para se ter a definição mais geral correta de fascismo.

No filme, o magnata Fredersen diz:

“Rotwang dê ao ser-máquina a semelhança dessa garota. Quero semear a discórdia entre eles e ela. Quero destruir a fé que depositam nesta mulher.”

Depois dá as ordens ao robô (o clone de Maria):

“Quero que vá até as profundezas para destruir a obra da mulher que é a sua imagem.”

E por fim a ordem ao seu agente policial (seria o SNI) de:

“Fredersen instrui seu espião: esta noite deixe os operários fazerem o que quiserem”.

Ou seja, o partido fascista, o robô, tinha autorização para usar a violência inclusive contra o patrimônio do Magnata, o que importa é cumprir o seu objetivo último, destruir a ideologia pregada pela Maria (ou seja o comunismo). E tal acontece apocalipticamente no filme. Assistindo se verá claramente como o partido fascista (o robô) já nasce sob proteção do poder existente e com direito a impunidade quanto a seus crimes, mesmo que esses crimes atinjam parcialmente a própria burguesia.

Essa última ordem é um detalhe importante para explicar o êxito do fascismo. Enquanto o robô (o partido fascista) e os operários que o seguirem têm a impunidade garantida, a verdadeira líder operária (o partido comunista) e o filho de Fredersen que se apaixona por ela (centro-esquerda), têm suas liberdades vigiadas ou restringidas. A Maria fica prisioneira de Rotwang e Feder proibido de sair de seu quarto. Vejam o filme.

COMPARANDO AGORA COM A DEFINIÇÃO DE FASCISMO DA ENCICLOPÉDIA DELTA:

 Mussolini –  …”Reunindo as classes médias por um socialismo demagógico, tranqüilizando a direita e a Igreja por um anticomunismo violento, Mussolini utilizou habilmente as vias legais e a ação terrorista para apossar-se do poder graças à grave crise econômica, social e política que abalou a Itália”.

Para ser completa a definição, de acordo com o filme Metrópolis deveria ser assim:

…”Reunindo as classes médias por um socialismo demagógico, tranqüilizando a direita e a Igreja por um anticomunismo violento, Mussolini (financiado pelo capital financeiro) utilizou habilmente as vias legais e a ação terrorista (com a impunidade garantida pelo estado enquanto os comunistas eram punidos com o máximo rigor) para apossar-se do poder graças à grave crise econômica, social e política que abalou a Itália”.

(No Brasil foi a crise de 70 que abalou o capitalismo mundial – o imperialismo necessitava substituir as ditaduras militares sob sua jurisdição por regimes fascistas disfarçados de democracia).

O filme  METRÓPOLIS, portanto, tem os aspectos mais completos de definição do fascismo, na visão de Palmiro Togliatti, do que a Enciclopédia Delta. São as seguintes, as condições para o surgimento do fascismo que estão ilustradas no filme:

1 – A existência de uma sociedade capitalista oligopolizada. Isto está não só na arquitetura da cidade como no diálogo: “Pai, você sabe o que significa ser demitido por você? Significa ir direto para as profundezas!”. O Fredersen era o único empregador.

2 – A existência de uma ameaça a esse capital, uma crise econômica, social e política conjugada com a organização da classe trabalhadora por um partido comunista ou equivalente, criando uma reação anticomunista violenta.

3 – Como conseqüência de 1 e 2, há a tendência, do grande capital, de abandonar os métodos e partidos tradicionais e criar um partido novo com novos métodos, um clone de partido comunista que obedeça a suas ordens. No filme isso é feito artificialmente de maneira mecânica num laboratório de física. Na vida real é feito pela cooptação de líderes ou pequenos partidos de esquerdas frustrados, decepcionados com os caminhos do comunismo hegemônico, sem perspectivas e por isso transformados em anti-comunistas irracionais. Mussolini era comunista de avô e pai, líder da ala intransigente do partido socialista italiano, mas foi comprado pelo serviço secreto inglês e votou contra a sua própria linha política; expulso, se juntou aos futuristas e fundou o partido fascista. A discussão disso daria um livro. No Brasil, ao invés de futuristas foram usados trotisquistas, maoistas e a esquerda católica para fundar o PT. Já Hitler não era de esquerda, era confuso e por isso fundaram o partido nazista à revelia dele e o colocaram como chefe pelo fato de saber falar e ser megalomaníaco. Daí Lula se parecer mais com ele e não com Mussolini como provaremos adiante.

4 – A quarta característica de um partido fascista é o fato de não ter idéias próprias, coerência, pois cumpre ordens. No filme METRÓPOLIS fica evidente pois é uma visão simplificada, a de um robô programado. Na vida real isso se verifica de maneira contraditória, complexa, com avanços e recuos, manobras que tornam difícil definir tal ou qual atitude do partido fascista, tamanhas as incoerências. Daí Togliatti definir o Fascismo como um camaleão: “Quem caracteriza o fascismo pelas suas ações concretas erra sempre; para se entender uma determinada ação do fascismo, tem que relacioná-la com o interesse naquele momento do grande capital, o mais oligopolizado e reacionário.” O PT era contra o plano Real de FHC e o abraçou depois no poder com mais ênfase do que o próprio FHC. Há muitos outros exemplos.

(Ver anexo, artigo meu de 1994, provando que o PT é um partido fascista)

FALANDO UMA LINGUAGEM MAIS SIMPLES, PARA CRIANÇAS MENORES DE 12 ANOS. O fascismo é uma tática vulgar dos filmes de super-heróis. O eixo do mal faz um clone do super herói para desmoralizá-lo na opinião pública e destruí-lo. Por incrível que pareça é. Mas na prática política a situação é muito mais complexa. É necessário que o grande capital já esteja infiltrado em todos órgãos de poder do estado, que derrame muito dinheiro, que domine os meios de comunicação para que possa fazer esse robô a partir das contradições políticas e sociais.

