O Pica-Pau nostálgico

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e-o-vento-16.

cap p 24.8.

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ara o Saci, tudo indica que o Pica-Pau anda meio nostálgico, com saudade da ex-presidente afastada, quiçá até de Lula, de quem tanto falou mal no passado. Até filmes antigos anda assistindo. Segundo o pestinha, depois que ele foi cair na besteira de elogiar o desempenho de Zé Maria, do PSTU, durante um debate na Reitoria da UFBA, o Pica-Pau não perde a oportunidade de atacar o camarada. E, agora, a mim por tabelinha.

Eu já disse a ele para deixá-lo em paz, pois o valente passarinho não admite ter suas teses contrariadas, muitas delas excelentes, mas algumas “viajandonas” e diverditas ao mesmo tempo. O meu debochado amigo, entretanto, vai-se saindo de fininho quando tento fechar-lhe a boca ou imobilizar-lhe as mãos… O que fazer? Custava ele concordar, ao menos de mentirinha, para não ficar rendendo conversa? Quanta gente age assim, numa atitude de uma verdadeira sapiência?

Até eu e o Prof. Santana fomos envolvidos na história: O Prof. Chico, na sua ira divina, como roteirista, e eu como protagonista. Abaixo, a minha resposta à delicada e cinematográfica provocação do insigne analista político. Tudo porque não votei como o antenado colega queria… Qualquer semelhança do passarinho ranzinza com o ilustre professor é mera coincidência.

Hermenêutica, velho Chico, hermenêutica. Mera subjetividade, deveras inclinada a se tornar cansativa numa lista discussão em rede ou numa mesa de pingue-pongue cibernética.
Suspeito que a História não tenha fim enquanto a humanidade existir debaixo desse ou de outros sois… Nem a história ficcional, ou “estória” se preferir. Depois de “E o vento levou” veio “O clã de Rhett Butler”. O primeiro é uma criação de Margaret Mitchell sob o ponto de vista da heroina Scarlett O’Hara, O segundo é uma nova interpretação autorizada pela família da autora a Donald McCaig, que se trata da visão masculina sobre a disputas dos fazendeiros estadunidenses que precede a Guerra Civil dos brothers do Norte… Dizem alguns que a preocupação do segundo é a reconstituição histórica daqueles eventos. Não o li ainda. Um dia ainda crio um bigodinho para parecer com o bonitão Rhett Butler. Rss. De toda forma, se achou que faço apologia a Neto, das duas uma, ou estou totalmente gagá, sem controle do que escrevo, ou vc precisa trocar suas lentes. Rss Não é meu propósito fazer apologia da direita, muito menos da falsa esquerda. Por enquanto, não vejo motivo para dizer, como FHC, “esqueçam o que escrevi”. Mantenho tudo o que venho escrevendo no Blog do Saci-Pererê. A não ser os eventuais atentados contra a língua de Machado de Assis…  Quem não concordar que escreva a sua versão… Rss
 
Sd
Menandro
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Menandro disse:

“Talvez vc tenha acreditado nas lágrimas do meu debochado amigo. Eu não caio nessa. São lágrimas de cebola… Ele é um curtidor”.

Então eu reli as duas paginas do texto do Saci e concluí que suas palavras foram sinceras e ponderadas tanto na parte da crítica ao PT (menor) como a da apologia a ACM Neto (maior). Discordo de ambas mas não farei críticas a elas agora. Prefiro declinar no momento  a impressão simbólica que me deu essa manifestação do Saci.

Lembrei-me do filme, E O VENTO LEVOU. Se tivesse os talentos do Saci em Power-Point, Foto Shopping e assemelhados, eu reproduziria cenas do referido filme com o título:
E O GOLPE LEVOU
Estrelando:
Zé Maria no papel de Scarlett O’Hara
Menandro no papel de Rhett Butler.
[Francisco Santana]

 

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