– O medo vão de Regina Miranda

.

Menandro Ramos
FACED/UFBA
simpatizante da APUB-Luta Oposição Sindical

Quando a atriz global Regina Duarte manifestou-se “com medo de Lula” e em favor de Serra, houve uma enxurrada de protestos pelo Brasil afora. Tanto a esquerda autêntica quanto a que julgávamos autêntica, (parte dela, hoje, está sendo julgada pelo mensalão…) caiu de pau na “namoradinha do Brasil” – da ótica global, claro.

A roda do tempo rodou sem pressa e eis que novamente me deparo com a reedição do medo. Dessa vez, pela boca de uma douta professora universitária, pelo visto, apoiadora do governo.

Embora o ex-líder sindical tenha pisado feio na bola, pois traiu a classe trabalhadora – mesmo tendo deixado o governo com alto índice de popularidade, pelo milagre dos programas de bolsas e pela propaganda midiática -, sabe-se que o medo da atriz foi infundado, pois o barbudo não tinha nada a ver com o comunismo que ela tanto temia. Pelo contrário, naõ houve reforma agrária pra valer e nunca no Brasil o capital rentista deitou tão bem em berço explêndido…

Confira a fala de Regina Duarte:

https://osaciperere.wordpress.com/medo-de-lula/

Não sei se minha fala pode tranquilizar a colega atemorizada, mas pelo que tenho visto das mencionadas professoras, referidas por ela como “comandantes”, ao contrário do que foi dito, são exemplos de compromentimento em favor da Universidade Pública que todos queremos. Pelo menos os que não se curvam diante da mercantilização da Educação. Ao longo desse período, aprendi a admirá-las mais ainda. Se já tinha simpatia por elas, agora fiquei fã das três!

Creio, também, que a atitude da direção da FACED foi absolutamente correta, pois se recusou a chamar a polícia federal – como alguns queriam -, para reprimir uma mobilização pacífica de estudantes e professores, pautada num calendário que até a tal Proife governista assinou.

Reconheço que os que apoiaram a ação violenta da polícia federal, anos atrás, descendo a ripa no lombo dos estudantes e fazendo-os inalar gás lacrimogêneo, quando estes ocuparam a Reitoria da UFBA, talvez, não tenham aprovado a solução pacífica dada à manifetação. Do fundo do coração, creio que foi exemplar a solução e que deve ser sempre seguida.

Parece que a atual Reitora da UFBA também não é da escola dos que defendem a borduna e o gás lacrimogêneo contra as ocupações e manifestações pacíficas, a exemplo do diálogo que preferiu ter com os estudantes no episódio da FAPEX. Ainda bem. Marcou mais um tento no meu julgamento…

Para terminar, quero dizer que, se contribui para tranquilizar os companheiros e companheiras da UFBA em relação às ações terroristas que querem disseminar pela net, contram os que lutam por uma Universsidade e um Brasil decentes e fraternos, ficarei muito, muito feliz.

Somos de PAZ!

———————–

 

Prezado Marcos Palacios e demais professores,

Não precisamos ir tão longe para perceber que dias piores virão na   UFBa, caso esse movimento continue liderado pelas correntes políticas que hoje coordenam a greve na nossa universidade. Basta   lembrar que no dia 19 de abril último, sem que houvesse ainda   qualquer deliberação da categoria por paralisação das atividades   docentes, três professoras da Faculdade de Educação, que hoje   compõem o comando de greve, decidiram FECHAR A FACULDADE COM   CADEADO, tentando impedir o acesso de docentes, discentes e   servidores técnico-administrativos.  Os professores que se negavam a   cumprir tal ?ordem? e exigiam o seu direito de ir e de vir, foram   rechaçados em microfone, desqualificados grosseiramente pelas referidas professoras e pelos poucos estudantes que participavam do ?ato público?. As “comandantes” alegavam que a direção da faculdade   tinha conhecimento sobre o ato promovido naquele dia. Procuramos   imediatamente a direção para pedir esclarecimentos e providências,   evitando que novos episódioso corressem e provocassem mais conflitos entre docentes e discentes,   mas não obtivemos nenhuma resposta oficial da Direção.

Saudações universitárias,
Claudia Miranda
Depto de Educação Fisica/FACED/UFBA

——————————————

 

Colegas,
Há quem pareça determinado(a) a aprofundar as diferenças e promover * execuções* e não os pontos de consenso no MD. Pois bem, regojizem-se os que desejam mais rachas!! Começaram a aparecer fraturas no nível das Unidades separadamente, na IUFRJ. É o destino das greves que se prolongam indefinidamente. Como sair? Aos pedaços como parece que vai ser a forma na UFRJ? Acabo de receber a informação abaixo.