Nesse sentido um dos partidos fascistas mais antigos foi a Ordem dos Dominicanos. O frei Domenico junto com seus seguidores se vestiam falsamente como os CÁTAROS e se infiltravam nos locais onde eles pregavam. Dessa maneira obtinham a confiança da população dos albigenses e os confundiam além informar ao Vaticano. Os Cátaros pertenciam a uma heresia que pregava a pobreza e combatia a ostentação e o luxo do Vaticano. O massacre dos albigenses (Cátaros) pelo Vaticano está registrado como um dos grandes genocídios da história da humanidade

O general mercenário contratado para tal, teria perguntado ao Papa: “Qual o critério para diferenciar os católicos dos Cátaros?”.O Papa teria respondido: “Mate todos: Deus nos céus recolherá os seus”.

Falemos mais do caráter contraditório do fascismo. Segundo Palmiro Togliatti em LIÇÕES SOBRE O FASCISMO, o caráter do fascismo é ditado pelo caráter do seu patrono, o grande capital financeiro, o mais oligopolizado.

O grande capital financeiro é intolerante por excelência e portanto ditatorial. Não admite desrespeito às suas ordens ou impedimentos a seus objetivos, recorrendo em último caso à força, sejam assassinatos ou guerras. Daí o fascismo ser também totalitário e intolerante , seja na forma de uma ditadura aberta ou de um controle orwelliano institucionalizado como democracia  mas cheio de aparatos de chantagem, manipulação e perseguição, tendo como carro-chefe a mídia; o que não impede o uso de métodos truculentos, como o assassinato de Celso Daniel, Toinho do PT, Oswaldo Cruz, Bruce Lee,etc. e mais recentemente o assassinato de Paulo Colombiano e sua esposa aqui na Bahia: http://atarde.uol.com.br/noticias/4716117

Outra característica do capital é a falta de escrúpulos total, de qualquer coerência. O seu modo operante portanto é por excelência contraditório e incoerente. Da mesma maneira o partido fascista também abusa da contradição e da incoerência. Toda a sua existência é tentar constantemente remendar as rachaduras dessas contradições e incoerências com novas contradições e incoerências. Parece até que eu estou descrevendo o PT. Tudo que eles criticam nos seus opositores o fazem depois com maior intensidade. Ao invés de citar as milhares de incoerências do PT, deter-me-ei apenas em uma. O PT foi o partido que fez da moralidade a sua mais feroz bandeira, aniquilou vários adversários com denúncias de corrupção, CPIs, dossiês etc. Ele cresceu assim. Hoje é o partido símbolo da mega corrupção, o partido do mensalão.

DETALHANDO O SURGIMENTO DE PARTIDOS FASCISTAS CONCRETOS.

Como falamos acima o partido fascista é um clone de um partido comunista a serviço do capital financeiro e que na vida real esse clone é fabricado pela manipulação, através de grandes recursos, de grupos e ou indivíduos insatisfeitos ou frustrados, sem perspectiva, para uni-los numa direção firme contra o comunismo. Na Itália esses grupos foram:

OS FUTURISTAS

O futurismo foi um movimento artístico literário que abarcou vários países da Europa. Na Itália seu expoente máximo foi o poeta Marinetti um dos fundadores do fascismo com Mussolini e o poeta D’Anunzio. Em Portugal o representante era Fernando Pessoa, mas lá não gerou movimento fascista, pelo contrário, Salazar escanteiou os futuristas.

A classe média intelectual, em geral, criou grandes expectativas em relação à revolução Russa de 1917, projetou grandes sonhos, utopias em torno dela, mas a Revolução russa, com milhões de mortos da guerra, outros tantos da guerra civil que prolongou de 1918 a 1922. Outros mortos de fome da grande seca de 1919, mais alguns milhões mortos pela gripe espanhola etc., tinha outras prioridades emergenciais. Assim as utopias dos intelectuais foram colocadas em quarto ou quinto plano. Houve uma grande frustração no seio da classe média intelectual e alguns setores responsabilizaram os heróis da revolução russa como deuses que os enganaram. Daí constituírem um potencial de anticomunismo.

A primeira guerra mundial causou muito mais frustração e trauma nos países europeus, mas seu principal responsável, o capital financeiro, ficava oculto, escondido por trás dos governantes e partidos políticos, daí não sofrerem a execração da sociedade e ficarem impunes. O mesmo se deu na segunda guerra e em todas outras que acontecem até hoje.

Essa ocultação dos verdadeiros autores das guerras leva a reações irracionais do povo, na busca de bodes expiatórios, que podem ser capitalizadas pelo fascismo em nome do anti-semitismo e do anticomunismo.

A característica mais marcante do futurismo é a apologia do novo, do moderno, do revolucionário e o repúdio ao tradicional, ao passado, à ordem. Atribui-se à grande influência da revolução científico-tecnológica do século vinte que atingiu o cotidiano dos indivíduos, com o telefone, o carro, o rádio, o cabo submarino e os meios de transporte em geral. Daí o namoro inicial do mundo artístico-literário pelo socialismo que representava o novo e daí também sua decepção futura, pois a Rússia para resistir a forte agressão externa teve que ressuscitar suas fortes raízes literárias e artísticas em geral, tradicionais, enraizadas no povo.

Na Itália o Futurismo foi a base fundamental do surgimento do partido fascista, seu expoente máximo, Filippo Marinetti além de fundar com Mussolini, o partido fascista foi fiel a ele até o fim da guerra. D’Anunzio, outro intelectual que fundou o partido se desiludiria e abandonaria o fascismo em 1930. Mas nem todo futurismo gerou fascismo.

O futurismo, embora forte em Portugal, seu expoente mais conhecido era o poeta Fernando Pessoa, foi alijado do processo de criação da Ditadura de Salazar. Isso porque o grande capital financeiro não precisava dele para combater o comunismo. A base da ditadura de Salazar era uma população extremamente católica, reacionária, que repudiava o comunismo por ser ateu. Seu anticomunismo não era por razões de economia política, por falta inclusive de uma classe operária que reivindicasse o poder. A ditadura de Franco também tinha o caráter medieval católico, embora a luta de classes lá já estivesse bem desenvolvida principalmente por causa da região mineira.

Alguns criticam Fernando Pessoa por ele só ter feito crítica ao fascismo muito tarde, perto de sua morte, muito tempo depois da deserção de D’Anunzio. E ele tinha a obrigação de tê-lo feito desde o início, pois o futurismo dos diversos países europeus eram vasos comunicantes. A sua demora representa no mínimo, um apoio silencioso ao fascismo italiano, que tinha como lema também o famoso bordão: NAVEGAR É PRECISO, VIVER NÃO É PRECISO.

Mas a mais espantosa adesão a Mussolini de um grande intelectual, foi a do maior poeta revolucionário da língua inglesa, Ezra Pound. Abandonou os EUA e se naturalizou italiano para apoiar Mussolini.

No Brasil houve o movimento Modernista, lançado pela semana de arte moderna e que teve a influência de Filippo Marinetti. Também não convergiu para um movimento fascista, pois não havia ainda uma ameaça comunista (o PCB criado no mesmo ano era um partido ainda inexistente). A revolução nacional-popular que desembocaria na revolução de 30 estava sendo maturada mais nos quartéis. O movimento modernista era de uma elite muito pequena, não tendo grande eco nacional. E quando as questões de classe começaram a emergir 10 anos depois o grande capital financeiro fez a opção via igreja católica pelo integralismo, apesar deste com seu anti-semitismo, atacar o grande banqueiro Rothschild (as contradições).

Na Bahia, o Tropicalismo foi a espécie de um modernismo tardio, numa região tardiamente industrializada e modernizada. Não gerou fascismo não só por ser um movimento localizado, como o grande capital financeiro já tinha a seu dispor uma ditadura militar de direita que via como perigo qualquer coisa que falasse na palavra LIBERDADE..

MUSSOLINI

Mussolini era comunista de pai e avô. Dono de uma oratória potente, barítono, além de dominar o jargão político-socialista. Membro da ala intransigente do Partido Socialista Italiano (não existia ainda o partido comunista italiano) era o editor chefe do jornal do partido. Comprado pelos serviços secretos ingleses passou a defender propostas que iam contra a linha do partido e suas próprias opiniões anteriores que eram contra a guerra. Entrando em conflito com o seu partido funda um novo jornal e passa a defender abertamente a posição da Inglaterra de guerra contra a Alemanha. Expulso como traidor do partido ficou marginalizado politicamente e aí se uniu aos futuristas e criou os Fasci di combatimento, embrião do Partido Fascista, juntamente com Marinetti e D’Anunzio entre outros. . No período que vai de 1919 a 1925, segundo Togliatti, o fascismo foi predominantemente liberal, adotando os bordões do futurismo, como; NAVEGAR É PRECISO, VIVER NÃO É PRECISO. Mussolini colocava esse refrão em todos os documentos que assinava e os líderes fascistas usavam um bottom com esse refrão. Outro refrão, usado pelos fascistas, NE ME FREGO, era do mesmo jaez que, SEM MEDO DE SER FELIZ, de nossas esquerdas, ou de SEM LENÇO, SEM DOCUMENTO, de Caetano Veloso.

Esse liberalismo não impedia, entretanto, que eles usassem a violência, através dos esquadrões dos CAMICIE NERI (Camisas Negras) contra os socialistas e depois contra os comunistas. Como o PT desde seu início usou as tropas de choque ou “armários”, para intimidar e espancar os opositores nas assembléias sindicais, culminando até com assassinatos. Assim foi o caso do Presidente do Sindicato dos Rodoviários de S. Bernardo, Osvaldo Cruz que foi assassinado com 4 tiros nas costas na véspera dele entregar os documentos à imprensa provando o desvio de dinheiro para a campanha de Lula. A direção do PT botou seus advogados para defenderem o assassino, alegando legítima defesa e arrolando os dois cúmplices como testemunhas de defesa. O assessor de imprensa da CUT deu fuga ao assassino para ele não ser preso em flagrante.

Os professores da UFBA que tiveram a curiosidade de abrir meus e-mails e o Blog do Saci e a coragem de refletir sobre as fotos de uma assembléia marota para formar um falso sindicato, PROIFES, viram os CAMICIE NERI do PT em plena ação contra os professores do ANDES. Nesse caso específico seriam os CAMICIE BIANCHI do PT.

É impressionante como os brasileiros convivem com um regime fascista diante de seus olhos e não o percebem. E os grandes luminares da USP et caterva, não só não enxergam como são seus cúmplices. Nós brasileiros devíamos ser mais indulgentes com os alemães ao julgá-los pois naquela época o fascismo era um fenômeno novo, desconhecido. Mas hoje, 93 anos depois não sermos capazes de enxergá-lo? É demais. Passemos a outro grupo, os anarquistas.

OS ANARQUISTAS

Os anarquistas são os comunistas anteriores ao marxismo. Dominavam a 1ª internacional e os partidos socialistas a ela ligados como o italiano, o espanhol etc. Engels desancou os anarquistas espanhóis seguidores de Bakunin. Marx já tinha desancado o maior líder comunista anarquista, Proudhon. Mas foi a revolução Russa de 1917 que colocou uma pá de cal definitiva nas teses anarquistas. Após ela diversos anarquistas migraram para o marxismo-leninismo. O PCF foi criado tendo uma base vinda do anarquismo. O PC brasileiro também. O partido comunista italiano se formaria depois do partido fascista numa nova cisão do partido socialista italiano.

Uma parcela de anarquistas apoiou Mussolini. Não posso afirmar se foi por um anti-comunismo residual histórico ou se foi pelo passado glorioso de militante do partido socialista de Mussolini (passado este que ele traiu). Militantes do PT vendem também a imagem de um passado de luta, mas alguns desses passados são duvidosos. O de Lula não se tem mais dúvida, era um reles alcagüete.

OS TROTISQUISTAS

Há registros de trotisquistas aderindo ao fascismo. Mas se deve ter o cuidado com auto-intitulações de trotisquistas ou anarquistas ou comunistas pois pode ser que esses auto-intitulados só representem eles mesmo. O ódio trotisquista à URSS começa depois de 1929, quando finalmente Trotsky foi expulso da URSS, portanto muito tempo depois da ascensão do fascismo na Itália. O papel negativo do trotisquismo, não foi portanto aderir ao fascismo, mas concentrar suas energias mais em combater a URSS. Aliás, o próprio partido comunista alemão (spartarquista), numa diretriz da 3ª Internacional é acusado de fazer o jogo do nazismo durante um período crucial, ao concentrar seu ataque contra o Partido Social Democrata Alemão.

As esquerdas se dividiam ideologicamente e se degladiavam enquanto o partida fascista se mantinha unido e ampliando sua ação sempre unido, costurando ou cimentando suas fraturas e divergências com o dinheiro, a oferta do poder pelo poder e a violência ditatorial. A corrente de Zé Dirceu e Lula dentro do PT, a ARTICULAÇÃO, sempre fomentou isso. Fomentavam a luta ideológica entre as outras correntes e fortaleciam a unidade com a hegemonia da ARTICULAÇÃO do poder pelo poder. Até mais ou menos 1995, a ARTICULAÇÃO era minoria dentro do PT, mas sempre mandou com essa manipulação. Era o fascismo dentro do fascismo.

A ASCENSÃO DO NAZISMO NA ALEMANHA

Na alemanha o contexto foi diferente. Havia muitos dos ingredientes do fascismo italiano, mas os principais eram diferentes. O grande trauma que abateu e humilhou os alemães foi a derrota na guerra e as condições humilhantes impostas pelos vencedores. Assim o grupo social frustrado, mas doente, que comandou o processo de construção do nazismo, não foi nem um movimento cultural modernista como o Futurismo, nem socialistas renegados como Mussolini, mas a oficialidade do exército prussiano, ferida violentamente no seu orgulho.

Os grandes líderes do Partido Nazista eram militares, a começar pelo cabo Hitler, o de patente mais baixa. Eram eles, Rudoph Hess, Göring, Himler, …todos heróis da primeira guerra. O marechal Hindenburg, presidente pelo partido social democrata, era um nazista anti-Hitler. Só o nomeou primeiro ministro porque recebeu 3 milhões de marcos para saldar dívidas. Ludendorf, segundo nome do exército depois de Hindenburg, participou do Putsch, mas depois deixou o partido nazista alegando que Hitler era um covarde.

Com a dissolução do exército alemão, um reduzido grupo ainda ficou na ativa e principalmente nos seus serviços secretos. Outro grupo de oficiais se infiltrou na sociedade civil principalmente nas indústrias e no meio empresarial em geral. E outros ficaram na reserva criando partidos clandestinos ou semi-clandestinos, como os CAPACETES DE AÇO, organizações para militares que usavam a violência e o terror contra os comunistas, os Freikorps Epp ao qual pertenceu Ernst Röem futuro comandante das SA nazistas. . Todos esses grupos se articulavam entre si e com os grandes empresários inclusive, os donos da imprensa (os Robertos Marinhos da Alemanha) através do serviço secreto do exército.

Foram esses grupos que assassinaram Rosa de Luxemburgo e Karl Liebknecht em 1919. Os dois estavam presos teoricamente pelo estado alemão, mas os Freikorps os seqüestraram, torturaram e os assassinaram. Há suspeitas de que Hitler que na época era alcagüete do serviço secreto estava presente no teatro dos acontecimentos. No após guerra, portanto a Alemanha estava com uma duplicidade de governo, o oficial, parlamentarismo sob a égide do PSD e um clandestino exercido pelos reminiscentes do Reich impregnados nos principais órgãos de estado principalmente os serviços secretos das forças armadas. O governo social democrata era presidido por Ebert, que por ser um canalha monarquista foi cúmplice desses assassinatos e por isso era consentido pelo poder clandestino. Era como o governo Sarney da transição democrática.

Pelo quadro acima parece que o nazismo num sentido amplo já estava no poder antes mesmo do partido nazista. Então para que criar um partido para disputar eleições democráticas, começando do zero? Por duas razões:

Primeiro – a Alemanha estava sob intervenção do tratado de Versalhes e tinha que rezar pela cartilha das democracias da Europa, não poderia voltar a ser um reich.

Segundo – O grande capital financeiro destinava para a Alemanha, assim com para a Itália e inclusive o Japão, ou de qualquer país onde pudesse ser aplicada a fórmula fascista, a grande missão de destruir o comunismo não só nos seus próprios países, mas no seu grande santuário a URSS. Para isso precisaria de grandes líderes heróico trágicos, capazes de fanatizarem as grandes massas para se disporem a dar a vida por eles em guerras de conquista. Então teria que ter um partido cujos líderes passassem pelo batismo político das massas, que ganhasse eleições, que fizesse grandes comícios e passeatas, enfim o modelo fascista italiano.

Em resumo, o grande capital financeiro tinha criado um novo tipo de movimento para destruir o comunismo, não mais só pela violência, pelo assassinato e prisão de comunista, mas derrotá-lo ideologicamente, derrotar a ideologia comunista. Como está no filme Metrópolis:

“Rotwang dê ao ser-máquina a semelhança dessa garota. Quero semear a discórdia entre eles e ela. Quero destruir a fé que depositam nesta mulher.”

Depois dá as ordens ao robô (o clone de Maria):

“Quero que vá até as profundezas para destruir a obra da mulher que é a sua imagem.”

EM RESUMO 

O OBJETIVO É DERROTAR O COMUNISMO IDEOLOGICAMENTE COM UM CLONE DELE PRÓPRIO. SE NECESSÁRIO, VIOLÊNCIA E TERRORISMO SERÃO USADOS ACESSORIAMENTE. E COMO NÃO SERÁ POSSÍVEL FAZER UM MOVIMENTO FASCISTA DENTRO DA URSS, FAR-SE-Á UMA GRANDE CRUZADA CONTRA ELA EM NOME DA FÉ, USANDO PARA ISSO AS POTÊNCIAS FASCISTAS.

E assim foi feito

O poder clandestino da Alemanha parte então para copiar o modelo italiano. Presta grande contribuição nesse intercâmbio, o Cardeal Pacelli, futuro Papa Pio XII, na época Núncio Apostólico em Munich. O modelo italiano implicava na existência de líderes agitadores socialistas no meio operário e esses líderes existiam na Alemanha, criando movimentos socialistas operários mas ao mesmo tempo, anti-semitas, antieslavistas ou outro tipo de sociopatia. A diferença da Itália é que esses líderes socialistas jamais tiveram a hegemonia do processo que ficou sempre na mão do núcleo puro sangue de Hitler oriundo do exército prussiano.

Desse caldo de organizações pseudo-operárias socialistas, prevaleceu o Partido dos Trabalhadores (mera coincidência?) da Alemanha, fundado pelo serralheiro, Anton Drexler, que se não era agente do serviço secreto também pelo menos tinha intercâmbio com ele como fica demonstrado nos relatos conhecidos. Hitler, alcaguete do serviço secreto do exército alemão tinha sido promovido de informante a instrutor, mas mesmo assim é enviado para observar uma reunião desse partido agitador. Lá ele é provocado por um estranho denigrindo a imagem de um político admirado por Hitler. A reação de Hitler foi violenta, histérica, mas era o que Anthon Dextler queria para filiá-lo ao partido e transformá-lo no líder de um partido que Hitler nunca pensou em criar. Dextler faz a seguinte observação; “Precisamos de alguém que saiba falar, não precisa ter mulher, mulher nós arranjamos para ele”. Realmente era um esquema e um esquema do qual participava Dextler”.

Posteriormente o partido muda o nome para Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães por influência de partidos semelhantes na Áustria, Checoslováquia etc. E finalmente tentam copiar a marcha de Roma de Mussolini e fracassam; o partido fica ilegal de 1923 a 1925 e deois volta a legalidade como um partido inexpressivo e ridículo. Com a crise de 1929 e com muito dinheiro, bote dinheiro nisso, o partido ressuscita. Além de surgirem sedes e gráficas do partido por toda a Alemanha, sem ninguém saber de onde vinha o dinheiro, para se ter uma idéia os 1.200.000 homens das Tropas de Assalto eram assalariados, com fardamento, armas, tudo pago. Por quem?

A marcha de Roma de Mussolini foi uma farsa combinada na cúpula com a participação do grande capital. Tanto que Mussolini por precaução ficou em milão esperando o resultado. Se desse errado ele tinha um plano de fuga, mas deu certo. O Rei fingiu que aquela marcha era apavorante e nomeou Mussolini Primeiro-Ministro. No caso do Putsch nazista houve uma falha nos acordos de cúpula e a guarda nacional abriu fogo contra os manifestantes. Hitler fugiu que nem um preá em pânico abandonando seus companheiros. Foi aí que Ludendorf disse: “Não fico num partido que é liderado por um covarde”.

E assim criou-se o Partido Nazista. Se o partido fascista de Mussolini já era um clone de um partido socialista, o Nazista era um clone de um clone, um clone do Partido fascista italiano. E o PT o que é?

PT/CUT – A ascensão

A criação do PT e da CUT teve duas etapas. A etapa de 1972 a 1983 foi copiada da do partido nazista alemão. De 1983 em diante prevaleceu o modelo do partido fascista italiano.

1972.- Lula faz os cursos sindicais da CIA/Golbery, na John Hopkins University (JOGO DURO, de Mário Garnero).

1974 – O plano de Golbeery e Geizel. Geizel declara a seus ministros: “Liquidar os restos da guerrilha rural do PC do B no Araguaia herdados do governo Médici; estimular o PCB a participar mais abertamente de atividades legais e exterminá-lo; organizar um grande partido trabalhista depois que a esquerda estivesse sem dirigentes e sem estrutura partidária.”(REVOLUÇÃO IMPOSSÍVEL, de Luiz Mir)

1974 – Paulo Vidal presidente (interventor) do Sindicato dos Metalúrgicos de S. Bernardo e deputado estadual pela ARENA, cria a Diretoria da Previdência e coloca o desconhecido Lula para ser seu diretor (provavelmente cumprindo ordens de Golbery). Lula em sua biografia afirma que usou a diretoria para tomar cachaça conversar futebol e assediar as viúvas de operárias que vinha dar entrada em suas pensões (vide entrevista de Lula a play-Boy, sua biografia e no livro , O QUE EU SEI DE LULA, de José Nêumanes Filho)

1975 – Paulo Vidal lidera uma eleição no sindicato como cabeça de chapa e depois da chapa eleita coloca o desconhecido Lula na presidência. Ele Vidal renuncia depois. Talvez satisfazendo mais uma manobra de Golbery. Paulo Egydio, interventor de S. Paulo, homem de confiança de Geizel e Golbery vai ao sindicato dar a posse a Lula. (ver PAULO EGYDIO CONTA do próprio e O QUE EU SEI DE LULA, de José Nêumanes Filho; comparar com as versões de Lula em sua biografia).

1975 – Assassinato de Herzog. Paulo Markun vai ao DOI-CODI e houve do chefe do órgão; “Vocês estão por fora, quem dirige hoje os comunistas não é Luís Carlos Prestes; é um General, um Cardeal e um governador. Ele se referia a Geizel(Golbery), D. Evaristo Arns e Paulo Egydio; e os comunistas não eram os do PCB mais uma nova esquerda formada a partir de ex-guerrilheiros e líderes provenientes das comunidades eclesiais controladas pela CNBB. Sobre os planos esquerdistas de Geizel e Golbery ver também o livro IDEAIS TRAÍDOS  de Silvio Frota.

1978 – Geizel e Golbery autorizam ao governador (interventor) de S. Paulo Paulo Egydio a colocar Lula na TV do Estado no Programa Vox Populi para Lula garantir a liderança da greve contra os comunistas e trabalhistas. Há muita coisa mais a falar sobre essa greve que era interesse da própria Wolksvagen, mas fica para outra oportunidade.

1981 – CONCLAT _O PT racha o movimento sindical, em minoria, enfraquecendo a unidade operária. Isso beneficiou a ditadura de Figueiredo para reprimir melhor as greves., e sobretudo o projeto de distensão do grupo Geizel/Golbery sem fazer muitas concessões aos trabalhadores e à centro-esquerda. Jacob Bittar rasgou criminosamente a ATA da votação para não ficar registrado que eles perderam a votação e racharam em minoria. E como eles fazem facistamente até hoje, inverteram os valores (Vide o mensaleiro João Cunha se fazendo de vítima e colocando o STF como réu), Colocaram Joaquinzão e seus aliados como réus que não queriam formar uma CUT revolucionária puro sangue livre dos pelêgos. Quem lucrou politicamente com a cisão foi a direita.

1983 – Congresso de fundação da CUT – Financiado pela CIA (dinheiro )e pela Igreja (toda a infra-estrutura da Igreja de norte a sua do país foi usada) – Lula justificou os milhões de dólares da CIA como dinheiro dos companheiros dos EUA. Na realidade o dinheiro é enviado pela AFL-CIO, a mesma que financiou a greve dos caminhoneiros do Chile para derrubar Allende, mas o dinheiro vem de uma caixa preta onde os banqueiros depositam o dinheiro sob orientação da CIA. Com a criação da CUT fica concretizada a cisão da classe operária. Os líderes da CONCLAT ainda esperaram um tempo para demover os petistas e unirem numa única entidade e depois fizeram a CGT. Interessante é que no Congresso da CUT participaram as oposições sindicais, OS, sindicatos fantasmas, paralelos aos oficiais, em nome da liberdade sindical e um dos pretextos para romper com a CONCLAT; mas no 2º congresso da CUT, as OS foram proibidas. Exatamente como no fascismo, as OS foram usadas para aparentar um número maior de delegados que o real, mas depois foram descartadas como inconvenientes..

 1983 – No CECUT preparatório do congresso da CUT na Bahia, o PCdoB se retirou gritando: “gigolôs do imperialismo, agentes da CIA”(foi a primeira vez que ouví alguém gritar publicamente que o PT era agente da CIA). O PCdoB se aninharia na CGT de Joaquinzão. Mas em  1989 o PT com receio do PCdoB apoiar, ou Brizola ou Ulysses e fazer uma campanha violenta contra Lula, faz uma proposta tentadora ao PCdoB, fatias suculentas na direção de sindicatos da CUT e coligação na proporcional nas eleições, além dos fartos recursos para a campanha. Nessa época o PCdoB só tinha 5 deputados federais, o PT 22 e o PDT 36. Era uma proposta irrecusável (para quem não tem princípios). As bases do PT eram anti-comunistamente contra, mas como no fascismo foi imposto autoritariamente de cima para baixo. Assim para o PCdoB, lula de uma hora para a outra passou de agente da CIA para socialista.

1983 – Ainda em 1983 a CUT mostrou que veio para dividir e enfraquecer o movimento operário brasileiro. O Ditador Figueiredo fez um decreto rasgando a CLT e permitindo a redução de salários. A CGT com Joaquinzão, convocaram os trabalhadores à uma greve geral contra o decreto. Lula então fez a declaração contra a greve (por coincidência a esquerda brasileira, não só o PT é contra a CLT e a favor da livre negociação). Mas Figueiredo recuou, revogou seu decreto e fez outro permitindo a redução de salário apenas para aqueles que entrassem depois do decreto. Houve ganho político para Joaquinzão, mas Lula não permitiria isso.

Imediatamente convocou uma greve geral contra o novo decreto de Figueiredo que não atingia ninguém empregado. A CUT usou as assembléias dos petroleiros que estavam se mobilizando para o dissídio coletivo por salários. A CUT orientou então os seus sindicatos a se infiltrarem nas assembléias dos petroleiros radicalizarem elas e proporem nela a greve da CUT contra Figueiredo. Eu assisti uma dessas; tinha quase mil petroleiros, 20 apenas da Coelba, e menos de dez de cada um dos demais sindicatos. Justamente os líderes desses sindicatos desmobilizados é que fizeram os discursos inflamados e radicais e induziram os petroleiros, a esquecerem do seu dissídio coletivo e suas reivindicações e a aprovarem a greve de araque da CUT. Iniciada a greve só com os petroleiros, os sindicatos da CUT não falaram mais em greve e nem se quer deram satisfação a seus filiados sobre suas atitudes.

Isolada a greve dos petroleiros foi massacrada pelo governo, os sindicatos ficaram sob intervenção e os líderes foram demitidos. Por coincidência, depois que acabou a intervenção e houve novas eleições, a articulação do PT, se apossou dos sindicatos sobre os cadáveres dos seus antigos líderes. A CUT reviveu David. David mandou Urias para a linha de frente de batalha e depois ordenou que os exércitos recuassem e deixassem ele só para morrer. Depois ficou com Betsabá sua mulher.

Em cima dessa derrota, Figueiredo tripudiou; baixou novo decreto proibindo qualquer greve no país e a CUT se conformou e ficou apática com todos os seus sindicatos paralizados. Mas aí a FETAG de Pernambuco que era trabalhista e não revolucionária, fez a greve dos trabalhadores de cana e um Juiz independente seguidor da CLT, declarou a greve legal, ignorando o decreto de Figueiredo. Criou-se um confronto da justiça do trabalho contra a Ditadura. A turma do deixa disso foi o congresso que também tomou coragem e revogou os decretos de Figueiredo e Figueiredo aceitou a solução. Aí os CUTegos se sentiram aliviados e voltaram a arrotar valentia

1989 – Lula em entrevista à ISTO É – Senhor, declarou que a Amazônia é um território falsamente brasileiro e que aprendeu com os italianos que o Brasil deveria negociar a Amazônia com o pagamento da dívida externa em patamares Mais favoráveis.

1990 – A CUT cria a secretaria OBSERVATÓRIO AMBIENTAL DA AMAZÔNIA. Nela é defendido uma Amazônia internacional, na qual prevaleciam suas próprias leis e não as leis dos países secularmente proprietários dela. Então os leilões do pré sal  a reprivatização da Embratel, a entrega de minerais estratégicos como o Nióbio, a ratificação das privatizações de FHC, o território Raposa do Sol, são todos coerentes com a ideologia entreguista do PT, desde sua fundação, está no seu DNA.

LULA, UM HITLER CAFAJESTE.

Lula evidentemente não se parece nem um pouco com Mussolini. Mussolini era um homem culto até para os padrões de seu tempo. Conhecia o marxismo e outras doutrinas socialistas e segundo ele, mudou após ler Nietsche. Foi o redator mais respeitado do jornal Avanti do partido socialista e quando foi dissidente fundou outro jornal. Socialista militante etc. Comparar ele com Lula é covardia. Como disse antes:

A criação do PT e da CUT teve duas etapas. A etapa de 1972 a 1983 foi copiada da do partido nazista alemão. De 1983 em diante prevaleceu o modelo do partido fascista italiano.” Mas Lula continuou o Hitler da primeira etapa agravado com as características negativas de Mussoluni.

COMPARANDO:

Hitler – Era um Megalomaníaco fruto de um complexo de Édipo imensurável. Seu ódio ao pai e seus fracasso em Viena levaram-no a odiar a sua pátria verdadeira, Áustria. Fugiu do serviço militar Austríaco para Alemanha, mas foi preso e extraditado para a Áustria onde conseguiu um atestado de tuberculose e foi perdoado voltando para a Alemanha, onde sem ter onde cair morto se alistou para a guerra.

Lula – É um Megalomaníaco fruto de um complexo de Édipo super imensurável. Seu pai foi enterrado como indigente quando ele já era o famoso presidente do sindicato dos metalúrgicos de S. Bernardo e ele não tomou conhecimento. Seus irmãos e seus tios é que tomaram providências para dar a seu pai um túmulo mais digno que Lula jamais foi visitar apesar de ser muito católico. O seu complexo de Édipo se agravou por que ele foi a causa da separação de sua mãe e seu pai. A sua mãe era tão super protetora dele que quando ele ficou viúvo, a mãe abandonou a filha e foi morar com Lula e ficava acordada até 4 da manhã esperando Lula chegar das farras com a comidinha pronta e quente. Quando Lula se casou a primeira quem chorou foi a mãe dele e não a mãe da noiva. E na lua de mel Lula chorou em prantos com saudades da mãe. V. sua biografia autorizada)

Esse seu ódio ao pai o levaria a ter ódio de tudo que o pai amava, sindicato, o Brasil. Fortaleceria esse ódio contra o Brasil, as suas frustrações na luta pela sobrevivência como mau operário e o complexo de nordestino diante dos descendentes de italianos com quem convivia. Tanto que em sua biografia ele diz:

 “…não sei se ele (o pai da mãe de Lula) era descendente de italianos. Eu conheci  a mãe de minha mãe, minha avó, chamada Otília Ferreira de Melo. Otília é um nome italiano né? Eu tentei fazer um levantamento lá em Garanhuns, mas a precariedade de 1989 não me permitiu…”

Esse complexo de inferioridade e desejo de ser italiano o levaria a se casar de novo com uma descendente de italiano e em 2003, já presidente, mandou a mulher e os filhos se naturalizarem italianos. Isso foi uma ofensa ao Brasil. Se isso acontecesse num país que o povo tivesse mais brio, ele sofreria um impeachment.

Hitler – Tornou-se informante do serviço secreto alemão no fim da guerra. Em 1919 já tinha sido promovido a instrutor, quando foi enviado para observar as reuniões de um partido recém formado que também era armação do serviço secreto alemão. Lá fizeram uma provocação e Hitler revelou a sua oratória histérica como era esperado pelo dirigente do partido. Aprovado foi depois filiado ao partido e em um tempo curto se tornou seu presidente. Da maneira que as biografias oficiais narram fica parecendo que Hitler fez tudo isso por vontade própria, mas quando se estuda criticamente todo o desenrolar de sua vida, o mais provável é que ele recebeu a orientação dos serviços secretos para se filiar e ser o chefe desse partido, o Partido dos Trabalhadores Alemães , o futuro partido nazista. Mesmo porque ele sendo do serviço secreto não poderia se filiar a um partido que foi investigar sem o consentimento ou orientação do serviço secreto. Quando fracassou o Putsch e o partido nazista ficou em baixa(1925-1929), Hitler, apesar de ser o presidente do partido, era maltratado por Anton Dextler, verdadeiro organizador do partido, não deixando Hitler nem dirigir as reuniões por ser incompetente. Hitler portanto até 1933 era um pau mandado. A partir daí o mito tomou conta dos dois, da criatura e dos criadores.

Lula – Era um alcagüete do DOPS – agora não há mais dúvida, depois do livro de Tuma Jr. Antes já se sabia desde a década de 80 que Lula era considerado pelo SNI como agente de Golbery no meio sindical. Em 2004, entrevistados pela repórter Soraya Aggege (O GLOBO de 28/03/2004- caderno especial sobre o golpe de 64), diversos companheiros de Lula confirmaram que Lula se encontrava secretamente com o regime e não apenas com Golbery, mas também com, Arnaldo Prieto (ministro do Trabalho de 1974 a 1979), Murillo Macedo (Trabalho, de 1979 a 1985), Delfim Netto, Dilermando Monteiro general do II Exército (responsável pela chacina da Lapa, em 1976), Milton Tavares, general da linha dura, que depois pediu a prisão de Lula em 1980 – que prova o testemunho de Tuma que a prisão de Lula foi um teatro para enganar a esquerda). Os companheiros de Lula que testemunharam esses encontros secretos de lula foram: Osmarzinho, Almir Pazzianotto, , Enilson Simões de Moura, o Alemãozinho. Todos eles não só afirmaram que sabiam como também concordavam porque beneficiava a distensão Benedito Marcílio, chegou a  dizer que era Lula que indicava a Golbery os interventores para diversos sindicatos de S. Bernardo o que dava maior controle para eles. Frei Beto declarou à jornalista que sabia dos encontros de Lula com o regime mas ele era contra, o que não deixa de ser uma canalhice tão grande como a de Lula pois estava enganando a esquerda apresentando aos operários um alcagüete como sendo de esquerda.

Na versão dos lulistas, Lula entraria no sindicato por insistência de seu irmão ou até para ganhar o salário sem trabalhar, pois ele detestava sindicato e política. Lula afirmava que só ia para sindicato quem tinha mãe na zona (esse era o conceito que ele tinha do irmão). Mas tudo indica, diante desses fatos e outros que Lula não entrou lá pela insistência do irmão, a quem ele não respeitava, mas sim por orientação de um esquema que incluía Golbery, o dono da Villares, seu patrão e o DOPS, com a mesma missão que Hitler teve quando entrou no PDA: espionar e se tornar no futuro um líder sindical de um movimento fascista. .

Pelas bibliografias consultadas, incluindo sua biografia autorizada, Lula deve ter iniciado a ser delator a partir de 1969. E assim que ele entrou em 1972 foi enviado para fazer os cursos da CIA na John Hopkins University nos EUA. Esses cursos já eram feitos por sindicalistas brasileiros bem antes do golpe de 1964. Quem os enviava secretamente era o IPES de Golbery. O livro de Dreyfuss tem a relação com o nome completo de uns 200 operários que foram fazer esses cursos antes do Golpe de 1964. Boletins de sindicato dos bancários do Paraná, ligado ao PCdoB denunciaram que mais de 40.000 operários fizeram esses cursos no período da ditadura; 4.000 para mim já está de bom tamanho; bom se diga que a maioria dos operários encaravam esses cursos como turismo. Estudantes do AP e da JUC também fizeram esses cursos antes de 1964; estudantes do PCB eram vetados.

 O fato dele ter ingressado supostamente a contra gosta e logo ser enviado para curso de preparação de líderes nos EUA demonstra que ele já era do time antes.

Hitler – Quando Hitler passou a fazer parte do serviço secreto do exército alemão ele fez os cursos de “pensamento nacional” onde aprendeu a ideologia do anti-semitismo do anticomunismo e contra o estado democrático. Deve ter sido um bom aluno, pois foi promovido a instrutor e escolhido para liderar um partido fascista em formação. Pelo fato de não ter uma ideologia definida antes, mas apenas ódios e megalomania além de um bom timbre de voz e estilo histérico, foi o escolhido.

 Lula – Depois que passou a ser um agente da ditadura, fez os cursos da CIA/Golbery onde aprendeu a ideologia do sindicalismo liberal americano, contra a CLT, contra a unicidade, pelo pluralismo, além do anticomunismo do chefão da AFL-CIO, George Meany. Não se sabe se foi bom aluno mas como orador inicialmente era um desastre. Mas desenvolveu um estilo cafajeste típico dos cantadores de cordel, de vai e volta, cheio de incoerências e indefinições ideológicas típica de um camaleão fascista. Esse discurso camaleônico e seu próprio caráter camaleônico levaram ele a ser escolhido para ser o líder de um movimento sindical fascista.

 Hitler – Na sua megalomania, Hitler se achava um grande artista, um grande pintor, talvez se ele tivesse tido persistência e ajuda se tornasse um pintor mediano, mas se tornou um pintor frustrado.

 Lula – Lula não teve direito a tais aspirações na sua megalomania indefinida. Passou por várias frustrações desde a infância em comum com seus irmãos numa luta conjunta pela sobrevivência em que às vezes os irmãos tinham um pouco mais de sorte. Diferente de Hitler que desde cedo procurou o seu caminho solo. Mas teve uma frustração inconsciente que nem o próprio Lula se apercebeu; ele tinha talvez talento para cantador de cordel; se um amigo ou parente tivesse percebido e dado a ele uma viola talvez fosse um repentista de cordel mediano.

 RESUMINDO – Hitler era um Pintor Frustrado e Lula é um Repentista De Cordel Frustrado.

 E POR FIM – As diferenças entre Hitler e Lula surgem em função dos objetivos do grande capital financeiro na Europa naquela época serem diversos dos seus objetivos no Brasil de hoje. Naquela época o grande capital financeiro tinha como objetivo lógico final uma santa cruzada contra o comunismo, inclusive no seu santuário, a URSS; daí forjar líderes heróico-trágicos e nacionalismos exacerbados imperialistas, para cumprir esses objetivos. Já para o Brasil de hoje, a lógica do grande capital financeiro reserva uma política de destruição do estado nacional, sucateamento da nossa indústria, internacionalização da AMAZÔNIA, destruição do mercado interno e de nossa força de trabalho, etc. O que exige lideranças fascistas de outro tipo, demagógico, eclético, oportunista, apátrida, capaz de camuflar seu antipatriotismo com doutrinas da moda fabricadas nos países colonialistas para consumo das elites travestidas de esquerda, alienadas, do terceiro mundo.

 Feliz Natal e próspero Ano Novo para todos

4 Respostas to “Lula, um Hitler cafajeste”

  1. osaciperere Says:

    Que o Prof. Francisco Santana é polêmico, ninguém da UFBA, minimamente informado sobre as lutas sindicais, duvida.

    Agora, é a vez dele desafiar os cientistas políticos de São Lázaro, na ativa ou aposentados, a contestarem os seus escritos. Mas contestarem com seriedade e fundamentação bibliográfica confiável. Vale também para historiadores, filósofos, economistas e assemelhados.

    Muitas vezes, o Prof. Francisco choca. Porque sua crítica é contundente. Até muitos dos intelectuais que admiramos, não são poupados. Ele exerce o pensamento crítico em plenitude. E não o faz por dinheiro. É tudo 0800.

    Não tenho dúvida que as Universidades brasileiras precisam de gente assim. Muito mais do que os produtivistas que vendem sua competência intelectual por trinta moedas. Ou menos…

  2. margavale Says:

    Professor, num país que pouco se lê, a imagem lula/hitler falou mais alto hoje no meu face. Muitos compartilhamentos, muitas curtidas.

  3. Teoria da Conspiração | Blog do Saci-Pererê Says:

    […] Pelas bibliografias consultadas, incluindo sua biografia autorizada, Lula deve ter iniciado a ser delator a partir de 1969. E assim que ele entrou em 1972 foi enviado para fazer os cursos da CIA na John Hopkins University nos EUA. Esses cursos já eram feitos por sindicalistas brasileiros bem antes do golpe de 1964. Leia mais AQUI. […]

  4. Marco Aurélio Says:

    Confesso que poucas vezes na vida vi um texto e uma analogia tão sem nexo como essa. O lunático que se dedicou a isso deveria procurar urgente um psiquiatra, pois a sociopatia deste é latente e escancarada! Uns fazem a história, outras tentam se promover na cauda. Lamentável. Sem contar que o texto é péssimo, a redação horrorosa e a argumentação uma alucinação patética.

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