Na UFRJ começaram a usar cadeados. Vão acabar usando também guilhotinas, que parece que entrarão em moda na UFBA…

saudações,

marcos palacios

———————–

 

“Depoimento da Profa. Maria Paula Araújo/IH/UFRJ

O direito de sair de greve.
Os professores de História da UFRJ decidiram, numa ampla reunião realizada no Instituto de História, sair de greve separadamente. Acreditamos que é um direito nosso dirigir nossos próprios passos políticos e ter autonomia de decisão quando discordamos do encaminhamento do movimento, como é o caso na atual greve de professores das IES. Decidimos, nesta reunião, retomar as aulas no IH hoje, dia 13 de agosto. Mas fomos impedidos de entrar no prédio pela direção da adufrj que FECHOU, COM CADEADOS PRÓPRIOS, OS PORTÕES DO IFCS. Repudiamos vigorosamente este tipo de ação; querer impor uma decisão com base na truculência e na força é autoritarismo. A atual direção da adufrj está criando um fosso entre o sindicato e os professores do IH por não lhe reconhecer sua autonomia política e agir de forma violenta na imposição de sua direção. Por atos deste tipo a adufrj perde sua credibilidade como direção política. Nossa posição no entanto, será mantida. Com calma e serenidade voltaremos ao prédio ao longo desta semana para implementar a decisão tomada em nossa reunião.

AMANHÃ EU IREI AO IH PARA DAR MINHAS AULAS”

Nota divulgada pelos professores do IH! “No dia 1 de agosto de 2012, reuniram-se 19 professores (com a adesão eletrônica de 6 professores), de um corpo docente de 43 membros, que concordaram com a necessidade de agir de forma urgente perante o atual impasse nas negociações em torno da greve nacional de docentes das IFES.

Os professores reunidos, por unanimidade, concluíram:

1. que os resultados alcançados pelas lideranças do movimento grevista são substantivos e permitem a avaliação positiva do movimento, com seu encaminhamento claro para o retorno às atividades docentes, de extensão e pesquisa interrompidas pela greve;

2. alguns temas que ainda dificultam o encerramento do movimento grevista ? envolvendo a carreira docente, a avaliação de profissionais e a promoção e titulação de docentes e pesquisadores ? não são de natureza sindical e devem ser colocados para debate no âmbito das universidades, respeitando a autonomia universitária;

Em seguida, ainda por unanimidade, decidiram consultar os colegas do IH/UFRJ, num ?plebiscito eletrônico?, visando abalizar uma indicação de saída imediata da greve.

Em nova reunião, no dia 8 de agosto de 2012, com a presença de 21 professores, foi informado o resultado obtido na consulta eletrônica: 26 votos a favor e 9 contra a saída imediata da greve; e 8 abstenções.

A seguir, decidiu-se em votação, por 17 votos favoráveis, o retorno imediato às atividades de docência e pesquisa no Instituto de História da UFRJ, de modo a concluir o calendário letivo do primeiro semestre de 2012.

Para esse fim, são indicados os seguintes procedimentos:

1. O retorno às aulas se fará na segunda-feira, dia 13 de agosto, nos horários e locais previstos no calendário do primeiro semestre letivo de 2012.

2. Um aviso de ?retorno às atividades docentes? será lançado no site do IH/UFRJ, de modo que os alunos possam ter acesso à informação. Pedimos a todos que a divulguem através de redes sociais ou de endereços eletrônicos de que disponham.

3. A AdUFRJ deverá ser comunicada, através de documento escrito, da decisão tomada pelo corpo docente do IH/UFRJ.

4. A Coordenação de Graduação do IH/UFRJ solicitará ao CEG da UFRJ a emissão de novo calendário letivo, de modo a viabilizar o retorno às atividades docentes e garantir assim o pleno uso do direito ao seu exercício.

5. A Direção do IH/UFRJ deverá divulgar a todos os professores as informações técnicas relativas aos procedimentos de lançamento de notas, prazos etc., lembrando a impossibilidade de reprovação por faltas ou por ausência de avaliação de alunos regularmente inscritos no primeiro semestre de 2012 neste Instituto.

6. Os professores que não desejarem retornar às atividades docentes na segunda-feira, dia 13 de agosto, deverão informar a sua decisão por email à Direção do IH/UFRJ, de modo que os alunos inscritos nas disciplinas por eles ministradas sejam devidamente informados.

Comissão de Docentes do IH/UFRJ”

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: